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    40 anos de formatura de comissários de Voo da Turma de 1973 da VASP

    TURMA DE 1973 : COMEMORAÇÃO DE 40 ANOS DE FORMATURA DE COMISSÁRIOS DE VOO DA VASP

    Viscount 827

    Alô pessoal da Turma de Comissários de 1973 sejam bemvindos a bordo do Buffet Girassol, na Vila Madalena, no dia 09 de Junho, para comemorarmos dois eventos importantes para nós :

    Dia dos Comissários (31 de Maio) que todos nós ajudamos a implantar, primeiro na Assembléia Legislativa de S. Paulo, através do saudoso casal comissária Marcelina e Sérgio Tígano, com a aprovação de um projeto do deputado Cantídio Sampaio e depois no Congresso Nacional, e 40 anos de formatura da Turma de 1973, formada na Escola Vasp/Senai, coordenada pela dedicada e saudosa comissária e instrutora Dona Inêz.
    Faço questão de citar alguns instrutores do Curso, que lembro-me no momento : Jaime (motores), Pivello (regulamentos), Falcão (meteorologia), Peter (peso e balançeamento), dr. Catel (primeiros - socorros), Dona Inêz (serviço de bordo).
    *
    Segue lista (parcial - 90 nomes) dos formandos :
    *ALBA, ALINE, ANALICE, ASSUNÇÃO, BAGGIO, BARROS, BERTA, BIA, BIANCA, BIANCHINI, BISPO, BITTENCOURT, BECKER, BONFIGLIOLI, BRENNER (In memoriam), BUGNI, CAMACHO, CASSONI, CRISTINA, CÉLIA, CLÉO, CLAYTON, CRUZ, DAIMON, DALVA, DALISE (In memoriam), FRANCO, GARABED (In memoriam), GAZETTA (In memoriam), GIL, GIMENES, GRAÇA, GRACE, IBERÊ, INGO, IVAN, IVONE, IVY, JADSON, JANICE, JOABE, JOÃO, JOCAFI, LEÇA, LECY, LINDAURA, LÚ, MARCEL, MARILDA, MARLENE, MARISTELA, MATOSINHO, MAY, MAZONI, MÁXIMO,
    MEIRE, MELISSA, MERINO, MICHEL, MONTEIRO (In memoriam), NAIR, NANCY, NARBOT, NEIDE, NELSON, NIKOLAS, NUNES, PAZIAM, PERES, PORTO, PROENÇA, ROSA, ROSANGELA, ROSELY, RIZZO, SABRINA, SAMIRA, SARA, SHIOMI, SOLIMAR ( In memoriam), SUELY, TAMBERLINI, TATO, TEODORO, TOLOSA, ÚRSULA, VALDIR, VERA, VESPER, YARA, ...

    *

    VASP: A CHAMA QUE NÃO SE APAGA

     

    Mensagem original
    De:
    PEDRO AZAMBUJA < pedroazambuja@ig.com.br >
    Para: Edson Matosinho < eafmatosinho@uol.com.br >
    Assunto: Re: TURMA DE COMISSÁRIOS DA VASP FORMADOS EM 1973
    Enviada: 28/04/2013 23:59

    Prezado MATOSINHO
    Por favor transmita a todos os companheiros meus melhores cumprimentos e um forte abraço a cada um deles, realmente esta foi uma turma muito especial, esta turma é quase toda nossa história VASPEANA.
    Saudades de todos, principalmente dos que se foram, mas certamente estão em algum lugar junto conosco comemorando, e estarão presentes lá na festa.
    Abraços
    PEDRO AZAMBUJA


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 20h02
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    Mente, com Clara Nunes, Composição: Paulo Vanzolini / Eduardo Gudin

    Mente, com Clara Nunes
    Composição: Paulo Vanzolini / Eduardo Gudin

    Mente
    ainda é uma saída
    É uma hipótese da vida
    Mente
    Sai dizendo que me ama
    Mente
    Espalha essa fama
    Me chama de meu amor constantemente, no meio de toda
    gente
    e a sós, entre nós dois, mente.
    Mente pra dar um novo inicio, ninguem liga sacrificio,
    quando ele é o único meio.
    Pois na mentira, meu amor, crer, eu não creio.
    Só pretendo que, de tanto mentir, repetir que me ama,
    você mesma acabe crendo.

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 20h00
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    Crônica de Heitor Cony : Paulo Vanzolini

    Chico Buarque - Samba Erudito, composição de Paulo Vanzolini

    Andei sobre as águas
    Como São Pedro
    Como Santos Dumont
    Fui aos ares sem medo
    Fui ao fundo do mar
    Como o velho Picard
    Só pra me exibir
    Só pra lhe impressionar

    Fiz uma poesia
    Como Olavo Bilac
    Soltei filipetas
    Pra lhe dar um Cadillac
    Mas você nem ligou
    Para tanta proeza
    Põe um preço tão alto
    Na sua beleza

    E então, como Churchill
    Eu tentei outra vez
    Você foi demais
    Pra paciência do inglês
    Então me curvei
    Ante a força dos fatos
    Lavei minhas mãos
    Como Pôncio Pilatos

    Paulo Vanzolini, por Heitor Cony

    RIO DE JANEIRO - Por diversas vezes tentei me aproximar de Paulo Vanzolini, mas por timidez ou preguiça, fui ficando no meu canto.

    Com a sua morte, assumi uma dívida, pois devo a ele o título do livro que considero o mais pessoal de todos os romances que escrevi por aí. Nem sempre é fácil dar um nome a um romance, mas "Pilatos" veio naturalmente, como epígrafe e título do único livro que escrevi por e com prazer.

    Chico Buarque gravara o "Samba Erudito", de Vanzolini conhecia o clássico "Ronda", mas senti nos versos finais do erudito samba não apenas o nome, mas a própria história do romance: "E assim, me rendi ante a força dos fatos, lavei minhas mãos como Pôncio Pilatos".

    Depois de publicá-lo, fiquei 23 anos sem fazer ficção, pois achava que a força dos fatos me obrigara não apenas a lavar as mãos, mas a jogar fora a água da bacia. Antes, havia escolhido epígrafes solenes, Goethe, Verlaine, Ingmar Bergman, são Paulo, Apollinaire, mas, quando cheguei a Vanzolini, nunca mais usei epígrafes.

    Até hoje, leitores e críticos estranham o nome "Pilatos" que só aparece na capa e na epígrafe. Nada tem a ver com a trama, mas comigo.

    A história é de um sujeito comum, atropelado por um ônibus, no hospital cortam-lhe o pênis. Impotente e castrado, ele coloca o pênis num vidro de compota de pêssego da confeitaria Colombo, com álcool que renovava sempre. Segue a vida dele, enfrentando a força dos fatos da maneira que pode.

    O livro foi escrito durante os anos de chumbo, não deixa de ser uma metáfora do brasileiro castrado e impotente daquela época. Ante a força dos fatos, lavei minhas mãos e fiquei devendo a Paulo Vanzolini o único livro que considero realmente meu. Lavei minhas mãos, mesmo assim não as considero limpas.

    Fonte : Folha de S. Paulo, 30 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h40
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    Aviões da VASP servirá para recreio de mergulhadores em Porto de Galinhas / PE

    Aviões serão afundados para prática de mergulho recreativo

    Antigas aeronaves da Vasp serão atrações de Parque Marinho em Porto de Galinhas



    Mergulhadores poderão explorar aviões em Porto.

    Foto: Ana Laura Camano/Divulgação

    Já imaginou mergulhar em aviões naufragados? Pois isso será possível até setembro no Recife e em Porto de Galinhas, quando o Parque Estadual Marinho de Naufrágios estiver funcionando. Os boeings da Vasp 727-200 e 737-200, estacionados no pátio do Aeroporto Internacional do Recife/ Guararapes - Gilberto Freyre há oito anos, deverão ser comprados pelo estado e afundados em alto-mar. Os frequentadores também poderão nadar entre arraias e peixes coloridos e ver de perto 27 embarcações que foram a pique na costa pernambucana.


    Aviões estão estacionados no Aeroporto Internacional do
    Recife - Guararapes/Gilberto Freyre.
    Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

    Os aviões foram fabricados na década de 1980 e pararam de voar no início de 2005. Desde então, estão estacionados próximo à cabeceira 36 do aeroporto, ocupando uma área de 3 mil m2. No país, as aeronaves da Vasp estavam sendo desmontadas e as peças vendidas até novembro do ano passado, quando uma decisão da Justiça proibiu temporariamente os leilões. Caso a Secretaria Estadual de Meio Ambiente não consiga comprar os boeings, outros dois aviões, inclusive de fora do Brasil, poderão ser negociados. Mas isso encareceria o processo, devido aos custos com o traslado. “Estamos em processo de aquisição, negociando algumas alternativas, e vendo o local adequado no fundo do mar”, acrescentou o secretário Sérgio Xavier.

    Fonte : Diário de Pernambuco, dia 27 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h52
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    31 de Maio : Dia dos Comissários de Voo

    Comissária de Voo Marcelina, devota de Nossa Senhora de Loreto, padroeira dos Aviadores, começou a trabalhar na Vasp, em 1.958. Efetuou muitos voos de Viscount 827 à época da construção de Brasília e foi um símbolo do período JK. Estrelou a campanha publicitária com a chegada em 1968 de dois primeiros jatos puros para a Companhia, os BAC 1-11-400 (One-Eleven) e pela nova imagem da aeromoça. No final de carreira Marcelina era inspetora responsável para supervisionar a apresentação dos comissários/as de voo, no D.O. em CGH.

    Rigorosa, detalhista e amiga dos funcionários, era respeitada por todos os Aeronautas.
    Trabalhou na VASP, sua paixão, durante muitos e muitos anos...

    comissários Joe e Marcelina

    Carlos Drummond de Andrade

    Bom dia, aeromoça!

    “Bom céu para você. E também os bens terrestres da alegria, de segurança profissional, de vida fluindo em paz, pelo reconhecimento do papel admirável que você desempenha na aviação contemporânea. Que um dia ao baixar da altura para a vida comum, você encontre entre nós a mesma compreensão generosa, o mesmo carinho lúcido que hoje recebemos de você no voo.”



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h43
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    Dorival Caymmi interpreta Marina (Último show ao vivo em 1996)

    Dorival Caymmi - Marina - Heineken Concerts - 1996 (último show ao vivo de Caymmi, em S. Paulo)
    Estava presente
    Marina
    Marina, morena
    Marina, você se pintou
    Marina, você faça tudo
    Mas faça um favor
    Não pinte esse rosto que eu gosto
    Que eu gosto e que é só meu
    Marina, você já é bonita
    Com o que deus lhe deu
    Me aborreci, me zanguei
    Já não posso falar
    E quando eu me zango, marina
    Não sei perdoar
    Eu já desculpei muita coisa
    Você não arranjava outra igual
    Desculpe, marina, morena
    Mas eu tô de mal

    Marina, morena
    Marina, você se pintou
    Marina, você faça tudo
    Mas faça um favor
    Não pinte esse rosto que eu gosto
    Que eu gosto e que é só meu
    Marina, você já é bonita
    Com o que deus lhe deu
    Me aborreci, me zanguei
    Já não posso falar
    E quando eu me zango, marina
    Não sei perdoar
    Eu já desculpei muita coisa
    Você não arranjava outra igual
    Desculpe, marina, morena
    Mas eu tô de mal
    De mal com você
    De mal com você.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h40
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    CHARGES ON LINE

    RESENHA EM CHARGES

    Políticos corruptos 

    Nani

    Enviando uma Pizza ao Supremo 

    Lute, para o Hoje em Dia

    Lula e Obama de franjinha

    por Lane

    Prova da OAB

    por Genildo

    Redução da maioridade penal

    por Pelicano para a Rede Bom Dia

    Menores ateiam fogo em dentista em São Paulo

    por Flávio

    Alckmin quer reduzir maioridade penal

    por Latuff

     Imposto de Renda último dia

    por Jeremias

    Declarar os chifres no Imposto de Renda

    por Newton Silva

    Beijaço no Leão da Receita Federal

    por Samuca para o Diario de Pernambuco

     

     

    Acabou o prazo para declarar o Imposto de Renda

     

    Dilma dá beijaço na inflação

     

    por Pelicano para a Rede Bom Dia

     

    PEC 33 dos mensaleiros contra o Super Joaquim Barbosa

    por Amarildo para A Gazeta

     

    Educação abandonada, Copa priorizada

     

    por Giancarlo

     

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h57
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    Deu no The i-piauí Herald

    FIFA exige padronização de protestos contra a Copa


    FIFA exige padronização de protestos contra a Copa

    Ativistas do Femen só poderão protestar usando trajes de gala

    ZURIQUE - Após padronizar as redes das balizas, a espessura da grama, o grito de gol e os xingamentos aos juízes, a Federação Impessoal de Futebol Automatizado, FIFA, enviou uma cartilha para ativistas e descontentes. "A partir de agora, aqueles que desejarem protestar contra a Copa também devem atender ao padrão FIFA", explicou Jérome Valcke, enquanto uniformizava os cantos das torcidas de acordo com as escalas europeias.

    Em seguida, mostrou uma cartilha com o tamanho padronizado para cartazes e faixas, recomendando o uso de material reciclado. "Os cartazes devem ter 20 por 40 centímetros, e as faixas não podem ultrapassar um metro", diz o texto. Nas páginas seguintes, a entidade elencou as palavras de ordem permitidas. "As reuniões de descontentes devem obrigatoriamente ter a presença de representantes de todas as minorias da sociedade brasileira; ao mesmo tempo, não podem ultrapassar 30 pessoas", exigiu o secretário geral da entidade máxima do entretenimento.

    No final, de maneira padronizada, Valcke anunciou que os cambistas, flanelinhas e vendedores ambulantes passarão por processo de pasteurização. "Todos passarão por uma homogenização industrial, auditada pela Price Waterhouse e Coopers, para ficarem parecidos com o Luciano Huck", adiantou.

    Fonte : The i-piauí Herald



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h33
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    CALÚNIA DO MACACO SIMÃO : LULA É COLUNISTA DO BALANTINES

    Lula é colunista do Balantines!, por José Simão

    E as autoridades do Maracanã? Lula, Dilma e Cabral! Lula é o colunista do Balantimes. E a Dilma é muito chique, muito digna, mas continua andando como caubói. Sabe aquele caubói que puxaram o cavalo e ele continua andando? John Wayne em "Duelo ao Sol"

    Gostei do gol do Pato! Quando ele jogava no Milan só fazia gol na filha do Berlusconi! Rarará!

    Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! E esta placa: "Leco Cabeleireiro! Prepare-se! Jesus tá voltando". Pra você esperar Jesus linda e loira!

    E o Silvio e o Troféu Imprensa? O Silvio Santos não conhece ninguém que ganha o Troféu Imprensa. "Quem é essa, atriz da Globo?" "Danilo Gentili ou Danilo Gentil, nunca ouvi falar."

    Como disse o Stycer: Troféu Imprensa é palco para o melhor "stand-up" do Silvio Santos! "A Contigo' tá melhorando muito, tá ficando quase igual à Caras'." "Aqui a gente copia que é mais fácil." E o júri? Júri da Pior Idade! Rarará! E o Silvio Santos não existe, é ficção!

    E adorei a abertura do Maracanã! Devia ser Amigos do Pelé X Amigos do Romário! Que estão brigando há meses! Boçal! Ignorante! Ignorante! Boçal! Aí ia pegar fogo! UFC no Maracanã! Iam acabar com o estádio novinho!

    E as autoridades? Lula, Dilma e Cabral! Lula é o colunista do Balantines. Rarará! Como disse o Ciro Botelho, redator do "Pânico na Band": "O Lula é o novo colunista do Balantines". Rarará!

    E a Dilma é muito chique, muito digna, mas continua andando como caubói. Sabe aquele caubói que puxaram o cavalo e ele continua andando? John Wayne em "Duelo ao Sol"! E fiquei muito emocionado com o sacrifício do Cabral: abandonou Paris e veio diretamente pra abertura do Maracanã. Aí ele chegou e perguntou: "Quem tá jogando hoje, o Paris Saint-Germain?". Rarará!

    E aquele uniforme do São Paulo? VERMELHO! Vermelho de Vergonha! Parece picolé da Fruttare frutas vermelhas. Ou então botaram do avesso.

    E o Corinthians? "Boi, boi, boi da cara preta/ O Corinthians é perneta mas goleou a Ponte Preta." Gostei do gol do Pato! Quando ele jogava no Milan só fazia gol na filha do Berlusconi! Rarará!

    E esta: "Cachoeira é detido em Anápolis por dirigir embriagado". E aí conseguiu um "habeas copos"? E deixa as águas rolarem! É mole? É mole, mas sobe!

    E adorei a sugestão do chargista Marco Jacobsen pro Supremo e pro Congresso acabarem com essa perrenga: BEIJAÇO! Podia terminar tudo num grande beijaço! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza. Hoje só amanhã!

    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

    Fonte : Folha de S. Paulo, terça-feira, 30 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h28
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    Lula que já cansou de dizer que ler jornais é perda de tempo, vai "escrever" para o "NYT"

    O New York Times também não sabia, por Guilherme Fiuza



    Lula terá uma coluna mensal no New York Times. Pelo visto, os americanos estão levando a sério o projeto da decadência do império. Escolheram a dedo o amigo dos fantasmas de Khadafi e Chávez, porta-voz nas Américas de Ahmadinejad, o tarado atômico que quer explodir os Estados Unidos. Não se sabe ainda quem escreverá a coluna de Lula. Possivelmente, algum democrata importado por José Dirceu de Cuba. O New York Times verá o que é bom para a tosse.

    Lula já cansou de dizer a seu povo que ler jornais é perda de tempo. O filho do Brasil vive exortando seus fiéis a não acreditar no que a imprensa diz. Nesse aspecto, pode-se dizer que o NYT chegou à perfeição. Se a vocação da imprensa é mentir, o jornal americano tem agora o maior especialista no assunto.

    O gesto do jornal mais influente do mundo, ao contratar um ex-presidente no exato momento em que ele é investigado pela polícia de seu país por corrupção, pode ser entendido de duas formas: ou o NYT aderiu à moral petista ou - mais provável - o jornalão está se lixando para o que acontece no Brasil e resolveu usar Lula como mais um suvenir da pobreza, desses que a esquerda festiva americana ama. Se o colunista disfarçar bem os ideais parasitários que implantou em seu país, a contratação exótica pode até ajudar a vender jornal. Ficção científica sempre dá ibope.

    Dizem que a coluna de Lula tratará de vários assuntos internacionais. Fica aqui, então, uma sugestão de pauta para o texto de estreia: a conquista de Roma por Rosemary. A despachante de Lula e Dilma, investigada por tráfico de influência, foi instalada pelo Itamaraty na elegante embaixada brasileira na Itália, numa viagem de passeio. Não pode haver assunto internacional mais quente para a coluna de Lula no New York Times.

    Mas Lula não deve contar tudo de uma vez só. O ideal seria que ele iniciasse uma série - sugestão de título: "Roses story" - e, a cada coluna, fosse detalhando os passos épicos de Rosemary Noronha como representante da Presidência da República em São Paulo, com todas as ações cirúrgicas para implantar picaretas nas agências reguladoras e transformá-las em balcões de cargos e negócios. Seguiria-se a história de como Dilma Rousseff a protegeu no lendário escritório paulista da Presidência, até que a floresta de golpes finalmente vazasse. O leitor americano vai adorar - achará que está lendo Agatha Christie, a rainha do crime.

    Truman Capote e Gay Talese sumirão na poeira com o realismo pulsante de Lula no NYT. Os americanos descobrirão, enfim, o verdadeiro thriller da vida como ela é - e as famosas incursões de Capote e Talese pelo submundo parecerão brincadeira de criança. O colunista brasileiro poderá narrar as peripécias de Waldomiro, Valdebran, Gedimar, Vedoin, Bargas, Valério, Delúbio, Silvinho, Erenice, Rosemary e grande elenco. Isso garantirá ao New York Times, pelo menos uma vez por mês, uma edição de arrepiar. Os leitores interessados na realidade terceiro-mundista entenderão enfim o que é miséria (moral).

    O público gringo de Lula vibrará com a história fantástica do mensalão, o escândalo que levou ao maior julgamento por corrupção da história de seu país, sem sequer arranhar o poder do grupo político que engendrou o golpe. O leitor americano se fascinará com a história da marionete que virou presidente e símbolo feminista, sem completar um único raciocínio lógico de autoria própria. Acharão que é realismo fantástico - e aí caberá ao colunista jurar pela liberdade de Rosemary que é verdade.

    A coluna de Lula será um sucesso. Basta ele colocar lá suas memórias dos últimos dez anos. Líderes do mundo todo ficarão magnetizados com o final feliz petista - a tecnologia de eternização no poder sem governar, apenas torrando as riquezas nacionais em propaganda "progressista" e aliciamento de cúmplices. Um governo que chama a inflação de volta com seu show de populismo, fisiologismo e negligência - e consegue recordes de aprovação... O mundo descobrirá que Paulo Coelho não é o maior mago brasileiro.

    Enquanto a revolução bolivariana não acaba com a imprensa burguesa, o companheiro Lula pode contar tudo o que não sabia – basta mandar Dilma proibir a Polícia Federal de ler o New York Times.


    Fonte : revista Época


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h14
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    Aniversário de nascimento do baiano compositor, cantor e violonista DORIVAL CAYMMI de 1914

    Hoje CAYMMI comemoraria 99 anos

    Dia 30.04 - Aniversário de nascimento do compositor, cantor e violonista DORIVAL CAYMMI de 1914.

    Baiano responsável em grande parte pela imagem que a Bahia tem hoje em dia, seu estilo inimitável de compor e cantar influenciou várias gerações de músicos brasileiros. Em Salvador teve vários trabalhos antes de tentar a sorte como cantor de rádio, e como compositor ganhou um concurso de músicas de carnaval em 1936.

    Dois anos mais tarde foi para o Rio de Janeiro com o objetivo de realizar o curso preparatório de Direito e talvez arranjar um emprego como jornalista, profissão que já havia exercido em Salvador. Mas, incentivado pelos amigos, muda de idéia e resolve enveredar para a música. Primeiro, por obra do acaso, tem sua música "O que é que a baiana tem" incluída no filme "Banana da terra", estrelado por Carmen Miranda em 1939. Em seguida sua música "O mar (parte 1 & Parte 2)" foi colocada em um espetáculo promovido pela então primeira-dama Darcy Vargas. Daí em diante seu prestígio foi se ampliando.

    Passou a atuar na Rádio Nacional, onde conheceu a cantora Stella Maris, com quem se casou em 1940. Seus filhos Dori, Danilo e Nana também são músicos.

    As canções que celebrizaram Caymmi versam na maioria das vezes sobre temas praieiros ou sobre a Bahia e as belezas da terra, o que colaborou para fixar, de certa forma, uma imagem do Brasil para o exterior e para os próprios brasileiros. Algumas das mais marcantes são "A lenda do Abaeté", "Promessa de pescador", "É doce morrer no mar", "Marina", "Não tem solução", "João Valentão", "Maracangalha", "Saudade de Itapoã", "Doralice" pelos Anjos do Inferno, "Samba da minha terra" pelo Bando da Lua, "Lá vem a baiana", "Suíte dos pescadores", "Sábado em Copacabana" por Lúcio Alves, "Nem eu", "Nunca mais" por Stellinha Egg, "Saudades da Bahia", "Dora", "Oração pra Mãe Menininha", "Rosa morena" pelos Anjos do Inferno, "Eu não tenho onde morar", "Promessa de pescador" e "Das rosas".

     Em mais de 60 anos de carreira, Dorival Caymmi gravou cerca de 20 discos, mas o número de versões de suas músicas feitas por outros intérpretes é praticamente incalculável. Sua obra, considerada pequena em quantidade, compensa essa falsa impressão com inigualável número de obras-primas.


     

     

     

     

     

     

     

    Primeiros LP's (10 polegadas):



    Primeiros tributos em LP's 10 polegadas:

    Dorival Caymmi - SITE OFICIAL
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    Fonte : Collector's Memória



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h40
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    MORRE O CIENTISTA RENOMADO MUNDIALMENTE E O COMPOSITOR DE SAMBA CONSAGRADO

    Músicos exaltam Vanzolini e revelam inéditas do autor
    Paulo Emílio Vanzolini *25/4/1924 São Paulo - SP +28/4/2013 São Paulo, SP

    Parceiros têm letras deixadas pelo compositor morto anteontem aos 89 anos

    Cronista do samba paulistano será homenageado na próxima Virada Cultural, em maio

    LUCAS NOBILE DE SÃO PAULO

    Grandes nomes da música brasileira exaltaram ontem Paulo Vanzolini, considerado o maior representante do samba de São Paulo ao lado de Adoniran Barbosa.

    O autor de "Ronda" e "Volta por Cima", que morreu na noite de anteontem aos 89 anos, por complicações decorrentes de uma pneumonia, foi enterrado na tarde de ontem, no cemitério da Consolação, na capital paulista.

    Ícones do samba, como Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Elton Medeiros e Nei Lopes, e nomes da MPB como Maria Bethânia e Toquinho ressaltaram a originalidade de Vanzolini como cronista musical da maior cidade do país.

    O sepultamento reuniu cerca de 150 pessoas, entre familiares, amigos do mundo científico --Vanzolini foi um nome de ponta na pesquisa biológica no país -- e músicos, como o bandolinista Izaías Bueno e o compositor Eduardo Gudin.

    Parceiro de Vanzolini no samba "Mente", sucesso na voz de Clara Nunes, no disco "Guerreira" (1968), Gudin disse que o compositor lhe deixou duas letras inéditas.

    O violonista, que encontrou um dos poemas e ainda precisa localizar o outro, diz que pretende musicá-los, mas não gravá-los. "Sem mostrar para ele não tem graça."

    Os dois fariam juntos um show na Virada Cultural deste ano. Com a morte de Vanzolini, Gudin não confirmou se fará a apresentação sozinho.

    A organização da Virada, marcada para 18 e 19 de maio, disse que planeja realizar uma homenagem ao sambista, mas não deu detalhes.

    A viúva de Vanzolini, a cantora Ana Bernardo, disse no enterro que vai revirar o "baú" deixado por ele. "Os parceiros dele devem ter inéditas, é possível que tenhamos alguma surpresa em breve", disse ela.

    Outro parceiro de Vanzolini, Roberto Riberti, contou à Folha que lançará, no seu álbum "Túmulo do Samba", que sairá no segundo semestre, uma canção quase desconhecida da dupla, "Todo Mundo Me Diz".

    "Ele tinha uma letra escrita na década de 1940 e me entregou para musicar. Já gravei no meu disco, com participação do MPB4, foi última gravação feita pelo Magro [morto em 2012]."

    O compositor Carlinhos Vergueiro também informou que pretende gravar um CD com canções conhecidas de Vanzolini.

    Análise - O sambista Paulo Vanzolini

    Tinha o sexto sentido para a naturalidade de frases melódicas

    ZUZA HOMEM DE MELLO ESPECIAL PARA A FOLHA

    Por muito anos parecia impossível surgir samba de algum paulista. Compositor de samba tinha que vir da Bahia ou do Rio. Ou no mínimo viver no Rio. São Paulo dava valsas, choros, modas de viola, grandes violonistas. Nada de sambista.

    Ao lado de Adoniran Barbosa e, anos depois, de Eduardo Gudin, Paulo Vanzolini fez nascer um estilo de tamanha personalidade que sua obra foi incorporada à gênese do gênero com o selo lacrado, para alguns pejorativo, de samba paulista.

    A singularidade da vida que levou --de dia o biólogo de renome internacional, de noite o boêmio bom de copo que não concebia ficar de fora da mesa de um bar papeando nas madrugadas-- fez de Paulo Vanzolini um homem de respeito em duas áreas diametralmente opostas.

    Era admirado tanto por pesquisas científicas em herpetologia (estudo dos répteis) como pela capacidade de sintetizar em uma frase tudo que a alma de um músico paulista inveja criar.

    Tinha o sexto sentido para a naturalidade de frases melódicas, a que ia incorporando versos, ou vice-versa, ou ainda tudo junto, não importa, para chegar a uma canção. De espreitada em espreitada, de samba em samba, deixou uma obra clássica para a música popular brasileira.

    Sensível a seu lado caipira com a mesma fidelidade com que mordia o cachimbo, Paulo Vanzolini foi um repórter refinado de ruas, cenas e episódios que só poderiam ocorrer na cidade de São Paulo.

    Foi um filósofo nos sambas urbanos criados sem muita pressa, com um certo abandono e a atitude de um musico diletante que preservou o que garimpou em sua existência: os fragmentos que formam o painel da expressão musical desta cidade.

    ******

    Análise - O cientista

    Teve participação direta em momentos-chave da ciência nacional

    MARCELO LEITE EDITOR DE OPINIÃO

    A especialidade de Paulo Emílio Vanzolini, na sua identidade menos conhecida de pesquisador, eram cobras e lagartos. O afiado zoólogo foi um dos maiores herpetologistas do Brasil e teve participação direta em momentos cruciais da ciência nacional.

    A pesquisa biológica, como um lagarto, caminha pela natureza impulsionada sobre dois pés por vez: teóricos e sistematizadores, de um lado, naturalistas e taxonomistas, de outro. Vanzolini serpenteava com destreza entre os dois campos, aliando como poucos as faculdades de observador detalhista e de generalizador arguto.

    Na descrição de espécies de répteis e seus hábitos ecológicos, avançou sobre terreno quase virgem, aplicando com afinco a formação obtida na Faculdade de Medicina da USP e no doutorado na Universidade Harvard (EUA). Foi fundamental para o Museu de Zoologia da USP, que amou e dirigiu por muitos anos.

    O conhecimento acumulado sobre a distribuição de cobras e lagartos foi empregado como apoio empírico para a chamada teoria dos refúgios (1969 e 1970). Vanzolini a desenvolveu com o geógrafo Aziz Ab'Sáber.

    A imensa diversidade de espécies na Amazônia, segundo a teoria, decorreria da alternância de períodos secos nos últimos 2 milhões de anos (Quaternário). Com a intromissão de línguas de cerrado (savana), a floresta densa teria sido confinada em redutos.

    Isolados nas ilhas de mata ("refúgios") durante milênios, animais teriam evoluído de forma independente até se tornarem espécies distintas.

    Hoje, no entanto, acredita-se que a exuberância e a distribuição da biodiversidade amazônica não podem ser explicadas só pelas variações climáticas do Quaternário. Elas têm raízes muito mais profundas no tempo.

    A colaboração com Ab'Sáber nasceu de sua admiração por Vanzolini ter participado do grupo que criou a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) em 1960. Vanzolini foi um dos que lutaram por padrões rígidos, como limites orçamentários para o gasto administrativo --o grosso dos repasses governamentais tinha de ir para a pesquisa-- e o julgamento dos projetos por pareceristas anônimos.

    Eram usos e costumes estranhos à ciência nacional, mais afeita à camaradagem. Vanzolini também a praticava, mas nos lombos de burro e nas canoas em que se embrenhava pelos cafundós do Brasil.

    Numa de suas incursões pelo rio Paraná, compôs com Antônio Xandó uma estrofe complementar para "Cuitelinho" (espécie de beija-flor), entoada por um pescador. Estão ali talvez os versos mais formosos de uma das mais bonitas melodias do cancioneiro nacional: "A tua saudade corta como aço de navalha / O coração fica aflito, bate uma, a outra falha / E os olhos se enchem d'água, que até a vista se atrapalha".

    A letra é triste, mas o encontro de Vanzolini com a cultura popular não poderia ter sido mais feliz.

    ******

    Repercussão

    Paulinho da Viola, compositor e cantor:


    "A ciência perdeu, o samba perdeu, enfim, todos nós perdemos uma figura humana muito especial."

    Maria Bethânia, cantora:


    "Grande compositor, com estilo mais que definido. A notícia que me chegava do seu modo de viver sempre me encantou. Com duas profissões bem vividas, é uma falta que será sentida por toda MPB."

    Martinho da Vila, compositor e cantor:


    "Quem nos apresentou foi o Marcus Pereira, e nos tornamos amigos. Não era ritmado, mas fez músicas belíssimas. Era um intelectual, mas ao mesmo tempo um compositor popular, um boêmio brasileiro."

    Eduardo Gudin, compositor, parceiro de Vanzolini:
    "Fizemos muitos shows juntos. É um pedaço meu, da minha vida."

    Drauzio Varella, médico, escritor, colunista da Folha e aluno de Vanzolini na Faculdade de Medicina da USP nos anos 1960:
    "Foi um grande cientista, um dos biólogos mais importantes do século 20. E foi ainda um músico maravilhoso. A produção científica dele foi do mesmo nível da produção musical."

    Juca Ferreira, secretário municipal de Cultura:
    "Foi um grande sambista, dos maiores que São Paulo produziu. Sua música é parte do repertório afetivo da cidade."

    Celso Lafer, presidente da Fapesp:
    "Teve papel fundamental na criação da Fapesp, tendo já naquela época a visão de que ciência, conhecimento e inovação são fundamentais para o futuro do país."

    Helena Nader, presidente da SBPC:
    "Foi uma figura de muita força e vitalidade. É mais um ícone da ciência brasileira que desaparece."

    *



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h21
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    DECISÃO : Nepotismo de general GARRASTAZU MÉDICI

    general Emílio Garrastazu Médici, governou o Brasil entre 1969 e 1974, na Ditadura Militar
    Nepotismo do general Garrastazu Médici favorece com pensão do Estado sua neta Cláudia Candal Médici
    Neta adotada como filha pelo ex-presidente Médici garante direito a pensão militar
    A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou legal a pensão paga pelo Estado a Cláudia Candal Médici, neta do ex-presidente Emílio Garrastazu Médici – que governou o Brasil entre 1969 e 1974. Cláudia foi adotada como filha pelo ex-presidente e por sua esposa, Scylla Gaffrée Nogueira Médici, em 1984. O general morreu no ano seguinte e Cláudia, na condição de filha adotiva, passou a receber a pensão.

    O pagamento do benefício foi suspenso em 2005, porque a administração pública entendeu que a adoção havia sido irregular, por falta de autorização judicial. A neta do ex-presidente entrou na Justiça com mandado de segurança para reverter a decisão administrativa, sustentando a legalidade do procedimento de adoção e alegando que o benefício foi suspenso sem que ela tivesse a oportunidade de se defender. Ganhou em primeira instância.

    O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), sediado no Rio de Janeiro, cassou a decisão – não por irregularidade na adoção, mas porque esta teria sido providenciada apenas com o objetivo de garantir o recebimento da pensão militar pela adotanda.

    Os desembargadores federais consideraram que a adoção, feita por escritura pública, estava de acordo com o Código Civil de 1916. Além disso, o Código de Menores vigente à época da adoção, que viria a ser substituído em 1990 pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, exigia autorização judicial apenas para menor em situação irregular – abandonado, carente, infrator ou submetido a maus tratos, por exemplo –, o que não era o caso da neta de Médici.

    No entanto, para o tribunal regional, a adoção da neta pelo casal Médici não passou de expediente para lhe garantir o recebimento da pensão militar, já que a legislação só permitia o benefício a netos se fossem órfãos de pais.

    Manobra

    “A finalidade da adoção deve ser a de prestar assistência material, amparo moral e educacional, não podendo o instituto ser usado como manobra para burlar lei previdenciária desfavorável, que não considera beneficiários da pensão por morte os netos com pais vivos nem os filhos homens, maiores de 21 anos e não inválidos”, afirmou o TRF2.

    De acordo com o tribunal, o direito a benefícios previdenciários deve ser consequência e não causa da adoção. “Se a adoção da neta se deu a fim de que eventual pensão do militar, à qual os filhos deste, já maiores, não fariam jus, fosse deixada àquela, não há se falar em direito líquido e certo” – declarou o TRF2, ao reformar a decisão de primeira instância.

    Recurso

    No julgamento de recurso apresentado por Cláudia Médici, os integrantes da Quinta Turma do STJ acompanharam integralmente o voto do relator, ministro Jorge Mussi, para restabelecer a decisão inicial e assegurar o pagamento da pensão.


    Mussi assinalou que o próprio TRF2, ao analisar as provas do processo, concluiu que a neta do ex-presidente não se encontrava em situação irregular no momento da adoção, portanto não haveria necessidade de intervenção do Poder Judiciário e a adoção poderia ser feita por meio de escritura pública.

    Assim, segundo o ministro, o ato de adoção “deve ser considerado plenamente válido e eficaz, inclusive para efeito de percepção da pensão militar”. Ele destacou que a Constituição Federal, em seu artigo 227, parágrafo 6º, “veda qualquer tipo de discriminação entre filhos adotivos e naturais”, o que impede a interpretação dada pelo TRF2 – de que a adoção da neta pelo general, embora legalmente válida, não daria direito à pensão por ter sido feita exclusivamente com fins previdenciários.

    Ampla defesa

    A Quinta Turma também considerou irregular o procedimento da administração pública ao anular a concessão do benefício sem observar o direito à ampla defesa. De acordo com Jorge Mussi, a jurisprudência do STJ consagra que a instauração de processo administrativo é condição indispensável para o cancelamento de pensões sob o argumento de terem sido concedidas de forma ilegal.

    Também o Supremo Tribunal Federal (STF), segundo o ministro, já se manifestou em diversas oportunidades no sentido de que a anulação de ato administrativo em casos assim não prescinde da observância do contraditório e da ampla defesa.

    “Portanto, a desconstituição da eficácia de qualquer ato administrativo que repercuta no âmbito dos interesses individuais dos servidores ou administrados, necessariamente, deve ser precedida de processo administrativo, em obediência aos princípios constitucionais do devido processo legal e da ampla defesa, com todos os recursos a ela inerentes”, acrescentou Jorge Mussi.

    O TRF2 havia considerado o procedimento da administração correto em vista da Súmula Vinculante 3 do STF, que estabelece: “Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.”

    O relator do caso no STJ disse, porém, que a súmula se aplica apenas a processos no Tribunal de Contas da União. “Como o ato em questão foi praticado pela administração, deve ser afastado esse enunciado”, afirmou o ministro.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h01
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    O SAMBA PAULISTANO ESTÁ DE LUTO!

    Morreu Paulo Emílio Vanzolini, aos 89

    O SAMBA PAULISTANO ESTÁ DE LUTO!

    Paulo Vanzolini, cientista zoólogo renomado mundialmente foi Diretor do Museu de Zoologia da USP. Compositor de clássicos do samba paulistano com "Ronda", "Praça Clóvis" e "Volta por Cima"

    Ele foi internado na UTI do hospital Albert Einstein, na unidade do bairro do Morumbi, em São Paulo na última quinta-feira, dia de seu aniversário de 89 anos, com pneumonia.

    Inezita Barroso - Ronda (1953)  

    Ronda de Paulo Vanzolini

    De noite eu rondo a cidade
    A te procurar sem encontrar
    No meio de olhares espio em todos os bares
    Você não está
    Volto pra casa abatida
    Desencantada da vida
    O sonho alegria me dá
    Nele você está
    Ah, se eu tivesse quem bem me quisesse
    Esse alguém me diria
    Desiste, esta busca é inútil
    Eu não desistia
    Porém, com perfeita paciência
    Volto a te buscar
    Hei de encontrar
    Bebendo com outras mulheres
    Rolando um dadinho
    Jogando bilhar
    E neste dia então
    Vai dar na primeira edição
    Cena de sangue num bar
    Da avenida são joão

    Ronda  

    A música "Ronda" foi composta por Paulo Vanzolini"(1924- e gravada pela primeira vez em 1953, por Inezita Barroso.
    Paulo teve como inspiração o seu tempo de soldado, quando nos anos 40(1944-45) servia o Exército na Companhia. de Polícias e fazia RONDAS pelas boates de São Paulo atrás de soldados desgarrados. Várias vezes deparou-se com cenas semelhantes às presentes na letra da música.
    "museu da canção"

    Jamelao Ronda 

    Volta por cima, composição de Paulo Vanzolini

    Chorei, não procurei esconder
    Todos viram, fingiram
    Pena de mim, não precisava
    Ali onde eu chorei
    Qualquer um chorava
    Dar a volta por cima que eu dei
    Quero ver quem dava
    Um homem de moral não fica no chão
    Nem quer que mulher
    Lhe venha dar a mão
    Reconhece a queda e não desanima
    Levanta, sacode a poeira
    E dá a volta por cima

    Noite Ilustrada - Volta por cima (1962)

     
     


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h53
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    O SAMBA PAULISTANO ESTÁ DE LUTO! - final

    Praça Clóvis

    Na praça Clóvis
    Minha carteira foi batida
    Tinha vinte e cinco cruzeiros
    E o teu retrato
    vinte e cinco
    Eu, francamente, achei barato
    Pra me livrarem
    Do meu atraso de vida
    Eu já devia ter rasgado
    E não podia
    Esse retrato cujo olhar
    Me maltratava e perseguia
    Um dia veio o lanceiro
    Naquele aperto da praça
    vinte e cinco
    Francamente foi de graça

    Praça Clóvis, canta Chico Buarque, composição de Paulo Vanzolini

    Boca da Noite - Acerto de Contas composição de Paulo Vanzolini e Toquinho, interpretação de Márcia

    PAULO VANZOLINI - CAPOEIRA DO ARNALDO

    Bandeira De Guerra - Paulo Vanzolini

    Amor De Trapo E Farrapo - Paulo Vanzolini

    Paulo Vanzolini - Não Vou na Sua Casa (Trovedores Urbanos)

    Inezita Barroso - JOSÉ - Paulo Vanzolini



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h52
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    Conceição, Brigas, Naquela Mesa, Meu Velho,

    Conceição, composição de Jair Amorim, na interpretação de Cauby Peixoto

    Conceição, composição de Jair Amorim  

    Conceição
    Eu me lembro muito bem
    Vivia no morro a sonhar
    Com coisas que o morro não tem

    Foi então
    Que lá em cima apareceu
    Alguém que lhe disse a sorrir
    Que, descendo à cidade, ela iria subir

    Se subiu
    Ninguém sabe, ninguém viu
    Pois hoje o seu nome mudou
    E estranhos caminhos pisou

    Só eu sei
    Que tentando a subida desceu
    E agora daria um milhão
    Para ser outra vez Conceição

    Brigas - Altemar Dutra e Cauby

    Brigas

    Composição: Evaldo Gouveia e Jair Amorim

    Veja só
    Que tolice nós dois
    Brigarmos tanto assim
    Se depois
    Vamos nós a sorrir
    Trocar de bem no fim
    Para que maltratarmos o amor
    O amor não se maltrata não
    Para que se essa gente o que quer
    É ver nossa separação
    Brigo eu
    Você briga também
    Por coisas tão banais
    E o amor
    Em momentos assim
    Morre um pouquinho mais
    E ao morrer então é que se vê
    Que quem morreu fui eu e foi você
    Pois sem amor
    Estamos sós
    Morremos nós

    Naquela Mesa, composição de Sergio Bittencourt

    na interpretação deElizeth Cardoso

    MEU VELHO, na interpretação de ALTEMAR DUTRA

    Meu velho

     Composição: José / Piero - Versão de Nazareno de Brito

    É um bom tipo meu velho
    Que anda só e carregando
    Sua tristeza infinita
    De tanto seguir andando

    Eu o estudo desde longe
    Porque somos diferentes
    Ele cresceu com os tempos
    Do respeito e dos mais crentes

    Velho, meu querido velho
    Agora caminha lento
    Como perdoando o vento
    Eu sou teu sangue meu velho
    Teu silêncio e o teu tempo

    Seus olhos são tão serenos
    Sua figura é cansada
    Pela idade foi vencido
    Mas caminha sua estrada

    Eu vivo os dias de hoje
    Em ti o passado lembra
    Só a dor e o sofrimento
    Tem sua história sem tempo

    Velho, meu querido velho
    Agora caminha lento
    Como perdoando o vento
    Eu sou teu sangue meu velho
    Teu silêncio e teu tempo

    Velho, meu querido velho
    Eu sou teu sangue meu velho
    Teu silêncio e teu tempo
    Velho, meu querido velho



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h14
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    AVIAÇÃO : Quando você voar GOL, não se esqueça de levar papel higiênico e lencinho úmido, como bagagem de mão, para sua higiene pessoal, se precisar ir ao sanitário, em caso de emergência, dane-se

     Até onde a GOL pode fazer cortes?

    Após novo prejuízo recorde, a empresa aérea Gol inicia o mais radical plano de corte de custos de sua história. Até a água do banheiro foi reduzida. Mas tanta economia vai resolver?

    Michele Loureiro e João Werner Grando de
    (foto) ROBSON FERNANDJES
    Decolagem de aviões da empresa aérea Gol, no Aeroporto de Congonhas

    Só sobrou a água: no primeiro trimestre, a Gol intensificou seu programa de corte de custos para reduzir cada centavo de suas despesas. A meta é economizar mais de 50 milhões de reais em 2013

    São Paulo - A partir de maio, quem embarcar em um dos 950 voos diários da Gol pode ter algumas surpresas. Os mais atentos notarão que os bilhetes de embarque diminuíram. Os mais habituados a voar repararão que o estilo dos pilotos na hora do pouso mudou. Quem pedir um copo d’água poderá receber como resposta que a água acabou.

    Em caso de emergência, quem senta na primeira fila talvez seja solicitado para ajudar a tripulação a abrir as portas, já que o número de comissários diminuiu. Essas são apenas algumas das mudanças planejadas pela segunda maior companhia aérea do país para 2013.

    O objetivo é cortar custos como nunca se viu numa empresa do setor no Brasil. Até a água do banheiro será afetada: o volume em alguns voos cairá à metade.

    As mudanças vão acontecer por absoluta necessidade — e vieram para ficar. Em 2012, a Gol transportou 39 milhões de passageiros em 280 000 voos. Foi um recorde para a empresa. Mas, em vez de comemorar, os acionistas da Gol estão lamentando. Para cada avião que decolou em 2012, a empresa perdeu 3 200 reais, em média.

    A Gol teve um prejuízo de 1,5 bilhão de reais no ano. Com outro 1,5 bilhão de reais em caixa atualmente, a empresa enfrenta a necessidade — imperiosa — de melhorar os resultados, sob o risco de entrar numa espiral perigosa. “A Gol não pode se dar ao luxo de não gerar caixa durante mais um ano”, afirma Rafaela Vitória, analista da agência de classificação de risco Standard & Poor’s.

    Em janeiro, a Gol enviou a seus funcionários um plano com mais de 40 medidas para reduzir despesas. Algumas serão bastante visíveis para os passageiros. Entre elas está o modo de pousar o avião.

    Como revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, a descida passou a ser mais brusca. Antes, o avião descia gradativamente. Além disso, o reversor das turbinas, equipamento que ajuda o avião a frear, será desativado em pistas maiores. É importante frisar que os ajustes são permitidos pelas normas de segurança da legislação brasileira e internacional.

    Com as medidas, a empresa espera economizar combustível, de longe o maior custo de uma companhia aérea. Para incentivar os funcionários, a Gol está oferecendo bônus coletivos, de acordo com a economia alcançada.

    Em solo, são 28 medidas de redução, 12 delas já em andamento. Há de tudo. O cartão de embarque teve o tamanho reduzido 30%, e clientes em conexão não vão mais precisar de vários cartões. Tudo será concentrado no mesmo bilhete. Os lacres, que eram colocados em todas as bagagens, agora precisam ser solicitados pelos clientes.

    Os passageiros também vão precisar dar uma forcinha. Em voos menores, quem sentar na primeira fila será convocado para ajudar em caso de emergência. No segundo semestre, a empresa pretende implantar um sistema de despacho de bagagens que dispensa funcionários — em caso de peso extra, o valor pode ser pago com cartão no próprio quiosque.

    A empresa passou também a voar com água mineral engarrafada suficiente apenas para uma parte dos passageiros (segundo a Gol, o consumo é sempre menor do que o disponível). A companhia afirma ainda que nenhuma medida vai comprometer o conforto e a segurança dos passageiros.

    Menos peso

    Outras mudanças vão alterar, principalmente, a rotina dos funcionários. A primeira delas prevê que a APU (espécie de turbina, situada na cauda, que gera energia quando o avião está em solo) seja substituída por geradores a diesel ou por fontes elétricas. O abastecimento das aeronaves também vai mudar.

    Depois de mapear 360 000 voos, a empresa descobriu que 70% deles não necessitam do combustível extra, que é usado em casos emergenciais, como quando aeroportos estão fechados por mau tempo e é necessário mudar a rota.

    Nós percebemos que estávamos levando combustível para passear, o que nos faz gastar mais”, diz Pedro Scorza, diretor de operações da Gol. Para uma viagem entre São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, são necessárias cerca de 2,5 toneladas de combustível. Atualmente, a Gol decola com mais que o dobro disso — acima do exigido pelo regimento brasileiro.

    “Vamos fazer uma análise caso a caso, usando informações meteorológicas e de tráfego aéreo”, afirma Scorza. Além disso, a Gol estuda desligar uma das turbinas enquanto o avião estiver taxiando na pista ou aguardando autorização para decolar.

    A redução de peso é outra obsessão. Cada 100 quilos a menos no avião significam economia de 3,4 quilos de combustível por hora de voo. Por isso, a Gol está diminuindo a quantidade de água nos banheiros — de 80 para 40 litros. Até os manuais de voo dos comandantes, que pesam 40 quilos em papéis, serão substituídos por dois computadores, que pesam 16 quilos.

    A Gol tenta recuperar a eficiência que marcou o início de suas operações. A empresa, controlada pela família Constantino, nasceu em 2001 com uma proposta inovadora. Tinha aeronaves mais novas, estrutura mais enxuta e custos menores.

    Com o passar dos anos, o que era simples ficou complexo. Hoje, a Gol é muito parecida com as concorrentes — que também enfrentam dificuldades. A TAM não termina um ano com lucro desde 2010 e teve prejuízo de 1,2 bilhão de reais no ano passado. Azul e Avianca apenas empataram o resultado. Em parte, as causas estão fora do controle das empresas.

    O preço do combustível, que responde por quase metade dos custos, subiu 40% em dois anos. Mas, preocupadas em ganhar mercado, as empresas fecharam os olhos para esse aumento. Desde 2010, o número de assentos oferecidos passou de 100 milhões para 120 milhões por ano e as tarifas caíram 10%. O cenário é especialmente delicado para a Gol.

    A TAM concluiu em 2012 a fusão com a chilena LAN e tem agora um acionista capaz de absorver prejuízos. A Gol está sozinha. Tem apenas uma participação minoritária da americana Delta, que comprou 2,9% das ações em dezembro de 2011 por 100 milhões de dólares — hoje, o lote vale metade disso. A Gol terá, portanto, de encontrar uma solução por conta própria.

    O homem por trás dos cortes da Gol fez carreira no mercado de luxo. Trata-se de Paulo Kakinoff, que em junho de 2012 deixou a presidência da subsidiá­ria brasileira da montadora Audi para assumir a cadeira antes ocupada por Constantino de Oliveira Júnior, fundador da companhia.

    Nos quatro anos em que Kakinoff esteve à frente da Audi, as vendas quintuplicaram. Na Gol, ele já assumiu no olho do furacão — em 2011, a companhia sofrera prejuízo de 710 milhões de reais.

    Como sua única experiência no setor havia sido uma passagem de dois anos pelo conselho da própria Gol, Kakinoff dedicou seus primeiros meses a identificar gastos desnecessários e entender as necessidades dos funcionários.

    Fez reuniões com todos os 4 500 tripulantes e criou quatro comitês para tratar dos assuntos mais sensíveis a eles: uniformes, hospedagem, escala e alimentação. Em outra frente, passou a fazer reuniões semanais de planejamento. Toda segunda-feira ele reúne os principais executivos para buscar oportunidades de cortes.

    Uma vez por semana, Kakinoff escolhe um destino e embarca para conversar com os passageiros. Sua jornada diária passa facilmente de 12 horas. Nada disso impediu que a empresa tivesse seu maior prejuízo no primeiro ano de Kakinoff.

    “Não dá para dizer que ele não conhecia a situação. Mas tomou um choque diante do tamanho do problema”, diz um executivo que acompanha a operação. Kakinoff não deu entrevista a EXAME.


    Gol estabelece bônus polêmico para pilotos por economia de combustível

    A atual estratégia de cortes traz um risco considerável para a imagem da Gol. “As medidas que restringem o serviço a bordo fazem parte da proposta de baixo custo da empresa. Mas a economia de combustível pode ser pouco compreendida. Isso pode custar caro para a marca”, diz Marcos Bedendo, especialista em gestão de marcas e marketing estratégico da ESPM.

    Outro risco é abalar ainda mais o moral de uma equipe que se acostumou a receber más notícias nos últimos anos. Funcionários reclamam que a qualidade dos uniformes caiu muito e que as camisas das aeromoças, de tão finas, chegam a rasgar.

    Acostumados a se hospedar em hotéis cinco estrelas, os tripulantes também se queixam da queda na qualidade da hospedagem e da distância dos novos hotéis até o centro das cidades. E até da falta de água em alguns voos.

    Novos rumos

    O pior é que a onda de cortes pode não alterar em nada a trajetória da Gol. Se tudo der certo, segundo estimativas, a empresa economizará 50 milhões de reais em 2013 — um trocado se comparado ao prejuízo bilionário de 2012 (a Gol não confirma o valor).

    É por isso que, além de contar centavos, a empresa estuda um novo rumo estratégico. Há dez meses, enviou um executivo para sondar oportunidades na República Dominicana. O aeroporto da capital do país, Santo Domingo, poderá servir de ponto de partida para ampliar a presença no Caribe e nos Estados Unidos.

    O plano — não confirmado pela empresa — é ampliar o número de aviões operando na região de dois para dez. Com mais receitas em dólar, a companhia fica menos exposta à variação cambial. A região é estratégica por estar próxima dos Estados Unidos e possibilitar conexões com a América Latina. Hoje, quem domina esse mercado é a panamenha Copa Airlines, que tem margem de lucro de 15% e ficou no azul nos últimos dez anos.

    Dentro do Brasil, a Gol começa a fazer o que evitou em 12 anos de história: reduzir a oferta de voos e aumentar os preços. “Para uma companhia que cresce desde o nascimento, é um momento novo”, afirma André Carvalho, gerente de planejamento da Gol.

    “Cada aumento de 10% na tarifa significa uma queda de 14% na demanda”, diz Eduardo Sanovicz, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas. Entre crescer ou ganhar dinheiro, é evidente que a Gol está optando pela segunda rota.

    Mesmo que todo os planos não andem bem, a Gol ainda tem dinheiro em caixa para suportar mais um ano de revés. No início de abril, a companhia fechou a venda antecipada de passagens para Banco do Brasil, Santander e Bradesco, que poderão usar as passagens dentro de seus programas de fidelidade.

    A venda injetará 400 milhões de reais no caixa. É uma prévia do que deve ser o principal passo da Gol para se capitalizar. A companhia prepara-se para abrir o capital de seu programa de milhas, o Smiles, nos mesmos moldes que a TAM adotou com o Multiplus dois anos atrás.

    O objetivo é captar pelo menos 800 milhões de reais, que seriam usados pela nova empresa para comprar passagens da Gol, que assim daria outro reforço a seu caixa. A abertura de capital do Smiles está prevista para 29 de abril. Além disso, se necessário, a família Constantino, controladora da empresa, teria se comprometido a colocar mais dinheiro na Gol, de acordo com executivos próximos.

    Patrimônio não falta. Por meio da holding Comporte, a família é dona da maior frota de ônibus do país, com empresas como Breda, Penha e Pássaro Marrom, e tem também investimentos em concessionárias de águas e rodovias. O grupo faturou 1,1 bilhão de reais e lucrou 120 milhões em 2012. Enquanto os aviões dão prejuízo, os ônibus de sempre estão salvando as coisas.

    Para alívio da família e dos milhares de acionistas da Gol, a companhia deu alguns sinais de recuperação no primeiro trimestre do ano. Segundo dados preliminares divulgados em abril, a receita por assento subiu 12%.

    Com isso, segundo a Gol, o trimestre fecharia com resultado operacional positivo — o primeiro em um ano. (A Gol só deve divulgar os resultados em 13 de maio.) Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, o dólar e o preço do combustível permaneceram estáveis e, hoje, conspiram a favor. É de boas notícias como essas que a Gol precisa para voltar a lucrar. Sem elas, não há economia de água que resolva.

    Fonte : revista Exame



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h13
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    Opinião de Dora Kramer : Impressão de bagunça

    Impressão de bagunça, por Dora Kramer

    Parlamentares não parlamentam mais, preferem resolver suas questões nos tribunais; e depois reclamam que o Judiciário interfere indevidamente em suas vidas.

    É um paradoxo. Política tem variados sentidos. Pode ser a ciência de governar, como ensina uma das definições de Antonio Houaiss, e pode traduzir malícia, perfídia, práticas motivadas por baixos interesses.

    Tem também significado positivo expresso numa de suas mais belas funções: a arte de promover o entendimento, de extrair do dissenso caminhos de convergência, não necessariamente ao custo do abandono de convicções em nome da concordância artificial.

    O Congresso Nacional já viveu esses momentos. O ponto alto foi na Constituinte, cujos efeitos perduraram ainda por mais duas, no máximo três, legislaturas. Havia núcleos de ação e pensamento que tanto resolviam suas questões entre os doutrinariamente identificados quanto encaminhavam os temas em discussões entre parlamentares ideologicamente contrários. Funcionavam como uma espécie de poder moderador.

    As divergências eram resolvidas, os obstáculos transpostos, as soluções encontradas no âmbito do Parlamento, no exercício da conversa, da construção de acordos e, quando impossível, no voto e no respeito ao resultado.

    Em relação aos tempos estranhados que vivemos havia mais equilíbrio, respeito, qualidade intelectual, formação e vocação. Não era um paraíso, havia como sempre houve deformações graves. Mas a política não se transformara num negócio da forma acachapante como se vê hoje. Se não deixava de ter um lado mau, tinha um lado bom.

    Deputados e senadores andavam de avião com tranquilidade, exibindo na lapela do terno o botão de identificação sem o receio de levar desaforo para casa. Hoje, os que podem viajam em jatinhos particulares ou se valem da FAB. Os que não podem, muitos escondem no bolso aquele broche para não se expor ao risco da descompostura pública.

    Atrito entre Legislativo e Judiciário virou assunto constante. Ganhou até uma rubrica: “Crise”.

    Se crise há, esta parece assolar o Parlamento, que perdeu sua capacidade de promover o entendimento e de utilizar de ferramentas próprias para dirimir conflitos ou solucionar as coisas na base do voto mediante argumentos justos, parâmetros aceitáveis e, com isso, possibilitar o acatamento à decisão tomada.

    Daí a impressão de bagunça – tratada como institucionalmente danoso conflito entre poderes – decorrente das recorrentes desavenças provocadas por decisões judiciais.

    Vereditos fornecidos, bom que se tenha sempre claro isso, a pedido. Não se pode dizer, para usar expressão vulgar, que o Supremo Tribunal se mete onde não foi chamado, porque a Justiça só age quando é chamada.

    Provocado, o juiz atua. Perguntado, responde. Agora, se a resposta não agrada ou nem sempre leva em conta o desdobramento político que acarretará – como ocorrido com a permissão de o PSD entrar na partilha do Fundo Partidário e do horário eleitoral como se já tivesse passado pelo crivo das urnas – é outra história.

    O Congresso certamente terá menos do que reclamar, sentir-se-á menos “invadido” pelo Judiciário se recuperar sua capacidade de mediação, dedicar-se à arte da melhor política e deixar que o STF cuide de seus fazeres, que não são poucos.

    Peneira

    A direção nacional do PT baixou uma ordem unida proibindo a seção maranhense de fazer críticas ao clã Sarney e à situação de penúria do estado. O ato não apaga a realidade.

    O Maranhão continua tendo o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano, a segunda maior taxa de mortalidade infantil do país e está em quarto lugar no quesito analfabetismo.

    Fonte : O Estado de S. Paulo, domingo, dia 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h07
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    Opinião de Merval Pereira : Rose estressada

    Rose estressada, por Merval Pereira

    Os bastidores do processo administrativo disciplinar desencadeado desde fevereiro deste ano pela Controladoria Geral da União (CGU), vinculada à Presidência da República, contra Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e "amiga íntima" do ex-presidente Lula, estão agitados.

    As informações são de que Rose está inquieta, considera-se injustiçada e abandonada, e, assim como o núcleo petista ligado ao ex-presidente Lula, não perdoa a forma "implacável e fria" como a presidenta Dilma vem tratando muitos "companheiros", não apenas no caso do mensalão, mas, sobretudo, pela maneira com que abraçou a bandeira de suposto combate à "corrupção", atingindo importantes quadros do partido, entre os quais ela se insere.

    O que se comenta nesses meios petistas é que a presidente só poupa quem lhe é conveniente, como no caso de sua amiga Erenice Guerra, que atua com desenvoltura em Brasília após ter sido exonerada da chefia da Casa Civil por tráfico de influência, ou no dos políticos do PR e do PDT que retornaram ao governo depois de enxotados por corrupção. Muito citado ainda o caso do ministro Fernando Pimentel, que, mesmo sem ter explicado o dinheiro recebido em consultorias, foi tratado com benevolência pela presidente.

    Desde a instauração da sindicância, as notícias têm vazado, o que revelaria, na opinião dela, interesse na deterioração de sua imagem, atingindo diretamente o próprio Lula e José Dirceu, pessoas próximas a Rose, como é conhecida. E a CGU tem sido implacável em detalhes até surpreendentes para ela. O que irritou, de modo mais específico, Rosemary nos últimos vazamentos foi a notícia de que teria sido apreendida em seu poder a quantia de 33 mil reais em moeda sul-coreana (won), quando, segundo ela, consta do auto de apreensão a quantia de 33 mil won, o que faria toda a diferença. Essa quantia seria algo equivalente a um cafezinho na Coreia do Sul, como dez reais.

    Foi apreendida ainda uma quantia em dólares (cerca de 20 mil) que, segundo Rosemary, fora comprada licitamente para uma viagem à Disney que faria em dezembro. Apesar do alto poder aquisitivo demonstrado nessa compra antecipada de dólares, Rose garante que todos os seus recursos estão declarados e nega enriquecimento ilícito.

    Rosemary também demonstra indignação com a divulgação de sua hospedagem na embaixada em Roma como se tivesse cometido algum ilícito. Alega que essas hospedagens são comuns e que esteve lá na condição de amiga do ex-embaixador do Brasil em Roma José Viegas, ex-ministro da Defesa de Lula. A defesa de Rosemary, aliás, está disposta a pedir o levantamento das pessoas que teriam se hospedado em todas as embaixadas brasileiras no exterior na gestão da presidenta Dilma, para averiguar se houve situações análogas, de modo a garantir a isonomia de tratamento.

    Vários altos funcionários da República, como o ministro Gilberto Carvalho (ex-chefe de Rosemary), Beto Vasconcelos (número dois da Casa Civil) ou Erenice Guerra (ex-ministra da Casa Civil), foram arrolados pela defesa, o que possivelmente demonstra uma estratégia de esmiuçar os meandros da administração pública federal no tocante ao conceito de tráfico de influência, de que Rosemary é acusada. Ela teria atuado para a nomeação de uma desembargadora e diretores da Agência Nacional de Águas e da Agência Nacional de Aviação Civil, e intermediado diversos negócios.

    Seguindo o mesmo raciocínio dos "companheiros" de mensalão, Rosemary tem dito que sempre fez o que é comum em Brasília. Segundo sua defesa, as ações estão "absolutamente dentro da cultura político-institucional brasileira, que demanda essa espécie de contato". Se o processo administrativo disciplinar contra Rosemary vingar, ela não poderá mais fazer parte do serviço público federal, e certamente uma sanção terá desdobramentos muito negativos no processo penal a que responde.

    Daí porque causa a Rosemary surpresa a fúria punitiva com que se lança o próprio governo federal contra ela. Ela identifica a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, como a responsável pelo rigor da investigação, e o núcleo petista que reclama disso vê na ministra e em seu marido, o ministro Paulo Bernardo, traços de deslealdade.

    Até que ponto Rosemary aceitará passivamente servir de bode expiatório? Ou a presidenta Dilma não comanda seus burocratas, e as instituições atuam sob o comando de outros personagens? Rosemary não acredita nisso.

    Fonte : O Globo, domingo, 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h00
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    Crônica de Ferreira Gullar : Cultura e terror

    Cultura e terror, por Ferreira Gullar

    As diversas concepções religiosas e políticas podem levar os homens a divergências insuperáveis

    Essa minha ideia de que o homem é, sobretudo, um ser cultural, não deve ser entendida como uma visão idealizada e otimista, pelos simples fato de que isso o distingue dos outros seres naturais.

    Se somos seres culturais, se pensamos e com nosso pensamento inventamos os valores que constituem a nossa humanidade, diferimos dos outros animais, que se atêm a sua animalidade e agem conforme suas necessidades vitais imediatas.

    Entendo que, ao contrário dos outros animais, o homem nasceu incompleto e, por essa razão, teve de inventar-se e inventar o mundo em que vive. Por exemplo, um bisão ou um tigre nasce com todos os recursos necessários à sua sobrevivência, mas o homem, para caçar o bisão, teve que inventar a lança.

    Isso, no plano material. Mas nasceu incompleto também no plano intelectual, porque é o único animal que se pergunta por que nasceu, que sentido tem a existência. Para responder a essas e outras perguntas, inventou a religião, a filosofia, a ciência e a arte.

    Assim, construiu, ao longo da história, uma realidade cultural, inventada, que alcança hoje uma complexidade extraordinária e fascinante. O homem deixou de viver na natureza para viver na cidade que foi criada por ele.

    Mas, o fato mesmo de se inventar como ser cultural criou-lhe graves problemas, nascidos, em grande parte, daqueles valores culturais. É que, por serem inventados, variam de uma comunidade humana para outra, gerando muitas vezes conflitos insuperáveis. As diversas concepções filosóficas, religiosas, estéticas e políticas podem levar os homens a divergências insuperáveis e até mesmo a conflitos mortais.

    Pode ser que me engane, mas a impressão que tenho é de que o homem, por ser essencialmente os seus valores, tem que afirmá-los perante o outro e obter dele sua aceitação. Se o outro não os aceita, sente-se negado em sua própria existência. Daí por que, a tendência, em certos casos, é levá-lo a aceitá-los por bem ou por mal. Chega-se à agressão, à guerra.

    Certamente, nem sempre é assim, depende dos indivíduos e das comunidades humanas; depende sobretudo de quais valores os fundamentam.

    De modo geral, é no campo da religião e da política que a intolerância se manifesta com maior frequência e radicalismo. A história humana está marcada por esses conflitos, que resultaram muitas vezes em guerras religiosas, com o sacrifício de centenas de milhares de vidas.

    Com o desenvolvimento econômico e ampliação do conhecimento científico, a questão religiosa caiu para segundo plano, enquanto o problema ideológico ganhou o centro das atenções.

    A questão da riqueza, da desigualdade social e consequentemente da justiça social tornou-se o núcleo dos conflitos entre as classes e o poder político. Esse fenômeno, que se formou em meados do século 19, ocuparia todo o século 20, com o surgimento dos Estados socialistas. O ápice desse conflito foi a Guerra Fria, resultante do antagonismo entre os Estados Unidos e a União Soviética.

    Surpreendente, porém, é que, em pleno século do desenvolvimento científico e tecnológico, tenha eclodido uma das expressões mais irracionais da intolerância religiosa: o terrorismo islâmico, surgido de uma interpretação fanatizada daquela doutrina.

    O terrorismo não nasceu agora mas, a partir do conflito entre judeus e palestinos, lideranças fundamentalistas islâmicas o adotaram como arma de uma guerra santa contra a civilização ocidental, que não segue as palavras sagradas do Corão.

    Em consequência disso, homens e mulheres jovens, transformados em bombas humanas, não hesitam em suicidar-se inutilmente, convencidos de que cumprem a vontade de Alá e serão recompensados com o paraíso.

    Parece loucura e, de fato, o é, mas diferente da doença psíquica propriamente dita. É uma loucura decorrente do fanatismo político ou religioso, que muda o amor a Deus em ódio aos infiéis.

    Embora o Corão condene o assassinato de inocentes, na opinião dos promotores de tais atentados --que matam sobretudo inocentes-- só é proibido matar os "nossos" inocentes, como afirmou Bin Laden, não os inocentes "deles".

    Tudo isso mostra que o homem é mesmo um ser cultural, mas que a cultura tanto pode nos transformar em santos como em demônios.

    Fonte : Folha de S. Paulo, domingo, 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h53
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    Opinião de Eliane Cantanhêde : Tiro no pé

    Tiro no pé, por Eliane Cantanhêde

    BRASÍLIA - A semana passada foi de crise e esta será de sorrisos e salamaleques, mas a crise continua.

    O grande problema não é de forma e de retórica apenas, mas sim de conteúdo. Logo, a crise só acaba com o fim de seus dois pivôs.

    São eles um projeto que visa aniquilar uma candidatura e enfraquecer a oposição em favor da reeleição da presidente e outro que dá ao Congresso poder de veto em decisões tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (Supremo Tribunal Federal!). Seria cômico, não fosse trágico.

    Até casuísmos têm limite, e o Congresso aprovar a lei pró-Dilma e anti Marina a um ano e pouco da eleição tem um ranço "bolivariano" incompatível com o Brasil. As regras não favorecem o rei (ou a rainha)? Mudem-se as regras!

    E o projeto de emenda constitucional aprovado em minutos pela CCJ da Câmara para atacar e retaliar o Supremo é de uma violência e de uma irresponsabilidade poucas vezes vistas na democracia deste país.

    Uma ousadia sem tamanho, iniciada por um parlamentar do partido do governo e encaminhada alegremente (ou seria o oposto, raivosamente?) pelos que não se conformam com a independência e a lisura do Supremo no julgamento do mensalão. A corte suprema não se rendeu ao poder? Puna-se a corte!

    Ao se reunirem amanhã, distribuindo sorrisos e amabilidades diante das câmeras, o ministro Gilmar Mendes e os presidentes da Câmara e do Senado, Henrique Alves e Renan Calheiros, darão mostras de civilidade e responsabilidade. Mas o problema transcende a eles.

    O que Lula, Dilma, o PT e parte do PMDB não percebem é que, radicalizando, fortalecem o outro lado e a ideia de um bloco alternativo ao projeto Lula-Dilma.

    Os dois projetos e a crise criaram o ambiente perfeito para um acordo de cavalheiros (e de damas) entre Aécio, Eduardo Campos, Marina e seus seguidores. Seriam tiros de canhão, viraram um tiro no pé do PT.

    Fonte : Folha de S. Paulo, domingo, 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h48
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    Crônicas verídicas de Luís Fernando Veríssimo : Terror noturno e

    A ginga irrelevante, por Luís Fernando Veríssimo

    A ideia que se tinha do futebol europeu como um futebol sem cintura custou a morrer. Já deveria ter acabado há 60 anos, com o exemplo da seleção húngara de Puskas e companhia, mas ainda persistiu por muito tempo. O futebol da Europa podia ser eficiente, bem organizado e até vitorioso, mas lhe faltava o nosso poder de improvisação, o nosso talento inato, a nossa ginga. A morte protelada mas definitiva deste preconceito se deve em grande parte à proliferação de canais de TV que hoje mostram todos os campeonatos europeus, numa dieta intensiva de grandes jogos saborosa para quem gosta de futebol, mas que, ao mesmo tempo, nos faz muito mal. Porque o contraste entre o que se vê lá e o que se vê aqui é óbvio. Basta comparar o último jogo da seleção brasileira com as semifinais da Liga dos Campeões da Europa que a televisão está mostrando.

    É de se suspirar de inveja.

    Mas nem a ginga perdeu seu valor nem, numa surpreendente evolução biológica, os europeus adquiriram cinturas. Jogadores brasileiros continuam a ter sucesso no mundo todo com sua habilidade de nascença e ninguém jamais dirá que um Robben ou um Schweinsteiger, do triturador Bayern Munich, tem ginga, ou o seu equivalente em alemão. O que eles têm é tudo que vem depois da ginga, ou que torna a ginga irrelevante. Schweinsteiger é o maior exemplo atual da falta que “cintura”, com tudo que o termo significa e resume, não faz. O jogador que mais se aproxima de um Schweinsteiger na seleção brasileira é o volante Fernando, e a diferença entre os dois é o que mais acentua o contraste. E como o Felipão não escalou o Fernando para começar o jogo contra o Chile e tem dito que volante que também ataca é uma quimera, corremos o risco de desperdiçar nosso único simulacro de Schweinsteiger.

    Eu sei, eu sei. Não se deve admirar super-homens alemães muito rapidamente. É o que nos ensina a história, inclusive do futebol. Mas Schweinsteiger é apenas o exemplo mais evidente no momento do futebol utilitário, que brilha porque funciona, mesmo sem cintura, e que sem o Fernando nós não temos. Talvez a supercobertura do futebol europeu pela TV nos eduque. No fim da Primeira Guerra Mundial, quando os soldados americanos voltavam para casa, fizeram até uma música que perguntava “Como vamos mantê-los trabalhando no campo depois que eles conheceram Paris?” Começou aí a urbanização acelerada do país. Uma transformação parecida pode acontecer no futebol brasileiro, de tanto ver como estão jogando na Europa.

    Fonte : O Globo, domingo, dia 28 de Abril de 2013

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    Terror noturno, por Luís Fernando Veríssimo

    Seja o que for que respira na escuridão, não conhece o seu quarto tão bem quanto você

    Você acorda no meio da noite com o som de alguém respirando. Você mora sozinho. Não tem cachorro, ou qualquer outro animal. Mas não duvida: alguém, ou algo, está respirando na escuridão do seu quarto, além de você.

    Você estende a mão para acender a lâmpada de cabeceira. Hesita. Talvez seja melhor ficar no escuro. Assim você não vê quem ou o que respira na escuridão, mas também não é visto. Seja o que for que respira, também não está enxergando nada. Se for um ladrão, é um ladrão sem lanterna. Se for um bicho, a não ser que tenha visão noturna, também não está enxergando.

    Mas aí você pensa: se não vê onde anda, o outro, a coisa arfante, deve esta tateando no escuro. Você tem a terrível premonição de uma mão fria ou uma garra pegajosa agarrando o seu braço. Melhor acender a luz. Mas aí você perde sua vantagem. É visto. Se expõe. E outra coisa: você não tem certeza que quer ver o que está respirando na escuridão. E se for um monstro, um grande réptil escamado? E se for a morte que veio buscar você? E se for a retribuição esperada para todos os seus pecados, na forma de um arcanjo arquejante?

    A escuridão lhe protegerá. Seja o que for que respira na escuridão, não conhece o seu quarto tão bem quanto você. Você pode deslizar para fora da cama e ir, pé ante cauteloso pé, até o banheiro, se trancar no banheiro e... E o quê? O celular. Levar o celular para o banheiro e pedir ajuda.

    O celular está sobre a sua mesa de cabeceira. Você pode pegar o celular, se deslocar em silêncio até o banheiro, fechar a porta e chamar a polícia. Mas se encontrar o monstro no meio do caminho? O som da respiração está vindo da sua direita, logo a sua esquerda está, em tese, desimpedida. Mas se você esbarrar num corpo quente a caminho do banheiro, aí sim gritará de terror e provavelmente desmaiará.

    Calma, pensa você. Muita calma. Está bem, você está pagando pelos seus pecados. Merece uma alucinação como esta, para aprender. Na noite anterior bebeu demais, nem sabe como chegou em casa. A única coisa a fazer agora é voltar a dormir. De manhã, tudo se esclarecerá. Foi um pesadelo, um delírio de culpa, um revide da consciência. Nada disso está realmente acontecendo.

    E então você se lembra. Na noite anterior, trouxe alguém para dormir com você. Quem está respirando ao seu lado é... Quem mesmo? Só há uma maneira de descobrir quem você, bêbado, trouxe para a sua cama: acender a lâmpada de cabeceira. Mas de novo você hesita. Não tem certeza que quer ver quem dormiu ao seu lado. O que a luz acesa revelará a seu respeito? Você prefere não saber. Pelo menos até o amanhecer, a escuridão lhe protegerá.

    Fonte : O Estado de S. Paulo, domingo, dia 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h35
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    Calúnia do macaco Simão : Neymar corta o cabelo e PIPOCA

    Neymar corta o cabelo e  PIPOCA, por José Simão

    O Dr. Rey vai distribuir bermuda modeladora pro partido todo, o PSC. Partido Social da Chapinha

    Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Pensamento da semana: "Você não é rico como o Messi, sua barriga cresce, seu pau amolece e vai parar na fila do INSS". Bom Domingo! Rarará!

    E o Neymar parece Sansão! Cortou o cabelo, pipocou! Neymar corta o cabelo e PIPOCA! Antes estivesse com aquele topete do Pica-pau ou do Mamute da "Era do Gelo"!

    E a Selecinha do Felipão parece cachorro correndo atrás de moto. E diz que Deus criou o mundo em seis dias. E no sétimo foi interrompido pelo Galvão!

    E um fato abalou o cenário politico. "Ex-presidente Lula terá coluna mensal no New York Times'". Em parceria com o Joel Santana!

    E logo no primeiro dia ele gritou pra dona Marisa: "Galega, como se fala Corinthians em inglês?'. Rarará! E o título da primeira coluna do Lula no NYT': "Go, Curíntia". E a segunda "The Pinga is on the Table". Rarará!

    E um leitor mandou perguntar como o Lula vai traduzir a palavra mensalão pro inglês. Fácil, Mensalation. Mensalation, Roubolation, Rebolation e Esculhambation!

    E esta: "Dr. Rey se filia ao partido do Feliciano". A chapa das chapinhas. Um usa chapinha e outro usa colete sem manga e 30 quilos de gel. O Feliciano quer ganhar plástica de graça do Dr. Hollywood.

    E como disse uma amiga minha no Twitter: "Agora, depois da chapinha e da sobrancelha feita, o Feliciano vai usar aquela bermuda modeladora do dr. Rey".

    O dr. Rey vai distribuir bermuda modeladora pro partido todo, o PSC. Partido Social da Chapinha. Ou Partido das Sub Celebridades!

    E mais esta ainda: "Garçons do senado ganham até R$ 15 mil". Taxa de insalubridade e periculosidade. Rarará!

    Já imaginou ter que servir o Renan, o Sarney e o Collor? Eu servia um rato morto. Eu cuspia no cafezinho antes de servir. Rarará! É mole? É mole, mas sobe!

    E a grande pândega da semana: "Carro inteligente atropela Ana Maria Braga". Seleção Natural! O carro inteligente ficou revoltado! E bota um carro inteligente no programa da Lucianta Gimenez. Atropela até o microfone.

    E o carro ainda podia dar uma passadinha no "Bem, Amigos" do Galvão. Carro Justiceiro. Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza.

    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

    Fonte :  Folha de S. Paulo, domingo, dia 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h27
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    Crônica domingueira de João Ubaldo Ribeiro : Cui prodest? Cui bono?


    Antigamente, na faculdade de Direito, pelo menos na Bahia, a gente encarava Direito Romano logo no primeiro ano. No vestibular entrava latim, que já tinha sido ministrado durante todo o então curso secundário. Mas a maior parte do pessoal não aprendia a língua, propriamente. O comum era decorar às vezes traduções inteiras, em edições bilíngues dasCatilinárias, da Eneida e de De Bello Gallico. Quando chegávamos ao Direito Romano, a decoreba se estendia a brocardos e máximas jurídicas, que a gente salpicava nas provas para impressionar o professor e declamava nos concursos de oratória que todo ano eram realizados, com torcida e grande empolgação. E, claro, gastávamos farto latinório nos corredores da faculdade e para impressionar terceiros, pois onde já se viu bacharel baiano que volta e meia não solte um latinzinho, se bem que, hoje em dia, o que me contam é que a maior parte dos bacharéis se forma sem saber se expressar nem em português, quanto mais latim. Deve ser maledicência e, de qualquer forma, não vem ao caso.

    Mas não foi nas aulas de Direito Romano que pela primeira vez prestei atenção no cui prodest e no cui bono, perguntas de sentido idêntico, feitas quando se busca saber quem se beneficia de determinada situação — a quem aproveita, quem ganha? Foi um pouco depois, quando começamos a estudar Direito e Processo Penal e nos apresentaram casos e julgamentos de crimes misteriosos ou controvertidos. Um bom advogado ou promotor, ao ser confrontado com um desses crimes, ou mesmo qualquer crime, inclusive os aparentemente elucidados, devia deter-se algum tempo nessa indagação, que constituiria quase uma postura metodológica básica. “Cui prodest scelus, is fecit” era a frase de Sêneca que citávamos judiciosamente. Mais ou menos “aquele a quem o crime aproveita foi quem o cometeu”.Parece bastante simples e até intuitivo, condição que ninguém precisaria estudar para inferir. Mas, como sabemos, esta vida é cheia de surpresas e foi assim que, diante de uma notícia que vi num noticiário de televisão, me ocorreu que a perguntinha não é feita tão frequentemente quanto se suporia.

    Ou então não é feita de jeito nenhum. A matéria era sobre o roubo de uma carga de cigarros no Rio de Janeiro, se não me engano na Avenida Brasil, em que houve até tiroteio e morreu gente. Mais bandidos, pensamos diante da tevê. É, mais bandidos, mais assaltantes, ladrões e assassinos, polícia neles.

    Certo, mas onde fica a perguntinha? Acho que os ladrões de cigarros, se tivessem conseguido levar o caminhão, não iam montar uma barraquinha na Rua Uruguaiana, ou sair oferecendo pacotes de cigarros de casa em casa, a preços de ocasião. Ou seja, os ladrões obviamente ganham com um roubo bem-sucedido, mas quem ganha são apenas eles? Claro que não, pois, como acontece em outros ramos do comércio, quem deve lucrar bem mais não é o “produtor”, mas o atravessador. Alguma empresa ou organização capaz de vender os cigarros “legalmente” está, com certeza, por trás de todos os roubos de cigarros. Não existe loja ou boteco que anuncie cigarros roubados, logo parte do que se compra e vende na praça como legítimo é roubada. E ninguém estoca cigarros para investir.

    Todos os outros roubos de mercadorias também têm que ser vistos nessa ótica. Roubaram uma carreta cheia de máquinas de lavar. Novamente se pergunta: os ladrões vão sair de casa em casa, oferecendo máquinas de lavar? Ou computadores, ou televisores, ou liquidificadores? Vão vendê-los na feira? Não vão. Esses aparelhos estarão expostos nas vitrines de alguma loja ou cadeia de lojas, para serem vendidos livremente, quem sabe se em alguma promoção sensacional, sem juros e com o primeiro pagamento depois do carnaval do próximo ano. Evidentemente que não estou acusando nenhuma loja ou cadeia em especial, mas não vejo como as coisas podem deixar de ser assim.

    A velha pergunta, portanto, não é feita. E, como perguntar não ofende, por que as investigações, que eu saiba, nunca descobriram essas e outras lojas, das quais deve haver alguns milhares pelo Brasil afora, ou em países com que temos fronteiras? De novo, não posso fazer acusações, mas somente levantar suspeitas perfeitamente lógicas. A quem aproveita não haver investigações? Em primeiro lugar às lojas, mas, logo em seguida, a quem não faz as perguntas, as autoridades que deveriam buscar e flagrar as mercadorias receptadas. Se não buscam nem flagram, é justo desconfiar que algumas mãozonas estão sendo molhadas nesse processo todo, talvez até agentes municipais, estaduais e federais, numa esplêndida operação federativa, que só faz dizer bem da criatividade e da capacidade de trabalhar em conjunto do brasileiro, além da solidez de nossas instituições delinquentes.

    Há exemplos ainda mais interessantes, como o caso dos remédios. Até imagino algum ladrão de carga vendendo um laptop na feira de Caruaru, mas remédio, inclusive de tarja preta, é bem mais difícil. Creio que nenhum de vocês deixa de tomar conhecimento, periodicamente, do roubo de um caminhão enorme, carregado de remédios. Que é que fazem com tanto remédio? Como ganham dinheiro com isso? Quanta gente, de farmácias a farmacêuticos ou outros profissionais de saúde, está envolvida nesses roubos? Como é que se desova, sem problemas com a lei, esse material todo? Quem está implicado em todos os processos postos em ação por esses e muitos outros crimes? Enfim, cui prodest?Perguntinha chata, assim como é chata a afirmação de Sêneca. E o pior é que, se a fizermos em relação a alguns dos grandes males brasileiros, as respostas poderão ser até mais inquietantes, porque alguém está sendo beneficiado por eles — e não somos nós.

    Fonte : O Globo, domingo, dia 28 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h21
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    PEQUENO PRÍNCIPE, COMPLETA 70 ANOS

    'O Pequeno Príncipe' faz 70 anos
    *
    Conheça as aventuras do autor Antoine Saint-Exupéry
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    Uma das histórias mais famosas do mundo; conheça aventuras do autor, frases marcantes e saiba porque a obra é chamada de 'livro de miss'
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    por Gabriela Romeu

    Reprodução

    Era uma vez um menino que vivia num castelo, como um rei. Sonhava em voar e inventava bicicletas com asas. Cresceu, virou piloto de avião e passou a reinar pelos céus.

    Deixou um herdeiro: um principezinho cheio de ensinamentos, personagem de um dos livros mais famosos do mundo, "O Pequeno Príncipe", que completa 70 anos neste mês.

    Reprodução

    Ilustração do livro

    Ilustração do livro "O Pequeno Príncipe"

    Quem escreveu essa história foi o francês Antoine de Saint-Exupéry. Ele foi piloto aventureiro, daqueles que fazem manobras arriscadas, e escritor de livros para adultos, como "Voo Noturno".

    Mas ficou conhecido mesmo como o pai do Pequeno Príncipe, herói de uma fábula (história em que animais falam) ilustrada por aquarelas também criadas pelo autor.

    O principezinho nasceu bem antes de 1943, quando virou livro. A figura do menino aparece em muitas correspondências, cadernos e até guardanapos de papel.

    Ficou um tempão rondando a cabeça do autor. Contam que certa vez, enquanto rascunhava um garoto na toalha de um restaurante, um amigo lhe perguntou o que desenhava. O autor respondeu: "Apenas o garoto que existe no meu coração".

    Para conhecer mais a história do criador e da criatura de "O Pequeno Príncipe", a designer Sheila Dryzun andou por desertos, vasculhou bibliotecas e conversou com familiares do piloto. "A história do personagem é a própria vida do autor."

    Ela conta que há semelhanças entre a rosa (personagem do livro) e a mulher do escritor: eram caprichosas e, vaidosas, passavam horas se arrumando. Também relaciona a raposa que o príncipe encontra no deserto e a que Saint-Exupéry relatou ter visto quando sofreu um acidente de avião.

    Outra coincidência entre o principezinho e o escritor é lembrada pela pesquisadora: ambos desapareceram misteriosamente.

    No livro, o pequenino some da Terra depois de um encontro com a serpente. Na vida, o autor desaparece em uma missão aérea um ano depois de lançar "O Pequeno Príncipe".

    Conheça a curiosa história do príncipe e de seu "pai".

    Editoria Arte/Folhapress/Editoria Arte/Folhapress

    Editoria de Arte/Folhapress/Editoria de Arte/Folhapress

    200 LÍNGUAS
    Em sete décadas, "O Pequeno Príncipe" foi traduzido para mais de 200 línguas. No Brasil, segundo a editora, a obra vende 300 mil exemplares por ano --um livro costuma ser publicado com 3.000 exemplares e muitas vezes demora anos para que esse total seja vendido.

     

    É ou não é resultado para impressionar qualquer "pessoa grande"? (O livro diz que os adultos gostam mais de números do que de outras características mais importantes).

    Saiba por que 'O Pequeno Príncipe' tem apelido de 'livro de miss'

    No Brasil, "O Pequeno Príncipe" ficou conhecido como "livro de miss". Isso porque várias misses (moças bonitas que participam de concursos de beleza) citavam a obra como livro preferido.

    Na década de 1980, ele chegou a entrar em listas de livros de autoajuda, que prometem uma fórmula para ser mais feliz ou se dar bem no emprego, por exemplo. Essa categoria não costuma ser considerada literatura.

    Para os entrevistados pela Folha, "O Pequeno Príncipe" não é autoajuda. É literatura e das melhores. "Por que se desconfia que livros que agradam a milhares de leitores não são literatura?", questiona Marisa Lajolo, professora de literatura do Mackenzie e da Unicamp.

    Já o escritor e colunista da Folha Ruy Castro provoca: "Claro que é literatura. E, como toda boa literatura, serve também como autoajuda."

    "'O Pequeno Príncipe' caiu no gosto popular que nem a Mona Lisa. É comum as pessoas escolherem uma frase do livro e a dependurarem na frente do nosso nariz. E, como já conhecemos a frase, às vezes, achamos uma chatice. Mas é um livro bonito", diz Angela-Lago, escritora e ilustradora.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h53
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    PEQUENO PRÍNCIPE, COMPLETA 70 ANOS (final)

     Reprodução 
    Ilustração do livro
    Ilustração do livro "O Pequeno Príncipe"

    Leia outras opiniões abaixo.

    "O Pequeno Príncipe" é literatura ou autoajuda?

    "Sim, é literatura. Li praticamente tudo o que Saint-Exupéry escreveu, li 'Voo Noturno', 'Terra dos Homens', "Correio Sul"... Ele tem um estilo de prosa poética que pode não ser do gosto de todo mundo, que pode parecer piegas às vezes, mas, evidentemente, não é autoajuda. Ele não estava querendo dar conselhos a ninguém. Eram considerações filosóficas. É um estilo completamente coerente com tudo o que ele escreveu."

    Ana Maria Machado, escritora premiada pelo Hans Christian Andersen

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    "'O Pequeno Príncipe' se insere numa tradição literária: fábulas de ensinamentos. Tanto nas fábulas de La Fontaine, nas parábolas cristãs, nos koans orientais (enigmas de ensinamento) quanto nos breves contos do sufismo, uma narrativa simples pode ser portadora de múltiplas mensagens. Considera-se o narrador como alguém que faz um 'contrabando' de conceitos fundamentais como se estivesse falando de algo tolo e sem a menor importância. 'O Pequeno Príncipe' mescla preceitos arcaicos a um cenário de ficção científica, daí sua grande originalidade literária. Além disso, trata-se de uma obra que desafia categorias, (autoajuda, infantojuvenil etc.) e só por isso vale a pena ser lida."

    Heloisa Prieto, escritora, autora de livros como "Divinas Travessuras" (Companhia das Letrinhas)

    _

    "A lembrança que eu tinha desse livro era um pouco nebulosa, então aproveitei a oportunidade para reler 'O Pequeno Príncipe'. Tive uma bela surpresa. O livro ficou tão estigmatizado que eu esperava encontrar algo cafona. O tom poético está na medida. Na parte em que ele viaja pelos planetas, conhecendo diferentes tipos humanos, a narrativa tem uma pegada de fábula. E, como toda fábula, há um questionamento moral. Mas eu não diria que é autoajuda. Comparado à autoajuda infantojuvenil que está sendo publicada hoje em dia, 'O Pequeno Príncipe' é alta literatura. Se bobear, o autor teria dificuldade de publicá-lo em 2013, por falta de um tema transversal que se encaixe claramente ao currículo escolar."

    Índigo, escritora, autora de "Perdendo Perninhas" (ed. Hedra), entre outros

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    "A 'Folhinha' me manda uma pergunta, e eu respondo com outras. Você sabia que "O Pequeno Príncipe" já foi traduzido para 216 línguas diferentes? E que mesmo não sendo um livro nada novo foi um dos mais vendidos do Brasil no ano passado?O que será que este sucesso todo nos diz? Será que é porque o livro conta uma aventura por planetas imaginário, e as pessoas que gostam de ler, as pequenas e as grandes, adoram aventuras e lugares inventados?Ou será que é porque 'O Pequeno Príncipe' trata de problemas que são comuns a muita gente, e por isso algumas pessoas chamam o livro de autoajuda? Acho que um dos segredos do livro é que ele lança muitas perguntas. Muitos leitores encontram nelas algumas respostas, enquanto outros se divertem. Literatura ou autoajuda? Os dois. Ajudei alguma coisa?"

    Cassiano Elek Machado, repórter especial da Folha

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    "Ingredientes de 'O Pequeno Príncipe': uma flor, uma raposa, uma jiboia, uma caixa, um planeta, um menino, um aviador... Modo de fazer: misture a gosto todos esses elementos; acrescente um narrador em primeira pessoa que saiba desenhar e contar histórias. Mexa bem, de preferência de forma inusitada. Prove o gosto da massa. Não deve estar muito salgada nem muito doce, nem muito triste, nem muito alegre, talvez provoque um gosto estranho na boca. Talvez seja preciso provar a massa de novo, para conferir se está no ponto. Se a primeira amostra já for suficiente, então deixe a massa descansar por 70 anos. Descubra a massa adormecida. Prove. Constate, surpreendentemente, como ela continua fresca e com o mesmo sabor. Não reli o Pequeno Príncipe após 70 anos, mas depois de 40. Nesse tempo o livro dormiu em minha estante, mas nunca se perdeu dentro da leitora. Fui relê-lo e reencontrei uma série de imagens e sensações guardadas, mas nunca evocadas. Surpresa de leitor: ainda me deliciei com o gosto da massa, com o frescor da narrativa inventiva e das ilustrações delicadas, sugestivas, instigantes, poéticas. Esse livro é literatura que ajuda a formar leitor: uma história atemporal, que não envelhece, que se mantém fresca e viva com o passar dos anos, que conversa de diferentes maneiras com diferentes leitores de diferentes culturas, que provoca diferentes sensações, estranhamentos, descobertas e reflexões em leitores de todas as idades, que preserva a capacidade de silenciar o leitor, de conduzir o olhar para algum ponto além da página, de fazer com que o leitor se cale ou que faça perguntas, e procure pelas respostas, dentro e fora do texto."

    Márcia Leite, escritora, autora de livros como "Olívia Tem Dois Papais" (Companhia das Letrinhas) e editora da Pulo do Gato

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    "'O Pequeno Príncipe' é, sim, literatura. Por que não seria? Por que será que se desconfia que livros que agradam a milhares de leitores não são literatura? Será porque tais livros prescindem de críticos e de professores que 'expliquem' sua beleza? Faz tempo que o livro de Saint-Exupéry é vítima dos que legislam sobre a boa literatura... Antigamente não era literatura porque era leitura de candidatas a miss; agora é porque é autoajuda; talvez daqui a um tempinho seja discriminado por insuflar sentimentos monarquistas em sociedades republicanas... Trata-se de ficção, invenção de situações imaginárias passíveis de serem compartilhadas por muita gente. Encontro no livro uma reflexão sobre a solidão e a dificuldade de compartilhamento. Numa linguagem límpida, que envolve leitores que, gratos, copiam frases do livro em blogs e cadernos. Para mim, isso basta para uma obra ser literária. Gosto do livro. Reli-o recentemente e o achei muito mais triste do que o tinha achado em leitura anterior."

    Marisa Lajolo, professora de literatura da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Unicamp; é autora de diversos livros, como "O Poeta do Exílio" (ed. FTD)

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    "Claro que é literatura. E, como toda boa literatura, serve também de autoajuda."

    Ruy Castro, escritor e colunista da Folha

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    "Conheço pouco o Pequeno Príncipe, mas tenho certeza de que se trata de uma obra literária de qualidade, da qual muitos leitores extraem conselhos e conforto espiritual, o que muitos chamam pejorativamente de "autoajuda". Mas as grandes obras literárias, de modo geral, todas são um pouco de "autoajuda"; de tão bonitas, bem escritas e verdadeiras, sempre têm algo a ensinar e a nos ajudar a nos tornarmos pessoas melhores. O problema da autoajuda é quando a beleza, a boa escrita e a verdade são deixadas de lado e fica só o aconselhamento e a intenção de reconfortar."

    Paulo Werneck, editor da "Ilustríssima"

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    "'O Pequeno Príncipe' caiu no gosto popular que nem uma Mona Lisa. É comum as pessoas escolherem uma frase do livro e a dependurarem na frente do nosso nariz. E como já conhecemos a frase, às vezes achamos uma chatice. Mas no fundo é um livro bonito. Gosto das ilustrações também. E gosto da ideia de que, mesmo com o avião caído no meio do deserto, o autor achou companhia e se 'auto' ajudou. Aliás, essa ideia me 'auto' ajuda também, o que não é nenhum mal."

    Angela-Lago, escritora e ilustradora

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    "No desenho a cobra ameaça e tranquiliza o menino em cima do muro: não se preocupem, o perigo aqui nunca vai deixar de existir. Gosto de ver como as aquarelas de Saint-Exupéry conversam com a história, é como conversa de raposa e menino. Consigo ver que a jiboia engoliu o elefante no desenho, mas já não sei a diferença entre desenho e palavra. 'O Pequeno Príncipe' dá ao delírio o verdadeiro poder de poesia. Se o Geógrafo de um dos planetas que o príncipe visita duvida do relato dos exploradores, Saint-Exupéry acredita no leitor. Ele o provoca, com sua cartografia feita de delírios. Se alguém encontrar um principezinho, se ele perguntar coisas e essências e não responder quando lhe perguntarem, talvez seja melhor sentir areia de deserto entre os pés. Encher a cabeça de desenhos."

    Roger Mello, ilustrador e escritor, três vezes indicado ao Prêmio Hans Christian Andersen

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    "É interessante pensar como um dos livros infantis mais famosos e lidos no mundo, como O Pequeno Príncipe, do francês Antoine de Saint-Exupéry, é também o livro que muitos ainda não leram, ainda que venham a conhecer seu personagem e alguma dúzia de frases do celebrado autor. Uma pergunta que comecei a me fazer: como ler, hoje, as aventuras do principezinho, com o espírito livre, e o que lá iríamos encontrar? Antoine de Saint-Exupéry elegeu a forma de parábola para narrar as aventuras e os dissabores do menino vestido com casaca azul de botões brilhantes, como habituamos a ver nas ilustrações e em inúmeras adaptações. Cada episódio revela um simbolismo bastante eloquente permitindo aos leitores encontrarem, no texto, uma crítica tanto social, quanto filosófica a respeito de valores humanos e à manutenção da vida. Ora, os símbolos são imagens rápidas e persuasivas; ainda que não consigamos decifrar seus significados, estabelecemos com eles uma afeição instantânea. E isto é válido para todas as personagens, mesmo a rosa, a raposa, ou a serpente dourada na areia. Algo nessas imagens despertam simpatia e fascínio. E, sabiamente, o autor articulou sua história para o público de crianças e de adultos igualmente. Esta estratégia faz realmente parte do jogo literário. Cabe ao leitor acolher a parcela do símbolo que mais lhe agrade. E temos aí, então, as reflexões, os usos e igualmente os desvios a partir de um livro como O Pequeno Príncipe. Esta obra sentimental teve seu caráter modificado ao longo dos anos, por inúmeros intérpretes como pela imposição da moda e do marketing - antes, os concursos de beleza e agora as estantes de autoajuda -, o texto muitas vezes lido fragmentariamente como alimento para a chamada criança interior... É interessante pescar essas idealizações, vulgarizando as mensagens do autor. Contudo, não deveríamos lamentar qualquer noção equivocada de infância perdida. Crescemos, ocupamos outra posição perante o mundo e os livros. O que não se poderia esquecer é a criança leitora de hoje em diálogo com a obra. Que divertimento ou aproveitamento moral o Pequeno Príncipe tem para compartilhar com elas, setenta anos depois?"

    Peter O. Sagae, doutor em Letras (USP) e comentarista de literatura infantil

    Relembre algumas frases famosas de 'O Pequeno Príncipe'

    Em sete décadas de vida, o livro "O Pequeno Príncipe" colecionou muitos fãs, crianças e adultos, que vivem citando frases da história como um ensinamento ou uma lição --quem já leu algo como "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"?

    Veja abaixo uma seleção de outros exemplos.

    Quem foi que disse (clique na figura para abrir)

    Fonte : Folhinha de S. Paulo, sábado, 27 de Abril de 2013 



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h53
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    OPINIÃO DE ALEXANDRE VIDAL PORTO : Simpatia não é tudo na vida

    Simpatia não é tudo na vida, por Alexandre Vidal Porto

    Divulgação

    No Brasil, a simpatia tem valor supremo. Todo mundo quer ser simpático. No afã de sermos cordiais, toleramos o intolerável e aceitamos o inaceitável só para não criarmos caso e parecermos chatos.

    Moro em Tóquio. Na semana passada, fiz uma rápida viagem ao Brasil. Tudo correu bem, mas achei estranho ver amigos em São Paulo jantarem com medo de arrastão e senti raiva ao descobrir que o cartão de débito, que eu usei uma única vez em um caixa eletrônico do Rio, havia sido clonado.

    Ontem, saí com colegas de trabalho. Voltei para casa perto da meia-noite, pedalando minha bicicleta, sozinho. No caminho, atravessei um dos maiores parques da cidade --uma espécie de Ibirapuera local. Vi casais sentados nos bancos, namorando. Passei por vários outros ciclistas e pessoas fazendo cooper. Ninguém teve medo de ninguém.

    Senti-me privilegiado. Um dos poucos brasileiros com a oportunidade de gozar a sensação de liberdade que pedalar despreocupadamente pela madrugada pode evocar. Infelizmente, isso deixou de ser possível para boa parte das pessoas nas cidades brasileiras e foi substituído pelo medo de ameaças reais.

    E acabamos aceitando. Para que protestar? Uma turista foi estuprada numa van? Eliminemos as vans. Tem tiroteio na sua vizinhança? Compre uma apólice de seguro contra balas perdidas. Tem arrastão nos restaurantes da cidade? Jantemos em shopping centers.

    Agora que incendiaram uma dentista em seu consultório em São Bernardo do Campo, o que faremos? Proibiremos tratamentos dentários?

    Achar que esse tipo de ameaça é o preço a pagar pela vida em grandes cidades é equivocado. Nova York e Bogotá são exemplos de que políticas públicas bem implementadas são eficazes na redução radical da criminalidade urbana.

    Nesta semana, a Secretaria de Segurança Pública informou que o número de homicídios na cidade de São Paulo aumentou pelo oitavo mês consecutivo. No entanto, em um país com os recursos do Brasil, ninguém deveria transitar pelas cidades como quem passa por uma selva ou uma zona de guerra, temendo ataques de animais selvagens ou fugindo de balas perdidas.

    O aperfeiçoamento das sociedades democráticas exige a expressão política do povo. Do contrário, degringola. Democracia é bom, mas dá trabalho. Não é algo que se possa abandonar nas mãos de Deus.

    O povo brasileiro tem a obrigação de manifestar à classe política sua indignação e seu inconformismo. Os políticos funcionam sob pressão. A expressão da opinião pública é mais poderosa do que parece.

    Em 1923, Tóquio foi devastada por um terremoto. Voltou a ser destruída na Segunda Guerra Mundial. A cada vez, seus habitantes transformaram suas ruínas em construções. Nós, brasileiros, temos de nos educar e fazer o mesmo.

    Ficar omisso, querendo ser simpático, enquanto a qualidade de vida nas cidades brasileiras se degrada, é inconsequente. É como fechar a porta da cozinha para não ver a louça suja que temos de lavar.

    Parece cordialidade e simpatia, mas é comodismo e preguiça.

    Alexandre Vidal Porto é escritor e diplomata. Mestre em direito pela Universidade Harvard, trabalhou nas embaixadas em Santiago, Cidade do México e Washington e na missão do país junto à ONU, em Nova York.

    Fonte : Folha de S. Paulo, sábado, dia 27 de Abril de 2013

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h04
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    Deu no The i-piauí Herald

    Congresso submete decisões do Supremo a Caetano Veloso

    Congresso submete decisões do Supremo a Caetano Veloso "O império da lei há de chegar no coração do Pará", anunciou Caetano, considerado por muitos o Quinto Poder da República.

    LUA, LUA, LUA, LUA - Eficiente como uma Paula Lavigne legislativa, o presidente da Câmara, Henrique Alves, apresentou uma solução para pôr fim ao atrito entre os poderes judiciário e legislativo. "Submeteremos todas as decisões do Supremo ao juízo elegante de Caetano Veloso. Não há assunto nesta terra sobre o qual o vate popular não tenha uma opinião justa e abalizada", explicou Alves, ressalvando que, pelo acordo, Gilberto Gil e Carlinhos Brown estão impedidos de prestar consultoria a Caetano. A informação trouxe grande alívio ao plenário, e provocou a adesão imediata de José Genoino, que de pronto solfejou: "Agora sim. Tudo certo como dois e dois são cinco.”

    "O Supremo transformou o mito das raças impunes / Em Genoinos, Dirceus e Delúbios, e a coisa toda / Joaquim Barbosa é foda", anunciou Caetano, dando o tom de sua gestão. Em seguida, julgou cafona o novo Maracanã, absolveu Mangabeira Unger, condenou Marco Feliciano a ir a um show de Daniela Mercury e deu ganho de causa à ação movida por Lobão, na qual o roqueiro demonstra que “Caetano é o magistrado mais careta desde a invenção do Judiciário”. Antes de cada veredicto, lembrou a situação de abandono em que se encontra o Pelourinho.

    No final da tarde, a Comissão de Centralização de Poder (CCP) aprovou PECs que versam sobre a obrigatoriedade de Felipão submeter suas próximas convocações ao Congresso. "Já era senador quando o Brasil perdeu aquela final para o Uruguai na Copa de 50. Não posso me omitir novamente", declarou José Sarney, negando ter defendido uma emenda que garante doze cargos na CBF para o PMDB. “São só onze”, esclareceu.

    Fonte : The i-piauí Herald

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h58
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    OPINIÃO DE RUY CASTRO : Bagagem de mão

    Bagagem de mão, por Ruy Castro

    Ruy Castro 

    RIO DE JANEIRO - No aeroporto, não vacilo mais. Descobri que faço parte de um grupo de privilegiados: os macróbios, que, assim como os cadeirantes, gestantes e mães com crianças de colo, podem ignorar a fila de embarque e passar à frente dos outros rumo ao avião. Com isso, sou dos primeiros a entrar no bicho. Não por pressa de voar, mas para me divertir com as bagagens de mão que as pessoas trazem consigo.

    E não me refiro às mochilas descomunais, que, às costas de seus donos, passam abrindo caminho entre as fileiras, despenteando senhoras, derrubando óculos e se esfregando em bochechas. Como sempre fico no corredor, aprendi a não me deixar abalroar, inclinando-me a um ângulo de 45 graus em direção ao vizinho do meio e me desculpando por quase montar sobre ele.

    De objetos compridos e pontiagudos é mais difícil desviar. Dependendo do destino ou origem do voo, já aconteceu de ter de me proteger de minipranchas de surfe, varas de pesca e até berimbaus. Não me pergunte como a turma entra no avião com esses apetrechos. Ou como, certa vez, um passageiro sentou-se ao meu lado segurando um acordeão de 120 baixos --e desmoralizou a lei de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

    Outro dia, uma mulher com cintura de pilão tentava acomodar no compartimento superior um objeto circular que, pela embalagem, parecia ser um bambolê. E mães com enormes carrinhos de bebê são comuns --por sorte, os atuais carrinhos, depois de dobrados, ficam pouco maiores que um leque. Mas nada supera a jovem mãe que vi entrar no avião carregando uma criança de colo, esta com tamanho e peso suficientes para lutar sumô --estava, inclusive, de fralda.

    Já tive confiscado um cortador de unhas, mas não me surpreenderei se, hora dessas, alguém entrar no avião portando uma bigorna.

    Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda.

    Fonte : Folha de S. Paulo, sábado, 27 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h50
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    Brasil Campeão do Mundo em 1958, na Suécia

    Edição Extra: Brasil campeão
    VEJA, junho de 1958
    Uma seleção desacreditada revela o talento do brasileiro,
    supera os temidos europeus, faz a torcida sorrir e conquista nossa
    primeira Copa do Mundo. O pesadelo de 1950 terminou

    O escrete de ouro: o treinador Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar; Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagallo e o preparador físico Paulo Amaral

    Foram 2.905 dias de cabeça baixa, ombros curvados e rabo entre as pernas. Durante 415 semanas, o jogador de futebol do Brasil zanzou pelos gramados estrangeiros sem saber ao certo do que era capaz. Temia descobrir sua própria identidade, pois acreditava que o drama de 1950 revelara sua fraqueza, sua covardia, sua inferioridade – o chamado "complexo de vira-latas", conforme a célebre definição do cronista Nelson Rodrigues na revista Manchete Esportiva. Na tarde do último dia 29, contudo, o escrete brasileiro mostrou pertencer à mais nobre das linhagens: a dos campeões do mundo. Noventa e cinco meses depois da mais doída tragédia da história esportiva do país, a seleção nacional enfim exorcizou os fantasmas que tiravam o sono de seus craques e assombravam seus sofridos torcedores desde a tragédia do Maracanã. Ainda não somos os maiorais da bola, é fato – os gigantes Uruguai e Itália, por exemplo, já conquistaram duas Copas cada um. Neste alegre junho de 1958, porém, ninguém mais duvida: o brasileiro é o melhor jogador de futebol do planeta.

    A sensacional vitória na finalíssima contra a Suécia, no domingo – 5 a 2, placar jamais antes visto numa decisão de Copa do Mundo – lavou a alma dos brasileiros e tirou um monstruoso peso das costas dos ídolos da seleção. Afinal, todos ainda carregavam as duras lembranças da inacreditável derrota para os uruguaios, oito anos antes, no Mundial realizado no Brasil. Os jogadores, cada um a seu modo, estavam marcados pelo desastre. O lateral Nilton Santos, único remanescente do time de 1950, viu tudo de perto, do banco de reservas do Maracanã. O atleta mais velho da equipe (33 anos) chegou à Suécia sabendo que era sua última chance de superar o trauma. Se voltasse derrotado, possivelmente não retornaria à seleção. O ponta Zagalo também presenciara o Maracanazo no estádio – naquele tempo, era o praça Mário Jorge, de 18 anos, escalado pela Polícia do Exército para tomar conta da euforia dos 200.000 torcedores espremidos nas arquibancadas quando o Brasil ganhasse a taça. Zagalo não teve trabalho algum. A multidão esvaziou o gigante de concreto em meio a um silêncio sepulcral.

    O começo da arrancada: uma vitória suada contra a Áustria, na partida de estréia

    Longe dali, em Minas Gerais, o fatídico 16 de julho de 1950 também foi de tristeza para o menino Edson, então com 9 anos de idade. O guri mal sabia o que era Copa do Mundo, já que no torneio anterior, em 1938, nem era nascido. Mas ficou amargurado ao ver o pai, seu Dondinho, empapado de lágrimas depois do triunfo uruguaio. Edson, que naquele tempo era chamado de Dico, foi consolar Dondinho com a promessa de que um dia ganharia uma Copa do Mundo para alegrar o pai. Na final contra a Suécia, Dico, agora Pelé, fechou o marcador no último lance do jogo, fazendo seu sexto gol no Mundial. Entre todos os novos campeões, apenas um parecia imune ao trauma de 50. O ponteiro-direito Mané Garrincha, um rapagote de 16 anos no Mundial do Brasil, nem sequer ouviu a transmissão radiofônica da final contra o Uruguai. Preferiu uma pescaria em sua cidade, a minúscula Pau Grande, no interior do Rio de Janeiro. Só quando voltou do riacho é que soube da derrota. A vizinhança toda chorava, mas Mané deu de ombros – para ele, o luto pela perda da Copa era uma grande besteira.

    No embarque para a Suécia, contudo, até mesmo o desligado e zombeteiro Garrincha notou que as memórias de 1950 (somadas à decepção do Mundial de 1954, na Suíça) seriam um obstáculo a mais no caminho do escrete. A equipe comandada pelo técnico Vicente Feola ainda não arrancava suspiros da torcida: passou apertado pelas Eliminatórias (contra o Peru, empate de 1 a 1 em Lima e vitória magra de 1 a 0 no Rio de Janeiro) e decepcionou no Sul-Americano de 1957 (levou duas sapatadas, de uruguaios e argentinos). Ainda assim, havia fartura de talento no elenco brasileiro, que reunia a categoria de um Didi, a experiência de um Nilton Santos, a segurança de um Bellini – além, é claro, do toque mágico dos novatos Garrincha e Pelé. Não adiantava: para cronistas e torcedores, a seleção embarcaria (em 25 de maio, num DC-7 da Panair), só para fazer turismo na Escandinávia. A crítica mais comum era de que o jogador brasileiro tinha espírito perdedor – não tinha fibra, era exageradamente humilde, se intimidava de forma vexaminosa diante de rivais estrangeiros. E quando tentava exibir alguma coragem, perdia a cabeça, se esquecia da bola e saía distribuindo caneladas e pontapés nos adversários (como na eliminação contra a Hungria de Puskas, na última Copa).

    Quase lá: lance da final contra a Suécia

    Garrincha contra a KGB - A seleção que pousará em solo brasileiro na próxima quarta-feira, 2 de julho (chegada prevista para Recife, depois de escalas e homenagens em Londres, Paris e Lisboa) não podia ser mais diferente das equipes que fracassaram no passado. Em 21 dias de participação na Copa , o escrete não só venceu e convenceu como também encantou e fascinou os mais temíveis inimigos. Ingleses, russos e franceses ficaram pelo caminho – e aplaudiram a coroação dos novos reis da bola. O Brasil amargava a reputação de tremer frente à simples visão dos selecionados da Inglaterra ou da União Soviética, com seus esquadrões de atletas fortes, altos, loiros e destemidos. Temiam especialmente o pega com os soviéticos, logo na primeira fase. Antes da Copa, os camaradas vermelhos ganharam a fama de bichos-papões. Levaram o ouro na Olimpíada de Melbourne, em 1956, e foram à Suécia cobertos de lendas – treinavam quatro horas nas manhãs antes de cada partida; eram capazes de correr 180 minutos sem parar; tinham espiões da KGB de olho nos rivais e táticas científicas capazes de assegurar o triunfo contra qualquer oponente. Os brasileiros acreditavam que encontrariam super-homens no gramado – afinal, os russos já tinham até mandado um satélite artificial ao espaço, o Sputnik, em outubro do ano passado. Para um povo assim, derrotar onze brasileiros mirrados seria mais fácil que subir no bonde.

    Pois foi justamente na partida contra a URSS, a terceira da seleção no Mundial, que o Brasil apresentou seu novo futebol ao planeta. Depois de uma vitória suada contra a competente seleção austríaca e de um empate sem gols contra os fortíssimos ingleses, o escrete nacional foi a campo com uma formação diferente: Zito, Pelé e Garrincha entraram nos lugares de Dino, Mazzola e Joel. O técnico Feola encontrara uma fórmula miraculosa. Junto do cerebral Didi, do astuto Zagalo e do vigoroso Vavá, os infernais Pelé e Garrincha formavam um ataque irresistível. E os soviéticos foram as primeiras vítimas. Os três minutos iniciais de jogo já entraram para a história do futebol. Com os russos pegos de calças curtas, o Brasil lançou um bombardeio sem precedentes contra a meta defendida pelo arqueiro Lev Yashin, o "aranha-negra". Aos 40 segundos, Garrincha já acertava a trave, depois de entortar três defensores soviéticos. Antes do primeiro minuto, Pelé já fuzilava o poste outra vez. Os suecos davam gargalhadas com os dribles dos brasileiros. O primeiro gol, de Vavá, aos 3 minutos, foi uma espécie de golpe de misericórdia – sufocados pela avalanche ofensiva dos rivais, os soviéticos pediam água. O Brasil marcaria só mais um gol, novamente com Vavá, aos 31 minutos da segunda etapa. Mas o placar não contava a história toda: os russos saíram de campo desorientados. Garrincha driblou os defensores de todas as maneiras imagináveis. O menino Pelé fez gato e sapato dos enviados do Kremlin. Só o acrobático Yashin evitou uma goleada antológica.

    O menino decidiu tudo: Pelé anota um tento na decisão contra os donos da casa

    Fontaine e o "já ganhou' - O baile contra os russos foi o que faltava para despertar a esperança da torcida brasileira. Milhares de pessoas saíram às ruas para festejar, do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, à orla do Rio de Janeiro, tomada pelas escolas de samba em pleno mês de junho. Era a primeira vez desde 1950 que o brasileiro voltava a acreditar que a taça Jules Rimet poderia ser nossa. Nos três jogos que faltavam, porém, os craques brasileiros ainda teriam de enfrentar novamente seus velhos demônios. Apesar da vitória incontestável do talento do escrete contra os gelados soviéticos, ainda havia desconfianças a respeito do comportamento dos atletas diante das situações adversas. Na partida de quartas-de-final, o time teve paciência diante da retranca ferrenha do País de Gales. Manteve a calma, insistiu até o fim e arrancou um gol aos 28 minutos do segundo tempo, em jogada extraordinária de Pelé. Estávamos nas semifinais, entre as quatro maiores equipes do mundo. Mas a própria comissão técnica guardava uma preocupação: e quando o goleiro Gilmar, intacto durante a competição inteira, levasse seu primeiro tento? O time sucumbiria ao nervosismo ou seria capaz de absorver o golpe do primeiro gol no Mundial?

    A resposta seria conhecida no duelo contra a França, dona de um arsenal poderosíssimo – era o melhor ataque do torneio (fantásticos quinze gols em quatro jogos) e tinha seu maior artilheiro, Just Fontaine (oito tentos, dois a mais que toda a seleção do Brasil). Feola e sua comissão também estavam de olho em outro adversário, que batia à porta da concentração depois de um sumiço de oito anos: o indesejável clima de já ganhou, que ameaçava roubar a atenção dos craques e sabotar as chances brasileiras justamente na fase mais aguda da Copa. Mas o escrete não vacilou: repetiu o início arrasador das partidas anteriores e marcou seu primeiro gol no segundo minuto de jogo. Aos oito, o implacável Fontaine igualou o placar. A seleção balançou, é verdade - passou os quinze minutos seguintes perdida no gramado, com a França apertando o nó. Empurrada ao ataque por Garrincha, a equipe logo acalmou os nervos, reencontrou seu jogo e saltou à frente, aos 39 minutos, numa "folha-seca" de Didi. No segundo tempo, Pelé desequilibrou a parada e anotou três tentos. Os suecos aplaudiam e riam. Para os anfitriões e para o resto do mundo, o Brasil já era o melhor da Copa. Faltava a final, justamente contra os suecos.

    Carnaval junino: festa no centro do Rio

    Sob o manto da padroeira - Como não podia deixar de ser, o último capítulo da epopéia brasileira rumo ao seu primeiro título também evocou as memórias de 1950. Primeiro foi na escolha do uniforme. Como os suecos também jogam de camisa amarela, um sorteio definiu quem disputaria a finalíssima com seu fardamento principal. Os donos da casa venceram. O Brasil teria de escolher entre o branco, o verde e o azul. O branco foi descartado logo de cara - era a camisa número um do Brasil até o drama do Maracanã. O chefe da delegação, doutor Paulo Machado de Carvalho, deixou de lado o verde da esperança e escolheu o azul, cor do manto de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira da seleção. Na véspera do jogo, a comissão técnica adquiriu o novo fardamento no comércio de Estocolmo e costurou os números e os escudos da CBD, arrancados das malhas amarelas. Tudo pronto para a consagração. Ninguém pensava na repetição de 1950. Não até os quatro minutos de jogo, quando Liedholm marcou Suécia 1 a 0.

    Esse Brasil, entretanto, era outro. As feridas do passado estavam cicatrizadas, e nenhuma assombração perturbaria a festa. Didi apanhou a bola, ergueu a cabeça e carregou o esférico com serenidade de monge até o círculo central. Quatro minutos depois, o Brasil empatava, com Vavá. A virada veio aos 32, com outro tento do inspirado avante. A torcida local trocou de lado: sabia que a derrota era inevitável e que estavam diante dos melhores. O restante do embate foi um espetáculo brasileiro, com gols de Pelé, Zagallo e outro de Pelé, no último lance da partida. Depois de marcar de cabeça, o menino caiu desmaiado e o árbitro Maurice Guigue apitou o final de jogo. Quando recobrou os sentidos, Pelé era campeão do mundo, assim como seus 63 milhões de compatriotas. O país explodiu em lágrimas – desta vez, de alegria. Enquanto centenas de milhares de pessoas saíam às ruas num carnaval improvisado, o rei da Suécia, Gustavo VI, entregava a taça Jules Rimet a Bellini, na tribuna de honra do estádio Rasunda. O capitão segurou o troféu de ouro com as duas mãos e o ergueu acima da cabeça, em direção ao céu.

    Fonte : Veja na História

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 23h52
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    Opinião de Nelson Motta : A quadratura da bola

    A quadratura da bola, por Nelson Motta


    Djalma Santos, Pelé e Garrincha, na Suécia na Copa do Mundo de 1958
    Antigamente, quando o Brasil era um país pobre e atrasado, o futebol tinha enorme relevância não só por ser uma paixão nacional, mas pela crença de que, na falta de outros, tínhamos esse dom para jogar bola como nenhum povo do mundo. O futebol era nossa única esperança de excelência internacional, éramos a pátria de chuteiras, era nossa vingança contra o mundo rico e desenvolvido, mas de cintura dura.

    Por tudo isso, perder a final para o Uruguai no Maracanã em 1950 teve o peso de uma tragédia nacional, com profundos reflexos na nossa já combalida autoestima. Por tudo isso, a vitória na Suécia em 1958 com Pelé e Garrincha não só maravilhou o mundo como nos redimiu do complexo de vira-lata perdedor e se tornou um marco do desenvolvimento e da modernização do país nos Anos JK.

    Muita bola rolou de lá pra cá, e fomos descobrindo que, além dos temidos e invejados argentinos, jogadores de outros países podiam ter tanta habilidade individual como nós, e muito mais espírito coletivo e tático, como o "carrossel holandês" de Cruyff e do professor Rinus Michels em 1974.

    Hoje em 19º lugar no ranking da Fifa, há anos não ganhamos de seleções de primeira linha, o Santos foi humilhado pelo Barcelona em Tóquio, e qualquer outro time brasileiro, ou mesmo a atual seleção, seria goleado pelo Bayern com facilidade. Em dez jogos contra Espanha, Alemanha ou Argentina perderíamos seis ou mais.

    Quando se alterna na televisão os jogos das grandes ligas europeias e do Brasileirão, pela lentidão e violência, pelos gramados carecas, pela pobreza técnica e tática, pelas torcidas selvagens, os nossos parecem jogos da segunda divisão.

    A ilusão dos reis do futebol acabou. Mas somos a sétima economia do mundo, nossa agricultura alimenta o planeta, lideramos em várias áreas de produção, nossa música é sucesso internacional, o vôlei e outros esportes nos dão grandes alegrias, temos muitos motivos de orgulho, energia, crédito, divisas, mas enquanto o Brasil, a CBF e a cartolagem ficavam ricos, o futebol empobrecia. Restou a antiga paixão. E o pesadelo de enfrentar a Argentina numa final no Maracanã.
    Fonte : O Globo, 26/04/13


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 23h36
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    Gol vai mudar o procedimento de embarque nos aeroportos de todo o País

    Gol promete pôr passageiro em 10 minutos no avião

    Sistema em teste em Congonhas visa a evitar atrasos e, na próxima semana, será implementado no País; hoje, tempo é de 18 minutos
    TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO-8/2/2012

    Rapidez. Iniciativa acelera embarque do check-in ao avião
    Nataly Costa



    Para evitar longas e confusas filas nos portões e atrasos nos voos, a Gol vai mudar o procedimento de embarque nos aeroportos de todo o País na próxima semana. A ideia da companhia aérea que responde por 36% do mercado brasileiro é acomodar os passageiros no avião em apenas dez minutos. Segundo a empresa, hoje o tempo de embarque chega a 18minutos. Testes foram realizados durante as últimas semanas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para acelerar o procedimento. A estratégia da Gol atualmente é embarcar os passageiros de trás para frente – aqueles com assento marcado do meio para o fundo da aeronave entram primeiro. Invariavelmente, o método cria filas dentro e fora do avião porque sempre há alguém parado à espera de um passageiro se acomodar.

    Agora, a companhia quer adotar o embarque por quatro grupos (de A a D) e organizá-los fazendo uma combinação de assentos, de forma que os da janela sentem primeiro, depois os do meio e, por fim, os passageiros com poltrona no corredor.

    Também existe a possibilidade de continuar com o sistema back to front, como é chamado no jargão do setor, mas combiná-lo com o novo sistema janela meio-corredor. Prevalecerá a maneira mais rápida.
     

    O procedimento é uma das últimas etapas do projeto Fast Travel (viagem rápida) em implementação pela Gol. A iniciativa envolve também o check-in eletrônico, feito por internet, totem ou celular, e o embarque sem papel, com o cartão de embarque no smartphone.

    Segundo a Gol, uma aeronave fica em solo hoje por 40 minutos nos quatro maiores aeroportos do País (Guarulhos, Congonhas, Galeão e Brasília) e metade desse tempo é gasto com o procedimento de embarque. “Por questões operacionais e de segurança, não tem como ser mais rápido do que isso, 40 minutos de solo nos aeroportos mais movimentados e 30minutos nos demais. Às vezes, ficamos acima do tempo previsto, mas, por problemas de infraestrutura aeroportuária e limitações no controle de tráfego, temos de esperar autorizar a decolagem”, diz Lima.

    Além do embarque, o restante do tempo em solo é usado para limpeza da cabine, abastecimento e checagem de procedimentos de segurança.

    Para os passageiros, a espera é maçante. “Pedem para a gente chegar cedo ao portão, anunciam ‘embarque imediato’ e demoram mais 20 minutos para chamar todo mundo. Aí, não tem como não atrasar”, diz a consultora financeira Viviane Salles, de 38 anos, que mora em São Paulo, mas viaja a cada 15 dias a trabalho.

    Mala de mão. Para Lima, uma das coisas que mais emperram o embarque é a mala de mão. “Quando levam bagagem maior que o permitido, que não entra no compartimento, é mais um transtorno. Por isso, medimos as malas antes do embarque.”

    Um estudo da Boeing divulgado no ano passado mostra que, dos anos 1970 até hoje, o tempo de embarque em voos domésticos nos Estados Unidos mais que dobrou. Saltou de 15 minutos para 30 a 40 minutos. Um dos motivos é que os passageiros levam mais bagagem de mão, uma vez que companhias aéreas americanas costumam cobrar por mala despachada.

    Exemplo
    Nos Estados Unidos, a United é conhecida por adotar desde 2005 o embarque apelidado na empresa de Wilma (window-middle- aisle, ou janela-meio-corredor, em inglês).

    PARA LEMBRAR
    No Brasil, a Avianca já adota o sistema de grupos de 1 a 6. Quando o embarque não é remoto – o que acontece de 30% a 40% das vezes –, passageiros da janela embarcam primeiro. Segundo o diretor de serviços da companhia, Renato Aranha, isso representou um ganho de seis minutos na operação. A TAM também usa grupos (de A a E), com exceção dos voos para Frankfurt e Londres, chamados por fileira.

    O tempo

    “A organização do embarque por fileiras causa um tremendo desconforto para o cliente. A ideia é criar apenas duas filas. Uma para o cliente preferencial, como idosos e gestantes, e outra que vai sendo formada por grupos. Até o anúncio por parte do agente aeroportuário é mais fácil”,diz André Lima, diretor de Aeroportos da Gol.

     

    Fonte : O Estado de S. Paulo

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h17
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    Deu no The i-piauí Herald

    Clássico entre Congresso e Supremo abrirá o Maracanã


    Clássico entre Congresso e Supremo abrirá o Maracanã

    Dilma publicou um decreto submetendo o uso das caxirolas à sua aprovação

    RIO DE JANEIRO - Para aplacar as críticas a suas recentes declarações de que o excesso de democracia atrapalha a FIFA, Jérome Valcke anunciou que o Maracanã será reaberto com a tradicional cancha entre deputados do Congresso e ministros do Supremo Tribunal Federal. "A democracia é uma caixinha de surpresas", disse Valcke.

    Os capitães das duas equipes revelaram seus esquemas táticos para o clássico. "Votamos esta manhã uma PEC que submete a escalação do Supremo ao Congresso", anunciou o volante José Genoino. "Estou com a pontaria certeira. Farei novamente quatro gols e pedirei liminar no Fantástico", retrucou Lewandowski.

    Enquanto fazia embaixadinhas com a Constituição, Henrique Alves anunciou que a Câmara votará a PEC que submeterá as decisões do STF à FIFA ainda esta semana. "De juiz eles entendem", explicou Alves. "Em seguida, faremos uma reforma política para atender às exigências da FIFA. Essa reforma está orçada em R$ 5 bilhões e prevista para ser concluída em dois meses", anunciou.

    Fonte : The i-piauí Herald



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h14
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    CHARGES ONLINE

    Resenha em charges
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    Foto
    Três poderes do Brasil em pé de guerra

    por Sponholz

    Arnold Schwarzenegger com Sarney, Renan e Feliciano

    por Amarildo para A Gazeta

    Inflação vai cair

    por Genildo

    Impunidade brasileira

    por Giancarlo

    Presos Corintianos por Condenados do Mensalão

    por Clauto

    Lula escrevendo no Jornal

    por Sponholz

    Mensaleiros contra Magistrados

    por Aroeira para O Dia

    PT tenta atacar STF

    por Nani

    Lei Rui Falcão

    por Boopo para a Veja online

    Censura à mídia

    por Boopo

    Brasil tem democracia demais...

    por Dum para o Hoje em Dia

    Copa do Mundo do Brasil em 2014

    por Roberto Kroll

    Chuteiras e corrupção

    por JBosco para O Liberal

    Feijão contra Tomate

    por Waldez para o Amazonas em Tempo

    Igualdade, Liberdade e Fraternidade

    por Raul Motta

    Casamento gay aprovado

    por Tiago Silva

    Esta charge do Nicolielo foi feita originalmente para o

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    Esta charge do Aroeira
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    Esta charge do Mario foi feita originalmente para o

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h00
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    21 MUSICAS com NELSON GONÇALVES

    NELSON GONÇALVES 21 MUSICAS

    Na década de 70, no trecho GIG / BSB, Nélson Gonçalves viajou no avião que trabalhava e depois do serviço de bordo foi até a galley trazeira e, conversou animadamente com os comissários, e convidou a tripulação para o show que faria a noite no Hotel Nacional e nos acomodou bem em frente ao palco...momentos inesquecíveis.

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h58
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    ALÔ, ALÔ TURMA DE COMISSÁRIOS DA VASP FORMADOS EM 1973

    40 ANOS DE FORMADOS
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    ALÔ, ALÔ TURMA DE COMISSÁRIOS DA VASP FORMADOS EM 1973 PELA SAUDOSA DONA INÊZ
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    Segue lista (parcial, creio) dos formandos : ALBA, ALINE, ANALICE, ASSUNÇÃO, BAGGIO, BARROS, BIA, BIANCA, BIANCHINI, BISPO, BECKER, BONFIGLIOLI, BRENNER (In memoriam), BUGNI, CAMACHO, CLÉO, CRUZ, DAIMON, DALVA, DALISE (In memoriam), FRANCO, GARABED (In memoriam), GAZETTA (In memoriam), GIL, GIMENES, GRACE, IBERÊ, INGO, IVAN, IVONE, IVY, JADSON, JOÃO, JOCAFI, LECY, LINDAURA, LÚ, MARCEL, MARLENE, MATOSINHO, MAY, MAZONI, MÁXIMO, MERINO, MICHEL, MONTEIRO (In memoriam), NAIR, NANCY, NEIDE, NELSON, NIKOLAS, NUNES, PAZIAM, PERES, PORTO, PROENÇA, ROSA, ROSANGELA, ROSELY, RIZZO, SABRINA, SAMIRA, SARA, SHIOMI, SOLIMAR ( In memoriam), SUELY, TAMBERLINI, TATO, TEODORO, TOLOSA, VALDIR, VERA, YARA, ...
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    NESTE ANO DE 2013 COMEMORAMOS 40 ANOS DE NOSSA FORMATURA.
     
    PODEMOS NOS ENCONTRAR DIA 09 DE JUNHO NA FESTA VASP : "A CHAMA QUE NÃO SE APAGA" E COMEMORAR
     ESTA DATA TÃO SIGNIFICATIVA.
    FALTAM ALGUNS NOMES, POR FAVOR, INCLUA-OS NA LISTA E ENVIEM-ME ( eafmatosinho@uol.com.br)
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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h26
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    Octávio Frias de Oliveira, dono do jornal Folha de S. Paulo finaciava a Ditadura Militar

    Ex-delegado: Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS
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    empresário dono da Folha de S. Paulo, Octavio Frias de Oliveira (* Rio de Janeiro, 5 de agosto de 1912  / + São Paulo, 29 de abril de 2007)
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    Cláudio Guerra afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS, era amigo pessoal de Fleury”

    O ex-delegado da Polícia Civil Claudio Guerra afirmou nesta terça-feira, à Comissão Municipal da Verdade de São Paulo, que foi o autor da explosão de uma bomba no jornal O Estado de S. Paulo, na década de 1980, e afirmou que a ditadura, a partir de 1980, decidiu desencadear em todo o Brasil atentados com o objetivo de desmoralizar a esquerda no País.

    “Depois de 1980 ficou decidido que seria desencadeada em todo o País uma série de atentados para jogar a culpa na esquerda e não permitir a abertura política”, disse o ex-delegado em entrevista ao vereador Natalini (PV), que foi ao Espírito Santo conversar com Guerra.

    No depoimento, Guerra afirmou que “ficava clandestinamente à disposição do escritório do Sistema Nacional de Informações (SNI)” e realizava execuções a pedido do órgão.

    Entre suas atividades na cidade de São Paulo, Guerra afirmou ter feito pelo menos três execuções a pedido do SNI. “Só vim saber o nome de pessoas que morreram quando fomos ver datas e locais que fiz a execução”, afirmou o ex-delegado, dizendo que, mesmo para ele, as ações eram secretas.

    Guerra falou também do Coronel Brilhante Ustra e do delegado Sérgio Paranhos Fleury, a quem acusou de tortura e assassinatos. Segundo ele, Fleury “cresceu e não obedecia mais ninguém”. “Fleury pegava dinheiro que era para a irmandade (grupo de apoiadores da ditadura, segundo ele)”, acusou.

    O ex-delegado disse também que Fleury torturava pessoalmente os presos políticos e metralhou os líderes comunistas no episódio que ficou conhecido como Chacina da Lapa, em 1976.

    “Eu estava na cobertura, fiz os primeiros disparos para intimidar. Entrou o Fleury com sua equipe. Não teve resistência, o Fleury metralhou. As armas que disseram que estavam lá foram ‘plantadas’, afirmo com toda a segurança”, contou.

    Guerra disse que recebia da irmandade “por determinadas operações bônus em dinheiro”. O ex-delegado afirmou que os recursos vinham de bancos, como o Banco Mercantil do Estado de São Paulo, e empresas, como a Ultragas e o jornal Folha de S. Paulo. “Frias (Otávio, então dono do jornal) visitava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), era amigo pessoal de Fleury”, afirmou.

    Segundo ele, a irmandade teria garantido que antigos membros até hoje tivessem uma boa situação financeira.

    ‘Enterrar estava dando problema’

    Segundo Guerra, os mortos pelo regime passaram a ser cremados, e não mais enterrados, a partir de 1973, para evitar “problemas”. “Enterrar estava dando problema e a partir de 1973 ou 1974 começaram a cremar. Buscava os corpos da Casa de Morte, em Petrópolis, e levava para a Usina de Campos”, relatou.

    Fonte : Portal Terra, publicado em 24 de abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h00
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    A CHEGADA DO JAHU NO RECIFE EM 1927

    RELÍQUIA, CHEGADA DO HIDRO AVIÃO JAHU NO RECIFE EM 1927

    Esse vídeo foi encontrado há poucos anos, por acaso, quando do conserto de um projetor antigo. Estava intacto e mostra o dia-a-dia dos recifenses no dia da chegada do hidroavião Jahu ao Porto do Recife, em 06 de Junho de 1927. Os pilotos foram em cortejo até o Hotel do Parque (em cima do teatro do Parque). Marco Zero, bondes, calhambeques, Faculdade de Direito , Diário de Pernambuco...

    Observem os trajes dos homens, quase todos usando branco ou uma cor clara, as mulheres de sobrinhas e saias curtas nos vestidos estilo "melindrosa". Uma criança dança uns passos de "Charleston" para o cinegrafista. Aparece um aglomerado de pessoas de cor, parecendo pertencer a uma agremiação. E algo muito importante A CIDADE É EXTREMAMENTE LIMPA E BONITA.

    PARA QUEM GOSTA DA HISTÓRIA DA AVIAÇÃO, VALE ASSISTIR O FILME SOBRE A CHEGADA DO JAHU NO RECIFE EM 1927, COM SOM DA MÚSICA "COM QUE ROUPA", DE NOÉL ROSA.

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h19
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    Crônica verídica de Luís Fernando Veríssimo : O verniz

      O verniz, por Luís Fernando Veríssimo


    A dúvida sobre tratar o acusado pelas bombas em Boston como cidadão americano, com todos os seus direitos respeitados, ou como "combatente inimigo" julgado por um tribunal militar, com direitos restritos e, se condenado, execução garantida, e a proposta de se baixar a idade para a responsabilização penal no Brasil são questões parecidas. Nos dois casos, o que se propõe é um retrocesso, a suspensão de conquistas da civilização para enfrentar exigências extremas: no caso americano o combate exemplar ao terrorismo, que não comportaria filigranas jurídicas, no nosso caso a evidência de que cada vez mais crimes são cometidos por menores, inimputáveis segundo a legislação. A conclusão nos dois casos é que o processo civilizatório que priorizou a proteção dos direitos de todos, inclusive de criminosos, foi uma conquista da retórica dos bons sentimentos, impraticável diante da crua realidade. Os casos extremos testam a possibilidade de a razão e de a ponderação conviverem com o embrutecimento geral da espécie, e para enfrentá-los retrocedemos ao tempo em que não havia proteção alguma contra a prepotência do Estado ou o erro da justiça. Quando não retrocedemos ao tempo da reciprocidade bíblica, do olho por olho, de uma atrocidade vingando outra. E o verniz da civilização se despedaça.

    Nos Estados Unidos, pelo menos em teoria (ou no cinema), todo preso tem direito de saber seus direitos na hora da prisão: de manter-se em silêncio, de não se incriminar e de ter um advogado. Principalmente depois dos atentados de 11/9, quando o Bush declarou guerra ao terrorismo mundial, os Estados Unidos têm enfrentado o dilema de serem - na sua própria avaliação - a única nação moral do mundo, obrigada a recorrer a todos os meios para se defender do terror, inclusive a oficialização mal disfarçada da tortura. Os presos sem direitos em Guantánamo são um embaraço permanente para os americanos e tornam hipócrita a condenação dos presos políticos em Cuba. O que fazer para satisfazer a revolta nacional com o ataque covarde em Boston é outro desafio moral para a justiça americana. Parece que escolheram processar o prisioneiro como cidadão do país. Ponto para a civilização, ou o que resta dela.

    No Brasil a questão da maioridade penal ainda está para ser decidida. Talvez o verniz ainda resista mais um pouco.

    Fonte : O Globo - 25/04/13

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h36
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    CALÚNIA DO MACACO SIMÃO

    Ueba! Messi levou um salsichão!, por José Simão
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    Lula escrevendo sua coluna no New York Times

    por Amâncio para o Jornal de Hoje


    "Ex-presidente Lula terá coluna mensal no 'New York Times'." Em parceria com o Joel Santana!

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    Como o Lula vai traduzir a palavra mensalão pro inglês. Fácil: Mensalation! Mensalation, Roubolation, Rebolation e Esculhambation!

    Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Piada Pronta desde 24/4/1500: ontem foi aniversário do Sarney. MAIS UM! Completou 600 anos de Senado e 812 de vida! Imortal também faz aniversário!

    E polêmica no edifício Milênio em Brasília: um casal que transa fazendo um barulho dos infernos. E esta: "Ex-presidente Lula terá coluna mensal no New York Times'". Em parceria com o Joel Santana!

    E logo no primeiro dia ele gritou pra dona Marisa: "Galega, como se fala Corinthians em inglês?". Rarará! E um leitor mandou perguntar como o Lula vai traduzir a palavra mensalão pro inglês. Fácil: Mensalation! Mensalation, Roubolation, Rebolation e Esculhambation!

    E o título da primeira coluna do Lula no NYT': "Go, Corinthians!". E o texto da primeira coluna: "Corinthians champinhon dos champinhons. E quando não é pra to be, não é pra to be. E the pinga is on the table!".

    E os petistas já tão dizendo que o FHC tá morrendo de inveja, claro! E atenção! Pensamento do dia do tuiteiro: "Todo Barcelona tem seu dia de Palmeiras". Mirassol feelings!

    O Barça beijou a lona. Barça 0 X 4 Bayern! Levaram um chucrute, o Messi levou um salsichão! O BarceLONA não é mais da Liga dos Campeões. Agora é DESLIGA DOS CAMPEÕES!

    E o que o Messi fez? Ficou coçando a cabeça sem entender nada! Rarará! O Messi parecia um zumbi de quermesse.

    E o Piqué apanhou em campo e depois apanhou em casa da Shakira. Foi dormir no sofá! Mas como dizia aquela biba de lingua plesa, fã do Messi: "Messeu com o Messi, messeu comigo". Rarará!

    E um amigo disse que achou o Adriano mais magro. Mais magro que uma vaca premiada! Rarará!

    Cartilha da Copa: Dilma toca a caxirola! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!

    O Brasileiro é Cordial! Olha esta placa em Natal: "Área Militar! Perigo de Morte! Tiro real de fuzil". Medo!

    E este cartaz na parede do mercadão de Madureira no Rio: "Não pinte nem cole cartaz nessa parede. Evite problemas. CAÇO ATÉ O INFERNO!". O Exterminador!

    E tem gente que ainda tem medo do ditador sapeca da Coreia do Norte. Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza!

    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

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    Fonte : Folha de S. Paulo - 24/04/13

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    "CANHENHO, o blog do Matosinho "


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h21
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    Deu no The i-piauí Herald

    PMDB também quer coluna no New York Times


    PMDB também quer coluna no New York Times

    Lula também fará uma canção com Bono Vox

    MANHATTAN - Após um encontro com Bono Vox, o presidente Barack Obama sancionou uma série de medidas para diminuir as desigualdades midiáticas nos Estados Unidos. "Never before in the history of this country we had a Brazilian ex-president teach how to deal, at the same time, with poor and latin people", discursou Obama, antes de anunciar o programa Bolsa Colunista.

    "É uma oportunidade histórica de aumentar o intercâmbio entre os Estados Unidos e os países emergentes sem a necessidade de entrar na fila do consulado americano para conseguir um visto", salientou Dilma Rousseff. Minutos após a declaração, a presidenta teve seu gabinete invadido. "Pleiteamos uma coluna para o PMDB no New York Times", declarou Renan Calheiros, erguendo uma caneta BIC. "Ao menos um espaço para poesias", suplicou Michel Temer. "Em último caso, um cantinho para romances de imortais da ABL", completou Sarney, cofiando a bigodeira acaju. Pressionada, Dilma enviou uma coluna para Barack Obama sugerindo a criação de um sistema de cotas nos meios de comunicação americanos.

    Após tirar as calças Levis pela cabeça sem derrubar o panamá hat, o blogueiro Ronald Hazeweedo montou uma Comissão Democrática de Colunistas Nacionais - com Merval Pereira, Luiz Felipe Pondé e Guilherme Fiúza - para apurar as relações suspeitas de Lula com a língua inglesa. Batizada de The Apedeuta Gate, a série de reportagens investigativas revelará que Fernando Henrique Cardoso será o ghost writer de Lula.

    Fonte : The i-piauí Herald



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h06
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    Mensaleiros já condenados, Dirceu e Cunha, podem ser absolvidos pelo STF

    Cheiro de pizza no ar cinzento de corrupção em Brasília
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    PEC quer tirar poderes do STF

    por Sponholz


    SPONHOLZ - Jornal da Manhã (PR)
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    Os recursos que permitiriam um novo julgamento são chamados embargos infringentes e os réus mensaleiros condenados que receberam ao menos quatro votos pela absolvição seriam contemplados. O recebimento desses recursos deixa nas mãos do novo ministro Teori Zavascki, escolhido a dedo sujo e nomeado pela "presidenta doutora" Dilma Rousseff, a situação de 12 réus culpados no caso do mensalão. Réus já condenados por lavagem de dinheiro por 6X5, como o deputado petista por São Paulo, João Paulo Cunha, ou por formação de quadrilha por 6X4, como o ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Lula da Silva.
    A situação deles será definida por Zavascki, pois nos dois casos, um dos votos condenatórios foi do ex-ministro hoje aposentado do STF, Ayres Britto. Se o novo ministro nomeado pela "presidenta" Dilma Rousseff, decidir pela absolvição, Dirceu e Cunha podem ser inocentados.
    O vice-presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowisk disse que o julgamento do processo do mensalão "tem um caminho relativamente longo a percorrer" e defendeu que, para garantir o direito de defesa, o Supremo não faça nada de forma apressada.
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    Fonte : com informações do arquivo na Internet


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h56
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    Nelson Gonçalves e Tim Maia - Renúncia

    Dueto raro de duas vozes fantásticas, Nélson Gonçalves e Tim Maia



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h03
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    Dilma fala abobrinha ao contar sua conversa com o papa Francisco

    "presidenta doutora Dilma" fala "abobrinha" ao contar sua conversa com o papa "Chico Bento"
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    Tava aqui lembrando do meu encontro com o Papa Francisco...

    Isso é muito interessante ele me disse que ele vai a... vai comparecer a Aparecida, ele vai fazer uma, uma, umaaaaa ele vai logo depois é, dada, du, da grande participação dele, ir in Aparecida e até me lembrou que em 2007 ele esteve em Aparecida, me deu inclusive um livro que é a sintese do que eles fizeram em Aparecida, em 2007 que foi uma conferência de bispos latino americanos e me disse assim:
    "voce não le tudo, porque voce pode sa, si si aborrece, então voce pegue o indice".
    Depois também me deu um conselho...
    *
    Essas palavras da "doutora presidenta" Dilma foi transcrita literalmente, agora, tem uma coisa que me deixa curioso:
    - Que conselho teria dado o papa Francisco a nossa "presidenta"?!
    Será que ele a mandou fechar a boca e não falar mais "abobrinha"?
    SDS : Só Deus Sabe!!!


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h19
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    Lula da Silva vira "jornalista" internacional e "escreverá" coluna mensal que não poderá ser publicada no Brasil

    Coluna do "jornalista" Lula da Silva no "The New York Times"

    Lula escrevendo para o New York Times

    por Jarbas para o Diario de Pernambuco

    Lula vira colunista do maior jornal do mundo 

    por Regi para o Amazonas em Tempo

    Lula e Tiririca colunistas 

    por Amarildo para A Gazeta

    [Charge] Lula vira colunista do The New York Times http://bit.ly/17SumFM

    por Alpino

    A coluna que o recém "jornalista" Lula da Silva "escreverá" para o jornal novaiorquino "The New York Times" em que trabalha o jornalista Larry Rother, ex-correspondente no Brasil em 2004 que publicou que o ex-presidente Lula abusava do álcool e que na época o governo brasileiro queria expulsar do País, mas não conseguiu.

    A coluna mensal do Lula da Silva, não deverá ser publicada em veículos no Brasil, a não ser no seu própio Instituto, conforme exigência do própio novo "jornalista" internacional.

    Por que será?

    Será que suas idéias para os norteamericanos serão muito diferentes das apresentadas em palanque de comícios durante suas campanhas eleitorais, e dois mandatos na presidência da República?

    O contrato assinado com a agência de notícias que distribui o conteúdo para o jornal, prevê que a coluna é mensal a partir do mês de junho próximo, e não deverá necessáriamente ser publicada. A coluna abordará política, economia internacional, combate a fome e a miséria no mundo, e jamais o mensalão, seu caso extra-conjugal com Rose Noronha, nomeada por ele chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, que viajou com ele no  aerolula, em comitiva protocolares pelo mundo por 30 vezes, o enriquecimento do seu filho Lulinha, etc..., acrescento.

    *

    Fonte : Com informações da Internet 



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h34
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    AA recordista de reclamação no site Reclame Aqui

    American Airlines acumula reclamações por mau atendimento e falta de conforto

     voo Salvador-Miami, por exemplo, pequena é a diferença de qualidade entre os assentos, embora as passagens custem até R$ 4 mil a mais


    Menos de quatro polegadas a mais pelo triplo do preço. É isso o que oferece a classe executiva do voo Salvador-Miami, da American Airlines. Enquanto o assento na classe econômica mede 17,25 polegadas (43,6 cm), quem optar por pagar mais caro pelo conforto terá direito a 21 polegadas (53,3 cm) de espaço.

    Foi o que constatou o executivo Luiz de Castro depois que pagou cerca de R$ 6 mil por um assento na classe executiva e percebeu que a diferença para os passageiros da classe econômica (que pagaram cerca de R$ 2 mil) era muito pequena. “Eles estão usando os mesmos aviões que faziam voos internos nos Estados Unidos para os voos internacionais daqui. É avião meia-boca para a Bahia”, reclama Castro.

    Segundo ele, além do pouco espaço, as poltronas quase não reclinam e a distância entre elas é pequena. Ou seja, o nível de conforto não justifica o valor pago.

    Crise
    O executivo não é o único insatisfeito com os serviços da companhia americana. Queixas de passageiros e processos judiciais têm sido comuns desde o final de 2011, quando a empresa enfrentou uma grave crise. Após pedir falência e entrar em concordata, cortou US$ 2 bilhões de custos. Greves de funcionários culminaram em cancelamentos e atrasos de centenas de voos. Este ano, após a fusão com a US Airways, a empresa começou a se reerguer, mas as queixas não pararam.

    No site Reclame Aqui, a American Airlines acumula 396 reclamações, mas só respondeu a 3,8% delas. Entre as companhias internacionais que fazem voos para os Estados Unidos, ela é a mais reclamada.

    No mês passado, o aposentado Othon Rehm pegou um voo da American para ir até Cancun, no México. Arrependeu-se. O que era para ser uma escala de poucas horas em Miami se tornou um martírio. “O voo foi cancelado por causa de uma greve, e não houve assistência nenhuma por parte da companhia. Tivemos que ficar cinco horas na fila para remarcar, e só tinha voo para o outro dia”, relembra ele, que estava com a esposa. Como o destino final não era os EUA, o casal não tinha visto para sair do aeroporto de Miami e teve que dormir por lá mesmo. “E quando eu reclamei, a funcionária me mandou falar com Obama”, relembra.

    Hostilidade dos funcionários é o que também relata o empresário Cristiano Robson Santana, que pegou o voo no início de fevereiro e se deparou com uma situação inusitada. “O voo foi cancelado porque o piloto sumiu”. Segundo ele, depois de muito esperar no aeroporto por uma solução, a empresa contratou uma van para levar os passageiros para um hotel distante e voltar duas horas depois, às 6h. O voo só saiu ao meio-dia. E ele, que tinha pago mais caro para sentar junto com a esposa e o filho, teve o benefício ignorado na hora da confusão.

    “Fui reclamar e a aeromoça mandou a gente ficar quieto, porque senão poderíamos ser presos”. O veterinário Augusto Angelimo, que estava no mesmo voo, confirma a história e acrescenta: “Já acionamos a Justiça”.

    Procurada desde quarta-feira, a American Airlines não havia se posicionado até o fechamento desta reportagem, às 20h de ontem. Em conversa informal por telefone, apenas foi dito que as aeronaves que saem de Salvador e Brasília são menores porque as duas capitais têm a mesma demanda que Rio de Janeiro e de São Paulo, por exemplo.

    Já a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) informou que “não há norma que determine às companhias aéreas níveis específicos de conforto para os assentos. Cabe às companhias oferecer ou não diferenciação desse tipo de serviço, e fica a critério dos passageiros optar ou não pelo serviço extra”.

    O voo direto entre Salvador e Miami começou a operar em novembro do ano passado, num Boeing 757 com 174 assentos, sendo 14 executivos e 160 de classe econômica. Atualmente, a companhia faz cinco voos por semana.

    ONG Proteste faz atendimento gratuito aos clientes da TAM
    Os clientes brasileiros da TAM que compraram passagens mais caras do que as oferecidas pelo site da companhia para estrangeiros receberão atendimento jurídico gratuito da Ong Proteste. Para ser orientado de todos os seus direitos, basta ligar para o telefone 0800 725 0304.

    Segundo a Proteste, é caracterizada como prática abusiva da empresa, de acordo com o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (DCD), estabelecer valores diferentes para a aquisição do mesmo produto ou serviço. Além disso, o artigo 31 do CDC obriga a empresa a informar corretamente os preços na oferta de produtos ou serviços.

    Na semana passada, a TAM foi acusada por internautas de praticar preços diferenciados para clientes americanos e brasileiros. A empresa se defendeu, dizendo que “a diferença de preço foi um erro, já corrigido graças ao alerta dos clientes”.

    Lufthansa cancela 1,7 mil voos; Gol economiza combustível
    A Lufthansa, maior companhia aérea da Alemanha, cancelou quase todos os voos de ontem - cerca de 1,7 mil voos domésticos e 58 dos 67 voos internacionais, por causa da greve planejada por milhares de trabalhadores, após o fracasso de negociações salariais.

    O sindicato Verdi, que representa 33 mil funcionários da companhia, anunciou a greve na sexta, depois que as conversas com a direção da companhia acabaram sem acordo. O sindicato quer um aumento de salário de 5,2%, enquanto a Lufthansa ofereceu reajuste de até 2,3%. De acordo com a empresa, apenas 20 de um total de 1.650 voos estão mantidos para hoje. Ontem, foram cancelados três voos que chegariam da Alemanha para o Rio de Janeiro e São Paulo.

    Já a Gol, que amargou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2012, encontrou uma maneira polêmica para tentar reduzir gastos. Depois de cortar o serviço de bordo nas aeronaves, agora a empresa decidiu pagar um bônus em dinheiro para pilotos e comissários de bordo se eles economizarem combustível. Entre analistas de segurança de voo, alguns afirmam que o bônus abre um precedente que, no limite, pode levar um piloto a tomar decisões baseadas não só na segurança, mas também no que ganhará se poupar combustível.

    A Gol nega risco aos passageiros e diz que os pilotos são bem treinados e que monitora os voos para detectar desvios. Datado de 27 de fevereiro, o comunicado da empresa diz que a meta é economizar 700 toneladas de combustível por mês. Para isso, seria preciso reduzir em 40 segundos o tempo de cada voo e manter 55,1% dos voos sem atraso.

    O resultado, segundo a Gol, poderá ser obtido com algumas medidas, como não acionar o reverso (dispositivo que ajuda a frear) em aeroportos com pistas mais longas, como Cumbica (Guarulhos), se estiverem secas. Se a meta for atingida, a Gol economizará R$ 1,9 milhão por mês, dos quais R$ 820 mil serão divididos entre pilotos e comissários.

    Fonte : Correio da Bahia, 23/04/13

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h42
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    Estou sentindo o cheiro de pizza, vindo do forno lulo-petista

    A plataforma petista para a oposição, por Elio Gaspari 

    Juntos, os quatro comissários mensaleiros do PT foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal a 36 anos de prisão. O partido solidarizou-se com todos e denuncia o que considera uma essência política do julgamento.

    A chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, companheira Rose Noronha, está indiciada num inquérito da Polícia Federal por tráfico de influência e o repórter Robson Bonin acaba de revelar que em 2010 hospedou-se no palácio Doria Pamphili, um dos mais belos de Roma e sede da Embaixada brasileira.

    Nas últimas semanas a Polícia Federal e o Ministério Público revelaram articulações de um atravessador paulista, Gilberto Silva (pode me chamar de Zé Formiga), usando os nomes de três comissários em suas traficâncias. 

    Entraram na roda os deputados Cândido Vaccarezza (foto), que ocupou a liderança da bancada de apoio à doutora Dilma até 2012, Arlindo Chinaglia, ex-presidente da Câmara, e José Mentor, cujo irmão é deputado estadual em São Paulo.

    O julgamento do STF ainda não acabou, Rose Noronha é apenas uma cidadã indiciada num inquérito e as relações dos comissários com Zé Formiga estão longe de serem provadas.

    São três lotes qualitativamente diferentes, mas para a plateia ressoa a frase do deputado André Vargas, vice-presidente da Câmara, rebatendo uma observação do ex-governador gaúcho Olívio Dutra que defendeu a renúncia de José Genoíno ao mandato: “Quando (ele) passou pelos problemas da CPI do Jogo do Bicho, teve a compreensão de todo mundo”.

    O problema do PT é a “compreensão”. Tome-se o caso de uma assessora de Vaccarezza, a companheira Denise Cavalcanti. Em julho de 2010 ela ligou para o empreiteiro Olívio Scamatti pedido-lhe emprestado um avião para atender ao deputado.

    O doutor está preso. Quando a polícia foi buscá-lo, seu filho mandou a seguinte mensagem a um funcionário de sua empresa: “Luís, apaga tudo, pelo amor de Deus, a Polícia Federal está aqui.” Depois o próprio Scamatti cobrou o apagão da memória de pen drives, um HD externo e um tablet. Vaccarezza informa que demitiu sua assessora. Cadê ela? Até o último dia 19, ocupou um cargo no serviço funerário da prefeitura de São Paulo.

    Fonte : Folha de S. Paulo - 24/04/13

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h28
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    Wanda Camargo : Senso de humor em tempo politicamente correto

     

     

    Senso de humor em tempo politicamente correto, por Wanda Camargo

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    Milhares de brasileiros, não necessariamente afrodescendentes, tratam-se, carinhosamente, por “minha nega”, “meu nego”, “neguinha”. Pelé, dos mais amados, é chamado comumente de Negão. Não consta que ninguém tenha se ofendido com isso – e esperamos que a visão míope da chamada correção política não rotule tais tratamentos como degradantes ou pretenda que devam ser excluídos.

    Em particular, escolas sempre foram locais propícios a apelidos, a folguedos beirando à crueldade, apesar de todos os esforços de pais e professores. Crianças são sinceras e, muitas vezes, como definiu Sartre, “polimorfos cruéis”, rotulando características físicas, tomando o que desejam sem noção de propriedade, partindo para o confronto físico sem consideração pela discussão filosófica.

    Contraditoriamente, hoje cuidamos mais do linguajar, somos orientados quanto à possibilidade do tormento que podemos infligir aos demais e, apesar disso, nunca se registrou tanta violência pesada em ambiente escolar. Recentemente, até mesmo professores têm sido acusados de racismo por dizer aos alunos, mesmo que em tom de brincadeira, frases e tratamentos interpretados como ofensivos.

    Uma visão rápida pode denotar, sim, preconceito – e odioso. Mas não se trata disso. Docentes com carreiras profissionais meritórias, pessoas conhecidas por seriedade, equilíbrio e gentileza, bons professores, com a idade, passam a ver seus alunos um pouco como filhos, principalmente no caso em que são muito mais novos. Ao vê-los fazendo estripulias em momentos sérios, brincando em lugar de aprender, comendo em sala de aula (o que não é proibido, mas inadequado), fazem observações jocosas, muitas vezes interpretadas como agressivas.

    Não somos totalmente donos do que falamos – uma parte é propriedade de quem ouve. Sabem disso os usuários de redes sociais que, quando digitam algo que consideram engraçado, o seguem imediatamente por onomatopeias de risos (rsrsrs, kkk), deixando claro a quem lê qual a intenção. Na fala, o tom da voz, o gestual, a expressão do interlocutor, substituem os “rsrsrs” – quase sempre. Distinguir uma brincadeira de uma ofensa nem sempre é fácil; exige maturidade, conhecimento do outro e depende até do momento que se vive, pois a zombaria aceita hoje poderá ser encarada como litígio amanhã.

    O fato é que nunca convivemos tão proximamente. Distâncias foram encurtadas pelos meios de transporte e pelas mídias sociais. Fala-se com pessoas instantaneamente, estejam elas próximas ou em outros lugares do globo terrestre. Nessa mesma velocidade, a praga do politicamente correto se espalha – e pessoas, por tudo respeitáveis, parecem não desejar apenas a deferência informal, suave, algo brejeira, que nós, brasileiros, dedicamos aos nossos iguais. Parecem ansiar pela solenidade, mofado apanágio dos imperadores e dos papas.


    Jairo Marques, colunista da Folha de S.Paulo, cadeirante desde a infância, escreve sobre uma menininha que tem paralisia cerebral, contando de suas dificuldades, doçura e fortaleza: “É cadeirantinha, sabida e atrevida, uma vez que é firme no propósito de mostrar que pode, que deve e que vai seguir adiante, mesmo com tanta gente desumana na chamada humanidade”. Faz referência a “mal-acabadinha”, termo que usa com frequência e ironia apenas permissível de cadeirante para cadeirantinha. E isso, muito longe de ser ofensivo, humaniza, lembra-nos de que não se trata de uma abstração sobre rodas que, por isso, precisa e tem direito a prioridades de acesso. É uma criança e, como todas as outras, precisa ser amada e que brinquem com ela.

    Em tempos de adesão irrefletida ao aparentemente virtuoso, nosso senso de humor acabou?

    Fonte : Gazeta do Povo - PR - 24/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h05
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    CALÚNIA DO MACACO SIMÃO

     

    Socuerro! Dr. Rey com Feliciano!, por José Simão

    O cirurgião plástico Roberto Miguel Rey, conhecido como Dr. Rey, filiou-se na última sexta-feira (19) ao PSC, partido do deputado federal Marco Feliciano (SP) e quer disputar uma vaga na Câmara Federal no ano que vem

    Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

    Socuerro! Me mate um bode! Allan Kardec, me tira daqui! "Dr. Rey filia-se ao partido de Feliciano." A chapa das chapinhas! Um usa chapinha e o outro usa colete sem manga do Village People.

    E como disse a tuiteira Vania Araujo: "Agora, além de chapinha e sobrancelha feita, Feliciano vai usar aquela bermuda modeladora do Dr. Rey". Rarará!

    PSC devia ser o Partido das Subcelebridades. Partido Social das Chapinhas! O Feliciano quer plástica de graça!

    Eles deviam se casar e passar a lua de mel no Ilha do Diabo que os carregue. Rarará!

    E adorei a charge do Duke revelando como se faz um novo partido político: "Eu peguei peças velhas e usadas de outros modelos e montei esse carro novinho, sacou?".

    Saquei, você pega as portas de um Chevette 71, as rodas dum Corcel 84, o motor dum Monza e funda um novíssimo partido político.

    Você pega a cara do Serra, a barriga do Roberto Freire e aquela animação de dengue da Marina Silva. E tá pronto um novelho partido político.

    O Brasil tem pouquíssimos partidos políticos, tava precisando de mais dois mesmo!

    Agora temos dois partidos novos. A Rede da Marina Silva. Rede porque ora balança pro governo, ora balança pra oposição. Nhenc, nhenc, nhenc. Barulho de rede com o gancho enferrujado.

    E o PPS se juntou com o PMN e criaram o MD. Os Maníaco-Depressivos! Rarará!

    E o novo presidente do Paraguai que está sendo investigado por contrabando? Paraguaio legítimo!

    Denunciam que ele faz contrabando de cigarro. Aquele que mata rato e estoura peito. Isso é genocídio. Rarará!

    É mole? É mole, mas sobe!

    O Brasil é Lúdico! Olha esta funerária em Bodocó, Pernambuco: "Funerária VIP! Vida I Paz". Rarará!

    E este cartaz num estabelecimento em São Paulo: "Precisa-se de montador, ajudante geral e pintor. Aceitamos bolivianos".

    Aceitam boliviano porque um boliviano só trabalha como montador, ajudante geral e pintor! Rarará!

    Nóis sofre, mas nóis goza!

    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO, EDIÇÃO DO DIA 24/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h59
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    BRASIL - PAÍS DE FAZ DE CONTA!

    País do faz de conta, por Zuenir Ventura

    O Brasil é mais impressionista do que um quadro de Monet. Está sempre dando a impressão de uma coisa, quando é outra. Como escreveu Merval Pereira ontem, citando o ministro Joaquim Barbosa, é o nosso jeito de "não fazer as coisas fingindo que está fazendo". É o país do faz de conta. Em certas áreas então, como na Justiça, a realidade é uma ilusão de ótica mais que enganadora. O nosso Código Penal, por exemplo, não permite que o "cumprimento das penas privativas de liberdade" seja superior a 30 anos, mas isso não impede que as pessoas sejam condenadas a 50, 100 anos de prisão e até mais. O resultado na prática é que, além da clássica forma de impunidade, existe outra, essa original: condena-se com rigor excessivo, mas se pune com tolerância máxima, quando se pune. O nosso mais famoso bandido, Fernandinho Beira-Mar, foi condenado recentemente a 80 anos, e suas penas somadas chegam a 200 anos de reclusão. Mas ele vai cumprir quanto do que deve? Com certeza, nem 10%, considerando-se os benefícios que em geral são concedidos.

    O caso mais recente é o do júri do Massacre de Carandiru: dos 26 policiais julgados, 23 receberam sentenças de 156 anos de prisão pela morte de 13 dos 111 detentos daquela penitenciária de triste memória. A pena impressionou os jornais estrangeiros. Que país rigoroso! Até a Anistia Internacional celebrou o resultado, recebendo-o como um sinal de que no Brasil a "Justiça não irá admitir abusos cometidos pela Estado contra a População carcerária".

    Claro que a condenação foi um dado positivo, inclusive porque contraria o pensamento bárbaro de parte da população, para quem "bandido bom é bandido morto". Mas não se pode esquecer que depois de aguardarem o julgamento em liberdade por 20 anos, esses 23 réus ainda vão permanecer livres por muito tempo. Há quem acredite que nem presos eles serão, pois haverá apelações e recursos a instâncias superiores. "Só para chegar ao Supremo", calcula o diretor da ONG Conectas, Marcos Puchs, "esse caso levará dez anos". Sem falar que a demora pode levar à prescrição dos crimes. Moral da história: em certos casos, a presunção de inocência funciona em favor da impunidade até quando as provas já condenaram.

    O governo já fez passar na Câmara, faltando o Senado, um projeto que seria para evitar a proliferação de partidos. De fato os temos demais - de aluguel, de venda, de fachada. Mas, fazendo de conta que é para moralizar a política, tudo indica que o expediente tem um alvo certo: Marina Silva. Sua pré-candidatura, segundo as pesquisas, é a que mais ameaça a de Dilma.

    Fonte : O GLOBO, EDIÇÃO DO DIA 24/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h51
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    Golpe de milico

    Pensão do Estado
    *
    general Emílio Garrastazu Médici

    A Quarta Turma do STJ começou a julgar ontem um recurso de Cláudia Candal Médici, neta do general Emílio Garrastazu Médici, que governou o Brasil entre 1969 e 1974, em plena ditadura militar. Ela quer ter direito à herança do avô na qualidade de, veja só, filha.

    É que, em 1984, numa manobra para ela ter direito à pensão do Estado, Médici e a esposa Scylla, adotaram a neta na condição de filha adotiva.

    Segue...
    O primeiro voto, do ministro relator Raul Araujo, foi a favor da neta-filha.

    Mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista.
    *
    Fonte : O GLOBO - COLUNA DO ANCELMO GÓIS - 24/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h17
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    Consulta de remédio atualizado (genéricos, similares de todas marcas e preços)

    Site Para Consulta de Remédios Atualizado
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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h02
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    Jimmy Durante - I'll Be Seeing You

    Jimmy Durante -  Billie Holiday - I'll Be Seeing You

    I'll Be Seeing You

    I'll be seeing you
    In all the old familiar places
    That this heart of mine embraces
    All day through.
    In that small cafe;
    The park across the way;
    The children's carosel;
    The chestnut trees;
    The wishin' well.
    I'll be seeing you
    In every lovely summer's day;
    In every thing that's light and gay.
    I'll always think of you that way.
    I'll find you
    In the morning sun
    And when the night is new.
    I'll be looking at the moon,
    But I'll be seeing you.
    I'll be seeing you
    In every lovely summer's day;
    In every thing that's light and gay.
    I'll always think of you that way.
    I'll find you
    In the morning sun
    And when the night is new.
    I'll be looking at the moon,
    But I'll be seeing you.

    I'll Be Seeing You (Tradução)

    Eu vou estar vendo você
    Em todas os lugares familiares
    Que este meu coração abraça
    Através dos dias

    Neste pequeno café
    O parque ao longo do caminho
    As crianças da carrocel
    Os castanheiros
    Os que desejam bem.

    Eu vou estar vendo você
    Em cada adorável dia de verão
    Em tudo que é brilhante e colorido
    Eu vou sempre pensar em você.

    Eu vou encontrar você
    Na manhã sol
    E quando a noite for nova
    Eu vou estar olhando para a lua,
    Mas eu vou estar vendo você.

    Eu vou estar vendo você
    Em cada adorável dia de verão
    Em tudo que é brilhante e colorido
    Eu vou sempre pensar em você.

    Eu vou encontrar você
    Na manhã sol
    E quando a noite for nova
    Eu vou estar olhando para a lua,
    Mas eu vou estar vendo você.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h59
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    23.04.2013 - Comemora-se o 116º aniversário de nascimento de Pixinguinha

    23.04.2013 - Comemora-se o 116º aniversário de nascimento do compositor, flautista, orquestrador e saxofonista PIXINGUINHA (Alfredo da Rocha Vianna) de 1897 e em sua homenagem, o DIA NACIONAL DO CHORO
    Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha revolucionou a maneira de se fazer música no Brasil sob vários aspectos. Como compositor, arranjador e instrumentista, sua atuação foi decisiva nos rumos que a música brasileira tomou.
    O apelido "Pizindim" vem da infância, era como a avó africana o chamava, querendo dizer "menino bom". O pai era flautista amador, e foi pela flauta que Pixinguinha começou sua ligação mais séria com a música, depois de ter aprendido um pouco de cavaquinho. Logo começou a tocar em orquestras, choperias, peças musicais e a participar de gravações ao lado dos irmãos Henrique e Otávio (China), que tocavam violão.
    Rapidamente criou fama como flautista graças aos improvisos e floreados que tirava do instrumento, que causavam grande impressão no público quando aliados à sua pouca idade.
    Começou a compor os primeiro choros, polcas e valsas ainda na década de 10, formando seu próprio conjunto, o Grupo do Pixinguinha, que mais tarde se tornou o prestigiado Os Oito Batutas. Com os Batutas fez uma célebre excursão pela Europa no início dos anos 20, com o propósito de divulgar a música brasileira.
    Os conjuntos liderados por Pixinguinha tiveram grande importância na história da indústria fonográfica brasileira. A Orquestra Típica Pixinguinha-Donga, que organizou em 1928 junto com o compositor e sambista Donga, participou de várias gravações para a Parlophon, numa época em que o sistema elétrico de gravação era uma grande novidade. Liderou também os Diabos do Céu, a Guarda Velha e a Orquestra Columbia de Pixinguinha. Nos anos 30 e 40 gravou como flautista e saxofonista (em dueto com o flautista Benedito Lacerda) diversas peças que se tornaram a base do repertório de choro, para solista e acompanhamento. Algumas delas são "Segura ele", "Ainda me recordo", "1 x 0", "Proezas de Solon", "Naquele tempo", "Abraçando jacaré", "Os oito batutas", "As proezas do Nolasco", "Sofres porque queres", gravadas mais tarde por intérpretes de vários instrumentos. Em 1940, indicado por Villa-Lobos, foi o responsável pela seleção dos músicos populares que participaram da célebre gravação para o maestro Leopold Stokowski, que divulgou a música brasileira nos Estados Unidos.
     Como arranjador, atividade que começou a exercer na orquestra da gravadora Victor em 1929, incorporou elementos brasileiros a um meio bastante influenciado por técnicas estrangeiras, mudando a maneira de se fazer orquestração e arranjo. Trocou de instrumento definitivamente pelo saxofone em 1946, o que, segundo alguns biógrafos, aconteceu porque Pixinguinha teria perdido a embocadura para a flauta devido a problemas com bebida. Mesmo assim não parou de compor nem mesmo quando teve o primeiro enfarte, em 1964, que o obrigou a permanecer 20 dias no hospital. Daí surgiram músicas com títulos "de ocasião", como "Fala baixinho", "Mais quinze dias", "No elevador", "Mais três dias", "Vou pra casa".
    Depois de sua morte, em 1973, uma série de homenagens em discos e shows foi produzida. A Prefeitura do Rio de Janeiro produziu também grandes eventos em 1988 e 1998, quando completaria 90 e 100 anos. Algumas músicas de Pixinguinha ganharam letra antes ou depois de sua morte, sendo a mais famosa "Carinhoso", composta em 1917, gravada pela primeira vez em 1928, de forma instrumental, e cuja letra João de Barro escreveu em 1937, para gravação de Orlando Silva. Outras que ganharam letras foram "Rosa" (Otávio de Souza) cantada por Orlando Silva, "Lamento" (Vinicius de Moraes) e "Isso é que é viver" (Hermínio Bello de Carvalho).
    *
    Ouça o mestre compositor Pixinguinha e o grande letrista João de Barro, com o Orlando Silva, o cantor das multidões, interpretando uma das mais belas canções do nosso cancioneiro popular, Carinhoso, na gravação original.

    Pixinguinha, Baden Powell e João da Baiana - Lamento

    MPB4 - "Lamento" (Pixinguinha/Vinícius) 

    Fonte : Collector's


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h52
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    A CHAMA QUE NÃO SE APAGA

     

    Comissária de Voo Marcelina, devota de Nossa Senhora de Loreto, padroeira dos Aviadores, começou a trabalhar na Vasp, em 1.958. Efetuou muitos voos de Viscount 827 à época da construção de Brasília e foi um símbolo do período JK. Estrelou a campanha publicitária com a chegada em 1968 de dois primeiros jatos puros para a Companhia, os BAC 1-11-400 (One-Eleven) e pela nova imagem da aeromoça. No final de carreira Marcelina era inspetora responsável para supervisionar a apresentação dos comissários/as de voo, no D.O. em CGH.

    Rigorosa, detalhista e amiga dos funcionários, era respeitada por todos os Aeronautas.
    Trabalhou na VASP, sua paixão, durante muitos e muitos anos...

    comissários Joe e Marcelina

    Carlos Drummond de Andrade

    Bom dia, aeromoça!

    “Bom céu para você. E também os bens terrestres da alegria, de segurança profissional, de vida fluindo em paz, pelo reconhecimento do papel admirável que você desempenha na aviação contemporânea. Que um dia ao baixar da altura para a vida comum, você encontre entre nós a mesma compreensão generosa, o mesmo carinho lúcido que hoje recebemos de você no voo.”

     

    Festa dos comissários da VASP 2012

    A CHAMA QUE NÃO SE APAGA .... Festa realizada em São Paulo.Evento organizado por Rosana Figueiral.

    Este clipe foi feito em homenagem a todos os comissários da Vasp, com fotos feitas durante o evento ,

    Sergio Carbone

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h59
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    23 de abril: Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor

    Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h57
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    Dia Nacional do Choro

    Dia 23 de Abril - Dia do chorinho  

     Homenagem ao Dia Nacional do Choro, comemorado hoje, vamos ouvir um de seus maiores intérpretes, Jacob do Bandolim 

    Jacob do Bandolim - * Fev de 1918 - + Ago de 1969  

    Jacob do Bandolim e Grupo Época de Ouro interpretando, ao vivo MURMURANDO, de Mario Rossi e Fon-Fon, bem como NOITES CARIOCAS, do próprio Jacob e Hermínio Bello de Carvalho.

    Sei que ao meu coração, só lhe resta escolher
    Os caminhos que a dor sutilmente traçou para lhe aprisionar
    Nem lhe cabe sonhar com o que definhou
    Vou me repreender pra não mais me envolver nessas tramas de amor
    Eu bem sei que nós dois somos bem desiguais
    Para que martelar, insistir, reprisar
    Tanto faz, tanto fez
    Eu por mim desisti, me cansei de fugir
    Eu por mim decretei que fali, e daí?
    Eu jurei para mim não botar nunca mais minhas mãos pelos pés

    Mas que tanta mentira eu ando pregando
    Supondo talvez me enganar
    Mas que tanta crueza
    Se minha certeza é maior do que tudo o que há
    Todas as vezes que eu sonho
    É você que me rouba a justeza do sono
    É você quem invade bem sonso e covarde
    As noites que eu tento dormir bem em paz
    Sei que mais cedo ou mais tarde
    Eu vou ter que expulsar todo o mal que você me rogou
    Custe o que me custar vou desanuviar
    Toda a dor que você me causou
    Eu vou me redimir e existir mas sem ter que ouvir
    As mentiras mais loucas que alguém já pregou
    Nesse mundo pra mim

    Sei que ao meu coração...

    Sei que mais cedo ou mais tarde
    Vai ter um covarde pedindo
    Mas sei também que o meu coração
    Não vai querer se curvar só de humilhação

    Lamentos, do mestre Pinxinguinha

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h27
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    O "dilmês" e o "lulês", ambos "idiomês" elucida despreparo

    Dilmês castiço

     

    Já se tornou proverbial a dificuldade que a presidente Dilma Rousseff tem de concatenar ideias, vírgulas e concordâncias quando discursa de improviso. No entanto, diante da paralisia do Brasil e da desastrada condução da política econômica, o que antes causaria somente riso e seria perdoável agora começa a preocupar. O despreparo da presidente da República, que se manifesta com frases estabanadas e raciocínio tortuoso, indica tempos muito difíceis pela frente, pois é principalmente dela que se esperam a inteligência e a habilidade para enfrentar o atual momento do País.

     

    No mais recente atentado à lógica, à história e à língua pátria, ocorrido no último dia 16/4, Dilma comentava o que seu governo pretende fazer em relação à inflação e, lá pelas tantas, disparou: "E eu quero adentrar pela questão da inflação e dizer a vocês que a inflação foi uma conquista desses dez últimos anos do governo do presidente Lula e do meu governo". Na ânsia de, mais uma vez, assumir para si e para seu chefe, o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, os méritos por algo que não lhes diz respeito, Dilma, primeiro, cometeu ato falho e, depois, colocou na conta das "conquistas" do PT o controle da inflação, como se o PT não tivesse boicotado o Plano Real, este sim, responsável por acabar com a chaga da inflação no Brasil. Em 1994, quando disputava a Presidência contra Fernando Henrique Cardoso, Lula chegou a dizer que o Plano Real era um "estelionato eleitoral".

    Deixando de lado a evidente má-fé da frase, deve-se atribuir a ato falho a afirmação de que a inflação é "uma conquista", pois é evidente que ela queria dizer que a conquista é o controle da inflação. Mas é justamente aí que está o problema todo: se a presidente não consegue se expressar com um mínimo de clareza em relação a um assunto tão importante, se ela é capaz de cometer deslizes tão primários, se ela quer dizer algo expressando seu exato oposto, como esperar que tenha capacidade para conduzir o governo de modo a debelar a escalada dos preços e a fazer o País voltar a crescer? Se o distinto público não consegue entender o que Dilma fala, como acreditar que seus muitos ministros consigam?

    A impulsividade destrambelhada de Dilma já causou estragos reais. Em março, durante encontro dos Brics em Durban (África do Sul), a presidente disse aos jornalistas que não usaria juros para combater a inflação, sinalizando uma opção preferencial pelo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Em sua linguagem peculiar, a fala foi a seguinte: "Eu não concordo com políticas de combate à inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico. (...) Então, eu acredito o seguinte: esse receituário que quer matar o doente, ao invés de curar a doença, ele é complicado. Eu vou acabar com o crescimento no país? Isso está datado, isso eu acho que é uma política superada". Imediatamente, a declaração causou nervosismo nos mercados em relação aos juros futuros, o que obrigou Dilma a tentar negar que havia dito o que disse. E ela, claro, acusou os jornalistas de terem cometido uma "manipulação inadmissível" de suas declarações, que apontavam evidente tolerância com a inflação alta - para não falar da invasão da área exclusiva do Banco Central.

    O fato é que o governo parece perdido sobre como atacar a alta dos preços e manter a estabilidade a duras penas conquistada, principalmente com um Banco Central submisso à presidente. Por razões puramente eleitorais, Dilma não deverá fazer o que dela se espera, isto é, adotar medidas amargas para conter a escalada inflacionária. Lançada candidata à reeleição por Lula, ela já está em campanha.

    Num desses discursos de palanque, em Belo Horizonte, Dilma disse, em dilmês castiço, que a inflação já está sob controle, embora todos saibam que não está. "A inflação, quando olho para a frente, ela está em queda, apesar do índice anualizado do ano (sic) ainda estar acima do que nós queremos alcançar, do que nós queremos de ideal", afirmou. E completou: "Os alimentos também começaram a registrar, mesmo com todas as tentativas de transformar os alimentos no tomate (sic), os alimentos começaram uma tendência a reduzir de preço". Ganha um tomate quem conseguir entender essa frase.

    Fonte : O Estado de S. Paulo, 21/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h42
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    Lya Luft : Brasileiro bonzinho?

     O brasileiro bonzinho?, artigo de Lya Luft

    Tempos atrás, num programa cômico de televisão, uma jovem americana radicada no Brasil, a cada comentário sobre violência ou malandragem neste país, pronunciava com muita graça: "Brasileiro bonzinho!". E a gente se divertia. Hoje nos sentiríamos insultados, pois não somos bonzinhos nem sequer civilizados. O crime se tornou banal, a vida vale quase nada. Poucos de meus conhecidos não foram assaltados ou não conhecem alguém assaltado: ser assaltado é quase natural - não só em bairros ditos perigosos ou nas grandes cidades, mas também no interior se perdeu a velha noção de bucolismo e segurança.

    Em São Paulo, só para dar um exemplo, os arrastões são tão comuns que em alguns restaurantes o cliente é recebido por dois ou quatro seguranças fortemente armados, com colete à prova de bala, que o acompanham olhando para os lados - atentos como em séries criminais americanas. Quem, nessas condições, ainda se arrisca a esta coisa tão normal e divertida, comer fora?

    Pessoas inocentes são chacinadas: vemos protestos, manifestações, choro e imprensa no cemitério, mas nada compensará o desespero das famílias ou pessoas destroçadas, cujo número não para de crescer. Em nossas ruas não se vê um só policial, daqueles que poucos anos atrás andavam em nossas calçadas. A gente até os cumprimentava com certo alívio. Não sei onde foram parar, em que trabalho os colocaram, nem por que desapareceram. Mas sumiram. Morar em casa é considerado loucura, a não ser em alguns condomínios, e mesmo nesses o crime controla o porteiro, entra, rouba, maltrata, mata. Recomenda-se que moremos em edifícios: "mais seguros", seria a ideia. Mas, mesmo nos edifícios, nem pensar, a não ser com boa portaria, ou será alto risco, diz a própria polícia, aconselhando ainda porteiros preparados e instruídos para proteger dentro do possível nossos lares agora precários.

    Somos uma geração assustada, desamparada, confinada, gradeada - parece sonho que há não tanto tempo fosse natural morar em casa, a casa não ter cerca, a meninada brincar na calçada; e não morávamos em ilhas longínquas de continentes remotos, mas aqui mesmo, em bairros de cidades normais. Éramos gente "normal". Hoje, a população, apavorada, está nas mãos de criminosos, frequentemente impunes. Na desorganização geral, presídios superlotados onde não se criariam porcos também abrigam pessoas inocentes ou que nunca foram julgadas. A impunidade é tema de conversas cotidianas, leis atrasadas ou não cumpridas nos regem, e continua valendo a inacreditável lei de responsabilidade criminal só depois dos 18 anos. Jovens monstros, assassinos frios, sem remorso, drogados ou simplesmente psicopatas saem para matar e depois vão beber no bar, jogar na lan house, curtir o Facebook, com cara de bons meninos. Num artifício semântico insensato e cruel, se apanhados, não os devemos chamar de assassinos: são infratores, mesmo que tenham violentado, torturado, matado. Não são presos, mas detidos em chamados centros socioeducativos. E assim se quer disfarçar nosso incrível atraso em relação a países civilizados. No Canadá. Holanda e outros, a idade limite é de 12 anos; na Alemanha e outros. 14 anos. No Brasil, consideramos incapazes assassinos de 17 anos, onze meses e 29 dias.

    Recentemente, um criminoso de 15 anos confessou tranquilamente ter matado doze pessoas. "Me deu vontade", explicou, sem problema, e sorria. "Hoje a gente saiu a fim de matar", comentou outro adolescentezinho, depois de assaltar, violentar e matar um jovem casal junto com outro comparsa. Esses e muitos outros, caso estejam em uma dessas instituições em que se pretende educar e socializar indiscriminadamente psicopatas e infratores eventuais, logo estarão entre nós, continuando a matança. Quem assume a responsabilidade? Ninguém, pois estamos em uma guerra civil que autoridades não conseguem resolver, uma vez que nem a lei ajuda. Estamos indefesos e apavorados, nas mãos do acaso. Até quando?

    Fonte : Revista Veja



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h22
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    Rose e Lula, ajoelhou tem que rezar!!!

    Rosas de abril, opinião de Dora Kramer

    Sponholz

     A sindicância interna do Palácio do Planalto cujo resultado – parcial ou integral – está na revista Veja desta semana revela mais detalhes sobre a sem cerimônia com que Rosemary Noronha tratava de seus interesses no governo Luiz Inácio da Silva, valendo-se de mordomias e destratando subordinados com a arrogância tosca dos deslumbrados e a insolência decorrente da segurança das costas mantidas quentes por ninguém menos que o presidente da República.

    A história cria uma situação e suscita duas indagações. Primeiro, é mais um fator de constrangimento para o ex-presidente.

    Acrescenta-se à abertura de inquérito na Procuradoria da República no Distrito Federal para esmiuçar o depoimento de Marcos Valério de Souza sobre a participação de Lula no mensalão e à investigação do Ministério Público da Costa Rica em contratos da construtora Odebrecht no país obtidos com o apoio assumido de Lula.

    Afinal de contas, Rose só agia como agia, só tinha todas as portas abertas, só operava livremente, só era bajulada por autoridades, lobistas e aspirantes a beneficiários de traficâncias, só foi mantida pela presidente Dilma Rousseff na chefia do gabinete da Presidência em São Paulo em função de sua proximidade com o homem que governou o Brasil por oito anos, carrega uma popularidade imensa e dita os rumos do partido locatário (que se considera proprietário) do poder central.

    Não por outro motivo que a intenção de amainar o desconforto de tal ligação entre causa e efeito, assim que encontrou uma brecha no escândalo Rosemary, Lula entrou em cena falando na eleição presidencial de 2014 a fim de mudar o assunto e atrair para o campo da política as atenções até então voltadas para um caso de polícia.

    Vamos às indagações: uma que fica no ar diz respeito às razões pelas quais o governo, tão avesso a sindicâncias, notadamente as produtivas em termos de resultados, de alguma forma possibilitou que as informações chegassem à imprensa.

    A outra dúvida é se essas informações chegaram completas ou incompletas. O relatório fala sobre mordomias, favorecimento indevido a amigos e parentes, obtenção de vantagens pessoais, falsificação de documentos, mas não se sabe se há neles alguma narrativa sobre outras e mais ações ilegais.

    Rosemary Noronha, não se pode esquecer, é alvo de pedido de indiciamento em inquéritos da Polícia Federal, acusada por falsidade ideológica, corrupção ativa e tráfico de influência. Quer dizer, tem passivo policial substantivo.

    A oposição cobra do governo a divulgação da íntegra do resultado da sindicância e tem razão. É preciso que o Planalto diga se é só isso ou se há mais. Se não há, a investigação não se deu por completada. Caso haja, trata-se de pasta de dente que não volta ao tubo.

    Se o Planalto ajoelhou, tem que rezar. A recusa levaria à suposição de que aceitou revelar uma parte da história apenas para dar uma satisfação a cobranças inevitáveis na campanha eleitoral, com o intuito real de encobrir o restante de uma narrativa bem mais familiar ao Código Penal que afagos indevidos de diplomatas subservientes, escambo de favores com postulantes a benesses de governo e grosserias que em altos escalões da República são vistos como sinal de autoridade.

    Síntese.Em seu artigo de domingo no jornal O Estado de S. Paulo sobre Margaret Thatcher, o prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa inclui entre os atributos que admirava na “Grande Dama” a capacidade de dizer sempre aquilo em que acreditava e agir sempre de acordo com o que dizia.


    Vargas Llosa diz ter conhecido poucos políticos com essa característica. Teve sorte de conhecer algum, porque nós – para falar só do Brasil – não conhecemos nenhum.

    Fonte : O ESTADO DE S. PAULO - 23/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h08
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    Charges online

     Resenha em charges

     

     

    Esta charge do Sponholz foi feita originalmente para o
     
    genildo
    Dilma e o controle da inflação

     

    A internet é muito legal mas, a não ser que você esteja visualizando esta charge em um tablet ou dispositivo móvel, terá dificuldade de inverter o desenho para entender a graça, que é totalmente visual… É chato isso de “explicar” piada mas, para não obrigar você, prezado leitor, a plantar bananeira diante da tela do seu computador, aí vai o desenho de cabeça para baixo:

     

    Dilma ao avesso

    por Raul Motta



    Índios e os Portugueses

    por Jeremias

    Corrupção à vista

    por Clauto

    Descoberta do Brasil

    por JBosco para O Liberal

    Dia da descoberta do Brasil

    por Genildo

    22 de Abril - Dia da Terra

    por Raul Motta

    Violência em São Paulo

    por Pelicano para a Rede Bom Dia

    Ana Maria Braga atropelada

    por Amarildo para A Gazeta

    Consciência social e política em tempos de redes sociais

    por Giancarlo

    Pão de Sal caro

    por Flávio

    Dragão de São Jorge

    por Waldez para o Amazonas em Tempo

    Dilma e o Feriado de São Jorge

    por Aroeira para O Dia

    Evolução dos políticos brasileiros

    por Roberto Kroll

    Sponholz
    Sponholz
     

     

    Sponholz

    CAZO – COMÉRCIO DO JAHU

    cazo

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h44
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    Marina e Shirley (com melissa, juju e sofia)

     Foto: Meus netinhos!

    Netinha Marina cercada pelas suas nenês bonecas, linda e transbordando alegria... que seu Anjinho da Guarda a proteja sempre....!!!

     

    Shirley, com suas três amiguinhas (melissa, juju e sofia), em Águas de Lindoya


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h14
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    Coronel Braga (PapaTango-TangoRomeuBravo) e seu T6

    Uma singela homenagem feita ao Coronel da FAB Antônio Arthur Braga .... que vem a ser um dos maiores ícones da aviação nacional !!!
    Coronel Braga (PapaTango-TangoRomeuBravo) e seu T6



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h08
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    "Fascination", by Jane Morgan

    Fascinação, canta Jane Morgan

    "Fascination" was composed in 1932 by F.D. Marchetti with lyrics in French by Maurice de Féraudy

    "Fascinação" foi composta em 1932 por F.D. Marchetti com letras em francês por Maurice de Féraudy. Foi gravado em 1957 por Jane Morgan e os trovadores com letras em inglês por Dick Manning.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h29
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    Carlos Galhardo, o cantor : Centenário de nascimento

     

    24.04.2013 - Centenário de nascimento do cantor CARLOS GALHARDO

    Ouça : Fascinação, na voz inconfundível de Carlos Galhardo, em dueto com Roberto Carlos

    http://www.youtube.com/watch_popup?v=7gUhsxtO6tg#t=77

    "Fascinação" foi composta em 1932 por F.D. Marchetti com letras em francês por Maurice de Féraudy. Foi gravado em 1957 por Jane Morgan e os trovadores com letras em inglês por Dick Manning.

    Carlos Galhardo, o cantor

    24.04.2013 - Centenário de nascimento do cantor CARLOS GALHARDO (Catello Carlos Guagliardi).

    Nasceu em Buenos Aires, Argentina em 24/4/1913 e morreu no Rio de Janeiro, RJ em 25/7/1985. Filho de italianos, Pedro Galhardi e Savéria Novelli, teve três irmãos. Dois nascidos na Itália, uma nascida no Rio de Janeiro.

    Dois meses depois de seu nascimento, a família mudou-se para São Paulo e e logo após ao Rio de Janeiro.

    Aos oito anos de idade, com o falecimento de sua mãe, o menino passa a viver com um parente no bairro do Estácio e aprende o ofício de alfaiate. Aos quinze anos torna-se já um oficial, apesar de não gostar do ofício. Chega até a abandonar os estudos (completou o primário) para dedicar-se à profissão.

    Passou por várias alfaiatarias e numa delas trabalhou com o barítono Salvador Grimaldi, com quem costumava ensaiar duetos de ópera.

    Apesar de em casa e para amigos cantarolar cançonetas italianas e árias de ópera, sua carreira iniciou em uma festa na casa de um irmão, onde encontravam-se presentes personalidades como Mário Reis, Francisco Alves, Lamartine Babo, Jonjoca e, ali, cantou para os convidados Deusa, de Freire Junior, canção do repertório de Francisco Alves. Aprovando-o, aconselharam-no a tentar o rádio. Foi então apresentado ao compositor Bororó e através deste conseguiu uma oportunidade na rádio Educadora do Brasil onde cantou Destino, de Nonô e Luís Iglésias. No dia seguinte foi procurado e convidado a fazer um teste na RCA Victor. Aprovado, passa a fazer parte do coro que acompanhava as gravações da gravadora.

    Seu primeiro disco solo é lançado em 1933, com os frevos Você não gosta de mim, dos Irmãos Valença e Que é que há, de Nélson Ferreira.

    Conhecendo o compositor Assis Valente, gravou muitas músicas suas tais como Para onde irá o Brasil, É duro de se crer, Elogio da raça (em dueto com Carmen Miranda), Pra quem sabe dar valor e Boas festas, esta última seu primeiro grande sucesso.

    Passou cantando por várias emissoras de rádio do Rio de Janeiro, tais como: Mayrink Veiga, Rádio Clube, Philips, Sociedade, Cruzeiro, Cajuti, Tupi, Nacional e Mundial.

    Em 1935 estréia como cantor romântico com a valsa-canção Cortina de Veludo, de Paulo Barbosa e Osvaldo Santiago e obtém grande sucesso.

    Em sua carreira além de na RCA Victor, gravou também na Columbia, Odeon e Continental. Foi o segundo cantor que mais gravou no Brasil, cerca de 570 músicas (só perdeu para Francisco Alves).

    Fez um teste cantando "Até amanhã", de Noel Rosa e foi contratado pela gravadora Victor. Gravou diversos discos de samba, principalmente de Assis Valente, de quem popularizou a música "Boas festas". Depois disso passou por diversas emissoras de rádio e tornou-se um dos quatro grandes cantores da era do rádio, ao lado de Orlando Silva, Silvio Caldas e Francisco Alves. Além das canções carnavalescas, Galhardo foi quem mais cantou temas de datas festivas, a exemplo:

    • "Boas festas", "Boneca de Papai Noel" (Ari Machado) e "Lá no céu" (Silvino Neto), "Não mudou o Natal" (Alcyr Pires Vermelho e Oswaldo Santiago) para o Natal;
    • "Bodas de prata" (Mário Rossi e Roberto Martins) para a celebração de mesmo nome;
    • "Mãezinha querida" (Getúlio Macedo e Lourival Faissal), "Imagem de mãe" (Othon Russo e José Nunes), "Dia das mães" (José Cenília e Lourival Faissal), "Aniversário de mãezinha" (Mário Biscardi e Newton Teixeira) e "Mamãezinha" (José Selma, Lourival Faissal e Maurício das Neves) para o Dia das Mães;
    • "Papai do meu coração" (Lindolfo Gaya e Osvaldo dos Santos) para o Dia dos Pais;
    • "Tempo de criança" (Ari Monteiro e Osvaldinho) para o Dia das Crianças;
    • "Subindo, vai subindo" (Osvaldo e Valfrido Siva), "Olha lá um balão" (Roberto Martins e Wilson Batista), "Balão do amor" (Armando Nunes e Geraldo Serafim) para as festas juninas;
    • "Valsa dos noivos" (Sivan Castelo Neto e José Roberto Medeiros), "Brinde aos noivos", "Valsa dos namorados" (Silvino Neto) para o Dia dos Namorados;
    • "Quarto centenário" (J. M. Alves e Mário Zan) para o aniversário de São Paulo;
    • "Dentro da lua" e "23 de abril" (ambas de Ari Monteiro e Roberto Martins) para o dia de São Jorge;
    • "Canção do trabalhador" (Ari Kerner) para o Dia do Trabalhador.

    Participou de vários filmes e sua vendagem de discos de 78 rpm (cerca de 580 gravações) só foi menor do que a de Francisco Alves.

    Primeiros LP's (10 polegadas):

     

     

    Participou dos seguintes filmes: Banana da terra, dirigido por J. Ruy (1938), Vamos cantar, de Leo Martins (1940), Entra na farra, de Luís de Barros (1941), Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga (1955), Metido a bacana, de J. B. Tanko (1957).

     

    Em 1945, grava juntamente com Dalva de Oliveira e Os Trovadores, a adaptação de João de Barro para a história infantil Branca de Neve e os sete anões, com músicas de Radamés Gnattali.

    Em 1952 passa um ano apresentando-se em Portugal.

    Em 1953 a Revista do Disco deu-lhe o slogan "Rei do disco". Também ficou conhecido como "O rei da valsa", título dado pelo apresentador Blota Junior e "O cantor que dispensa adjetivos".

    Daí pra frente começou a apresentar-se por todo o Brasil, inclusive através da televisão.

    Em 1983 fez a sua última apresentação no espetáculo Allah-lá-ô, de Ricardo Cravo Albin, dedicado ao compositor Nássara, realizado na Sala Funarte - Sidney Miller.

    Carlos Galhardo faleceu com 72 anos e foi sepultado no cemitério de São João Batista, Rio de Janeiro, RJ.

    Ao lado de Francisco Alves, Orlando Silva e Sílvio Caldas, formou o quadro dos grandes cantores da era do rádio.

    Fonte : Gravações raras e Collector's



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h39
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    Janio de Freitas , Xou de Fux

    Xou de Fux, por Janio de Freitas
    *
    O ministro do STF e Sergio Bermudes têm participação na mesma causa há pelo menos duas décadas e meia
    ***
    ***

    cena do filme da Xuxa de 1983 "Amor, Estranho Amor", onde ela realiza a sedução sexual de um menino

    Graças ao pudor tardio de Xuxa, comprovam-se em definitivo, e de uma só vez, duas esclarecedoras faltas de fundamento. Uma, a do advogado Sergio Bermudes, ao asseverar que seu "amigo de 40 anos" Luiz Fux "sempre se julga impedido" de atuar em causas suas. Outra, a do hoje ministro, ao alegar que só por erro burocrático no Supremo Tribunal Federal deu voto em causa do amigo.

    Há pelo menos 26 anos, no entanto, quando Luiz Fux era um jovem juiz de primeira instância e Sergio Bermudes arremetia na sua ascensão como advogado, os dois têm participação na mesma causa. Documentada. Tinham, conforme a contagem referida por Bermudes, 14 anos de amizade, iniciada "quando foi orientador" [de trabalho acadêmico] de Fux.


    O caso em questão deu entrada na 9ª Vara Cível do Rio em 24 de fevereiro de 1987. Levava as assinaturas de Sergio Bermudes e Ivan Ferreira, como advogados de uma certa Maria da Graça Meneghel, de profissão "atriz-manequim". Já era a Xuxa "rainha dos baixinhos". E por isso mesmo é que queria impedir judicialmente a comercialização, pela empresa CIC Vídeo Ltda., do videocassete de "Amor, Estranho Amor", filme de 1983 dirigido por Walter Hugo Khoury.

    A justificativa para o pedido de apreensão era que o vídeo "abala a imagem da atriz [imagem "de meiguice e graciosidade"] perante as crianças", o público infantil do Xou da Xuxa, "recordista de audiência em todo o Brasil". Não seria para menos. No filme, Xuxa não apenas aparecia nua, personagem de transações de prostituição e de cenas adequadas a tal papel. Mas a "rainha dos baixinhos" partia até para a sedução sexual de um menino.

    Em 24 horas, ou menos, ou seja, em 25 de fevereiro, o juiz da 9ª Vara Cível, Luiz Fux, deferia a liminar de busca e apreensão. Com o duvidoso verniz de 11 palavras do latim e dispensa de perícia, para cumprimento imediato da decisão.

    Ninguém imaginaria os pais comprando o vídeo de "Amor, Estranho Amor" para mostrar aos filhos o que eles não conheciam da Xuxa. E nem risco de engano, na compra ou no aluguel, poderia haver. Xuxa estava já na caixa do vídeo, à mostra com os seus verdadeiros atributos.

    A vitória fácil na primeira iniciativa judicial levou à segunda: indenização por danos. Outra vez o advogado Sergio Bermudes assina vários atos. E Luiz Fux faz o mesmo, ainda como juiz da 9ª Vara Cível. No dia 18 de maio de 1991, os jornais noticiam: "O juiz Luiz Fux, 38, condenou as empresas Cinearte e CIC Vídeos a indenizar a apresentadora Xuxa por danos consistentes a que faria jus se tivesse consentido na reprodução de sua imagem em vídeo'". Mas o que aumentou o destaque da notícia foi a consequência daquele "se" do juiz, assim exposta nos títulos idênticos da Folha e do "Jornal do Brasil": "Xuxa vence na Justiça e poderá receber U$ 2 mi de indenização". Mi de milhões.

    Ao que "O Globo" fez este acréscimo: "Durante as duas horas em que permaneceu na sala do juiz, Xuxa prestou um longo depoimento e deu detalhes de sua vida íntima [por certo, os menos íntimos], na presença da imprensa [e de sua parceira à época, e por longo tempo, Marlene Matos]. Sua declaração admitindo que até hoje pratica topless quando vai à praia, por exemplo, foi uma das considerações que o juiz Luiz Fux levou em conta para julgar improcedente o seu requerimento de perdas morais. Todas as penas aplicadas se referem a danos materiais".

    Na última quarta-feira, "O Estado de S. Paulo", com o repórter Eduardo Bresciani, publicou que Luiz Fux, "ignorando documento de sua própria autoria em que afirma estar impedido de julgar processos do escritório do advogado Sergio Bermudes", relatou no STF "três casos" e participou de outros "três de interesse do grupo" [escritório Sergio Bermudes] em 2011. Luiz Fux disse, a respeito, que caberia à Secretaria Judiciária alertá-lo sobre o impedimento e que a relação dos processos com o escritório de Bermudes lhe passara "despercebida". Depois foi mencionada falha de informática.

    Sergio Bermudes argumenta que a legislação, exceto se envolvida a filha Marianna Fux, não obrigava o ministro a se afastar dos processos de seu escritório. E a ética, e a moralidade judiciária?
    Fonte : FOLHA DE S. PAULO - 21/04/13


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h37
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    CRÔNICAS VERÍDICAS DE LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO

    O debate, por Luis Fernando Veríssimo

    O apresentador entra no palco, onde estão três cadeiras.

    Apresentador – Boa noite. Teremos hoje o último debate da nossa série Criacionismo ou Evolucionismo: Qual é a sua?. Afinal, fomos feitos por Deus ou descendemos dos macacos? O debate desta noite é o que todos estavam esperando, o que explica o auditório lotado e as cadeiras extras. Durante toda a semana tivemos aqui embates memoráveis entre defensores do criacionismo e defensores do evolucionismo, culminando com o debate de ontem, entre Richard Dawkins e o padre Rossi, que foi abandonado por Dawkins aos gritos de “Não. Não!” na metade, quando o padre Rossi ameaçou cantar.

    E quem poderá esquecer o debate de quarta-feira sobre racionalismo empírico versus dogmatismo religioso entre Rene Descartes e Blaise Pascal, o desentendimento que começou quando Descartes confundiu “dogma” com “dogman” e perguntou se o Homem Cachorro era um novo super-herói dos quadrinhos e continuou quando Descartes reagiu a um argumento teológico de Pascal gritando “Au secours!” e Pascal ouviu mal e protestou “Olha o nível”, até se esclarecer que Descartes estava pedindo socorro.

    Depois disso não houve entendimento possível e todos se lembram de como acabou a noite. Por sinal, para os que ficaram preocupados, informo que Descartes já saiu do hospital e está em repouso, em casa. Mas vamos ao grande debate desta noite. Os dois participantes não precisam de apresentações. O primeiro é... Charles Darwin em pessoa! Mr. Darwin, por favor.

    Charles Darwin entra no palco e é aplaudidíssimo por parte da plateia. O resto da plateia aplaude educadamente.

    Apresentador – Charles Darwin, quem não sabe, é o fundador do evolucionismo. Foram seus estudos sobre a adaptação dos genes ao meio e a seleção natural que deram origem a teoria da evolução das espécies, inclusive a espécie humana, que descenderia dos macacos. Apesar de estar morto desde 1882, Mr. Darwin concordou, gentilmente, em participar do nosso simpósio, principalmente quando soube quem seria o outro debatedor. Não é, Mr. Darwin?

    Darwin – É. Será uma oportunidade para esclarecer alguns pontos.

    Apresentador – E aqui está ele, senhoras e senhores. O outro debatedor desta noite. O grande, o eterno, o nunca assaz louvado... Deus Nosso Senhor!

    Deus entra no palco saudando o público e é recebido com uma ovação. Parte da plateia grita “Senhor! Senhor! Senhor!”. Deus senta à direita do apresentador, Darwin à esquerda.

    Darwin – Senhor, eu queria aproveitar esta oportunidade para dizer que, em momento algum a minha teoria negou a sua existência, ou desrespeitou o seu poder. Eu vivi e morri como um cristão. Só não podia esconder minha descoberta.

    Deus – Eu sei, meu filho, eu sei. E você estava certo.

    Darwin (surpreso) – Eu estava certo?!

    Deus – Estava. Aquela história que eu criei o homem do barro, à minha imagem, e depois fiz a mulher da sua costela... Tudo literatura. Licença poética. O homem descende do macaco. Eu quis que fosse assim. E quis que você descobrisse. A sua obra é a maior prova de que eu (aliás, Eu) existo. E mando. Num mundo regido pelo acaso você dificilmente chegaria aonde chegou.

    Apresentador – Então o senhor acredita num...

    Deus – Evolucionismo dirigido. Um pouco como o capitalismo na China.

    Darwin – Mas então por que tanta gente resiste à ideia de que o homem descende do macaco e não foi criado por Deus à sua imagem?

    Deus – Ah, meu filho. A vaidade humana nem Eu controlo.

    Fonte : O ESTADO DE S. PAULO

    ******

    Dos chatos

    Há chatos e chatos. Há o chato pegajoso, o chato que telefona muito, o chato que cutuca. Há o enochato, que faz questão que você saiba que ele sabe tudo sobre vinhos, e o ecochato, assim chamado porque se preocupa demais com ecologia ou porque vive se repetindo, como um eco. Há o egochato, cujo único assunto é ele mesmo, e o chato hipocondríaco, uma especialização do egochato, cujo único assunto é sua própria saúde, ou falta dela. Há o chato invasivo, que fala a centímetros do seu nariz, e o chato hiperglota, que não para de falar. Mas também há – embora seja raro – o chato que se flagra, que tem consciência de que é chato e quer se regenerar, e que diz muito “Eu estou sendo chato? Hein? Hein?”, e portanto é o pior chato de todos.

    Tem o caso daquele chato com autocrítica que decidiu pedir ajuda, mas não sabia quem procurar. Chatice não se cura com remédios ou com exercícios, muito menos com cirurgia. Não existem clínicas para a recuperação de chatos. O que fazer? Nosso chato resolveu consultar um psicanalista.

    – É que eu sou chato, doutor, e sei que sou chato.

    – Deve ter alguma coisa a ver com sua mãe.

    – Minha mãe? Por que minha mãe?

    – É que na psicanálise sempre partimos da hipótese de que, seja o que for, a culpada é a mãe. Facilita o tratamento. Mas me fale da sua infância.

    – Bem, na escola meu apelido era “Sarna”. Também me chamavam de “Desmancha Bolinho” porque assim que eu chegava num grupo, o grupo se desfazia.

    – Sua família também o achava chato?

    – Não sei. Mas desconfiei quando, nos meus dezoito anos, eles me deram as chaves da casa e em seguida mudaram todas as fechaduras.

    – E sua vida amorosa?

    – É normal, eu acho. Até me casei, embora minha mulher alegue que meu pedido de casamento a fez dormir e que só saiu do estado comatoso no altar, onde teve que dizer “sim” para não dar vexame. Hoje vivemos bem, em casas separadas, apesar de eu só poder visitá-la nos dia 29 de fevereiro, se ela não mandar dizer que não está. Tivemos um filho que eu ninava quando era bebê, mas ele fingia que dormia para eu parar. É o efeito que eu tenho nas pessoas, doutor.

    Ser chato é uma fatalidade biológica ou a chatice é um produto do meio? É possível deixar de ser chato com algum programa de reorientação? É o meu tom de voz que chateia ou o que eu digo? Ou as duas coisas juntas? Hein, doutor? Doutor...? Doutor...? Acorde, doutor!

    Fonte : O Globo - 21/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h47
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    Ferreira Gullar : Ah se não fosse realidade!

    Ah se não fosse realidade! - por Ferreira Gullar

    Jovens insistirem num sonho revolucionário que há muito já se dissipou, é, no mínimo, surpreendente

    Estava assistindo a um programa de televisão onde eram entrevistados alguns artistas de teatro e cinema. Um deles, que foi entrevistado isoladamente, e que não era brasileiro, demonstrou sua profunda decepção com o momento atual e especialmente com sua geração, desinteressada da revolução.

    Por isso mesmo, sentia-se isolado, uma vez que, no seu entender, a sociedade atual é inaceitável e teria que ser varrida do mapa. Não deixou claro que outra sociedade seria posta no lugar desta, mas certamente nada teria a ver com o capitalismo.

    Em seguida, falou uma jovem atriz que, embora não tão radical quanto o anterior, também lamentou o fato de que a sua geração, ao contrário da de seus pais, não sonha com a revolução, nem pensa nisso.

    O entrevistado seguinte, um pouco mais velho, também lamentou a falta de espírito transformador que impera hoje, quando as pessoas só pensam em seus próprios interesses, indiferentes aos problemas que tornam nossa sociedade inaceitável.

    Enquanto os ouvia, me veio à lembrança uma conversa que tive, faz já algum tempo, com uma jovem universitária. Tinha ido à UFRJ fazer uma palestra e ela ficara de me trazer de volta para casa.

    Deu-me o exemplar de um jornal do PC do B e perguntou o que eu achava das ideias desse partido. Respondi que não estava muito atualizado com o que aquele partido pregava mais recentemente mas, no passado, opunha-me a seu radicalismo exagerado. Ela não gostou de ouvir isso e defendeu o radicalismo como a única maneira de levar à mudança da sociedade capitalista.

    Sem pretender travar polêmica com a moça, mas puxado por ela a discutir o assunto, argumentei. Com cuidado, perguntei-lhe se não lhe parecia bastante difícil fazer uma revolução comunista, hoje, depois de tudo o que aconteceu no mundo.

    Veja bem --disse eu-- o sistema socialista, liderado pela URSS, chegou a ser a segunda potência militar e econômica do mundo e ainda assim, fracassou. Acha você que, agora, quando já quase nada existe daquele poder, é que vocês aqui no Brasil vão fazer a revolução e recomeçar tudo de novo? --perguntei-lhe.

    -- E por que não?, disse ela. A URSS seguiu o caminho errado. Lembrei-lhe que a China, que tinha divergência com os soviéticos, também mudou e tornou-se agora um país capitalista. A resposta dela foi que a China nunca tinha sido de fato comunista. -- E Cuba? Cuba é que está certa? Mas a coisa por lá não anda muito bem. -- Aquilo ali não é socialismo, respondeu ela.

    Fiquei olhando-a, sem entender. Então tudo o que aconteceu, desde a revolução de 1917, estava errado, nada daquilo era o verdadeiro socialismo? Sim, era isto o que ela afirmava ali, dentro daquele carro.

    O verdadeiro socialismo era o do PC do B, embora seja ele hoje um partido sem maior expressão na vida política brasileira e tudo o que conseguiu foi ocupar o Ministério dos Esportes nos governos do PT. E logo o Ministério dos Esportes! Se há uma coisa que sempre esteve fora da preocupação do PC do B foram exatamente os esportes, que certamente viam como pura alienação...

    Ao comentar essa conversa com o professor que me convidara a fazer a tal palestra, ouvi dele que, dos 30 alunos que compunham aquela turma, quase todos, senão todos, se diziam comunistas.

    Admito que fiquei realmente surpreso. Que pessoas de minha geração, por terem militado na esquerda, ainda se mantenham fiéis àquelas convicções ideológicas, dá para entender. Mas jovens, que nasceram após o fim do sistema socialista, insistirem num sonho revolucionário que há muito já se dissipou, é, no mínimo, surpreendente.

    Mas tampouco dá para entender a tese daquela mocinha para a qual tudo o que houve e ainda resta com o nome de comunismo não deu certo porque não era o verdadeiro comunismo. Ou seja, se fosse, teria dado certo. Pensando assim, ela se sente à vontade para acreditar em algo que não precisa acontecer para existir. A conclusão é que esse pessoal não dá muita bola para a realidade.

    Agora mesmo, apareceu na internet um documento, supostamente assinado pelo PC do B, PT e outras entidades, solidarizando-se com a Coreia do Norte, que estaria sendo ameaçada pelos belicistas norte-americanos. Pode?

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO, 21/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h40
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    Ruth de Aquino : Um senado para rir e chorar

    Um senado para rir e chorar, por Ruth de Aquino

    Para ingleses marrentos e os ínclitos brasileiros ver

    senador João Costa, do Partido da Pátria Livre (PPL), discursando sentado na poltrona do presidente e o garçon Johnson Alves Moreira imitando um senador, no plenário vazio do Senado Federal

    Nenhum programa de humor me provocou mais risos na semana passada que a história protagonizada por um senador e um garçom, ambos de Tocantins. O senador João Costa, do Partido da Pátria Livre (PPL), preparou um discurso de 14 páginas sobre o aborto. Ao chegar a tribuna, uma surpresa: o plenário estava vazio. Que fazer? Como falar para cadeiras, ainda mais em sessão transmitida pela TV Senado? Em vez de cancelar o discurso, ele decidiu sentar-se no lugar do presidente e recriou a realidade, encenando uma sessão patética.

    O senador João chamou o garçom Johnson Alves Moreira para fazer figuração. Não sabemos se Johnson posou de senador falso por pena ou se ganhou uma gratificação de João. Deveria. Johnson ficou em pé por meia hora, mexendo a cabeça em tom de aprovação, com a câmera focando em sua calvície e suas costas, numa tentativa de dar credibilidade as palavras do senador. João abriu o discurso assim: "Senhor presidente,senhores senadores, senhoras senadoras, senhores e senhoras presentes, e aqueles que acompanham esta sessão pela rádio e TV Senado..." Na plateia, só Johnson.

    A história foi relatada em detalhe pela repórter Maria Lima, do jornal O Globo.

    A foto também é assinada por cia. Um pequeno texto primoroso, por expor o ridículo de uma Casa que paga regiamente senadores para não fazer nada ou quase nada, além de queimar nosso dinheiro na fogueira das vaidades. Segundo o relato, o "garçom-senador virou motivo de piadinhas dos seguranças, que sugeriram que ele fizesse um aparte". Johnson disse ter gostado da "experiência".

    O senador João encerrou seu discurso sobre "os direitos do nascituro" com outra simulação, como se houvesse uma fila de senadores para falar: "Considerando a exiguidade do tempo e o número de oradores, solicito que as peças do pronunciamento sejam dadas como lidas. Obrigado pela atenção" Só faltou a claque.

    As dúvidas são: para seus colegas senadores, João Costa não passa de um João ninguém e, por isso, não interessa sua posição sobre o aborto? Ou há outros dias de gazeta institucionalizada no Senado, além de segunda e sexta-feira? Como se sente um senador que finge falar para uma multidão, diante de cadeiras vazias? A sessão João & Johnson ficará nos anais do Senado como o "dia do garçom".

    Nenhum tema político causou mais asco na semana passada que a aposentadoria de Roseana Sarney como servidora do Senado. Ela entrou para o Senado em 1974, aos 21 anos de idade, sem prestar concurso público, num "trem da alegria", chamado por sua assessoria de "processo seletivo" Ela só trabalhou como servidora durante trés anos, entre 1982 e 1985, quando o pai, José Sarney, já era senador. O Senado informa que contratou Roseana em novembro de 1984 e que, agora, a aposentou do cargo de "Analista Legislativo". É de chorar.

    Em 1985, Roseana pediu licença do Senado para acompanhar o pai na Presidência da República, até 1990. Voltou como senadora e saiu depois como governadora. Continuou a contribuir para o RPPS, a previdência dos servidores. Isso é que é visão de futuro... Agora, pediu aposentadoria integral c ganhou. Roseana, em nota, afirmou que a "aposentadoria ocorre 38 anos depois" de ter começado a "trabalhar" para o Senado. Simples assim. E legal, ainda por cima.

    Roseana receberá por mês, de aposentadoria, RS 23.859,34. Como governadora do Maranhão, ganha RS 15.409,95. O Maranhão, capitania dos Sarneys, é o Estado com o segundo pior 11)11 do Brasil - perdeu a primazia para o Estado de Renan Calheiros, Alagoas. Se Roseana quisesse, poderia acumular três aposentadorias quando deixasse o cargo atual: como ex-governadora, ex-senadora e ex-servidora. Porque são fontes diferentes. É o motivo oficial. No país do rombo na Previdência, calcula-se que 67% dos aposentados pelo INSS recebam o equivalente ao salário mínimo: R$ 678. Um sistema de castas duro de engolir, impossível de explicar.

    Roseana teve escola particular de enriquecimento com o pai, que acumulou todas as fontes de renda possíveis - como o auxilio-moradia embolsado irregularmente. Há dois anos, o site Congresso em Foco divulgou que José Sarney recebia um supersalário de R$ 62 mil por mês: a soma do subsídio de quase R$ 27 mil do Senado aos R$ 35 mil de duas aposentadorias, no governo no Maranhão e no Tribunal de Justiça estadual.

    Ao contrário do pai, Roseana prometeu "devolver aos cofres públicos" a parte dos rendimentos que ultrapassar o teto do funcionalismo, R$ 28 mil. Não sabemos como fará isso. Para o Senado, ela não pode devolver nada. Depositará na conta do Tesouro? Fará um requerimento abrindo mão de quase um terço de sua remuneração mensal de RS 39 mil? Doará para a Fundação Sarney? Vamos esperar para ver. Prometo divulgar seu ato de generosidade, Roseana.

    Fonte : Revista Época desta semana - 21/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h27
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    Martha Medeiros : Dialogando com a dor

    Dialogando com a dor, por Martha Medeiros

    Não simpatizo nada com a ideia de sentir dor. Para minha sorte, elas foram raras. Vivi dois partos normais que pareceram um piquenique no campo, nada doeu, sobrou relaxamento e prazer. Quando penso em dor física, o que me vem à lembrança são as idas ao dentista quando era criança. Começava a sofrer já na noite anterior, sentia enjoos fortíssimos, não conseguia dormir, passava a madrugada chorando só de imaginar que no dia seguinte teria que enfrentar a broca e seu barulho aterrorizante. Estou falando de uma época em que crianças tinham cárie hoje muitas nem sabem o que é isso, bendito flúor.

    O que fazer em relação a esse tipo de dor? Se nos pega de surpresa (um tombo, uma cabeçada, um corte), suportar. Se for uma dor interna, tomar um analgésico e esperar que passe. Não se pode dialogar com a dor física. Músculos, nervos, órgãos, pele, essa turma não escuta ninguém. Ainda bem que (com exceção das dores crônicas) não são dores constantes, e sim pontuais. De repente, somem.

    Já a dor psíquica não é tão breve. Pode durar semanas. Meses. Sem querer ser alarmista, pode durar uma vida. Porém, ela é mais elegante que a dor física: nos dá a chance de chamá-la para um duelo, ao contrário da outra, que é um ataque covarde. A dor psíquica possibilita um diálogo, e isso torna a luta menos desigual. São dois pesos-pesados, sendo que você é o favorito. Escolha suas armas para vencê-la.

    Armas?

    Por exemplo: redija cartas para si mesmo. Escreva sobre o que você sente e depois planeje seus próximos passos. Escrever exorciza, invoca energia. Cartas e cartas para si mesmo, estabelecendo uma relação íntima entre você e sua dor – amanse-a.

    Terapia. A cura pela fala. Você buscando explicar em palavras como foi que permitiu que ela ganhasse espaço para se instalar, de onde você imagina que ela veio, quem a ajudou a se apoderar de você. Uma investigação minuciosa sobre como ela se desenvolveu e sobre a acolhida que recebeu: sim, nós e nossas dores muitas vezes nos tornamos um só. É difícil a gente se apartar do que nos dói, pois às vezes é a única coisa que dá sentido à nossa vida.

    Livros. O mais deslumbrante canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas certezas, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, lembrar. Catarses intimidam a dor.

    Meditação. Religião. Contato com a natureza. Viagens. Amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia vitorioso, ao menos fortalecerá seu caráter.

    Quem não dialoga com sua dor psíquica, não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano melhor. A reduz a uma simples dor de dente e, como uma criança, desespera-se sozinho no escuro.

    Fonte : ZERO HORA - 21/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h17
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    CRÔNICA DOMINGUEIRA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO - Medo e controle

    Medo e controle - João Ubaldo Ribeiro

    Bomba na Maratona em Boston : estupidez inqualificável

    Os atuais momentos íntimos poderão não ser mais tão íntimos. Nada de gravador debaixo da cama, primitivo e arriscado

    Essa estupidez inqualificável perpetrada em Boston aviva o receio de um futuro de insegurança, desconfiança e medo para toda a Humanidade. Grande parte dela já enfrenta isso, mas todos podemos esperar um futuro bem diferente do que os que cresceram no século passado imaginavam. Acreditávamos possível uma vida privada, sem partilhar com ninguém nosso comportamento pessoal, práticas, idiossincrasias e mesmo esquisitices que não fossem da conta alheia. Encarávamos como um pesadelo distante e evitável o mundo descrito por George Orwell em1984, com sua omnipresente teletela sempre ligada e a vida dos governados escrutinada em todos os detalhes.

    Hoje a tecnologia prevista por Orwell parece saída das velhas séries de Flash Gordon e a aspiração a uma vida privada, ao menos parcialmente livre do controle do Estado e de grandes organizações, não passa agora — e no futuro muito mais — de uma utopia ou lembrança nostálgica. Estamos só começando, mas a tecnologia marcha aceleradamente e as mudanças chegam sem aviso, para só as percebermos quando se torna claro que vieram para ficar. Muitos de nós entontecemos com essa velocidade, gostaríamos que houvesse mais tempo para assimilar as novidades, cansamos de tanto aprender e desaprender sem cessar. Os recalcitrantes se escondem delas, fazem tudo para ignorá-las e mesmo hostilizá-las, mas sabemos que não adianta. Por exemplo, se um vírus hipotético afetasse repentinamente todos os computadores de um país qualquer, inclusive o Brasil, o caos seria absoluto. Não teríamos comunicações, água, energia elétrica, aviões voando, bancos e comércio funcionando, hospitais, nada mesmo. O vírus resultaria, nesse sentido, muito mais eficaz que um bombardeio pesado. Os programas de sabotagem eletrônica são importante arma de guerra, porque não há como escapar da malha informática.

    O atentado de Boston aumentará o empenho não só do governo americano, mas de todos os outros, em reforçar e aprimorar mecanismos de segurança. Isso está longe, é claro, de restringir-se a revistas em aeroportos, episódicas varreduras em busca de explosivos, contratação de pessoal especializado e assim por diante. O mais importante é o acompanhamento da vida de cada um, porque, nestes tempos loucos, todos são suspeitos. Londres, por exemplo, está cada vez mais coberta de câmeras de segurança e a circulação de um indivíduo talvez já possa, ou em breve poderá, ser acompanhada o dia inteiro. Por onde quer que ele passe ou aonde vá, lá estará a câmera de olho.

    Penso em filmes policiais de antigamente, com a cena da saída do suspeito em seu carro e o detetive pegando um táxi e dando a ordem de “siga aquele carro” ao motorista. A ordem agora é diferente, é “monitore esse celular”. A depender do caso, o sujeito pode ter sua vida completamente espionada, desde os locais por que circula às conversas de que participa — e isso inclui os eles e elas cujos cônjuges desconfiem de prevaricação. Aliás, grampear telefone, celular ou não, é coisa do passado. Vocês já devem ter lido que cada voz humana é única, é como as impressões digitais, não há duas idênticas. Em decorrência, mesmo que um ouvido animal não distinga entre vozes muito parecidas, há aparelhos que distinguem e, se lhes fornecem essa assinatura vocal, ela sempre será identificada. A novidade é que o “grampeado” não tem como fugir. Quando ele começa a falar no telefone, seja celular, doméstico ou orelhão, em qualquer lugar onde esteja, uma central especializada compara a voz com as assinaturas em seu poder. Se reconhece a do freguês, grava a conversa. Fulano pode disfarçar a voz e dizer que é Sicrano à vontade, mas o banco de dados não se engana. E, se as chamadas forem cifradas, o governo certamente alegará razões de Estado para exigir dos autores a chave da cifra.

    Os atuais momentos íntimos poderão não ser mais tão íntimos. Nada de gravador debaixo da cama, primitivo e arriscado. O amanto ou amanta (eu faço que esqueço, mas não esqueço as novas normas gramaticais da República) poderá até engolir um minúsculo gravador de circuito integrado, com microfone configurado para suprimir frequências sonoras inoportunas, como as de borborigmos e assemelhados, mas de resto capaz de gravar uma bela trilha sonora do embate amoroso, desde os jogos preliminares à hora de vestir a roupa. Também mentir ficará bem difícil, porque os novos detectores de mentiras não mais se fiam numa combinação complexa e enganosa de alterações cardíacas, respiratórias ou nervosas, mas em sensores que medem mudanças inconscientes na voz e na emissão da fala — dizem que estão ficando infalíveis.

    A tendência comum, talvez normal, é o cidadão aceitar sua perda de privacidade, em troca da segurança individual ou da coletividade, até porque não costumam dar-lhe escolha e o medo é uma força muito grande, mais difícil de vencer que outras emoções. E é reacendido não somente por fatos da magnitude do que aconteceu em Boston e suas previsíveis consequências, como pelo que a gente encontra, por exemplo, na internet. Para citar apenas um caso, lembro os muitos sites que mencionam impressoras 3D, as quais tornam possível que se compre um objeto na rede e a entrega seja feita por um aplicativo que instrui a impressora do comprador a “imprimir”, ou seja, reproduzir aquele objeto na casa do comprador, sem necessidade de entregador. As impressoras e os programas já estão em funcionamento, aprimorados diariamente. Não é fantástico? É, sim, pelo menos até vocês fuçarem outros sites e descobrirem empresas desenvolvendo programas, materiais e impressoras 3D para oferecer armas de combate. Qualquer um, do bandido ao psicopata, poderá comprar e “imprimir” quantas quiser, sem numeração ou registro. Dá medo disso, dá medo daquilo — e a gente fica sem saber o que pensar.

    Fonte : O GLOBO - 21/04/13



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h13
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    REVISTA VEJA - A "AMIGUINHA" DE LULA

    Nós pagávamos o motel para LULA ficar com ROSE!

    Papéis revelam detalhes de favores que foram prestados a "Rose do Lula"


    Rosemary Noronha, Evanise dos Santos e José Dirceu no litoral da Bahia, ferido de 15 de novembro de 2012

    O processo disciplinar contra a ex-chefe de gabinete da presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, traz detalhes de como a amiga do Lula atuava e se beneficava de sua relação íntima com o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

    No documento utilizado para justificar o processo relata ao menos uma viagem a Roma juntamente com seu marido em que ficaram hospedados na embaixada brasileira na Piazza Nevona, a mesma em que a atual presidente da República Dilma Rosseff se recusou a ficar em sua última viagem a Itália para visitar o Papa Francisco.

    "Rose do Lula" costumava pedir favores e usava o carro oficial da presidência da República para realizar tarefas particulares, como compras, transportar suas filhas e parentes, amigos, ir ao médico, dentista e restaurantes.

    Humilhava seus "subalternos" a serviço do presidente da República valendo-se de sua relação de intimidade com o ex-presidente Lula e ainda patrocinava lobbies e agendava encontros com empresários e autoridades, em troca dos "serviços prestados" recebia vantagens em dinheiro, com remuneração em dólar, euro, real e até won (moeda coreana), porém a revista Veja não cita em que ocasiões isto teria acontecido e não deixa claro se isso é objeto de citação no Relatório.


    A ex-servidora do Planalto em SP Rosemary Noronha, em viagem de Lula à Costa Rica, em junho de 2009

    Alvo de investigação deflagrada pela Operação Porto Seguro, da PF, sobre um esquema de venda de pareceres e tráfico de influência no governo Lula, ela foi exonerada do cargo pela presidente Dilma e indiciada por formação de quadrilha. Paralelamente à investigação criminal foi aberta uma Comissão de Sindicância, formada pela CGU, AGU e Casa Civil que em janeiro deste ano elaborou o Relatório e recomendou abertura do processo disciplinar, mesmo Rosemary Noronha sendo servidora de confiança e não de carreira, ela pode ser obrigada, por exemplo, a ressarcir o Erário Público de prejuízos.

    Fonte : Com informações da Folha de S. Paulo

    ***

    Limpeza no gabinete

    Em 2012, descobriu-se que Rosemary Noronha usava a influência que desfrutava com o ex-presidente Lula para se locupletar do poder. Exonerada do cargo de chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, ela foi alvo de uma sindicância. VEJA teve acesso às 120 páginas resultantes da investigação oficial, mantida em segredo pelo governo. Elas mostram a extensão das traficâncias de Rose – que está magoada e ameaça revidar.


     Que rainha sou eu? - Revista Veja

    VEJA revela os detalhes da sindicância que foi mantida em segredo pelo governo porque poderia criar "instabilidade institucional". Ela mostra como a ex-secretária Rosemary Noronha se aproveitou da intimidade com o ex-presidente Lula para ganhar dinheiro, traficar poder e viver como uma soberana
    Construído no centro da Piazza Navona. um dos endereços mais cobiçados de Roma, o Palazzo Pamphili é uma preciosidade arquitetônica entre os edifícios que abrigam a embaixada brasileira nas capitais do mundo. O prédio. erguido no século XVII tem salões, quartos e pátios adornados com quadros, esculturas e afrescos barrocos de alta qualidade artística. São poucos os privilegiados que conhecem suas dependências mais íntimas. Estão nessa lista presidentes e ex-presidentes da República e personalidades estrangeiras convidadas, entre elas a princesa Diana da Inglaterra.
    Tão luxuoso quanto restrito, sabe-se agora, o palácio frequentado pela realeza e por chefes de estado também abriu seus aposentos reservados para uma funcionária publica. Rosemary Noronha, ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, que protagonizou recentemente um dos mais rumorosos casos de promiscuidade entre os interesses públicos e privados. VEJA teve acesso a documentos oficiais que registram esse e outros capítulos inéditos da história envolvendo a mulher que por anos. conduziu uma repartição pública como se fosse um pequeno reino - o reino de Rose.
    Durante dois meses, uma comissão especial do governo colheu depoimentos de funcionários, vasculhou mensagens eletrônicas, registros de agenda e listas de visitantes para tentar reconstituir, ao menos em parte, a rotina no gabinete da Presidência da República em São Paulo entre 2009 e 2012. No ano passado, a Polícia Federal descobriu que Rosemary Noronha usava a influência e a intimidade que desfrutava com o ex-presidente Lula para se locupletar do poder. Ela patrocinou lobbies. agendou encontros com autoridades e ajudou uma quadrilha que vendia pareceres a empresários.
    Em troca, recebia vantagens e remuneraçáo em dólar, euro, real e até em won a moeda coreana. Exonerada do cargo e indiciada por formação de quadrilha, tráfico de influência e corrupção passiva.
    Rosemary foi alvo de uma sindicância conduzida por técnicos da Presidência.
    O relatório final da investigação, mantido em segredo por determinação expressa do próprio governo, é a síntese do que para alguns é a norma fria do serviço público em Brasília, uma grande loja de facilidades.
    O resultado da investigação é um manual de como proceder para fraudar e trapacear no comando de um cargo público quando seu ocupante priva da intimidade do presidente da República. Sob o comando da Casa Civil da Presidência. os técnicos rastrearam anormalidades na evolução patrimonial de Rosemary Noronha e recomendaram que ela seja investigada por suspeita de enriquecimento ilícito. Um processo administrativo já foi aberto na Controladoria-Geral da União. Ex-bancária, Rose. como é chamada pelos mais íntimos, foi uma destacada militante do movimento sindical no início da década de 90. Era admirada na categoria pelos belos cabelos longos e por outras peculiaridades do seu biótipo. Seus talentos foram logo notados pelos figurões do PT. O então deputado José Dirceu. de quem se tornou muito amiga, contratou-a como secretária de gabinete. Logo depois, promovida. Rose passou a organizar a agenda do candidato Lula, cuidar das suas contas, anotar seus recados, enfim, gerenciar o cotidiano do futuro presidente. E fazia isso com muita competência, segundo pessoas próximas. No governo petista, ela continuou cuidando do dia a dia do presidente, principalmente quando havia viagens internacionais. Por determinação do cerimonial do Palácio do Planalto. era autorizada a se engajar na comitiva sempre que Marisa, a esposa de Lula, não podia acompanhar o marido. Sem uma função definida. Rose ficava hospedada no mesmo hotel do presidente. de prontidão para ser acionada em caso de necessidade. A extrema proximidade com o presidente provocou ciúme e desentendimentos. Em 2007 ela deixou o cargo de assessora especial de Lula e assumiu a chefia do escritório da Presidência da República em São Paulo. Àquela época, a corte já sabia: falar com Rose era o atalho mais rápido para se comunicar com o presidente.
    A sindicância destoa da tradição dos governos petistas de amenizar os pecados de companheiros pilhados em falcatruas. Dedicado exclusivamente aos feitos da poderosa chefe de gabinete, o calhamaço de 120 páginas produzido pela sindicância é severo com a ex-secretária.
    Mostra que Rosemary encontrou diferentes formas de desvirtuar as funções do cargo. Ela pedia favores ao "PR" - como costumava se referir a Lula em suas mensagens - com frequência. Era grosseira e arrogante com seus subalternos. Ao mesmo tempo, servia com presteza aos poderosos, sempre interessada em obter vantagens pessoais - um fim de semana em um resort ou um cruzeiro de navio, por exemplo. Rosemary adorava mordomias. Usava o carro oficial para ir ao dentista, ao médico, a restaurantes e para transportar as filhas e amigos. O motorista era seu contínuo de luxo. Rodava São Paulo a bordo do sedã presidencial entregando cartas e pacotes, fazendo depósitos bancários e realizando compras. Como uma rainha impiedosa, ela espezinhava seus subordinados.
    Depoimentos de motoristas, secretárias e copeiras que recebiam ordens da ex-secretária revelam uma rotina de humilhações públicas. Rosemary gritava e distribuía insultos na frente de visitantes do gabinete. Um simples cumprimento ou um boa tarde dirigido a ela na hora errada poderia resultar em tremenda grosseria. Certo dia. humilhou uma secretária a tal ponto que o caso foi parar no hospital. Depois de cair em prantos por ter sido ameaçada de demissão, a servidora passou mal e precisou ser socorrida pelos bombeiros do órgão. Ao constatar que a pressão dela estava muito alta. o bombeiro chamou Rosemary â sala e relatou a necessidade de levar a servidora imediatamente ao médico.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h00
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    REVISTA VEJA - A "AMIGUINHA" DE LULA - final

    Não havia ambulância disponível mas alguém lembrou que o carro oficial estava na garagem. Rosemary ficou transtornada com a sugestão e proibiu o motorista de prestar socorro. A funcionária e o bombeiro acabaram indo de táxi para o hospital. Depois disso, a rainha Rose ainda proibiu a servidora de lhe dirigir a palavra e, por fim. a demitiu.

    Foto: Arquivo

    A ponderosa Rose Noronha
     

    Rosemary Noronha se comportava e era tratada como majestade, independentemente de onde estivesse. Os registros de uma viagem à Itália em 2010, por exemplo, comprovam que as regalias à sua disposição extrapolavam as fronteiras. Mensagens inéditas reunidas no relatório da investigação mostram que a ex-secretária foi recebida com honras de chefe de estado na embaixada brasileira em Roma. "Todas as facilidades possíveis lhe foram disponibilizadas. Rose temia ter problemas com a imigração no desembarque em Roma. O embaixador José Viegas enviou-lhe uma carta oficial que poderia ser apresentada em caso de algum imprevisto. Rose não conhecia a Itália. O embaixador colocou o motorista oficial à sua disposição. Rose não linha hotel. O embaixador convidou-a a ficar hospedada no Palazzo Pamphili - ela não ocuparia um quarto qualquer. Na mensagem, o embaixador brasileiro saudou a ida de Rose com um benvenuli!, em seguida desejou-lhe buon viaggio e avisou que ela ficaria hospedada com o marido no "quarto vermelho". Quarto vermelho?!
     

    A convite do embaixador José Viegas, Rose ficou hospeada no “quarto-vermelho”: privilégios ímpares

    PPZZ

    Como o Itamaraty desconhece esse tipo de denominação, acredita-se que "quarto vermelho" fosse um código para identificar os aposentos relacionados ao chefe - assim como normalmente se diz ' telefone vermelho", "botão verme lho", "sala vermelha"... Independentemente disso, com a ajuda da Controlado-ria-Geral da União, a investigação da Casa Civil confirmou que a ex-chefe de gabinete não estava a trabalho em Roma.
    Por isso, considerou que a estada nas dependências diplomáticas configurou mais um caso de apropriação particular do patrimônio público e recomendou que o Itamaraty apurasse o episódio. Indagado, o embaixador José Viegas, que deixou o posto em 2012. disse que não podia "discriminar quem chega com dinheiro público ou privado" à embaixada.
    Em tese. portanto, qualquer mortal de passagem por Roma está autorizado a pernoitar uns dias na embaixada. Sobre o tal "quarto vermelho", garantiu que se trata de um cômodo secundário.
    Tanto nessa passagem pela embaixada brasileira em Roma quanto nos desmandos e abusos cometidos no gabinete de São Paulo, a fonte de poder de Rosemary sempre foi a mesma: a relação de intimidade com o ex-presidente Lula. Por força dessa proximidade, ela passava boa pane do tempo recebendo gente importante preocupada cm bajulá-la. Um rosário de empresários que apostavam no prestígio dela para conseguir reuniões com servidores inacessíveis do governo, intermediar contratos milionários em órgãos públicos e abrir caminho para nomeações em cargos de alto escalão. Diariamente, por telefone ou e-mail, dirigentes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e da Petrobras para citar alguns exemplos, recebiam pleitos de Rosemary. Na maioria das vezes, os pedidos eram mequetrefes. como ingressos para shows e eventos culturais. Mas, em outras oportunidades os contatos envolviam cifras milionárias. As mensagens interceptadas revelam a falta de cerimônia com que ela misturava interesses públicos com privados. chegando até a falsificar diplomas para ela e o marido (veja o quadro na pág. 64). Por ser tão próxima de Lula - seu único fiador no cargo -. Rosemary manipulava nomeações nas mais variadas áreas do governo. De vagas em agências reguladoras a tribunais superiores, os candidatos constantemente recorriam a sua influência. Uma troca de mensagens apreendidas mostra que Francis Bicca, então assessor de Dias Toffoli na Advocacia-Geral da União, procurou os serviços de Rose para tentar emplacar o irmão em uma cadeira do Superior Tribunal Militar. Rosemary pergunta: "Quem mais além do Toffoli falou com o PR?". Bicca responde que "só tem certeza mesmo" da recomendação direta do "ministro José Dirceu. do Gilberto Carvalho e do Chefe, além dos militares". Rose diz a Bicca que cumpriu sua missão: "Entreguei ao PR. conversei e falei dos apoios. Ele levou o currículo e acho que vai dar tudo certo".
    Nesse caso, alguma coisa deu errado. Depois de reconstituir esses episódios da corte de Rosemary, a ministra-chefe da Casa Civil. Gleisi Hoffmann. determinou a abertura de processo administrativo.
    Um detalhe curioso: o relatório final da sindicância era mantido em segredo porque a comissão avaliou que sua divulgação poderia causar "instabilidade institucional". A reação de Rosemary Noronha (veja o quadro ao lado) mostra que realmente há motivos mais do que concretos para tamanha preocupação. 

    A AMEAÇA DE ROSE

    O ministro Gilberto Carvalho e a ex-ministra Erenice Guerra: recado

    Rosemary Noronha está magoada e ameaça um revide em grande estilo. Sentindo-se desamparada pelos velhos companheiros que deixaram correr solta a investigação que pode levá-la mais uma vez às barras da Justiça, agora por enriquecimento ilícito, a ex-chefe do gabinete presidencial em São Paulo ameaça contar seus segredos e implicar gente graúda do partido e do governo. Se não for apenas mais um jogo de chantagem típico dos escândalos do universo petista. Rose poderá enfim dar uma grande contribuição ao país. Pelo menos até aqui, a ameaça da amiga dileta de Lula faz-se acompanhar de lances concretos - tão concretos que têm preocupado enormemente a cúpula partidária. O mais emblemático deles é a troca da banca responsável por sua defesa. Rose, que vinha sendo defendida por advogados ligados ao PT. acaba de contratar um escritório que durante anos prestou serviços a tucanos. 0 Medina Osório Advogados, banca com sede em Porto Alegre e filial no Rio de Janeiro, trabalhou para o PSDB nacional e foi responsável pela defesa de tucanos em vários processos, como os enfrentados pela ex-governadora gaúcha Yeda Crusius.

    Os novos advogados foram contratados para defendê-la no processo administrativo em que ela é acusada de usar e abusar da estrutura da Presidência da República em benefício próprio - justamente o motivo da mágoa que Rose guarda de seus antigos companheiros. Para ela, com esforço, até dá para compreender que a companheirada não tenha conseguido parar a Operação Porto Seguro, investigação da Polícia Federal que apontou suas ligações com uma máfia especializada em vender pareceres oficiais. O que ela não engole é que o próprio Palácio do Planalto, numa apuração administrativa, esteja permitindo que seus podres venham a tona - e, mais do que isso. que ela possa ser responsabilizada e cobrada judicialmente por seus malfeitos. Dizendo-se abandonada, ela já confidenciou a pessoas próximas que está perto de explodir. O que isso quer dizer? Não se sabe. O fato é que seus advogados anunciaram que vão arrolar como testemunhas de defesa no processo figuras-chave da república petista. Na semana passada, ela decidiu pedir que quatro destacados companheiros sejam ouvidos na investigação administrativa tocada pelo governo. Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e ex-chefe de gabinete de Lula, e Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil e ex-braço-direito da presidente Dilma, encabeçam a lista. Completam o rol Beto Vasconcelos, atual número 2 da Casa Civil, e Ricardo Oliveira, ex-vice-presidente do Banco do Brasil e um assíduo visitante do gabinete que ela chefiava na Avenida Paulista. São apenas os primeiros nomes, segundo a estratégia montada pela ex-secretária.
    Fonte : Revista Veja desta semana - 21/04/13


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h59
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    CALÚNIA DO MACACO SIMÃO

     

    Ueba! GOL desce na banguela!, por José Simão

    "Gol planeja comprar avião sem asas porque é mais barato". E sabe o que quer dizer Gol? Grande Ônibus Lotado.

    E eu não tenho medo de andar de avião. Eu tenho medo do preço da passagem de avião!

    Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Direto do País da Piada Pronta: "Coordenadora do Procon de Cianorte presa com dinheiro falso". Rarará!

    E esta: "Ex-gay, pastor e deputado do PSB revela: Não posso ficar perto de homem porque a carne é fraca'". Então não é ex-gay. A cura saiu pela culatra. Rarará!

    E não sei como ainda não apareceu nenhuma Mulher Tomate! Rarará! E como diz o Laerte: "O pior da inflação é a volta das charges com dragãozinho". Rarará!

    E adorei a charge do Duke: "Qual camiseta vestirei hoje? Fora Renan, Fora Pastor Feliciano ou Fora Marin?". Veste a camiseta do Timão mesmo! Rarará!

    E por que todo presidente da CBF é múmia? O Marin tem cara de múmia que acabaram de desenfaixar! Múmia amanhecida. Múmia de ontem! E a CBF devia mudar de nome pra CBM, Confederação Brasileira de Múmias. Ou então RBF, Roubação Brasileira de Futebol!

    E esta : "Acuado, Marin chora e diz que só deixa a CBF morto". Vai ter velório de múmia? Velório de múmia vai ser o máximo. Imperdível!

    E esta: "Gol oferece bônus a pilotos que economizarem gasolina". Já sei, a gente vai ter que empurrar, é isso? Ou eles vão descer na banguela? Piloto da Gol desce na banguela! Rarará!

    E o Tom Cavalcante: "Gol pede para pilotos economizarem gasolina. Aí os pilotos foram trabalhar de bicicleta". Rarará!

    E o Sensacionalista: "Gol planeja comprar avião sem asas porque é mais barato". E sabe o que quer dizer Gol? Grande Ônibus Lotado.

    E eu não tenho medo de andar de avião. Eu tenho medo do preço da passagem de avião!

    E eu estava indo pro Nordeste quando um piloto estressado gritou: "Segura aí atrás que o avião vai balançar".

    E sabe como se chama turbulência em Portugal? Zona de abano! Segura aí atrás que o avião vai abanar! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!

    E a manchete do Piauí Herald: "Hugo Chávez aparece em sonho para dizer que eleições foram legítimas".

    Diz que ele apareceu pro Maduro em forma de lhama e cuspindo na cara do Capriles! Rarará! E gritando: "Yankes de mierda". Nóis sofre, mas nóis goza!

    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO - 20/04/13

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h25
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    Drauzio Varella : Vitamina D

    Vitamina D, por Drauzio Varella

    Confie no sol para obter Vitamina D

    Ainda trago na memória o gosto insuportável do óleo de fígado de bacalhau que minha avó me empurrava goela abaixo, antes do almoço.

    A crença nos poderes milagrosos do fígado do bacalhau vinha do século 19. Em 1822, um médico polonês observou que o raquitismo era mais comum nas crianças que haviam migrado para as cidades. Dois anos mais tarde, os alemães sugeriram que a doença fosse tratada com óleo de fígado de bacalhau.

    Em 1848, médicos ingleses conduziram um dos primeiros ensaios clínicos da história da medicina.

    Mais de mil pacientes com tuberculose foram divididos em dois grupos: um deles foi tratado com três colheres diárias do insuportável óleo, enquanto o outro recebeu apenas cuidados gerais. No final, haviam morrido 33% dos pacientes do grupo-controle, contra 19% do grupo tratado.

    Até a descoberta de medicamentos específicos para a tuberculose, em meados do século 20, os doentes eram enviados para respirar ar puro e fazer repouso, nas montanhas. Nos sanatórios, era obrigatório expô-los ao sol da manhã.

    O tratamento com óleo de fígado de bacalhau e a fototerapia tinham um denominador comum: a vitamina D, só descoberta em 1922.

    Ao contrário de outras vitaminas, o corpo humano produz cerca de 90% da vitamina D de que necessitamos; o restante vem dos alimentos.

    Sob a ação dos raios ultravioletas, uma molécula precursora existente na pele (7-dihidrocolesterol) se transforma numa forma inativa da vitamina D, que será convertida em ativa no fígado e nos rins.

    A descrição recente de que a maioria das células do organismo possui receptores para vitamina D serviu de base para preconizar seu uso na prevenção de males crônicos, como diabetes, câncer, asma, alzheimer e doenças cardiovasculares.

    Esses conhecimentos, associados à dificuldade de exposição ao sol característica da vida urbana, criaram um mercado fértil para o consumo indiscriminado de suplementos contendo vitamina D, que, nos Estados Unidos, saltou de U$ 50 milhões em 2005 para U$ 600 milhões em 2011.

    Muitos pesquisadores desaprovam essa estratégia de medicar em massa. No passado, outras vitaminas que pareciam trazer benefícios à saúde demonstraram efeito contrário.

    Nos anos 1990, a crença de que o beta-caroteno seria dotado de efeito antioxidante capaz de neutralizar os compostos cancerígenos do cigarro levou os finlandeses a dividir 30 mil fumantes em dois grupos, um dos quais recebeu suplementos com beta-caroteno. Para surpresa, justamente nesse grupo houve aumento de 18% na incidência de câncer de pulmão e de 8% na mortalidade geral.

    Estudo semelhante conduzido nos Estados Unidos dois anos mais tarde precisou ser interrompido por causa do aumento do número de casos de câncer de pulmão e de mortes entre os que receberam beta-caroteno.

    Em 2008, um ensaio clínico para estudar o papel da vitamina E e do selênio na prevenção do câncer também foi interrompido precocemente: a suplementação provocou aumento de 17% na incidência de câncer de próstata.

    Enquanto uma corrente defende que níveis sanguíneos mais baixos de vitamina D estejam associados a diversas doenças crônicas, outras consideram simplista essa explicação. Para estas, a hipovitaminose é mais comum em pessoas que não tomam sol e, portanto, fazem menos exercício e levam vida menos saudável.

    Além disso, como se trata de uma vitamina solúvel em gordura, indivíduos obesos (portanto, mais propensos a doenças crônicas) apresentam níveis sanguíneos mais baixos.

    Depois de examinar centenas de trabalhos, a ONG Institute of Medicine, dos Estados Unidos, concluiu em 2010 que, "embora haja evidência de que a vitamina D é importante para a saúde dos ossos, não há benefícios que justifiquem seu uso com outras finalidades".

    Estão em andamento diversos estudos com milhares de participantes para esclarecer o papel da vitamina D na prevenção de enfermidades crônicas.

    Enquanto os resultados não são conhecidos, é mais sensato confiar no método natural: expor braços e pernas ao sol durante cinco a 30 minutos (a pele escura sintetiza com mais dificuldade), duas vezes por semana, ou apanhar sol no corpo inteiro a cada dois ou três meses, por tempo suficiente para deixar a pele um pouco mais pigmentada.

    Fonte : Folha de S. Paulo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 05h59
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    Charge e frase do dia

    FRASE DO DIA

    Resumo do acórdão do julgamento do mensalão

    A organização e o controle das atividades criminosas foram exercidos pelo então Ministro-Chefe da Casa Civil, responsável pela articulação política e pelas relações do Governo com os parlamentares.

    Charge do dia

    Charge de Chico Caruso, para O Globo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 05h53
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    Inflação, a grande conquista dos 10 anos de governo do PT

     A presidente Dilma Roussef assumiu, em discurso, que a inflação é uma conquista dela e do ex-presidente Lula nestes 10 anos de governo do PT

    O Plano Real completou 19 anos em fevereiro passado, foi um vitória do País no plano econômico, pois no seu bojo veio o fim da inflação, que chegou na estratosfera no governo do Sarney, porém, é sempre bom relembrar que o PT, Lula e seus esbirros foram contra sua implantação.

    cnqt

     A inflação foi vencida em 1994, no governo de Itamar Franco. Agora este dragão dá apavorantes sinais que está voltando e já nos vem a memória o cenário de caos reinantes àquela época. Pela declaração / confissão da "presidenta doutora" Dilma ( veja no vídeo ) ficamos sabendo quem é, ou melhor quem sãos os respónsaveis.  



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 04h21
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    19 de Abril Dia do Índio - Resenha em charges

    Todo dia era dia de índio

    Elba Ramalho 

    Pluralidade Cultural - Índios no Brasil - Quem são eles

    Parte II

    Dia 19 de Abril : Dia do Índio - Resenha em charges

    Dia do Índio - por Nani

    por Nani

    Congresso Nacional e os Índios

    por Marco Jacobsen

    Dia do Índio - Respeito, terra, justiça, dignidade

    por Raul Motta

    Dia do Índios e os exterminios aos povos originários

    por DGalvão

    Aldeias ingígenas sumindo no Brasil

    por Raul Motta

    Dia do Índio

    por Ed Carlos

    Dia do Índio no Congresso Nacional

    por Sponholz

    Dia do Índio com Sarney

    por Cazo para o Comércio do Jahu



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h17
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    Cruzeiro do Sul - Caravelle e Catalina - na Amazônia (anos 60)

      Cruzeiro do Sul - Catalina - na Amazônia (anos 60)
    *
         Aos 6:15 minutos, veja o comandante Flávio, à época co-piloto, com 22 anos, na cena das índias dançando próximas ao Catalina. Já na Vasp, em 1973, fui seu comissário no Douglas DC3, em muitas missões, no centro-oeste, oeste e norte do País.
    Nota : Este vídeo me foi enviado pelo comandante Macagi, que teve como instrutor para o comando do DC3 na Vasp, em 1973, o cmt Flávio.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h36
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    Deu no THE i-piauí HERALD

    Serra defende elevação da menoridade presidencial para 65 anos

    Serra defende elevação da menoridade presidencial para 65 anos

    Garotinho elencou argumentos a favor de subir a maioridade penal para 65 anos

    MOOCA - Atento aos acalorados debates na sociedade paulistana acerca da redução da maioridade penal, José Serra apresentou uma solução à cúpula do PSDB. "Chega de trololó! A única maneira de resolver os problemas de segurança desse país é aumentar a menoridade presidencial para 65 anos. Somente um homem experiente, sexagenário, de cabelos brancos, notívago e carismático, pode estabelecer uma governança prafrentex", elaborou. Ao ser informado de que não tinha mais cabelos brancos, Serra ficou surpreso: "Ué, caiu?".

    A proposta foi logo posta em questão por Hello Schwartsman: "Supondo que a menoridade aumente para 65, o que faremos quando um presidente de 71 agraciar a base aliada com um ministério? Aumentaremos para 80, ou 90 anos?", lançou no ar o intrépido colunista da Ciranda da Ciência. Usando seu indefectível boné panamá, o blogueiro-mirim Reinaldinho Azeite disse em palestra para escoteiros do PSDB que todas as medidas são inócuas, afinal, "todos os petistas no poder têm mais de 18 anos".

    Alegre com a classificação do São Paulo, Rogério Ceni apresentou um projeto no clube para aumentar a maioridade da vida útil dos goleiros profissionais. "Um goleiro tão esclarecido, com a dicção perfeita e ideias avançadas deve lutar pela classe", defendeu-se, com estilo.

    THE i-piauí HERALD

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h01
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    O Mágico de Oz - Dorothy canta 'Over the Rainbow'

    Sobre a Peça

    "A muitas, muitas milhas a leste do nada, fica a maravilhosa terra de Oz"

    Tudo começou em 1900, quando L. Frank Baum publicou o livro "O Maravilhoso Mágico de Oz", um dos maiores sucessos editoriais da literatura infantil. Desde então, a obra tem sido traduzida para diversos idiomas e adaptada para o cinema, teatro e televisão.
    Dois anos depois da publicação, foi produzido um musical baseado na história do livro. O espetáculo 'O Mágico de Oz' estreou em Chicago para, logo depois, conquistar os palcos da Broadway.
    Em 1939, 'O Mágico de Oz' chegou ao cinema, em filme estrelado por Judy Garland e que foi visto por mais de um bilhão de pessoas.
    Os sentimentos de 'O Mágico de Oz' são universais. A magia da história de Dorothy, o Espantalho, o Homem de Lata e o Leão Covarde toca não só as crianças de todo o mundo, mas as crianças que todos possuem dentro de si.
    É um clássico que continua a encantar geração após geração.
    Com 35 atores e 16 músicos em cena, a superprodução realizada pela Aventura Entretenimento reunirá mais de 300 peças de figurino, 14 cenários e muitos efeitos especiais, como explosões, fogos e fumaça.
    Também haverá a participação de três cães da raça Cairn Terrier que se alternarão no papel de Totó; vídeos, mágicas, acrobacias e voos.
    É a primeira montagem oficial no Brasil e a mais fiel ao filme de 1939, um dos maiores sucessos da história do cinema.
    Venha trilhar a estrada de tijolos amarelos conosco! A magia vai começar!

     

    NÚMEROS MUSICAIS


    ATO I
    Overture - Orquestra / Elenco
    Além do arco-íris (Over the Rainbow) - Dorothy
    Munchkinlândia - Glinda, Dorothy e Munchkins
    Segue o tijolo amarelo (Follow the Yellow Brick Road) - Munchkins
    Com cabeça pra pensar (If I Only Had a Brain) - Espantalho com Dorothy e Corvos
    Agora é pé na estrada (We're Off to See the Wizard) Dueto - Dorothy e Espantalho
    Se eu tivesse um coração (If I Only Had a Heart) - Homem de Lata com Dorothy e Árvores
    Agora é pé na estrada (We're Off to See the Wizard) Trio - Dorothy, Espantalho e Homem de Lata
    Com coragem pra atacar (If I Only Had the Nerve) - Leão com Dorothy, Espantalho e Homem de Lata
    Agora é pé na estrada (We're Off to See the Wizard) Quarteto - Dorothy, Espantalho, Homem de Lata e Leão
    Vozes otimistas (Optimistic Voices) - Glinda, Dorothy, Espantalho, Homem de Lata, Leão e Elenco


    ATO II
    Entreato - Orquestra
    Esse mundo feliz de Oz (Merry Old Land of Oz) - Dorothy, Espantalho, Homem de Lata, Leão, Guarda e Elenco
    O rei da floresta (King of the Forest) - Leão com Dorothy, Espantalho e Homem de Lata
    Marcha dos Winkies - Winkies
    O Besourão (The Jitterbug) - Dorothy, Espantalho, Homem de Lata, Leão, Besourão Líder e Elenco
    Além do arco-íris (Over the Rainbow) Reprise - Dorothy
    Ding Dong! a Bruxa já morreu (Ding Dong! The Witch Is Dead) - Winkies
    Um mágico a mais - Mágico de Oz
    Finale - Orquestra

    Baseado na obra de
    L. Frank Baum

    Música e letras do filme da MGM por
    HAROLD ARLEN e E. Y. HARBURG

    Música de fundo por
    HERBERT STOTHART

    Adaptação do livro por
    JOHN KANE
    a partir do roteiro cinematográfico

    Um espetáculo de
    Charles Möeller & Claudio Botelho

    O MAGICO DE OZ - ANO 1970 - DISQUINHO DE HISTORINHA



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h23
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    Charges online

    Resenha em charges
    *

    Ìndios ocupam congresso contra PEC dos Ruralistas

    Oca dos Caciques políticos é ocupada por Índios

    por Genildo para o Humor Político


    PEC 215 que quer tirar direito dos Índios

    por Samuca para o Diário de Pernambuco

    Inflação representada por Dilma

    por Flávio

    PAC parado

    por Tiago Silva

    Carta letal para Obama e o medo

    por Jarbas para o Diário de Pernambuco

    Cartas envenenadas

    por Lute para o Hoje em Dia

    Funeral custou R$ 30 milhões

    por Amarildo para A Gazeta

    Menores de idade e o crime

    por Pelicano para a Rede Bom Dia

    Venda de Tablets e a desigualdade social

    por Cazo para o Comércio do Jahu

    Gangnam Style e Kim Jong-un

    por Giancarlo

    Os atos terroristas dos norte-americanos

    por Newton Silva

    No Recife desde a última segunda-feira (15) para debater o decênio de poder e os 33 anos do PT, bem como fazer sua defesa na Ação Penal 470 (mensalão), o ex-ministro José Dirceu parte nesta quarta-feira (17) em seu jatinho particular para o Piauí. A assessoria de José Dirceu informa que todas as despesas das viagens que ele realiza pelo País não estão sendo custeadas pelo PT, mas pela empresa de consultoria do ex-ministro... (Com informações do JC)

    No Recife desde a última segunda-feira (15) para debater o decênio de poder e os 33 anos do PT, bem como fazer sua defesa na Ação Penal 470 (mensalão), o ex-ministro José Dirceu partiu nesta quarta-feira (17) em jatinho particular para o Piauí. A assessoria de José Dirceu informa que todas as despesas das viagens que ele realiza pelo País não estão sendo custeadas pelo PT, mas pela empresa de consultoria do ex-ministro... (Com informações do JC)


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h04
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    Rádio Collector's MPB

    A velha e boa MPB

    Rádio Collector's MPB

    http://www.collectors.com.br/radio/RadioCollectors.shtml

    Noel Rosa



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h52
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    CONFRATERNIZAÇÃO DOS COLEGAS E AMIGOS DA VASP : "A CHAMA QUE NÃO SE APAGA"

    9 de junho de 2013
    Encontro inesquecível dos amigos e colegas da VASP
    A tradicional festa "A chama que não se apaga", onde se comemora o Dia da Comissária e Comissário de Voo (31 de Maio) é um Encontro inesquecível dos amigos e colegas da VASP. Já solicitei a Néster reservar meu "cantinho".
    Todos os colegas e amigos da Vasp são bemvindos a bordo para esta Festa!

    Carlos Drummond de Andrade

    Bom dia, aeromoça!  

    Bom céu para você. E também os bens terrestres da alegria, de segurança profissional, de vida fluindo em paz, pelo reconhecimento do papel admirável que você desempenha na aviação contemporânea. Que um dia ao baixar da altura para a vida comum, você encontre entre nós a mesma compreensão generosa, o mesmo carinho lúcido que hoje recebemos de você no voo.”  

    Chama que não se Apaga com o encontro anual dos Aeronautas e amigos da Vasp.  

    Os aviões da Vasp dos anos 70

    Boeing 737-200 - SMA - O pioneiro na América Latina

    vasp2.jpg

    Boeing 727 “Super” 200

    vasp4.jpg

    O Airbus A-300

    vasp5.jpg

    Boeing 737-200 com a primeira versão da última pintura da empresa.

    DC-8 cargueiro

     

     Boeing 737-200 - SMA da VASP 

    De todos os aviões que a nossa saudosa VASP teve, talvez nenhum deles tenha a importância que esse Boeing 737-200 - SMA, o primeiro da empresa, o primeiro do Brasil, o primeiro da América do Sul, o que mais tempo voou em uma única companhia aérea e que, infelizmente, hoje encontra-se abandonado no Aeroporto de Confins.

     Por esse motivo e por sua importância para todos nós Vaspeanos é que o bordei. É uma singela homenagem ao nosso querido e valente avião!

    Armando Ney

    VASP : "A chama que não se apaga"
    http://blogdomatosinho.zip.net/


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h12
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    Gol : Economia de palito

    Medidas de economia da Gol (a Empresa Áerea "Inteligente") preocupa Aeronautas

    Voos da Gol vão economizar combustível

    por Bruno

    Recebi por intermédio do mecânico de voo Kissek, este comentário do comandante Célio, referente a economia de combustível da Gol, o qual faço a postagem na íntegra.
    *
    Economia de palito
    *
    Poder-se-ia discutir muitos itens desta tresloucada atitude, bem como atitude de baixo nível, certamente:
    - Se não usar-se "reversores", o consumo de combustível diminui, mas o consumo de pneu aumenta, bem como desgaste prematuro dos conjuntos de freios; todos estes desgastes são tremendamente mais caros do que um litro de combustível;
    - Para aqueles tripulantes mais voltados a recebimentos de bônus, a despeito da operação segura com relação à razão "velocidade / frenagem", deve-se ter em mente que o freio aplicado às rodas de aeronaves de médios / grandes portes só se tornam efetivos e eficientes em velocidades abaixo de 120 Kts...Vrefs acima disso a efetividade e eficiência estarão em função dos reversores devido entre outras coisas, ao derretimento da borracha dos pneus e consequente derrapagem e deslizamento da aeronave;
    - A orientação do fabricante, no caso Boeing, em "não se taxiar com um só motor em funcionamento", é que o uso constante e frequente deste procedimento, causará uso excessivo de "roda da bequilha, danificará o Sistema Shimmy Damper, e até poderá causar torção de fuselagem", com o tempo;
    - Todo o esforço para economia será em vão, também e simplesmente devido ao controle de rotas que é definitivamente e finalmente feito através do CGNA...e este órgão não trabalha unicamente em função de "uma empresa aérea qualquer", preocupado com politica de economia em particular!
    - Isso causará no meio daqueles tripulantes mais preocupados em simplesmente receber troféus:= animosidades, disputas indevidas, etc...etc...;
    - com relação ao cansaço motivado "pela escala de voos", isso só existe e é aumentado porque é grande o descaso à Lei 7.183, descaso empregado pelos próprios tripulantes que negligenciam em seu cumprimento, com medo velado de serem realmente profissionais e represália por parte dos superiores..."sem comentários, se considerarmos que aqueles que não vestirem a carapuça saberão dessa existência maléfica";
    E por aí vai...acho que tecnicamente falando isso é mais importante que qualquer economia quando mal administrada ou mesmo aplicada...termina tudo como sendo vulgarmente conhecida "economia de palito"!
    Bom, isso é só um grão de areia sobre o que pode advir desse tipo de aplicação de procedimento.
    Abraços,
    Souto



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h08
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    Opinião de Ruy Castro : Luto em Oz

    Luto em Oz

    "Tlim-tlim! A Bruxa Morreu"

    Com a morte da primeira-ministra britânica Margaret Thatcher na semana passada, uma velha canção americana foi ressuscitada e chegou ao segundo lugar nas paradas de Londres: "Ding Dong! The Witch is Dead" --literalmente, "Tlim-tlim! A Bruxa Morreu". Os conservadores e até os trabalhistas se indignaram, alegaram desrespeito e tentaram obrigar a BBC a tirá-la do ar. O que a BBC se recusou a fazer.

    Alguém teria adorado saber dessa história: Yip Harburg (1896-1981), autor da letra. "Ding Dong! The Witch is Dead" foi feita para o filme "O Mágico de Oz" (1939), estrelado por Judy Garland, para o qual a dupla Harold Arlen-Yip Harburg produziu 23 canções, entre as quais a imortal "Over the Rainbow". Harburg foi um letrista do nível de Lorenz Hart, Ira Gershwin e Johnny Mercer, e algumas de suas credenciais são "April in Paris" (com Vernon Duke), "Old Devil Moon" (com Burton Lane) e "Last Night When We Were Young" (também com Arlen).

    Harburg era de "esquerda", ou o que se pareça com isso nos EUA. Seu primeiro sucesso, "Brother, Can You Spare a Dime?", em 1932, tornou-se um hino dos desvalidos da Grande Depressão. Mas, profissional que era, nunca deixou que a política interferisse na objetividade e no humor de suas letras. Mesmo assim, em 1951, entrou na mira do macarthismo e levou anos impedido de trabalhar.

    Irônico porque, se quisesse --disse ele--, poderia ter feito proselitismo até com os personagens de "O Mágico de Oz", criados por L. Frank Baum em 1900. Suponha que o Homem de Lata fosse o... operariado; o Espantalho, os camponeses; o Leão Covarde, a classe média; os Munchkins, os pobres; e o Mágico, o governo.

    E quem seria a Bruxa Má do Leste, cuja morte foi tão festejada pelos Munchkins? Era Wall Street --os banqueiros do Leste. Por sinal, muito amigos de Margaret Thatcher.

    Fonte : Folha de S. Paulo, 17/04/13

    MARGARET THATCHER DEAD!!

    Ding Dong The Witch is Dead!

    Ding Dong the Witch is Dead

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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h57
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    Marcelo Coelho : No país das masmorras

    No país das masmorras, por Marcelo Coelho

    Debate sobre maioridade penal esconde outros desejos, como o de fuzilamento

    "Ora, francamente", escreveu Marcos Augusto Gonçalves, nesta segunda-feira, sobre o tema da maioridade penal.

    Ele tem razão: passamos todos os dias por crianças miseráveis e adolescentes drogados nas ruas de São Paulo, e quando um deles se torna assassino, surge a proposta de mudar a idade mínima para a responsabilização criminal.

    Marcos Augusto pede desculpas pelo clichê: a saída está na educação. Novamente concordo, e concordo também com a impaciência do articulista quanto ao problema da idade penal em si.

    Dezesseis ou 18 anos? Leio diversos artigos a respeito, e há argumentos que simplesmente não fazem sentido para mim. Comento um pouco. Diz-se, por exemplo, que o assunto não pode ser debatido num clima emocional.

    Discordo disso. É natural que, quando um problema chama a atenção, discutam-se as soluções possíveis. Todo país tem dezenas, centenas de problemas. Depois de um incêndio, discutem-se as falhas de fiscalização da prefeitura. Seria melhor que o incêndio não ocorresse. Mas teríamos de esperar um clima de menor comoção para tratar do assunto?

    Quem reclama da discussão "emocional" sabe que, nesses momentos, o problema é outro. A saber, o de que está em vantagem a tese do adversário.

    Mas muitas teses simpáticas e liberais também entram em discussão em momentos de choque. Depois de acidentes em usinas nucleares, cresce o movimento pela energia alternativa. A tese do desarmamento, nos Estados Unidos, aproveita o mais recente massacre escolar.

    O que haveria de errado nisso? De resto, todo mundo sabe que até determinada proposta se tornar lei, passa um tempo considerável. Confia pouco no "debate racional", de todo modo, quem acha que só pode travá-lo num estado de indiferença generalizada.

    De resto, pelo que li, o debate tem sido rico e detalhado. Há argumentos e mais argumentos contra a diminuição do limite penal, e eu mesmo já mudei de ideia umas três vezes.

    Passo a outro raciocínio, entretanto, que não me convence, e é dos mais repetidos. Vai nesta linha: "Vocês querem diminuir para 16? E quando aparecer um assassino de 15 anos e meio? Diminui para 14? Para 12?".

    Obviamente esses limites são arbitrários. Mas eles se tornam mais realistas, ou mais absurdos, conforme uma realidade estatística. Se aumenta muito o número de criminosos com 16 anos, há argumentos para que essa idade passe a ser considerada para fins penais.

    Não é o único argumento, claro. Pode-se dizer que aos 16 anos a personalidade de alguém não está plenamente constituída, e que seus atos não provêm de uma vontade tão autônoma, tão "responsável", quanto a de quem tem 18 ou mais.

    Tenho minhas dúvidas sobre isso, mas não importa. Passo a outro argumento. Prender o adolescente, ainda que em dependências especiais, seria submetê-lo a uma autêntica "escola do crime" --pois sabemos que as instituições existentes servem para tudo, menos para recuperar o criminoso.

    Escolas do crime, sim. Mas e a rua? E a favela? E a escola pública? O crime organizado ensina os seus candidatos em toda parte. O raciocínio se encadeia a outro.

    Na verdade, dizem os criminalistas, pelas leis atuais o menor infrator pode terminar mais tempo preso (ou "apreendido", como estranhamente se diz) do que o marmanjo. De modo que diminuir o limite para 16 anos terminaria, em alguns casos, beneficiando o criminoso!

    Ah, é? Mas quem defende a maioridade aos 16 anos também quer penas mais pesadas para os presos atuais. Não adianta dizer que o atual sistema é "bom", pelo fato de que depois de poucos anos o assassino com mais de 18 está fora da cadeia.

    Chegamos ao núcleo da questão. No estado atual das prisões brasileiras, é tão bárbaro prender quem tem 16 anos quanto quem tem 18 ou mais. Todos sabemos disso. O país não tem moral para exigir respeito à lei quando não tem moral para dizer: isto é uma prisão, você perderá a liberdade e aprenderá um ofício; trate de se recuperar.

    Quem pede leis mais rigorosas simplesmente usa um eufemismo: queria que todo criminoso fosse fuzilado. Quem é contra leis mais rigorosas sabe que, na verdade, as que existem são outro eufemismo. Falam em "instituição correcional", em "presídio", quando deveriam dizer "campo de concentração", "pocilga", ou "masmorra".

    Antes, dizia-se "Carandiru".

    Fonte : Folha de S. Paulo, 17/04/13

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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h28
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    Martha Medeiros : Uma questão de tempo

    Uma questão de tempo, por Martha Medeiros

     cantora Daniela Mercury assumiu a união com a jornalista Malu Verçosa

    Houve uma época em que negros, dentro de um ônibus, eram obrigados a ficar em pé, mesmo que houvesse assentos livres. Um dia, uma mulher negra, Rosa Parks, sentou-se e se recusou a levantar para dar lugar a um branco, e começou ali uma mudança de costumes gradual que custou muitas vidas, mas que, por fim, resultou nos dias de hoje, em que negros possuem os mesmos direitos que os brancos, ainda que o racismo não esteja combatido totalmente.

    Houve um tempo em que mulher não votava, era discriminada caso se separasse do marido, e pegava muito mal se saía para jantar com as amigas sem que um homem as acompanhasse.

    Hoje, os direitos civis são mais amplos, mas sempre haverá questões a evoluir, e elas nunca serão fáceis e rápidas, pois nada demora mais do que mudar uma mentalidade enraizada. É muito difícil deixar uma zona de conforto, um pensamento já fundamentado. Sentimo-nos desprotegidos diante de ideias novas e não raro julgamos que o mundo irá entrar em colapso caso as regras do jogo se alternem. Porém, já está provado que as regras mudam e o universo não colapsa – se adapta.

    É no que penso quando vejo essa gritaria em torno do pastor e deputado Marco Feliciano. Ele próprio já sabe que é carta fora do baralho, porém está se agarrando como pode ao seu cargo e ao seu discurso, que será ultrapassado logo ali, na próxima curva. É uma questão de tempo, e esse tempo é necessário para a maturação de um novo mundo – a humanidade é feita de sucessivos “novos mundos”, que são inaugurados um após o outro, a despeito das forças contrárias.

    Correndo em paralelo, a discussão em torno do casamento gay se dá no mesmo ritmo. Legalizado na Argentina, depois no Uruguai, é questão de tempo sua legalização aqui no Brasil, e chegará um dia em que nossos bisnetos olharão para trás e considerarão inacreditável que houvesse pessoas que não aceitassem que dois homens ou duas mulheres tivessem uma união estável reconhecida.

    Ninguém precisa aderir, nem gostar, mas não se pode ignorar ou impedir: pessoas se sentem atraídas umas pelas outras, amam umas as outras, independentemente do gênero, e isso é mais forte do que qualquer preconceito. Assim como existiu quem achasse natural que um negro cedesse seu lugar a um branco no ônibus e que uma mulher não tivesse direito a votar nos políticos que a representariam, ainda há quem considere natural que um gay seja considerado menos cidadão do que um hétero.

    Seja por razões étnicas, religiosas ou sociais, temos a tendência em querer manter as coisas como estão, pois ficamos aterrorizados diante do que não conhecemos. Porém, é só observar o curso da História para comprovar que a resistência, ainda que legítima, é ineficaz: nada se mantém o mesmo por muito tempo, nem a sociedade, nem cada um de nós, em nossas vidas particulares. Por mais tensas e aflitivas que sejam as adaptações, quando justas elas são feitas, e no final das contas, nem o mundo termina, nem o diabo dá as caras.

    Fonte : Zero Hora, 17/04/13

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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h11
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    Deu no THE i-piauí HERALD

    Eike Batista vence licitação para explorar vans no Rio de Janeiro

    Eike Batista vence licitação para explorar vans no Rio de Janeiro

    Além das vans, Eduardo Paes também proibiu a circulação de paulistas na Zona Sul

    RIOX - Após proibir a circulação de vans na Zona Sul, o prefeito Eduardo Paes abriu uma licitação para controlar o tráfego carioca. "A prefeitura gastou R$ 34 milhões para reequipar todos os veículos com ar condicionado, instalar bancos de couro e painéis de LED para entreter os passageiros. Ficaremos responsáveis também por problemas mecânicos", assegurou o prefeito. Em seguida, informou que as empresas interessadas terão que desembolsar pelo menos R$ 15 por ano. "Os investimentos têm que retornar aos cofres públicos. Aceitamos vale-transporte", reiterou o prefeito.

    Até o final da tarde, apenas o consórcio formado por uma fabricante de assentos de couro, uma importadora de painéis de LED, uma revendedora de aparelhos de ar condicionado e a MMX apresentaram proposta. "É um absurdo. Os povos indígenas, a capivara da Lagoa e os calouros de cinema da UFF foram alijados do debate", bradou Marcelo Freixo.

    Com isso, Eike Batista passa a comandar as vans, o serviço de flanelinhas, o jogo do bicho, a feira hippie e o Maracanã. "Atenção, senhores passageiros, eu poderia estar roubando. Mas estou participando de licitações", defendeu-se o empresário

    Fonte : THE i-piauí HERALD

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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h34
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    Caso Avianca 6313 – Um olhar crítico sobre o sensacionalismo na TV

    Leia o texto, antes de ver o vídeo que está no final da matéria.
    Celso Russomanno, "sujeitinho malufista e medíocre", que se auto promove por meio de informações manipuladas em seu programa de TV, é político, foi candidato a governador e prefeito de SP e pretende ser novamente candidato a governador em 2014....
    Celso Russomanno enfrenta confusão e desrespeito no aeroporto de Salvador (BA)
    Depois de um dia exaustivo de gravações para o Patrulha do Consumidor na capital baiana, Celso Russomanno e outros passageiros do voo para São Paulo enfrentaram cinco horas de atraso na saída do avião. Nervosos e cansados, eles reclamaram e recorreram à Polícia Federal para resolver o problema. Veja como o caso foi solucionado.
    Caso Avianca 6313 – Um olhar crítico sobre o sensacionalismo na TV
     
    Num dia normal na vida de comissário pode acontecer muita coisa. Confira como um caso de atraso pode tomar um rumo inesperado e tire suas conclusões sobre como a mídia lida com isso.

    Por Tatiana Caputo

     

    rosso6

    Era apenas o fim de mais um dia de trabalho. Na quinta-feira, 11 de abril, o voo 6313 da Avianca fazia a última etapa da rota GIG/SSA/GIG/SSA/GRU. Mas um problema mecânico atrasou a saída de Salvador para São Paulo em cerca de cinco horas.

    O resultado de qualquer atraso é sempre a impaciência e revolta de passageiros e, claro, com tamanha demora para decolar não poderia ser diferente. Só que, neste caso, a tripulação também estava sendo penalizada, com mais de dez horas de trabalho e oito horas de voo.

    Foi pedido que todos desembarcassem, pois outra tripulação assumiria o voo, em cumprimento à Lei 7.183, que regulamenta os limites de jornada de trabalho e horas de voo de pilotos e comissários de bordo, evitando a exaustão desses profissionais e, com isso, visando a segurança de tripulação e passageiros.
    Todos os consumidores que se sintam lesados com atrasos na aviação têm o direito de reclamar aos órgãos competentes e exigir reparações. Mas desrespeitar leis e causar baderna dentro de um avião não é algo que deva ser admitido, principalmente quando também há desrespeito aos profissionais que trabalham para o transporte e segurança no ar.

    CONFUSÃO – Tão cansada quanto os passageiros em caso de atraso, a tripulação procura entender e minimizar os efeitos das reclamações a bordo e neste caso do Avianca 6313 não seria diferente. Mas um passageiro, se intitulando defensor dos consumidores, deu início a um motim dentro da aeronave, se recusando a desembarcar e estimulando os demais a entrarem na confusão.

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    O passageiro em questão era o candidato a prefeito de São Paulo, em 2012 pelo PRB, Celso Russomano. Ele usou o P.A. (interfone do avião) para incitar os outros passageiros a se recusarem a deixar a aeronave, se dizendo também piloto e exibindo conhecimento do código de defesa do consumidor, mas mostrando total desconhecimento das leis que regem a carga de trabalho dos profissionais da aviação brasileira e as normas de segurança.

    Este artigo é baseado em relatos de tripulantes e passageiros do voo em questão, colhidos em matérias jornalísticas e depoimentos e fóruns de discussão na internet. Segundo relatos de testemunhas, para evitar mais problemas, o comandante acionou a Polícia Federal, procedimento padrão em casos como este. Só que Celso Russomano teria usado a presença da Polícia Federal ali para se promover como apresentador de um programa que defende consumidores.

    TELEVISÃO – Celso Russomano apresenta na TV o quadro Patrulha do Consumidor, no Programa da Tarde, da Rede Record. E foi este mesmo programa que exibiu uma matéria sobre o caso, com imagens feitas dentro do avião e no saguão do aeroporto.

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    “E veja só que curioso: dessa vez a vítima foi o próprio Celso Russomano”, afirma o apresentador do Programa da Tarde, Britto Jr., na chamada do vídeo. Sobre o atraso, ele diz que “o que seria uma simples viagem se tornou uma maratona de espera e descaso”. Quando fala da espera, ele não está errado. Realmente, é como vítimas de descaso que se sentem os passageiros quando enfrentam longos atrasos. Mas daí a dizer que “o Celso teve até que chamar a Polícia Federal”… Os fatos foram um pouco distorcidos…

    Vamos ao começo da matéria: o locutor diz que o Patrulha do Consumidor esteve em Salvador ouvindo dezenas de denúncias durante todo o dia e, cansado, Russomano desejava voltar para São Paulo. O voo marcado para as 21h43 sofreu atraso de mais de cinco horas. No vídeo, o telespectador lê “passageiros pedem ajuda a Celso”. E foi com câmera e microfone abertos que Russomano teria se intitulado porta-voz de todos que estavam cansados de um dia inteiro de trabalho ou de uma longa viagem. Mas e o piloto? E os comissários? Essas pessoas também não estavam cansadas?

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    POLÍCIA FEDERAL – Na matéria exibida pela Rede Record, Celso Russomano diz que chamou a Polícia Federal, que chegou quando os passageiros ainda estavam dentro da aeronave. Um Policial Federal explica que os passageiros teriam que desembarcar, pois estariam tomando posse de um equipamento de uma companhia aérea caso não obedecessem as regras da mesma. O vídeo também mostra Russomano tentando dar uma “carteirada” no policial: “Fui presidente da frente parlamentar da Policia Federal durante 14 anos. Se hoje a Policia Federal tem cursos universitários isso se deve a mim”.

    A matéria divide opiniões. Algumas pessoas reclamam de desrespeito por parte da companhia aérea e concordam com a atitude do apresentador. Outras questionam a postura de Russomano e ressaltam equívocos da matéria: “Mentira! Quem chamou a Policia Federal foi o comandante do voo. O Russomano causou motim e incentivou os passageiros a não descerem da aeronave. Eu estava no voo. Todos estávamos cansados. A tripulação já estava voando havia quase 10 horas. O comandante explicou que por segurança não poderia sair com o voo.”, disse o leitor de um blog que publicou o vídeo retirado do YouTube.

    Outro internauta critica o programa de televisão: “Puro sensacionalismo da Record! Já ouviram falar em Regulamentação Aeronáutica? Leiam a regulamentação e saibam os seus direitos e deveres.”

    A chamada do vídeo diz “Confusão e desrespeito no aeroporto de Salvador”. Neste caso, o que você acha?

     Quem desrespeitou quem?

    Tatiana

    Tatiana Caputo é jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco com pós-graduação em Propaganda e Marketing pela UFPE. Trabalhou como repórter para a TV Jornal/SBT e em campanhas políticas no Recife (PE) e em Maceió (AL). É fundadora do Centro de Treinamento em Comunicação

    Fonte : Comissário Mania

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h20
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    Estudo de mestrado e doutorado do sociólogo da UFRJ, Cristiano Monteiro, explica a quebra da VARIG

    Análise do fim da VARIG
    Crise na Varig foi causada por erro dos diretores, diz pesquisador
    por sociólogo Cristiano Monteiro, da UFRJ, 20 de junho de 2006
    O processo de recuperação judicial, o cancelamento de vôos e o futuro incerto da Varig - mesmo com a aceitação da proposta de compra pelos trabalhadores - têm suscitado diversos debates. A causa da crise da empresa é um dos pontos centrais nas discussões. Para o sociólogo Cristiano Monteiro, que estudou o tema em seu mestrado e em seu doutorado na UFRJ, foram equívocos na estratégia administrativa que levaram à quebra da companhia.

    O processo de recuperação judicial, o cancelamento de vôos e o futuro incerto da Varig - mesmo com a decisão do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, no dia 19 de junho, de aceitar a proposta de compra de R$ 1,010 bilhão feita pelos Trabalhadores do Grupo Varig - têm suscitado diversos debates. A causa da crise da empresa é um dos pontos centrais nas discussões. Para o sociólogo Cristiano Monteiro, que estudou a trajetória da Varig em seu mestrado e o setor de aviação comercial no doutorado, ambos defendidos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foram equívocos na estratégia administrativa que levaram à quebra da companhia.

    Enquanto alguns apontam como culpados a reprodução de vícios da administração estatal e o estímulo ao corporativismo da Fundação Ruben Berta, formada por um conselho de trabalhadores que participa da Varig, Cristiano Monteiro atribui a ruína da empresa à grande autonomia dos diretores e aos erros cometidos por eles. Filho de aposentados da Varig, Monteiro não só coleciona histórias da empresa - “bandeira” da aviação brasileira -, como também dedicou parte de seus estudos acadêmicos ao assunto. De acordo com o pesquisador, a Varig quebrou por falta de visão estratégica e pela ausência de prestação de contas por parte dos diretores.

    Fundação

    O modelo de fundação, criado no final da década de 1930, não foi feito para dar regalias aos trabalhadores. Monteiro explica que foi uma forma de impedir que a empresa fosse estatizada. O Rio Grande do Sul estava, na época, decidido a tornar a Varig estatal, devido a recorrentes auxílios financeiros do governo. Ruben Berta (1907-1966), utilizando-se de uma cláusula que impedia a estatização de fundações, propôs um novo modelo de governança: a empresa seria uma fundação gerida pela direção e controlada por um quadro de trabalhadores. A idéia foi aprovada pelo senador Alberto Pasqualini e por Getúlio Vargas, imbuídos pelo conceito de capitalismo social.

    “Ele [Rubem Berta] criou a estrutura da fundação, que seria um conselho deliberativo dos funcionários. Mas o próprio Rubem Berta escolhia quem ia ser membro do conselho. Um funcionário que entrevistei disse que o ‘Conselho Deliberante’ era o ‘Conselho Concordante’”, ilustra o pesquisador. Monteiro afirma que “os funcionários nunca tiveram nenhuma força, enquanto os diretores e dirigentes sempre tiveram muita autonomia”. Isso teria propiciado uma série de falhas administrativas.

    Equívocos

    O fato de, nos anos 1990, a Varig continuar a atuar como se estivesse nos anos 1970 é o principal erro administrativo apontado por Cristiano Monteiro. Durante as décadas de 1960 e 1970, época de ouro da aviação brasileira e período em que a Varig se consolidou como grande empresa, havia a chamada “realidade tarifária”. As tarifas aéreas eram estipuladas a partir do custo que as empresas mandavam para o Departamento de Aviação Civil (DAC), então controlado pelo regime militar, que, por sua vez, estabelecia uma taxa de retorno e os preços das passagens.

    A falta de limite para o repasse ao consumidor fez com que não apenas as tarifas permanecessem altíssimas, mas também que a Varig pudesse desperdiçar à vontade. Monteiro conta que seus pais, que foram comissários da empresa por 29 anos, faziam vôos para Nova Iorque nos quais a metade do avião era de primeira classe. “Em um 707, que comporta mais de cem passageiros, por que as pessoas pagariam a primeira classe? Eram artistas, políticos, jornalistas... todos convidados! Viajava-se gratuitamente com caviar, lagosta, etc...”, relata.

    Por maior que fosse o custo, não havia problema para a empresa, pois a realidade tarifária compensava os patrocínios feitos pela Varig. Além disso, a estratégia de agradar poderosos garantia empréstimos estatais. Ruben Berta foi um exímio articulador político: conseguiu ser amigo de Getúlio, Brizola e, depois, dos militares.

    Nos anos 1980, em um contexto de inflação e de tarifas congeladas, a Varig ainda conseguiu ampliar a frota e preservar empregos. Isso foi possível na medida em que só a Varig fazia vôos internacionais. Como sua receita era em dólar, a crise econômica do país não a afetava diretamente.

    A partir de 1990, entretanto, a situação tornou-se insustentável. Segundo Monteiro, a administração - na época, nas mãos de Rubel Thomas, atual diretor da TAM - continuou “batendo na mesma tecla”, isto é, fazendo a política clientelista de “Varig grande”. O caso mais emblemático citado pelo sociólogo é o de Fernando Collor. Enquanto o presidente dizia que modernizaria o país, acabaria com monopólios e com organizações atreladas ao Estado - leia-se, atacaria a Varig e privatizaria a Vasp -, a Varig custeava vôos de Collor aos Estados Unidos, regados a vinhos de US$ 500, acreditando na proteção do governo à companhia aérea.

    “Outro erro estratégico foi a demissão de Fernando Pinto, que era preocupado com eficiência e competitividade e também comprometido com a tradição da Varig”, diz o pesquisador, ao referir-se ao atual presidente da TAP, estatal aérea portuguesa . Depois de dois anos de gestão de Fernando Pinto, a Varig apresentou saldos positivos. Segundo o jornalista e comentarista econômico Luís Nassif, Fernando Pinto, acusado de incompetente no Brasil, mudou-se para Portugal, salvou a TAP e se tornou o mais prestigiado executivo daquele país.

    “A Varig quebrou por adotar uma estratégia de crescimento buscando favorecimento junto ao governo, numa época em que as coisas não funcionavam mais assim. Isso tem a ver com a grande autonomia que os diretores sempre tiveram e não com a participação dos funcionários, que foi sempre nula", resume Monteiro  



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h37
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    VASP : Daniel Cárnio Costa, juiz titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo explica os principais motivos de falência

    Juiz esclarece os motivos da falência da Vasp

    No Cartão de Visita, Débora Santilli recebe Daniel Cárnio Costa, juiz titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Formado em Direito pela USP, o jovem juiz já tem na carreira casos como a falência da empresa aérea Vasp.

    Assista ao programa na íntegra!



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h06
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    Menina do Rio diz que o funk salvou sua vida

    ESTA FOI FUNK RSRSRSRSRS

    ESTA FOI FUNK


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h58
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    Por economia a GOL Cia Áerea "inteligente" toma medidas conflitantes com a segurança no voo

    Medidas de economia de combustível da Gol preocupam
    Charge

    Charge de Jean Galvão, originalmente publicada na Folha de S. Paulo, 16/04/13

    A mais perigosa é a restrição ao uso do reverso

    O uso do reverso – equipamento que ajuda o avião a frear –, por exemplo, apesar de ser opcional em determinadas pistas mais longas, é “obrigatória nas pistas curtas, também chamadas de pistas críticas”, segundo informou o comandante Carlos Camacho, diretor de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Apesar disso, o não acionamento do reverso é uma das medidas recomendadas pela Gol para contribuir com a redução do gasto de combustível.

    Jornal do Brasil

    A meta adotada pela Gol para economizar combustível depois de um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2012, que tem como objetivo reduzir os gastos, pode trazer riscos aos voos da empresa, apesar de a própria negar a insegurança. Descidas diretas, desativação do reverso, desligamento de um motor e a realização de rotas mais diretas para conter os atrasos das decolagens são algumas das ações da empresa na busca pela economia.

    O uso do reverso – equipamento que ajuda o avião a frear –, por exemplo, apesar de ser opcional em determinadas pistas mais longas, é “obrigatória nas pistas curtas, também chamadas de pistas críticas”, segundo informou o comandante Carlos Camacho, diretor de Segurança de Voo do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Apesar disso, o não acionamento do reverso é uma das medidas recomendadas pela Gol para contribuir com a redução do gasto de combustível.

    Já o tenente-brigadeiro-do-ar, Mauro Gandra, – também ex-ministro da Aeronáutica no governo Fernando Henrique Cardoso, de 1995, e atual diretor do Instituto do Ar da Universidade Estácio de Sá –, afirma que a medida mais arriscada entre as descritas no informe da Gol seria o não acionamento do reverso. “Quando você tem uma pista mais curta, por exemplo, como a do aeroporto de Congonhas, dificilmente um piloto vai deixar de usar o reverso se precisar dele. Agora, no Galeão, ou em Brasília, pode deixar de utilizá-lo tranquilamente”, compara o tenente-brigadeiro-do-ar.

    Incentivo do bônus divide opiniões

    Entretanto, para Carlos Camacho, o fator que mais preocupa a classe é a oferta de um bônus aos pilotos. “[A conduta da Gol] nos preocuparia muito por conta da [possibilidade de] bonificação individual, porque geraria uma espécie de competição e aí poderia sim haver o risco, em função do programa de remuneração do fim do ano. Mas sem estar individualizado, o sindicato diminui seu nível de preocupação”, analisa o diretor de Segurança de Voo do SNA.

    “O piloto que troca a vida dele por um bônus não é um piloto. Não acredito que alguém, conscientemente, vá colocar em risco a própria vida e a de passageiros por uma bonificação”, ressalta George Sucupira, diretor presidente da Associação de pilotos e proprietários de aeronaves (APPA).

    Outra questão levantada por Camacho, no entanto, se refere à imagem da empresa perante os seus funcionários, já que a atitude beneficia pilotos, por ser o começo do processo para ser um PRL (Participação nos Lucros e Resultados). Segundo o comandante, não é uma atitude positiva a empresa “dividir a lucratividade com os pilotos", alerta Camacho, esclarecendo que o benefício deveria ser extensivo a todos os funcionários para evitar um conflito desnecessário.

    Brigadeiro prevê possível revisão antecipada dos motores devido à medida

    Com a redução do consumo de combustível, conforme avalia Mauro Gandra, "a companhia pode se atentar, em longo prazo, para o fato de que no fim, deve aumentar o número de horas de voos no motor, o que pode antecipar a revisão destes. Mas esta é uma coisa quase que subjetiva. É preciso fazer uma análise muito mais profunda”, interpreta o tenente.

    Sobre as rotas diretas, o brigadeiro ressalvou apenas que a medida pode não funcionar por conta de um intenso tráfego aéreo, mas, em geral, considera possível.

    “Bolo cresceu mais que a forma”, diz Carlos Camacho

    “O que acontece no Brasil é que o bolo cresceu mais que a forma”, critica o diretor de segurança aeronáutica. “A infraestrutura não dá vazão para a aviação regular no país. Nós não nos preparamos para este bolo exponencial. E é muito difícil correr atrás agora, apesar dos governos estarem tentando”, reconhece o sindicalista.

    “O que a Gol está fazendo não é diferente do que a Tam faz com o plano Smart Fuel, e também a Trip, com a sigla IP, o índice de desempenho. Na verdade, o que a Gol criou foi uma problemática salarial nessa fusão com a necessidade de economizar combustível e a reconstrução dos pagamentos. Mesmo caso da Azul, empresa que, segundo os pilotos, reduziu os salários e pede a economia de combustível”, diz o diretor.

    Portar menos carga e peso nas aeronaves também já são medidas adotadas, segundo Camacho, exemplificada pela retirada, inclusive, dos alimentos a bordo, para diminuir o consumo do combustível dos aviões.

    “Escala torna a vida do piloto um inferno”, afirma diretor da SNA

    O comandante Carlos Camacho aponta ainda que o maior conflito na Gol hoje não é a meta de economia de combustível propriamente dita, mas sim as medidas econômicas. “As empresas precisam investir bastante no nível de satisfação das categorias. A Gol começou a mexer nas escalas e parece que a grande jogada da empresa é que o piloto não durma. A escala torna a vida de um piloto um inferno”, exclama o profissional.

    De acordo com o sindicalista, “a mudança de escalas leva o tripulante a uma situação de absoluto desconforto e aumenta o nível de risco presente na função”.

    “A verdade é que a insegurança está presente onde há uma tripulação infeliz, devido às escalas, onde há, por vez ou outra, o descuido. Fora do avião, quem tem mais poder é o escalador. E a chefia está sempre do lado da empresa. Nove em dez chefes não estão ao lado do trabalhador”, conclui o comandante.
    Fonte : Jornal do Brasil
    Publico, a íntegra do comentário a respeito desta matéria, sem editar o texto

    Em 16/04/2013 13:07

    CMSS. KIM, escreveu:

    "´PITÁCO" ,NA MINHA HUMILDE OPINIÃO, " ECONOMIA EM CUSTOS " NÃO DEVERIA SER ESTIMULADA PELO EMPREGADOR, E SIM EXPONTÂNEA, POR CONCIÊNTIZAÇÃO DE CADA COLABORADOR ( EMPREGADOS EM GERAL). FUNCIONÁRIO CONCIENTE, SABE, OU DEVERIA SABER ,QUE SE ESMERANDO EM SUA FUNÇÃO PARA MELHORA DE RESULTADOS DE SUA EMPRESA, ESTARÁ GARANTINDO O SEU PRÓPRIO MEIO DE SUSTENTO, E CONSEQUENTEMENTE AJUDANDO SUA SUBSIDIADORA EM CRESCIMENTO, OQUE COM CERTEZA LHE RETORNARÁ EM MELHORES E MAIS RECONHECIDAS CONDIÇÕES DE TRABALHO ! A ARITIMÉTICA É SIMPLES . . . OS DIREITOS APARECEM À MEDIDA QUE OS DEVERES SE CUMPRAM !!! QUALQUER CASA SEM CONSERVAÇÃO,TENDE A RUIR . . . JÁ NO TOCANTE ÁS "AÉREAS" AS LINHAS DE VOO, SÃO "CONCESSÕES PÚBLICAS" , E COMO TAIS DEVERIAM PRIVILEGIAR ESTE FIM !!! OU SEJA, SE NÃO CONTEMPLAR O GRANDE PÚBLICO QUE SÃO OS CONSUMIDORES E PASSAGEIROS, EM TODOS OS QUESITOS ( CONFORTO,BOM ATENDTO. SEGURANÇA,SATISFAÇÃO E PREÇOS JUSTOS ,ETC ) CONTINUAM SENDO APENAS BLÁ BLÁ BLAS . . . E JUSTIFICATIVAS INJUSTAS E UNILATERAIS, COMO SEMPRE !!! O ESTÍMULO E O RECONHECIMENTO EMPRESARIAL ,COMO A SOBREVIDA DE UMA GRANDE EMPRESA,VÊM DO RECONHECIMENTO QUE ELA PRESTA A GRANDE "MASSA" E A SOCIEDADE COMO UM TODO !!! A VELHA MAXIMA " LEI DO RETÔRNO ". ACOÓÓÓÓRDA BRASIL !!! A ECONOMIA DE RECURSOS BEM COMO SEU REINVESTIMENTO DIRIGIDO,TÊM QUE SEREM LEVADOS MAIS A SÉRIO, POR TODOS NÓS !!!
    ASS. CMSS. KIM ( MATÔ, GOSTARIA QUE VC PUBLICASSE EM SEU BLOG.) ABÇÃO.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h00
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    Descartado o aumento de combustível

    Graça Foster diz que "acha lindo engarrafamento" e descarta aumento de combustíveis

    A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou em entrevista ao jornal gaúcho "Zero Hora", publicada neste domingo (14), que não há previsão de novo aumento de diesel e gasolina em 2013.

    "Olhando hoje para o quadro do Brent [tipo de petróleo negociado no mercado de Londres] e para a taxa de apreciação do real, para o câmbio, não há previsão de aumento de combustível", disse ela à publicação.

    Questionada sobre as parcerias da Petrobras com o grupo do empresário Eike Batista, a executiva afirmou que discute oportunidades de negócios com a empresa desde setembro.

    "O grupo X tem uma infraestrutura muito grande e estamos trabalhando projeto a projeto com eles", disse.

    "Tem navios que ganharam licitações e outros assuntos que estamos discutindo. Mas tudo será alvo de licitação."

    CONGESTIONAMENTO

    Na entrevista, Graça ainda afirmou "achar lindo engarrafamento", pois "o meu negócio é vender combustível".

    "Acho lindo carro na rua, estou faturando", disse. Mas ponderou: "Só entendo que deveríamos ter sempre planos diretores para orientar o fluxo de carros a favor da sociedade."

    A assessoria de imprensa da Petrobras não foi localizada na tarde deste domingo para comentar as declarações de Graça.

    Fonte : Kibe Loco



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 23h44
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    A Rita, letra, música e interpretação de Chico Buarque, LP de 1966

    A Rita, composição e interpretação de Chico Biarque

    A Rita levou meu sorriso
    No sorriso dela
    Meu assunto
    Levou junto com ela
    E o que me é de direito
    Arrancou-me do peito
    E tem mais
    Levou seu retrato, seu trapo, seu prato
    Que papel!
    Uma imagem de São Francisco
    E um bom disco de Noel
    A Rita matou nosso amor
    De vinganca
    Nem heranca deixou
    Nao levou um tostão
    Porque não tinha não
    Mas causou perdas e danos
    Levou os meus planos
    Meu pobres enganos
    Os meus vinte anos
    O meu coração
    E além de tudo
    Me deixou mudo
    Um violão.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 23h40
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    Charge do dia

    Tomates para disfarçar outras coisas

    por Newton Silva



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 23h33
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    Esses caras são insanos...E como gritam!!!

     

     

    Aonde tu estás trepando?

    Esses caras são insanos...E como gritam...
    Mais de 2 mil anos a espera do Messias e eles não se cansam? Ele deu migué, gente!! 

    Senhoras e senhores, com vocês, uma pérola evangélica aliada a uma edição primorosa que o Kibe Loco oferece em forma de pergunta: “Aonde (sic) estás trepando?”

    Zaqueuuuuu!

    E parte do “Na minha e na tua casa” é espetacular.

    ******



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h08
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    Leia o discurso de Aécio Neves, no Senado Federal

    Leia o discurso de Aécio Neves, no Senado Federal, feito em 20 de Fevereiro de 2013, por ocasião do aniversário do PT e dos 10 anos de governo de Lula e Dilma e confira como se perdeu 10 anos de nossa História
    Confira íntegra do discurso do senador Aécio Neves, em 20 de fevereiro de 2013, por ocasião do aniversário do PT e dos 10 anos do governo Lula e Dilma

    " Senhor Presidente,Senhoras e Senhores Senadores,

    Aproveito a oportunidade, extremamente emblemática, em que o Partido
    dos Trabalhadores festeja os seus 33 anos de existência --e uma década
    de exercício de poder à frente da Presidência-- para emprestar-lhes
    alguma colaboração crítica.

    Confesso que o faço neste momento completamente à vontade, haja vista
    a cartilha especialmente produzida pela legenda para celebrar a
    ocasião festiva.

    Nela, de forma incorreta, o PT trata como iguais as conjunturas e
    realidades absolutamente diferentes que marcaram os governos do PSDB e
    do PT.

    Ao escolher comemorar o seu aniversário falando do PSDB, o PT
    transformou o nosso partido no convidado de honra da sua festa.

    Eu aceito o convite até porque temos muito o que dizer aos nossos anfitriões.

    Apesar do esforço do partido em se apresentar como redentor do Brasil
    moderno, é justo assinalar algumas ausências importantes na celebração
    petista.

    Nela, não estão presentes a autocrítica, a humildade e o
    reconhecimento. Essas são algumas das matérias-primas fundamentais do
    fazer diário da política e que, infelizmente, parecem estar sempre em
    falta na prática dos nossos adversários.

    Mas afinal, qual é o PT que celebra aniversário hoje?

    O que fez do discurso da ética, durante anos, a sua principal bandeira
    eleitoral, ou o que defende em praça pública os réus do mensalão?
    O que condenou com ferocidade as privatizações conduzidas pelo PSDB ou
    o que as realiza hoje, sem qualquer constrangimento?
    O que discursa defendendo um Estado forte ou o que coloca em risco as
    principais empresas públicas nacionais, como a Petrobras e a
    Eletrobras?
    O Brasil clama por saber: qual PT aniversaria hoje?
    O que ocupou as ruas lutando pelas liberdades ou o que, no poder,
    apoia ditaduras e defende o controle da imprensa?
    O PT que considerava inalienáveis os direitos individuais ou o que se
    sente ameaçado por uma ativista cuja única arma é a sua consciência?

    A verdade é que hoje seria um bom dia para que o PT revisitasse a sua
    própria trajetória, não pelo espelho do narcisismo, mas pelos olhos da
    história.

    Até porque, ao contrário do que tenta fazer crer a propaganda oficial,
    o Brasil não foi descoberto em 2003.

    Onde esteve o PT em momentos cruciais, que ajudaram o Brasil a ser o que é hoje?

    Como já disse aqui, todas as vezes que o PT precisou escolher entre o
    PT e o Brasil, o PT escolheu o PT.

    Foi assim quando negou seu apoio a Tancredo no Colégio Eleitoral para
    garantir o nosso reencontro com a democracia.

    Foi assim quando renegou a constituição cidadã de Ulysses.

    Quando eximiu-se de qualquer contribuição à governabilidade no governo
    Itamar Franco e quando se opôs ao Plano Real e a Lei de
    Responsabilidade Fiscal

    Em todos esses instantes o PT optou pelo projeto do PT.

    Fato é que, no governo, deram continuidade às políticas criadas e
    implantadas pelo presidente Fernando Henrique.

    E fizeram isso sem jamais reconhecer a enorme contribuição dada pelo
    governo do PSDB na construção das bases que permitiram importantes
    conquistas alcançadas no período de governo do PT.

    No governo ou na oposição temos as mesmas posições.

    Não confundimos convicção com conveniência.

    Nossas convicções não nos impedem de reconhecer que nossos
    adversários, ao prosseguirem com ações herdadas do nosso governo,
    alcançaram alguns avanços importantes para o Brasil.

    Da mesma forma, são elas, as nossas convicções, que sustentam as
    críticas que fazemos aos descaminhos da atual gestão federal.

    Senhoras e senhores senadores,

    A presidente Dilma Rousseff chega à metade de seu mandato longe de
    cumprir as promessas da campanha de 2010.

    Há uma infinidade de compromissos simplesmente sublimados.

    A incapacidade de gestão se adensou, as dificuldades aumentaram e o
    Brasil parou.

    Os pilares da economia estão em rápida deterioração, colocando em
    risco conquistas que a sociedade brasileira logrou anos para alcançar,
    como a estabilidade da moeda.

    Senhoras e senhores

    Sei que a grande maioria das senadoras e senadores conhece as dezenas
    de incongruências deste governo, que têm feito o país adernar em um
    mar de ineficiência e equívocos.

    Mas o resultado do conjunto da obra é bem maior do que a soma de suas partes.

    Nos poucos minutos de que disponho hoje gostaria de convidá-los a
    percorrer comigo 13 dos maiores fracassos e das mais graves ameaças ao
    nosso futuro produzidos pelo governo que hoje comemora 10 anos.

    Confesso que não foi fácil escolher apenas 13 pontos.

    1. O comprometimento do nosso desenvolvimento:

    Tivemos um biênio perdido, com o PIB per capita avançando minúsculo
    1%. Superamos em crescimento na região apenas o Paraguai. Um quadro
    inimaginável há alguns anos.

    2. A paralisia do país: o PAC da propaganda e do marketing

    O crítico problema da infraestrutura permanece intocado. As condições
    de nossas rodovias, portos e aeroportos nos empurram para as piores
    colocações dos rankings mundiais de competitividade. O Brasil está
    parado.

    São raras as obras que se transformaram em realidade e extenso o rol
    das iniciativas que só serve à propaganda petista.

    3. O tempo perdido: A indústria sucateada

    O setor industrial - que tradicionalmente costuma pagar os melhores
    salários e induzir a inovação na cadeia produtiva - praticamente não
    tem gerado empregos. Agora começa a desempregar, como mostrou o IBGE.
    Estamos voltando à era JK, quando éramos meros exportadores de
    commodities.

    4. Inflação em alta: a estabilidade ameaçada

    O PT nunca valorizou a estabilidade da moeda.
    Na oposição, combateu o Plano Real.

    O resultado é que temos hoje inflação alta, persistentemente acima da
    meta, com baixíssimo crescimento. Quem mais perde são os mais pobres.

    5. Perda da Credibilidade: A Contabilidade criativa

    A má gestão econômica obrigou o PT a malabarismos inéditos e manobras
    contábeis que estão jogando por terra a credibilidade fiscal duramente
    conquistada pelo país.

    Para fechar as contas, instaurou-se o uso promíscuo de recursos
    públicos, do caixa do Tesouro, de ativos do BNDES, de dividendos de
    estatais, de poupança do Fundo Soberano e até do FGTS dos
    trabalhadores.

    Recorro ao insuspeito ministro Delfim Neto, próximo conselheiro da
    presidente da republica que publicamente afirmou:

    "Trata-se de uma sucessão de espertezas capazes de destruir o esforço
    de transparência que culminou na magnífica Lei de Responsabilidade
    Fiscal, duramente combatida pelo Partido dos Trabalhadores na sua fase
    de pré-entendimento da realidade nacional, mas que continua sob seu
    permanente ataque".

    A quebra de seriedade da política econômica produzidas por tais
    alquimias não tem qualquer efeito prático, mas tem custo devastador.

    6. A destruição do patrimônio nacional: a derrocada da Petrobras e o
    desmonte das estatais


    Em poucos anos, a Petrobras teve perda brutal no seu valor de mercado.

    É difícil para o nosso orgulho brasileiro saber que a Petrobras vale
    menos que a empresa petroleira da Colômbia.

    Como o PT conseguiu destruir as finanças da maior empresa brasileira
    em tão pouco tempo e de forma tão nefasta?

    Outras empresas estatais vão pelo mesmo caminho.

    Escreveu recentemente o economista José Roberto Mendonça de Barros:

    "Não deixa de ser curioso que o governo mais adepto do estado forte
    desde Geisel tenha produzido uma regulação que enfraqueceu tanto as
    suas companhias".

    7. O eterno país do futuro: o mito da autossuficiência e a implosão do etanol

    Todos se lembram que o PT alçou a Petrobras e as descobertas do
    pré-sal à posição de símbolos nacionais. Anunciou em 2006, com as mãos
    sujas de óleo, que éramos autossuficientes na produção de petróleo e
    combustíveis.

    Pouco tempo depois, porém, não apenas somos importadores de derivados
    como compramos etanol dos Estados Unidos.

    8. Ausência de planejamento: O risco de apagão

    No ano passado, especialistas apontavam que o governo Dilma foi salvo
    do racionamento de energia pelo péssimo desempenho da economia, mas o
    risco permanece.

    Os "apaguinhos" só não são mais frequentes porque o parque
    termoelétrico herdado da gestão FHC está funcionando com capacidade
    máxima.

    A correta opção da energia eólica padece com os erros de planejamento
    do PT: usinas prontas não operam porque não dispõem de linhas de
    transmissão.

    9. Desmantelamento da Federação: interesses do pais subjugados a um
    projeto de poder

    O governo adota uma prática perversa que visa fragilizar estados e
    municípios com o objetivo de retirar-lhes autonomia e fazê-los curvar
    diante do poder central.

    O governo federal não assume, como deveria, o papel de coordenador das
    discussões vitais para a Federação como as que envolvem as dividas dos
    estados, os critérios de divisão do FPE e os royalties do petróleo
    assistindo passivamente a crescente conflagração entre as regiões e
    estados brasileiros.

    Assiste, também, ao trágico do Nordeste, onde faltam medidas contra seca.

    10. Brasil inseguro: Insegurança pública e o flagelo das drogas

    Muitos brasileiros talvez não saibam, mas apesar da propaganda
    oficial, 87% de tudo investido em segurança pública no Brasil vêm dos
    cofres municipais e estaduais e apenas 13% da União.

    Os gastos são decrescentes e insuficientes: no ano passado, apenas 24%
    dos R$ 3 bilhões previstos no Orçamento foram investidos. E isso a
    despeito de, entre 2011 e 2012, a União já ter reduzido em 21% seus
    investimentos em segurança.

    Um dos efeitos mais nefastos dessa omissão é a alarmante expansão do
    consumo de crack no país. E registro a corajosa posição do governador
    Geraldo Alckmin nessa questão.

    11. Descaso na saúde, frustração na educação

    O governo federal impediu, através da sua base no Congresso, que fosse
    fixado um patamar mínimo de investimento em saúde pela esfera federal.
    O descompromisso e as sucessivas manobras com investimentos anunciados
    e não executados na área agridem milhões de brasileiros.

    Enquanto os municípios devem dispor de 15% de seus recursos em saúde,
    os estados 12%, o governo federal negou-se a investir 10%.

    As grandes conquistas na área da saúde continuam sendo as do governo
    do PSDB: Saúde da Família, genéricos, política de combate à AIDS.

    Com a educação está acontecendo o mesmo. O governo herdou a
    universalização do ensino fundamental, mas foi incapaz de elevar o
    nível da qualidade em sala de aula.

    Segundo denúncias da imprensa, das 6.000 novas creches prometidas em
    2010, no final de 2012, apenas 7 haviam sido entregues.

    12. O mau exemplo: o estímulo à intolerância e o autoritarismo.

    Setores do PT estimulam a intolerância como instrumento de ação
    política. Tratam adversário como inimigo a ser abatido.

    Tentam, e já tentaram cercear a liberdade de imprensa.

    E para tentar desqualificar as críticas, atacam e desqualificam os
    críticos, numa tática autoritária.

    Para fugir do debate democrático, transformam em alvo os que têm a
    coragem de apontar seus erros.

    A grande verdade é que o governo petista não dialoga com essa Casa,
    mantendo-o subordinado a seus interesses e conveniências, reduzindo-o
    a mero homologador de Medidas Provisórias.

    13. A defesa dos malfeitos: a complacência com os desvios éticos.

    O recrudescimento do autoritarismo e da intolerância tem direta
    ligação com a complacência com que setores do petismo lidam com
    práticas que afrontam a consciência ética do país. Os casos de
    corrupção se sucedem, paralisando áreas inteiras do governo.

    Não falta quem chegue a defender em praça pública a prática de
    ilegalidades sobre a ótica de que os fins justificam os meios.

    Ao transformar a ética em componente menor da ação política, o PT
    presta enorme desserviço ao país, em especial às novas gerações.

    Senhoras e senhores,

    A grande verdade é, nestes dez anos, o PT está exaurindo a herança
    bendita que o governo Fernando Henrique lhe legou.

    A ameaça da inflação, a quebra de confiança dos investidores, o
    descalabro das contas públicas são exemplos de crônica má gestão.

    No campo político, não há mais espaço para tolerar o intolerável.

    É intolerável, senhoras e senhores, a apropriação indevida da rede
    nacional de rádio e TV para que o governante possa combater
    adversários e fazer proselitismo eleitoral.

    É intolerável o governo brasileiro receber de representantes de um
    governo amigo do PT informações para serem usadas contra uma cidadã
    estrangeira em visita ao nosso país.

    Diariamente, assistimos serem ultrapassados os limites que deveriam
    separar o público do partidário.

    E não falo apenas de legalidade. Falo de legitimidade.

    Vejo que há quem sente falta da oposição barulhenta, muitas vezes
    irresponsável feita pelo PT no passado.

    Pois digo com absoluta clareza: não seremos e nem faremos esta oposição.

    Agir como o PT agiu enquanto oposição faria com que fôssemos iguais a eles.

    E não somos.

    Não fazemos oposição ao Brasil e aos brasileiros. Jamais fizemos.

    Tentando mais uma vez dividir o país entre o nós e o eles, entre os
    bons e os maus, o PT foge do verdadeiro debate que interessa ao Brasil
    e aos brasileiros.

    Como construiremos as verdadeiras bases para transformarmos a
    administração diária da pobreza em sua definitiva superação?

    Como construiremos as bases para um desenvolvimento verdadeiramente
    sustentável e solidário com todos os brasileiros?

    A esta altura, parece ser esta uma agenda proibida, sem qualquer
    espaço no governismo.

    Até porque, senhoras e senhores, se constata aqui o irremediável: não
    é mais a presidente quem governa. Hoje, quem governa o país é a
    lógica da reeleição.

    Muito obrigado."


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h05
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    CRÔNICA DOMINGUEIRA : Exclusiva com o comandante Borges, por João Ubaldo Ribeiro

    Exclusiva com o comandante Borges, por João Ubaldo Ribeiro

    Comandante, ainda bem que você veio. Ontem me disseram que você não queria mais dar a entrevista.
    - É, mas pensei melhor. Se eu prometi, está prometido. Alguèm tem que manter a palavra neste país. Mas isto não impede, sem querer ofender ninguém, que eu ache esta entrevista uma palhaçada.
    - Não entendi.
    - Não vai sair nada do que eu disser, a imprensa está toda no bolso do governo, devendo a Previdência e a Receita e mamando as verbas de publicidade. A imprensa está aí para ajudar no fingimento de que há liberdade, vontade popular, opinião pública e essas besteiras feitas para declamação. Isto mesmo que eu acabo de dizer quero ver sair, não sai. Está gravando?
    -Estou.
    - Você está perdendo seu tempo, não vai sair nada. Grave aí que eu acho que essa democracia é para as negas deles, o que eles fazem é entolhar todo mundo e fazer tudo na veneta deles. Você viu a do ensino? Agora é obrigatório botar o filho na escola aos 4 anos! A quem que eles perguntaram? Eles não conseguem dar conta nem da metade dos que já têm direito e inventam mais? Estamos cheios de grandes escolas públicas para todos, todo mundo na escola de barriga cheia desde os 4 anos, que beleza! Eu não sou otário, eu não sou otário! Eu queria que eles comprendessem que eu não sou otário!
    - Eu pretendia chegar a assuntos como esse, sei que você tem opiniões muito firmes. Mas minha primeira pergunta ia ser outra, mas pessoal.
    - Ah, desculpe, eu às vezes me exalto um pouco. Pode perguntar o que você quiser. Se eu contar coisas pessoais, também não sai, eu não sou pervertido, a imprensa só se interessa quando é a vida pessoal dos pervertidos. Não vai sair nada, mas eu respondo a qualquer pergunta.
    _____________________________________
    *
    Nada de faxina! Para quem propina, rapina e assassina, o correto é guilhotina!
    *
    __________________________________________
    - Bem, a pergunta é uma curiosidade minha. Frequentamos este mesmo boteco há não sei quantos anos e nunca vi você chegar dando risada sozinho, como vi hoje, na hora em que você estava descendo da sua famosa bicicleta elétrica. Dá para dizer qual foi a razão?
    - Dá, eu não escondo nada. Não era riso de satisfação, nem de felicidade. Era uma risada mórbida que deu para me atacar de uns tempos para cá, uma espécie de humor negro. Eu estava me lembrando de um comercial. Não sei do que era, só me lembro da cena. Era um casal fazendo um pequenique romântico na Lagoa à noite, sentadinho com um pano de mesa estendido, luz de velas, cestinha de comida, parecia uma aquarela campestre. Aí eu fiquei pensando e me deu uma crise desse riso mórbido. E, na hora de minha chegada, não sei por que, me lembrei de novo. Sempre que eu lembro, rio novamente, é incoercível. Piquenique na Lagoa é demais, não é, não?
    - Demais como?
    - Você não entendeu! Piquenique na Lagoa, piquenique na Lagoa! Só pode ser Walt Disney, e dos anos 50! Quando o casal tivesse acabado de estender a toalha, já não ia mais ter cestinha, nem garrafinha, nem vela, nem piquenique nenhum! Seja sincero e realista e me responda quantos segundos você daria para um casal começar um pequenique à noite na Lagoa e o piquenique ser todo comido e possivelmente o casal também. Dou 90 segundos, mas ganha quem der um minuto. Aí eu fico pensando no que poderia acontecer a esse casal e o pequinique deles e tenho essas crises de riso, é tudo humor negro mesmo. Uns dois dimenores liquidavam tudo numa boa.
    - Você tem uma birra com os menores, não tem?
    - Eu não, eu só sou contra o que eu vou lhe figurar.. eu sou João Naringolé, traficante que de vez em quando precisa de outros serviços, notadamente os que envolvem dar cabo de alguém. Aí, quem é que eu chamo para fazer o serviço? Vou ao banco de dados de menores pistoleiros... Deve haver vários bancos de dados desse tipo, é capaz até de já ter no Facebook. Vou lá, escolho um, ofereço uma graninha e ele faz a execução. Se for preso, não pega nada e recebe a grana pelo serviço. Se me dedurar, sabe que eu posso mandar outro dimenor para rechear de azeitonas a cabeça dele e assim por diante, é um esquema perfeito. O dimenor é um grande patrimônio da criminalidade nacional.
    - Então você é a favor da diminuição da maioridade penal.
    - Eu não! Não distorça minhas palavras! A favor da diminuição geral, não, cada caso é um caso! Eu só tenho propostas sérias e eficazes, esse negócio de fixar idades com base em invencionices psicológicas não resolve nada. Eu sou a favor de uma coisa muito simples : teve idade para apontar a arma e dar o tiro, tem idade para ir em cana. Não é simples? É a coisa mais óbvia para qualquer um e somente os intelectuais é que não concordam, porque as soluções simples dão desemprego para eles, tudo aqui é em função do emprego.
    - Você não acha que a responsabilidade penal do menor...
    - Ninguém mais é responsável por nada! Isso era antigamente, agora todo mundo é vítima e qualquer sacanagem que apronte recebe um nome artístico, dado pelos psiquiatras! Um nome artistíco e uma bolinha e está tudo resolvido, a culpa não é de ninguém, é da síndrome! A culpa não é dele, é das condições socioeconômicas! A culpa não é dela, é dos traumas de infância! Ninguém tem mais culpa de nada, ninguém fica preso, ninguém paga do própio bolso as multas às empresa, ninguém é responsável por nenhum desastre, todo mundo rouba e mata, há muito tempo que isto é uma esculhanbação! O que nós precisamos é de Robespierre! Nada de faxina! Para quem propina, rapina e assassina, o correto é guilhotina! quero ver isso sair no jornal!
    *
    Fonte : O ESTADO DE S. PAULO - Domingo, 14 de Abril de 2013
    *


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h37
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    Percival, 65 anos há 50 anos trabalha no Aeroporto de Congonhas que que completou 77 anos na última sexta-feira (12 de Abril)

    Há 50 anos trabalhando em Congonhas, engraxate nunca entrou em avião
    ROBERTO DE OLIVEIRA
    DE SÃO PAULO
     Juca Varella/Folhapress
    Percival Figueiredo, 65, lustrou cerca de 500 mil pares de sapatos no aeroporto de Congonhas, em SP, mas nunca viajou de avião
    Percival Figueiredo, 65, lustrou cerca de 500 mil pares de sapatos no aeroporto de Congonhas, em SP, mas nunca viajou de avião

    Sobre a cabeça, um número incalculável de aviões. Sob as mãos, quase meio milhão de sapatos engraxados. É como se enfileirasse um calçado atrás do outro de São Paulo até Santos, ida e volta.

    "Se não foi isso, está perto disso", brinca Percival Figueiredo. Aos 65 anos, seu caminhar é lento. Fraqueja na hora de encarar a escada rolante que leva ao subsolo do aeroporto de Congonhas, onde trabalha. "É coisa moderna."

    Só que a memória não titubeia quando o assunto é a função que exerce há 50 anos no aeroporto mais antigo de São Paulo. Percival é um dos funcionários com mais tempo de casa em Congonhas, que completou 77 anos na última sexta-feira.

    Aos 15 anos, ele foi convidado a engraxar sapatos do pessoal da Aeronáutica. "Precisava ajudar a minha mãe, que era doentinha e sem marido, a cuidar dos meus quatro irmãos", lembra. "Só estudei até o segundo ano."

    Com os militares, ficou três anos. Depois, seguiu para a engraxataria do aeroporto, que já mudou de lugar ao menos dez vezes. Diante de Percival, sentaram-se "reis", como Pelé e Roberto
    Carlos, bonachões, como os apresentadores Chacrinha e Bolinha, já falecidos, e políticos dos mais variados naipes. Dos "grandões", recorda-se dos ex-presidentes José Sarney e Lula.

    Ganhou muita gorjeta desse pessoal, Percival? "Essa raça não dá nada para ninguém", diz ele. "Quem paga a conta dos políticos são sempre os puxa-sacos."
    Antes de o tênis conquistar o figurino masculino, Percival chegava a engraxar 80 pares de sapatos num só dia.

    "Famílias inteiras vinham aqui passear. Congonhas era o lugar da diversão. Os pais traziam os filhos para todos juntos engraxarem os sapatos", emociona-se. "Naquela época, aqui era pequenininho, mas tinha um lindo jardim. Hoje, é uma bagunça."

    Apesar de aposentado desde 23 de outubro de 2003, ele nunca parou de trabalhar.

    Só faltou um dia para ir ao enterro do cunhado, morto há dez anos. Até dois meses atrás, a jornada era de segunda a domingo, com folgas intercaladas. Hoje, encara das 14h às 22h e descansa em feriados e finais de semana.

    Percival engraxa cerca de 15 pares de sapatos por dia. O cliente paga R$ 12 pelo serviço à engraxataria. O salário dele gira em torno de R$ 650.
    "O grosso mesmo vem das gorjetas", diz. A mais generosa foi de R$ 50, de "cliente comum". A freguesia costuma dar R$ 2. Com sorte, R$ 5.

    ALIANÇA DE NOIVADO

    Percival já não paga mais o ônibus que sempre usou para deslocar-se da região do Jabaquara até Congonhas. Sem trânsito carregado, o trajeto demora cerca de 20 minutos. Jamais chegou atrasado.

    Ultimamente, anda todo orgulhoso ao exibir a aliança de noivado na mão direita. Três anos e meio atrás, começou a "enrolar a noiva", que namora há sete. Nunca foi casado. Nem tem filhos.

    Espera agora uma casa do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) para selar de vez a união. Mas descarta a hipótese de abandonar a graxa. "Se eu parasse de trabalhar, já teria morrido faz tempo."

    Nesses 50 anos de engraxate, o pior momento foi a noite de 17 de julho de 2007, quando o Airbus da TAM que vinha de Porto Alegre ultrapassou o fim da pista e explodiu do outro lado da avenida Washington Luís, num acidente que provocou a morte de 187 pessoas que estavam a bordo da aeronave e de outras 12 que estavam em solo.

    "Um corre-corre danado. Ouvíamos histórias ao vivo, na sapataria, nos corredores e na TV. Doeu demais, sabe?"

    A convivência diária com aviões nesses últimos 50 anos não foi suficiente para convencer Percival a embarcar numa aeronave. Medo?

    "Imagina. Até me oferecem passagem e hotel. Só que eu não tenho ninguém para visitar. Vou viajar para quê?"

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h22
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    SAÚDE : Vacinação contra a gripe começa hoje em todo Brasil

    Campanha de vacinação contra gripe pelo país começa nesta segunda

    Objetivo é imunizar 32 milhões de pessoas neste ano, afirma ministério.
    Campanha começa hoje (15) e vai até o dia 26 de abril.

    Gripe A vacina (Foto: Ivo Gonçalves/ Divulgação PMPA)

    Meta do governo é vacinar 32 milhões de pessoas
    (Foto: Ivo Gonçalves/Divulgação/PMPA)

    A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa amanhã, segunda-feira (15), com a meta de atingir 32 milhões de pessoas até o dia 26 de abril. Nesse prazo termina o período de vacinação contra a gripe no país, diz o Ministério da Saúde.

    A imunização protege contra os três subtipos do vírus influenza que mais circularam no inverno passado: A (H1N1) – conhecido popularmente como gripe suína –, A (H3N2) e B.

    O objetivo deste ano é de atingir cerca de 80% do público-alvo da ação, que inclui idosos com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, indígenas, presidiários e profissionais de saúde. Doentes crônicos e mulheres no período até 45 dias depois do parto também devem receber a vacina.

    doenças crônicas com indicação para vacina da gripe
    Doença respiratóriaasma moderada ou grave (em uso de corticoide), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose cística, bronquioectasia, doenças intersticiais do pulmão, displasia broncopulmonar, hipertensão arterial pulmonar e crianças prematuras com doença pulmonar crônica
    Doença cardíacaHipertensão arterial sistêmica com doença associada (comorbidade), doença cardíaca isquêmica e insuficiência cardíaca
    Doença renalPacientes em diálise, doença renal nos estágios 3, 4 e 5, e síndrome nefrótica
    Doença do fígadoHepatite crônica, cirrose e obstrução (atresia) biliar
    Doença neurológicaacidente vascular cerebral (AVC), paralisia cerebral, esclerose múltipla, doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular,
    e deficiência neurológica grave
    DiabetesTipos 1 e 2 em uso de remédios
    ImunossupressãoBaixa imunidade congênita ou adquirida
    por doenças ou medicamentos
    Obesidade mórbidaGrau 3 (IMC igual ou acima de 40)
    TransplantesDe medula óssea e órgãos sólidos

    Por região
    A Região Sudeste, a mais populosa do Brasil, receberá 18,6 milhões de doses da vacina – só o estado de São Paulo ficará com 9,7 milhões. O Nordeste terá 10,7 milhões de doses; o Sul, 7,5 milhões; o Norte, 3 milhões; e o Centro-Oeste, 2,9 milhões, segundo o ministério.

    Além de distribuir as doses, que custarão R$ 331 milhões, a pasta informou que repassará R$ 24,7 milhões a estados e municípios para que eles mobilizem a população e preparem as equipes de saúde da família. Segundo o ministério, a campanha terá a participação de 240 mil pessoas.

    Vírus inativo
    O ministro Padilha esclareceu que o vírus usado na vacina é inativo e, por isso, não causa gripe. Ele ponderou, porém, que, ao se vacinar, a pessoa pode pegar outros tipos de vírus capazes de provocar um resfriado ou uma gripe mais fraca. Existe, ainda, a possibilidade de o indivíduo se vacinar no momento em que já se contaminou com o vírus, aí a dose não terá efeito.

    "Por isso, é muito importante aproveitar a campanha, que é um período em que ainda não aumentou muito a circulação do vírus da gripe do país", afirmou ele recentemente.

    Dúvidas mais comuns
    Veja as perguntas mais comuns sobre a vacina e sobre a gripe. As informações são do Ministério da Saúde e da diretora de Imunização da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Helena Sato.

    1) Por que o Ministério da Saúde priorizou esses oito grupos?
    Estudos indicam que alguns grupos da população, principalmente idosos, grávidas e crianças pequenas, correm mais risco de ter complicações em decorrência da gripe, como pneumonia, e morrer pela doença.

    2) Quem se vacinou no ano passado precisa tomar a dose novamente?
    Sim, já que a imunidade contra a gripe dura até um ano após a aplicação da vacina. E também porque sua composição é feita conforme os vírus que mais circularam no ano anterior.

    3) O que é influenza?
    A influenza é o nome científico do vírus da gripe. É uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório. É de alta transmissão, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais, comuns no outono e no inverno.

    4) Gripe e resfriado são a mesma coisa?
    Não. A gripe é uma doença grave, contagiosa, causada pelos vírus influenza (A, B ou C). O resfriado é menos agressivo e de menor duração, causado por um rinovírus (com seus vários tipos).

    Os sintomas da gripe muitas vezes são semelhantes aos do resfriado, que se caracterizam pelo comprometimento das vias aéreas superiores (congestão nasal e coriza), tosse, rouquidão, febre, mal-estar, dor de cabeça e no corpo. Mas, enquanto a gripe pode deixar a pessoa de cama, o resfriado geralmente não passa de tosse e coriza.

    5) Quais os meios de transmissão dos vírus da gripe e do resfriado?
    A transmissão ocorre quando as secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada são transmitidas para outra por meio da fala, da tosse, do espirro ou pelo toque, levando o agente infeccioso direto à boca, olhos e nariz do receptor.

    6) A vacina contra a gripe imuniza contra o resfriado?
    Não. A vacina contra a gripe protege apenas contra os três principais vírus influenza que estão circulando no país.

    7) A dose tem alguma contraindicação?
    A vacina não é recomendada para quem tem alergia à proteína do ovo, isto é, entre aqueles que já apresentaram forte reação alérgica pelo menos duas horas depois de comer ovo. Esse tipo de alergia é bastante rara. A vacina também é contraindicada a quem já teve reações adversas a doses anteriores a um dos componentes da vacina. Nestas situações recomenda-se passar por avaliação médica para saber se pode ou não tomar a vacina.

    8) Posso ficar gripado(a) mesmo após me vacinar?
    Não, isso é um mito. A vacina contra influenza contém vírus mortos ou apenas pedaços dele que não conseguem causar gripe.

    Na época em que a vacina é aplicada, circulam vários vírus respiratórios, que podem não ser o da gripe em questão, e as pessoas podem ser infectadas por eles. Além disso, é possível pegar um resfriado.

    9) Quanto tempo leva para a vacina fazer efeito?
    Em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre duas a três semanas após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses.

    10) Fora do período da campanha é possível me vacinar?
    Não pelo SUS. Depois da campanha, só serão vacinados os presidiários e indivíduos que apresentem problemas de saúde específicos. Clínicas as privadas poderão oferecer a vacina a toda população – inclusive para quem não faz parte do grupo prioritário – desde que as doses compradas estejam registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    11) A vacina contra a gripe tem o mesmo efeito de um antigripal?
    Não. A vacina previne contra a gripe, e o antigripal é um medicamento usado para reduzir os efeitos causados pela doença.

    12) Pessoas com doenças crônicas podem se vacinar?
    Sim, mas com apresentação de receita médica. Em alguns casos, como os de pacientes com doenças neurológicas, é aconselhável passar por uma avaliação médica antes da vacinação.

    13) É obrigatório apresentar a caderneta de vacinação?
    Não, mas o documento é necessário para atualizar outras vacinas do calendário anual. Para quem não apresentar a caderneta no momento da aplicação da dose, será feito outro cartão para o registro, que deve ser guardado para comprovar o histórico vacinal.

    14) Pessoas que tomam corticoide podem ser vacinadas?
    Sim, o uso não impede a imunização.

    15) Quanto tempo após a vacinação eu posso doar sangue?
    Uma portaria do Ministério da Saúde publicada em 2011 declarou que o doador fica inapto para doar sangue pelo período de um mês a partir da data em que foi vacinado contra o vírus da gripe. Depois desse prazo, está liberado.

    Gripe x resfriado (Foto: Arte/G1)

    Fonte : G1



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h10
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    São Paulo : suspeita de corrupção no governo Alckmin

    Deputado estadual prometeu verba a 'lobista de esquema'
    *
    Deputado estadual Roque Barbiere (PTB-SP)
    São Paulo, 15 - O deputado estadual Roque Barbiere (PTB) prometeu ao lobista Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldinho, preso na Operação Fratelli na terça-feira,09, conseguir recursos públicos no valor de R$ 250 mil para a Prefeitura de Barretos, interior de São Paulo. Osvaldinho foi assessor do hoje secretário-chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido, durante oito anos e é apontado como o elo entre a empreiteira Demop, acusada de fraudar licitações, e prefeituras paulistas.

    Barbiere não é investigado e caiu no grampo da Polícia Federal porque o celular do lobista estava sendo monitorado. Em ligação de 1.º de fevereiro, às 14h56, Osvaldinho procura Barbiere e diz a ele: “Tô precisando de uma ajuda sua. Nós tamo fazendo um negócio aqui em Barretos e aqui tem uma epidemia de dengue do c... Se eu levar o prefeito aí, você não arruma uns 250 mil prá ele? Na saúde?” O deputado estadual do PTB responde: “Arrumo, ué, fazer o quê? Alguma vez cê me pediu alguma coisa e eu falei não pra você? Cê tá acostumado com esses tucanos que só prometem e não cumprem nada!” Osvaldinho dá sequência: “Isso é verdade, tô acostumado com os tucanos. Eles prometem e a hora que você vai ver, c... em cima da gente”.

    Guilherme Ávila (PSDB), prefeito de Barretos, confirmou, por meio de sua assessoria, que no Encontro de Prefeitos conheceu “várias pessoas” que se dispuseram a ajudar o município, entre elas Osvaldinho, “que se apresentou ao prefeito”. No evento, no Memorial da América Latina, dia 13 de março, Alckmin anunciou a liberação de R$ 2,46 bilhões em investimentos para administrações municipais.

    Barbiere é o delator do esquema de venda de emendas parlamentares. Em agosto de 2011 ele revelou que entre 25% e 30% de seus pares na Assembleia Legislativa de São Paulo “vendem emendas e enriquecem”. Nunca citou nomes. O promotor Carlos Cardoso ficou responsável pela investigação por mais de um ano, mas aposentou-se e nada descobriu.

    Osvaldinho foi preso pela Operação Fratelli, desencadeada na terça feira. Ele é investigado por suposto envolvimento em esquema de corrupção e fraudes em licitações municipais com recursos de emendas parlamentares e convênios com ministérios do governo Federal. Entre 2002 e 2010, Osvaldinho foi assessor de Edson Aparecido, na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

    Também foi preso o empresário Olívio Scamatti, das relações pessoais de Aparecido. Controlador do Grupo Demop, empreiteira que teria sido a principal beneficiada em licitações dirigidas, Scamatti é apontado como líder do grupo que mantinha sob seu controle as administrações de pelo menos 78 municípios paulistas.

    “É verdade isso aí”, disse Barbiere ao Estado ao confirmar o pedido de Osvaldinho. “O prefeito esteve comigo, um rapaz novo, barbudo. Foi no meu gabinete. Não fiz emenda. Perguntei quantos votos eu tive em Barretos e disse a ele: ‘O que eu posso fazer para você é marcar uma audiência na Secretaria de Saúde, você vai lá’. Não sei o que o Osvaldinho prometeu para ele, mas posso auxiliar qualquer prefeito com dificuldade de audiência com secretário. Não há ilícito nisso, é um trabalho político. Se descobrir um prefeito, nesses meus 24 anos como deputado, que diga que fiz emenda ou indiquei empreiteira eu renuncio.”

    O prefeito de Barretos disse que esteve no gabinete de Barbiere e que o deputado sustentou que não poderia “ajudar com verba” pois “não teve votos na cidade”. “A emenda não foi liberada e o deputado avisou que não seria.” O criminalista Fábio Tofic, que defende Osvaldinho, disse que não teve acesso à integra dos autos da Operação Fratelli e, portanto, não iria comentar o caso.
    Chefe da Casa Civil de SP teve doação de outra empresa suspeita
    Edson Aparecido, deputado federal (PSDB-SP) licenciado e atual Chefe da Casa Civil no governo de Geraldo Alckmin

    Chefe da Casa Civil do governo Alckmin recebeu R$ 170 mil da Scamvias para sua campanha a deputado federal em 2010

    Fernando Gallo e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

    Além da Demop - construtora que está no centro do escândalo de fraudes em licitações de prefeituras do interior paulista -, que em 2006 doou R$ 91,6 mil para a campanha a deputado federal do atual secretário-chefe da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido (PSDB), outra empresa apontada como participante do esquema doou, na eleição de 2010, R$ 170 mil para a campanha que reelegeu o tucano.

    Trata-se da Scamvias Construções e Empreendimentos Ltda., que posteriormente teve seu nome alterado para Scamatti & Seller Infraestrutura Ltda. Ela fez duas doações no mês de setembro daquele ano, uma de R$ 120 mil e outra de R$ 50 mil.

    A empreiteira foi a terceira empresa que mais doou para a campanha de Aparecido em 2010.

    O Estado revelou ontem que a Operação Fratelli, deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para apurar fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior paulista, apontou uma estreita ligação entre Aparecido e Olívio Scamatti, dono das duas empreiteiras preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema.

    Além de diversos contatos telefônicos em que pede ao empreiteiro ajuda para um prefeito e demonstra preocupação sobre a abertura de uma investigação do Ministério Público que envolveria a Demop, Aparecido viu um ex-assessor de oito anos ser preso junto com Scamatti na operação: Osvaldo Ferreira Filho, o Osvaldinho, que é apontado como o elo entre a Demop e as prefeituras.

    Segundo os investigadores, além da Demop, o grupo opera o esquema supostamente fraudulento valendo-se de ao menos outras sete empresas. A Scamvias é apontada como uma delas.

    "O grupo Scamatti, a par de constituir um grande conglomerado de empresas sediadas na região noroeste paulista, com ampla atuação no segmento de pavimentação asfáltica, mineração e obras de infraestrutura, constitui também, segundo o que restou apurado, um enorme conglomerado de corruptores e fraudadores de licitações, com tentáculos enormes em número bem maior do que oito", anotaram.

    Sócios presos. A Scamvias foi registrada na Junta Comercial de São Paulo em 2002 com capital social de R$ 100 mil. Atualmente esse valor é de R$ 15 milhões. Seus dois donos são Olívio Scamatti e sua mulher, Maria Augusta Seller Scamatti. Ela foi presa no sábado pela Polícia Federal sob a suspeita de estar ocultando provas que poderiam incriminar seus familiares presos.

    O administrador da empresa é Luis Carlos Seller, cunhado de Olívio. Ele também foi preso na Operação Fratelli na terça-feira.

    Entre 2008 e 2012 a Scamvias recebeu cerca de R$ 130 milhões, em valores nominais, de prefeituras do interior paulista. A maior parte dos recursos é oriunda de emendas parlamentares estaduais e federais - neste último caso, sobretudo dos orçamentos dos ministérios do Turismo e das Cidades. As nove cidades que mais desembolsaram valores para a empresa são municípios de até 85 mil habitantes do noroeste do Estado.

    Fonte : Agência Estado, publicado dia 15/04/13


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h36
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    Escuta Essa! Feliciano enfrenta o Robocop gay!

    ESCUTA ESSA!

    "Infelizcianus"

    O Escuta Essa! desta semana repercute as declarações do presidente da comissão de direitos humanos da Câmara dos Deputados, pastor Marco Feliciano (PSC-SP), sobre John Lennon e os Mamonas Assassinas. A movimentação da oposição com foco nas eleições presidenciais de 2014, as eleições na Venezuela e o encontro entre Lula e Bono também estão no vídeo. Edição: Gabriela Fujita. Finalização: Bruno Landim Pedersoli.

    Clique no 'link' abaixo para acionar o vídeo

    http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/escuta-essa-feliciano-enfrenta-o-robocop-gay-04020C9C376AC0A14326?types=A&

    Fonte : Portal UOL



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h12
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    Música de Cabo Verde - Cesária Évora

    Cesária Évora Live D'amor 2004 (Complete Concert)

     

    A língua oficial é o português, usada nas escolas, na administração pública, na imprensa e nas publicações. A língua nacional de Cabo Verde, a língua do povo, é o crioulo cabo-verdiano (criol, kriolu). Cabo Verde é formado por dez ilhas e cada uma tem um crioulo diferente. O crioulo está oficialmente em processo de normalização (criação duma norma) e discute-se a sua adopção como segunda língua oficial, ao lado do português.

    Música de Cabo Verde - Cesária Évora

    Live At the Grand Rex, Paris April 2004, Cesaria Evora performes: Nutridinha, Isola, Vaquinha Mansa, Velocidade, Cretcheu Di Ceu, Bia d'Lulutcha, Lua Nha Testemunha, Saia Travada, Angola, Sodade, Besame Mucho, Ramboia, Carinha Di Bo Mae, Mar De Canal, Nha Cancera Ka Tem Medida, Fala Pa Fala, Beijo Roubado, Nho Antoine Escderode, Cize, Velocidade, BONUS: Le Grand Rex Backstage, Voz d'Amor Sessions, Video Mar de Canal



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h39
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    Marina, Ilara, Diogo, Shirley e Edson, também as cachorrinhas melissa, juju, sofia e meg

    Minha netinha Marina, do jeito que ela mais gosta, cercada de bonecas bebês

    Shirley, Marina e Edson

    Ilara, Diogo e a filha Marina
    Shirley e Marina

    Shirley com melissa, juju, meg e sofia

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h15
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    CRÔNICAS VERÍDICAS DE LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO

    Estratégistas, por Luís Fernando Veríssimo
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    Uma improvável guerra entre Coreia do Norte e Estados Unidos não será a primeira. Em 1950 a Coreia do Norte cruzou o Paralelo 38, que separava as duas Coreias desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e invadiu o Sul. As Nações Unidas autorizaram uma intervenção de forças aliadas para conter a invasão. As "forças" eram quase 100% americanas, comandadas pelo folclórico general Douglas MacArthur, que tinha se destacado, no Pacífico, como um dos generais-celebridades da Segunda Guerra, junto com Patton, na Europa, e Montgomery e Rommel, no Norte da África. No fim da guerra MacArthur fora instalado pelo presidente americano Truman como vice-rei do Japão, onde, entre outras coisas, instituiu uma reforma agrária de fazer o Stédile salivar, e comandou suas tropas na Coreia sem sair de Tóquio.

    A Guerra da Coreia também revelou um estrategista militar de primeira ordem: eu. As coisas não iam bem para os coreanos do Sul e os americanos, encurralados na ponta extrema da península. Apesar da pouca idade eu me interessava pela guerra. Estudei meus mapas e conclui que uma maneira de romper o sítio seria fazer um desembarque anfíbio como os que os americanos tinham feito em ilhas japonesas e, com tropas aliadas, nas praias da Normandia durante a Segundona, atrás das linhas inimigas. Cheguei a escolher o lugar do desembarque: Inchon, na costa leste. E foi exatamente onde ocorreu o ataque, dias depois. Não concluí que meu plano havia sido recebido telepaticamente pelo MacArthur, que não tinha pensado nisso. Minha megalomania não chegava a tanto. Mas, coincidência ou não, a estratégia deu certo. O Sul rompeu o cerco e perseguiu o Norte para além do Paralelo 38, até a fronteira com a China.

    Douglas MacArthur (por falar em megalomania) foi o mais perto que um moderno general americano chegou de ser golpista. Com a aproximação dos americanos da sua fronteira, os chineses tinham entrado na guerra, e a grande questão do momento era se os americanos deveriam ou não atacar o outro lado do Rio Yalu, que marcava a fronteira entre Coreia e China. MacArthur queria não apenas levar a guerra para o território chinês como usar armas nucleares. Sua insubordinação - negou-se a ir a Washington falar com o presidente sobre o que fazer com os chineses, tiveram que marcar a reunião num local escolhido por ele - levou Truman a destituí-lo do comando. MacArthur voltou para casa como ídolo da direita dura americana. É difícil imaginar que liderasse um movimento anticomunista sedicioso, mas se havia alguém com perfil e disposição para isto era ele. Preferiu despedir-se com um famoso discurso que terminava dizendo que os velhos soldados nunca morrem, apenas desaparecem lentamente. E começou a desaparecer.
    Fonte : O GLOBO, 14 de Abril de 2013

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    Oásis, por Luís Fernando Veríssimo

    Numa recente London Review of Books o escritor irlandês Colm Toíbín desenvolve uma tese instigante sobre três autores, Fernando Pessoa, Jorge Luis Borges e Flann O'Brien, este último um contemporâneo de James Joyce que passou a vida inteira ao mesmo tempo venerando e cutucando o autor de Ulysses. Os três são de cidades - Lisboa, Buenos Aires e Dublin - situadas à margem da literatura mundial, cidades que Toíbín descreve como desertos culturais, em contraste com os centros de criação da sua época como Paris e Londres. É estranho Toíbín dizer isto sobre a Irlanda, que, além de Joyce, produziu Beckett, Shaw, Swift, Yeats, etc. e mais prêmios Nobel de Literatura por metro quadrado do que qualquer outro país do mundo. Mas a criação na Irlanda, de um jeito ou de outro, sempre foi um reflexo do domínio inglês, tanto da sua política quanto da sua cultura, e os premiados irlandeses foram todos fazer sua reputação e ganhar sua vida em Londres enquanto Dublin ficava como a capital da memória, como disse Lawrence Durrell de Alexandria, um lugar para ser evocado no exílio mais do que habitado.

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    Os oásis e as miragens só podem existir nos desertos e os três autores citados por Toíbín viveram e escreveram nos seus respectivos refúgios do deserto. Dos três só um (O'Brien) produziu um texto longo, os outros só fizeram poesia e contos - uma literatura de oásis, nutrida pela imaginação de cada um em vez de pela aridez em volta, que podiam retratar apenas a distância, como paródia ou curiosidade. O fato de não contarem com uma cultura local estabelecida para alimentar sua criação, de certa maneira os autorizou a comer da tradição literária de todo o mundo, com licença para serem mais criativos do que todo o mundo. Pessoa e Borges, principalmente, eram multinacionais antes de inventarem o termo.

    ***

    A linguagem do oásis é diferente da linguagem do deserto. A prática de viver em oásis permitiu aos três brincar com a linguagem e uma forma que seria impossível sem esta distância. A biografia dos três ajudou nesse sentido. Pessoa viveu na África do Sul entre os 7 e os 17 anos e quando voltou a Lisboa falava inglês melhor do que português. Muitos dos seus poemas foram escritos em inglês. Borges tinha uma avó inglesa que morava com a família, e cresceu falando espanhol e inglês. Dos 15 aos 22 anos Borges morou em Genebra, onde falava francês e inglês, além do espanhol. O'Obrien só falou irlandês até os 10 anos, e escrevia em irlandês e inglês. Uma língua vista de fora ou de longe revela todas as idiossincrasias e possibilidades que os que a falaram sempre nem sempre veem. O russo Nabokov escrevendo em inglês é um exemplo dos prodígios possíveis com uma língua recém-apreendida, e tem um predecessor igualmente admirável no polonês Joseph Conrad. Borges dizia que sua grande vontade literária era ter escrito toda a 11.ª edição da Enciclopédia Britânica. Em inglês, claro.

    ***

    Outra afinidade citada por Toíbín é a afeição dos três por heterônimos. Pessoa usou, entre outros, os nomes Ricardo Reis, Alberto Caieiro, Álvaro de Campos, Bernardo Soares. Borges foi B.Suarez Lynch e H.Bustos Domecq. O nome verdadeiro de O'Brien era Brian O Nuallain e ele também escreveu com o pseudônimo (atenção revisor, é assim mesmo) Myles na gCopaleen. Heterônimos podem ser considerados miragens, figuras fluidas e imaginárias que só servem para fazer companhia nos oásis e serem cúmplices nos jogos com a linguagem de que os três gostavam tanto. Escreve Toíbín: "Não foi coincidência que os três não tiveram filhos, que não escreveram sobre mulheres ou, no caso de dois deles, eram levemente misóginos. Quando dois deles se casaram foi uma grande surpresa para seus amigos: pareciam mais confortáveis (ou mais confortavelmente desesperados) como solteiros do que como pais ou maridos. Na verdade, os três, apesar disto não ser da nossa conta, podem ter morrido virgens. Um deles disse que não tinha ambições ou desejos. "Ser um poeta não é uma* ambição, é a minha maneira de estar sozinho."
    Fonte : O ESTADO DE S. PAULO, 14 de Abril de 2013


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h09
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    Inaugurado por Daniela Mercury novo ritmo baiano : a sapataxé music

    Ela é do babado!, por Agamenon
    Ao assumir a sua condição de cantora eclésbica, Dachinela Mercury acaba de inaugurar mais um ritmo baiano: a sapataxé music.

    Só se fala noutra coisa! Num gesto ousado de coragem, a cantora Daniela Marketing revelou ao Brasil que estava casada com uma mulher do mesmo sexo! Ora, eu também sou casado com uma mulher do sexo feminino, a Isaura, a minha patroa, e ninguém fala nada! Daniela, assim como outras celebridades, estão aproveitando para sair do armário (quer dizer, sair do closet) para protestar contra o pastor José Miliciano, quer dizer, José Feliciânus. O presidente da Comissão de Direitos Humanos é atualmente o sujeito que fala mais bobagem no Brasil e olha que é muito difícil atingir essa posição no nosso país porque a concorrência é grande! O pastor cego José Feliciano agora resolveu dizer que John Lennon foi assassinado e os Mamonas Assassinas morrerem num acidente aéreo porque falaram mal de Deus. Eu acho que esse pastor está indo longe demais! Por que é que o Caetano, o Jean Willys e o Capitão Nascimento não pegam esse camarada e dão uma surra nele para acabar com essas declarações violentas e preconceituosas?

    Ao assumir a sua condição de cantora eclésbica, Dachinela Mercury acaba de inaugurar mais um ritmo baiano: a sapataxé music. E ela não vai parar por aí! No próximo carnaval, a cantora pretende introduzir várias novidades musicais como o samba- aranheggae, a lambida e o axéxerec. Sempre empreendedora, Sapatela Mercury também vai patrocinar o afoxota Filhas da Glande além de apresentar novas bandas: a Chiclete sem Banana e o Asa de Lábia.

    O Brasil não é mais aquele país careta e conservador do passado, aliás, nunca foi. Hoje em dia, as pessoas não tem o menor pudor de expor as suas preferências sexuais. Vejam o caso do cartunista Laerte que, depois de muitos anos, resolveu assumir que era transgênero e seu sonho era se vestir de Margareth Tatcher. Também temos o caso da filha da Gretchen que, desde jovem mostrou suas tendências fanchonistas, mesmo sem ser cantora de MPB (Música da Periquita Bonitinha). Outro caso notório de “outing” é o da top model Léa T, a filha do Toninho Cerezzo, que, num gesto de caridade resolveu extirpar o próprio pênis e doá-lo para os famintos da África. Por ser filho (a) do bem dotado jogador brasileiro, dizem que essa parte inútil da ex-travesti deu para alimentar mais de 100 famílias da Somália por vários meses.
    Mas o que só eu, Agamenon Mendes Pedreira sei é que, em breve, mais uma celebridade famosa vai sair do armário: a presidenta Dilma Roskoff irá ao ar em cadeia nacional para revelar a todo o mundo que é mulher!

    FIGURAÇA DA SEMANA

    Margareth Tatcher – a Dama de Ferro foi uma mulher polêmica : muitos a odiavam enquanto outros queriam ver a sua caveira. Autoritária, mandona e sem papas na língua, Tatcher governou a Inglaterra com mão de ferro e outras partes mais rígidas de sua anatomia também. Enfrentou e derrotou a greve dos mineiros comandada por Tancredo Neves, Carlos Drummond de Andrade e Ziraldo. Apesar de não ser cantora de MPB, Margareth Tatcher era mulher macho sim senhor. Quando a ditadura argentina resolveu invadir as Ilhas Falklands como se fosse o MST, Tatcher não deixou por menos. Veio pessoalmente com a Marinha Inglesa retomar as minúsculas olhotas, quer dizer, ilhotas, matou a cobra e mostro o pau. Ao verem o tamanho de seu poder, os militares argentinos, humilhados, botaram o rabo entre as pernas e bateram em retirada. Adepta fervorosa do neoliberalismo assassino, Tatcher privatizou tudo na Inglaterra : o Big Ben, a Torre de Londres, o Museu de Cera de Madame Tousseau, a BBC e o Príncipe Charles.

    ***
    Aproveitando a onda de neoliberalismo sexual no Brasil, a inflação também resolveu sair do armário. Indignado, o Ministro Guido Manteiga botou a culpa no tomate, no quiabo cru e no damasco seco.

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    Agamenon Mendes Pedreira não é cantora de axé mas também gosta de mulher.
    Fonte : O GLOBO, 14 de Abril de 2013

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h46
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    CRÔNICA DE FERREIRA GULLAR : Ciência e paciência

    Ciência e paciência, por Ferreira Gullar
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    Houve época em que a idade era tida como qualidade, mas, de uns tempos para cá, caiu em descrédito. Nos anos 1960, tornou-se comum dizer-se que não se devia confiar em ninguém que tivesse mais de 30 anos. Descobriu-se, então, que ser jovem era o único valor real e que a chamada sabedoria dos mais velhos era simples balela.

    Os que diziam isso, naquela época, hoje têm mais de 50 anos e não sei se continuam a afirmar a mesma coisa ou se ensinam a seus filhos o que aprenderam com a idade.

    Por exemplo, que o consumo de drogas, a que se entregavam entusiasticamente naquela época, levou muitos amigos seus à loucura ou à morte precoce. Mas, se o fizerem, correm o risco de ouvir deles que não confiam em ninguém que tenha mais de 30 anos de idade, pois foi o que aprenderam com os próprios pais.

    De fato, aos 20 anos, a gente não sabe muito da vida. Tampouco os mais velhos sabem tudo. Se aquela frase irreverente expressava a necessidade de uma geração de romper com os valores estabelecidos e entregar-se ao desvario beatnik, há que levar em conta que cabe aos jovens inventar a própria vida e, para isso, têm que, às vezes, não ouvir os conselhos dos pais.

    É que nem sempre a sabedoria dos mais velhos ajuda os mais jovens. E mais que isso, o jovem quer errar, precisa errar, porque é errando que se aprende. Não adianta a mãe advertir o filhinho de não tocar o dedo na chama da vela, pois fogo queima. Ele só acreditará depois de queimar o dedo.

    Bem, toda essa conversa vem a propósito de minha irritação com a barulheira desta rua onde moro. Desta vez, foi um vendedor de laranjas que apregoava as virtudes de sua mercadoria, berrando num alto-falante posto em cima de uma caminhonete.

    Minha filha Luciana, que me visitava na ocasião, preocupada com meu estado de espírito, aconselhou-me a mudar de apartamento e buscar uma rua tranquila, como aquela onde mora. Minha reação a seu conselho deve tê-la surpreendido.

    -- Sair eu deste apartamento onde moro há 30 anos?! Nunca! Já pensou na quantidade de livros que teria que transportar e rearrumar na outra casa? Prefiro enlouquecer aqui mesmo.

    Foi a minha primeira reação. Logo, mudei de tom e lembrei-lhe de que, mal me instalara aqui, descobri que, sob meu quarto de dormir, funcionava uma boate. Iniciou-se uma luta que durou anos e que terminei vencendo. Se não saí naquela época, não seria agora que o faria.

    E quando os meninos da vizinhança passaram a jogar bola embaixo de minha janela? Era todos os dias, no final da tarde. Eles, na verdade, menos jogavam do que gritavam, se esgoelavam. Um inferno.

    Desesperado, comecei a engendrar um plano para acabar com aquilo e concluí que o mais eficaz seria quebrar meia dúzia de garrafas e jogar os cacos de vidro na calçada. Encontrada a solução, fui dormir naquela noite mais conformado, sem calcular as consequências daquele plano. Sucedeu que, dois dias depois, à hora de sempre, não houve a pelada. Nem no dia seguinte, nem nunca mais.

    Achei ótimo, mas não me dei ao trabalho de refletir sobre o fato. Não muito depois, foi um vendedor de uvas que, todos os dias, a partir das três da tarde, começava a gritar num alto-falante: "Uvas por dois reais! É só hoje e não tem mais!".

    Isso durou semanas, mas um dia acabou também. Senti-me aliviado e não pensei mais no assunto, mesmo porque o que nos desagrada a gente trata, se possível, de esquecer.

    E não é que, certa noite, dois caras começaram a conversar aos berros debaixo da minha janela. Além do berro em si mesmo, irrita-me especialmente o fato de que o sujeito está junto do outro, mas berra como se estivesse do outro lado da rua.

    Tive vontade de descer, ir até eles e lhes dar um esporro. Mas pensei um pouco, fui até a cozinha tomar um gole d' água e, quando voltei à sala, eles tinham ido embora ou se calado. Então refleti: se eu tivesse dado um esporro neles, teria ganho dois inimigos e eles, para me irritar, estariam possivelmente berrando até agora. E ainda
    teria ganho dois inimigos.

    Terminei aprendendo: espere passar, pois tudo passa. A sabedoria é ter paciência e não se estressar nem brigar. Mas isso só se aprende com a idade.

    Ferreira Gullar

    Ferreira Gullar é cronista, crítico de arte e poeta. Escreve aos domingos na versão impressa de "Ilustrada"

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO, 14 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h33
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    OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL E MINISTÉRIO PÚBLICO REVELA LIGAÇÕES DO CHEFE DA CASA CIVIL DO BANDEIRANTES EDSON APARECIDO COM ESQUEMA DE FRAUDES EM LICITAÇÕES NO INTERIOR PAULISTA

    Operação revela elo entre número dois de Alckmin e suspeito de chefiar fraudes

    por Fernando Gallo e Fausto Macedo

    Ligações perigosas

    Grampo : Edson Aparecido mantinha contato com empreiteiro apontado como chefe de esquema.
    *
    Escutas mostram chefe da Casa Civil em conversas com empreiteiro apontado como cabeça de um esquema de licitações irregulares no interior paulista; preso, ex-assessor de Edson Aparecido é descrito nos autos como 'facilitador do grupo criminoso"
    Deflagrada na semana passada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público para apurar fraudes em licitações em 78 prefeituras do interior paulista, a Operação Fratelli revelou uma estreita ligação entre Edson Aparecido, hoje chefe da Casa Civil do governo Geraldo Alckmin (PSDB), e Olívio Scamatti, dono de empreiteira preso na terça-feira sob suspeita de chefiar o esquema.

    Assessor que trabalhou durante oito anos com Aparecido, Osvaldo Ferreira Filho, conhecido como Osvaldinho, também está entre as 13 pessoas da região de São José do Rio Preto, no noroeste do Estado, presas pela operação. O ex-auxiliar do número dois de Alckmin é apontado como o elo entre a Demop, empreiteira de Scamatti que está no centro do escândalo, e as prefeituras.

    Segundo consta dos autos da operação, Osvaldinho também "manteria estreito contato com alta autoridade do governo do Estado, o que facilitaria a atuação do grupo apontado como criminoso para a liberação de recursos".

    O próprio Aparecido foi flagrado em conversas telefônicas com o empreiteiro. Elas ocorreram em 2010, quando exercia o mandato de deputado federal pelo PSDB. Em uma dessas conversas, o parlamentar tucano faz um alerta para o dono da Demop.

    Segundo relatório dos investigadores, Aparecido fala de problemas em um asfaltamento mal feito na cidade de Auriflama, administrada na ocasião por um aliado do parlamentar, o prefeito José Jacinto Alves Filho, o Zé Prego. Aparecido pede ao empreiteiro que mande máquinas ao local para que o prefeito as fotografe e envie ao Ministério Público, a fim de mostrar que providências já estariam sendo tomadas.

    Ainda segundo os investigadores, Aparecido conclui na conversa gravada: "Se abrir processo, a região inteira contamina" (sic).

    A Demop atua em quase todas as cidades do noroeste paulista. Boa parte das licitações que renderam contratos com prefeituras para a empreiteira está sob investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.

    Doadora e assessor. Aparecido não é alvo direito da investigação em curso. Ele apareceu nos grampos da operação porque mantinha contato telefônico com o dono da empreiteira e com o seu ex-auxiliar.

    A Demop foi doadora da campanha em 2006 do agora chefe da Casa Civil do Estado. A empreiteira fez dois repasses ao tucano, um de R$ 42,4 mil, outro de R$ 49,2 mil, totalizando R$ 91,6 mil.

    Osvaldinho foi assessor de Aparecido na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

    O assessor chegou a representar o tucano quando este era deputado estadual, na primeira metade da década de 2000, em uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Tietê-Batalha e na assinatura de um convênio da secretaria estadual de Habitação com a cidade de Votuporanga para a realização do asfaltamento de uma avenida local.

    Segundo Aparecido, o antigo aliado se desligou de seu gabinete em 2010, "talvez um pouquinho antes, para tocar a vida".

    O chefe da Casa Civil de Alckmin admite contatos com o empreiteiro apontado como chefe do esquema de fraudes em licitações, mas afirma que ele "nunca solicitou nada que indicasse qualquer irregularidade". Aparecido ressalta que as doações de campanha foram registradas e diz confiar na inocência do ex-assessor. "Ele (Osvaldinho) vai responder à altura", afirmou o tucano (mais informações abaixo).

    Os investigadores afirmam que Osvaldinho, que hoje é dono de uma pequena empresa de logística, mantinha "contatos em prefeituras para tratar da montagem de licitações". Ele definia, dizem os autos, as empresas que seriam convidadas para concorrer a contratos. Também apontava "convênios cujas verbas seriam empregadas em licitações fraudadas".

    Fonte : ESTADO DE S. PAULO, 14 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h25
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    MASSACRE DO CARANDIRU : A caixa-preta das prisões, por Suzana Singer

    A caixa-preta das prisões, por Suzana Singer
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    Era um sábado, dia de eleição. Estava de plantão no jornal, mas sem estresse. Editora de "Cotidiano", eu acompanhava de longe a movimentação em política, que cobria a escolha do novo prefeito de São Paulo (vai dar Maluf e Suplicy no segundo turno?). Eram tempos agitados: em Brasília, Itamar Franco assumia a Presidência depois do impeachment de Collor.

    O jornal daquele dia, 3 de outubro de 1992, trazia um título pequeno na "Primeira Página" informando que, na véspera, "pelo menos" oito tinham morrido em uma rebelião na Casa de Detenção. A estimativa vinha dos hospitais, já que não havia dados oficiais. A única fotografia era a de um policial ferido.

    No fim da tarde, quando as urnas estavam praticamente fechadas, o saldo verdadeiro daquilo que ficou conhecido como o "massacre do Carandiru" apareceu: 111 mortos.

    De repente, a notícia do dia estava na minha editoria, a eleição municipal e a troca de governo perdiam importância diante do tamanho da matança. Com pouco tempo para a apuração, o que foi possível publicar no domingo foi um relato da ação da Polícia Militar, a carta de um preso que negava que eles tivessem arma de fogo e um destaque para o fato de o Estado ter omitido o número de vítimas para não prejudicar o candidato do PMDB.

    Mesmo sob uma saraivada de críticas, o governo estadual continuou retendo as informações, o que dava força aos boatos. Três dias depois da invasão, a manchete da Folha dizia que o saldo de vítimas poderia ser ainda maior. Os presos falavam em 280 corpos. Resposta do secretário da Segurança: "O aumento no número de mortos é plausível".

    Foi uma cobertura difícil, mas que, aos poucos, desconstruiu a versão oficial, de que os policiais tinham revidado os tiros dos detentos. Fotografias obtidas por Marcelo Godoy, na época repórter da "Folha da Tarde", mostravam corpos nus amontoados, indício de que os presos tinham sido mortos depois de rendidos. Nas imagens feitas por um policial, aparecem também sobreviventes sendo obrigados a carregar corpos de companheiros --com medo da Aids, a polícia não tocava nos mortos.

    A fotógrafa Marlene Bergamo, que estava no "Notícias Populares", fingiu ser parente de preso e entrou com uma câmera escondida no IML, registrando a fileira interminável de caixões. Aos poucos, foram surgindo relatos de presos contando histórias de fuzilamentos a sangue-frio e de ataques de cães a feridos.

    A imprensa e os intelectuais criticavam duramente a ação, enquanto a população se dividia. Mais da metade (53%) condenava o massacre, mas 29% apoiavam a polícia, o que era muito diante da tragédia recente. Segundo o Datafolha, esse percentual subiu hoje para 36%.

    Como resposta ao massacre, o governo estadual criou uma secretaria especial para assuntos penitenciários e parecia que a vida atrás das grades entraria de vez na pauta da imprensa.

    Vinte anos depois, os presídios, dominados agora pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), viraram uma caixa-preta. O acesso é dificílimo. Antes da ação no Carandiru, era possível obter rapidamente, com o diretor da unidade prisional, autorização para conversar com um criminoso. Hoje, é preciso passar por um juiz, pelo diretor da cadeia e a resposta é quase sempre "não". A justificativa é resguardar a segurança do próprio jornalista.

    A imprensa, por sua vez, se acomodou e se desinteressou. Hoje não se sabe o que acontece nas prisões de São Paulo, onde vivem mais de 200 mil pessoas.

    Como o crime organizado se impõe e como espalha sua influência para fora dos muros? Qual o poder real do Estado nas cadeias? O que os presos aprendem ali? Não há respostas no noticiário, que se atém às rebeliões (mais raras nos últimos anos), às discussões sobre como coibir o uso de celulares e às denúncias de más condições, que partem quase sempre de advogados, ONGs ou do Ministério Público.

    A conclusão da "Veja" em 1992 é, infelizmente, muito atual. "Cadeia é assim mesmo: só desperta a sensibilidade dos cidadãos honestos quando a animalidade que nela existe ganha uma dimensão formidável."

    Suzana Singer

    Suzana Singer é a ombudsman da Folha desde 24 de abril de 2010. No jornal desde 1987, foi Secretária de Redação na área de edição, diretora de Revistas e editora de "Cotidiano". Escreve aos domingos na versão impressa.

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO, dia 14 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h03
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    Ruy Castro: No terraço com Sarita

    No terraço com Sarita, por Ruy Castro
    RIO DE JANEIRO - Sarita Montiel, cantora e atriz espanhola, morreu na segunda-feira em Madri, aos 85 anos, segundo as agências. Sarita, 85? Que mentira. Todos sabemos que ela nunca passou dos 31, 32 --quando sua beleza siderava as plateias em filmes como "A Última Canção", "La Violetera" e "Carmen de Ronda".

    Você perguntará: quem "sabemos"? Nós, os garotos que víamos Sarita no cinema, nas revistas ou nas capas dos LPs, e perdíamos o sono pensando em seus olhos verdes, cabelos castanhos, lábios carnudos --e em seu decote (os adolescentes não são muito espirituais em suas fixações). Por Sarita, e apenas por ela, ficávamos até o fim daqueles horríveis filmes espanhóis, gemendo de inveja dos galãs e torcendo para que, ao cantar, ela arfasse ao tentar certas notas e seu decote revelasse mais um pouco do que pareciam duas pequenas obras-primas.

    O apogeu de Sarita foi entre 1958 e 1962. Os EUA a ignoravam, mas ela tinha a Europa, o México e a América do Sul. E, quando digo que Sarita nunca passou dos 31, 32, é porque, dali --a partir, talvez, de "Meu Último Tango" ou "A Rainha do Chantecler"--, começamos a trocá-la por paixões mais próximas e palpáveis. Quem sabe sentindo-se traída, foi saindo da tela aos poucos e, com isso, poupou-nos de vê-la envelhecer.

    Mas, no auge do estrelato, Sarita veio ao Rio, e Ivan Lamounier, presidente da distribuidora Condor Filmes, deu-lhe uma festa em sua cobertura no Leblon. Todo o pessoal do cinema foi convidado. A noite era de lua cheia; a música, ao vivo, e o implacável galã nacional Anselmo Duarte tirou Sarita para dançar no terraço. Nascia ali um romance?

    Bem, se o romance aconteceu, não sei. Só sei que, ao sair à noite nesse mesmo terraço, onde hoje moro, vejo Sarita e Anselmo dançando ao luar e me surpreendo gemendo de inveja do Anselmo.

    Ruy Castro

    Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. Considerado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Escreve às segundas, quartas, sextas e sábados na Página A2 da versão impressa.

    Fonte : FOLHA DE S. PAULO, 13 de Abril de 2013



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h33
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    5 Melhores Danças de Tango



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h13
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    CRÔNICA DOMINGUEIRA : Exclusiva com o comandante Borges, por João Ubaldo Ribeiro

    Exclusiva com o comandante Borges, por João Ubaldo Ribeiro
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    Comandante, ainda bem que você veio. Ontem me disseram que você não queria mais dar a entrevista.
    - É, mas pensei melhor. Se eu prometi, está prometido. Alguèm tem que manter a palavra neste país. Mas isto não impede, sem querer ofender ninguém, que eu ache esta entrevista uma palhaçada.
    - Não entendi.
    - Não vai sair nada do que eu disser, a imprensa está toda no bolso do governo, devendo a Previdência e a Receita e mamando as verbas de publicidade. A imprensa está aí para ajudar no fingimento de que há liberdade, vontade popular, opinião pública e essas besteiras feitas para declamação. Isto mesmo que eu acabo de dizer quero ver sair, não sai. Está gravando?
    -Estou.
    - Você está perdendo seu tempo, não vai sair nada. Grave aí que eu acho que essa democracia é para as negas deles, o que eles fazem é entolhar todo mundo e fazer tudo na veneta deles. Você viu a do ensino? Agora é obrigatório botar o filho na escola aos 4 anos! A quem que eles perguntaram? Eles não conseguem dar conta nem da metade dos que já têm direito e inventam mais? Estamos cheios de grandes escolas públicas para todos, todo mundo na escola de barriga cheia desde os 4 anos, que beleza! Eu não sou otário, eu não sou otário! Eu queria que eles comprendessem que eu não sou otário!
    - Eu pretendia chegar a assuntos como esse, sei que você tem opiniões muito firmes. Mas minha primeira pergunta ia ser outra, mas pessoal.
    - Ah, desculpe, eu às vezes me exalto um pouco. Pode perguntar o que você quiser. Se eu contar coisas pessoais, também não sai, eu não sou pervertido, a imprensa só se interessa quando é a vida pessoal dos pervertidos. Não vai sair nada, mas eu respondo a qualquer pergunta.
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    Nada de faxina! Para quem propina, rapina e assassina, o correto é guilhotina!
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    - Bem, a pergunta é uma curiosidade minha. Frequentamos este mesmo boteco há não sei quantos anos e nunca vi você chegar dando risada sozinho, como vi hoje, na hora em que você estava descendo da sua famosa bicicleta elétrica. Dá para dizer qual foi a razão?
    - Dá, eu não escondo nada. Não era riso de satisfação, nem de felicidade. Era uma risada mórbida que deu para me atacar de uns tempos para cá, uma espécie de humor negro. Eu estava me lembrando de um comercial. Não sei do que era, só me lembro da cena. Era um casal fazendo um pequenique romântico na Lagoa à noite, sentadinho com um pano de mesa estendido, luz de velas, cestinha de comida, parecia uma aquarela campestre. Aí eu fiquei pensando e me deu uma crise desse riso mórbido. E, na hora de minha chegada, não sei por que, me lembrei de novo. Sempre que eu lembro, rio novamente, é incoercível. Piquenique na Lagoa é demais, não é, não?
    - Demais como?
    - Você não entendeu! Piquenique na Lagoa, piquenique na Lagoa! Só pode ser Walt Disney, e dos anos 50! Quando o casal tivesse acabado de estender a toalha, já não ia mais ter cestinha, nem garrafinha, nem vela, nem piquenique nenhum! Seja sincero e realista e me responda quantos segundos você daria para um casal começar um pequenique à noite na Lagoa e o piquenique ser todo comido e possivelmente o casal também. Dou 90 segundos, mas ganha quem der um minuto. Aí eu fico pensando no que poderia acontecer a esse casal e o pequinique deles e tenho essas crises de riso, é tudo humor negro mesmo. Uns dois dimenores liquidavam tudo numa boa.
    - Você tem uma birra com os menores, não tem?
    - Eu não, eu só sou contra o que eu vou lhe figurar.. eu sou João Naringolé, traficante que de vez em quando precisa de outros serviços, notadamente os que envolvem dar cabo de alguém. Aí, quem é que eu chamo para fazer o serviço? Vou ao banco de dados de menores pistoleiros... Deve haver vários bancos de dados desse tipo, é capaz até de já ter no Facebook. Vou lá, escolho um, ofereço uma graninha e ele faz a execução. Se for preso, não pega nada e recebe a grana pelo serviço. Se me dedurar, sabe que eu posso mandar outro dimenor para rechear de azeitonas a cabeça dele e assim por diante, é um esquema perfeito. O dimenor é um grande patrimônio da criminalidade nacional.
    - Então você é a favor da diminuição da maioridade penal.
    - Eu não! Não distorça minhas palavras! A favor da diminuição geral, não, cada caso é um caso! Eu só tenho propostas sérias e eficazes, esse negócio de fixar idades com base em invencionices psicológicas não resolve nada. Eu sou a favor de uma coisa muito simples : teve idade para apontar a arma e dar o tiro, tem idade para ir em cana. Não é simples? É a coisa mais óbvia para qualquer um e somente os intelectuais é que não concordam, porque as soluções simples dão desemprego para eles, tudo aqui é em função do emprego.
    - Você não acha que a responsabilidade penal do menor...
    - Ninguém mais é responsável por nada! Isso era antigamente, agora todo mundo é vítima e qualquer sacanagem que apronte recebe um nome artístico, dado pelos psiquiatras! Um nome artistíco e uma bolinha e está tudo resolvido, a culpa não é de ninguém, é da síndrome! A culpa não é dele, é das condições socioeconômicas! A culpa não é dela, é dos traumas de infância! Ninguém tem mais culpa de nada, ninguém fica preso, ninguém paga do própio bolso as multas às empresa, ninguém é responsável por nenhum desastre, todo mundo rouba e mata, há muito tempo que isto é uma esculhanbação! O que nós precisamos é de Robespierre! Nada de faxina! Para quem propina, rapina e assassina, o correto é guilhotina! quero ver isso sair no jornal!
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    Fonte : O ESTADO DE S. PAULO
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    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h11
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    Resenha em charges

    Agradecimentos a filha do Sarney

    Roseane Sarney vai ganhar pensão vitalicia

    por Nani

     

    Momentos íntimos da "presidenta"

    Dilma na intimidade

    por Sponholz

    Noé X "Infelizcianus"

    Noé dá umas palmadas em Feliciano

    por Latuff para o Diário Preto

    O Brasil de hoje e seus bichos

    Inflação, mosquito da dengue e pibinho

    por Giancarlo

    Barbosa X Dirceu

    Joaquim Barbosa e Zé Dirceu

    por Sponholz

    Joaquim Barbosa ataca novamente

    Salve Joaquim Barbosa

    por Nani

    O novo quitandeiro

    Vendedor de Tomates

    por Boopo

    Caetano X Feliciano

    Caetano Veloso contra Marco Feliciano

    por Aroeira

    Compro tomate, mandioca e cebola

    Vendo Ouro, compro Tomate

    por Clauto

    Deu no The i-piaui Herald

    "Feliciano disse que Jesus vai me absolver", revela Dirceu


    Para exaltar a independência dos poderes Luiz Fux prometeu tocar músicas de Caetano Veloso no próximo convescote do STF

    PURGATÓRIO - Intrépido intérprete da Justiça Divina, o onipresente pastor Marco Feliciano tomou para si a missão de salvar a alma de José Dirceu. "Ele veio aqui espontaneamente, sem eu pedir nada, para dizer que Jesus me absolveria se eu passasse para ele as senhas dos cartões Visanet", declarou o endiabrado petista. "Fui assediado espiritualmente", completou.

    No final da tarde, Feliciano assegurou que José Dirceu tem pacto com Caetano Veloso. "Os orixás mandaram Dirceu recolher o mensalão. Se tivesse trabalhado em nome de Jesus, teria recolhido dízimo. Além de ser absolvido, teria isenção fiscal", pregou o metropastor.

    Em tom de provocação, Feliciano anunciou: "Renuncio à presidência da Comissão de Direitos Humanos se Dirceu renunciar ao sotaque interiorano". E pediu ainda para que "Deus aja na vida de Dirceu como agiu na vida do irmão John Lennon".

    "Esse homem me ofuscou", praguejou o petista, rodeado de militantes fantasiados de anjos. "Antes eu reinava absoluto na preferência nacional", completou.

    Gerald Thomas assume Comissão dos Direitos Humanos


    Gerald Thomas assume Comissão dos Direitos Humanos

    O Apalpador-Geral da República, Herald Thomas, não se conteve diante de Guido Mantega: "Deixa eu ver esse pibinho!"

    BRASÍLIA - Após enfiar as mãos entre as pernas de uma Panicat, tentar abrir a braguilha de um comediante e exibir o pênis para os fotógrafos, sir Herald Thomas pleiteou uma vaga na Comissão dos Direitos Humanos da Câmara. "Me, myself Thomas, amigo de Samuel, Samuel Beckett, bando de primitivos energúmenos, agora reúno os requisitos to lead this comission de quinta categoria", discursou, enquanto fazia pirucóptero.

    Sir Geraldo transformou sua posse em Brasília num espetáculo de vanguarda, como nunca antes in this country. Envolto numa nuvem de fumaça branca, virou-se de costas para os parlamentares, acocorou-se e abaixou as calças, deixando à mostra a sua ópera seca. Depois de sete minutos e trinta e três segundos nessa posição, discursou: "Parvos e parvas, essa performance kafkabundiana só será compreendida na Ilha de Manhatan, numa aurora boreal no ano de 2056".

    O blogueiro Romualdo Azedo escreveu que "num país enfeitiçado pelo obscurantismo sedativo do Apedeuta, a gentalha nunca irá entender a genialidade da genitália de Thomas".

    Ofuscado, Marco Feliciano ofendeu a família inteira de Chico Buarque, João Gilberto e Tom Jobim em busca de atenção.

    No final da tarde, Deus reconheceu uma falha de atualização em Gerald Thomas. "Tivemos problemas na versão que começou a rodar em 1992. Talvez seja tarde para fazer um recall", admitiu o Supremo Arquiteto.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h52
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    Canhenho, o blog do Matosinho

    ESPETÁCULO TURÍSTICO DA "PRESIDENTA" DILMA A ROMA É UMA AFRONTA A POBREZA DO BRASIL

    Na sessão plenária, o senador Alvaro Dias fez severas críticas ao tamanho do aparato logístico levado para a cidade de Roma pela presidente Dilma, para acompanhar entronização do Papa Francisco. "Já é mais do que sabido que este é um governo perdulário, que gasta em demasia com ações desnecessárias e estruturas excessivas.

    Mas o espetáculo turístico promovido pelo Palácio do Planalto, para visitar um Papa que se apresenta como amigo dos pobres, não apenas é afrontoso com a população de um País que abriga boa parte da sua população na faixa de pobreza, como também causa inconformismo e indignação", afirmou o senador.

    O senador lembrou ainda que a presidente brasileira dispensou a hospedagem no suntuoso prédio da Embaixada do Brasil em Roma, localizada no Palácio Pamphilli, uma das mais cobiçadas sedes diplomáticas do mundo (como se pode ver nas fotos abaixo). "Dilma levou a Roma uma pequena multidão. Se a presidente reunisse sua numerosa comitiva em frente à Embaixada, pensariam que ali estaria sendo realizado um comício", disse.

     

    "CANHENHO, o blog do Matosinho "



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h37
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    AERUS : LUTA E RESISTÊNCIA PELOS DIREITOS, PELA ÉTICA e DIGNIDADE


    12/04/2013

    AERUS : SETE (07) ANOS DE ÓBITOS, LUTA E DEDICAÇÃO

    AERUS : LUTA E RESISTÊNCIA PELOS DIREITOS, PELA ÉTICA e DIGNIDADE

    postado por Edson Matosinho

    AERUS : SETE (07) ANOS DE ÓBITOS, LUTA E DEDICAÇÃO

    A ação do Instituto Aerus completa 07 anos neste dia 12 de abril. A data não é para comemorações, mas deve marcar o empenho e a dedicação de centenas de trabalhadores, dos Sindicatos das categorias, na busca por uma solução para as quase 20.000 pessoas que perderam, não só seus depósitos no fundo, mas para muitos, na velhice, sua tranquilidade e segurança.

    Por ocasião dos 07 anos da intervenção do Governo Federal no Instituto AERUS, que neste longo período foi de luta dos pensionistas e familiares para solucionar o direito de quase 20 mil trabalhadores que perderam, não só os seus depósitos no fundo AERUS, e muitos em idade provecta, seu bem estar e segurança, com perda da suplementação dos benefícios a que têm direitos, a Diretoria do Sindicato Nacional dos Aeronautas - SNA - divulgou uma NOTA aos aposentados e pensionistas do AERUS e o público em geral, lamentando a insensibilidade do Governo Federal para cumprir sua obrigação e corroborando a necessidade de continuar a batalha até vencer esta guerra insana e ingrata, e seguindo em frente, sem esmorecer.
    Tendo em vista que o pouco caso das autoridades do setor é causa de ansiedade, depressão, hipertensão e "stress", causando o aumento de óbitos, onde nestes anos centenas de trabalhadores sucumbiram lutando pelo justo e ético direito à vida e a dignidade, dando exemplo àqueles que continuam em pé, porém transtornados, aguardando a decisão na SL 127 pelo Ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, esperando sua decisão favorável para o retorno dos pagamentos aos assistidos, e confiando que a Ação da Defasagem Tarifária deva, em breve, entrar em votação no STF, e possibilitar uma solução que atenda tanto os aposentados e pensionistas, como os trabalhadores da ativa.
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    Aposentados da Varig, sete anos de agonia

    Fundo de pensão está sob intervenção desde 2006. Oito mil podem deixar de receber benefício em junho

    DANIELLE NOGUEIRA
    Fonte : O GLOBO, 12/04/13

     

    RAFAEL MORAES

    Incerteza.
    O ex-comissário da Varig Paulo Resende mostra carteira de
    associado do Aerus: dívida para pagar contas


    O Aerus (fundo de pensão de empresas do setor aéreo, entre elas a Varig) completa hoje sete anos de intervenção judicial. São 22 mil pessoas que contribuíram com o fundo para ter um futuro digno e que desde 2006, quando foi decretada a intervenção, não recebem o que lhes é devido. A pior situação é a dos 8.170 participantes do chamado plano 1 da Varig, que só têm asseguradas suas aposentadorias até junho. Muitos contraíram dívidas para pagar contas básicas, como telefone e luz, e dependem de parentes e amigos para custearem tratamentos de saúde.

    A esperança para essa legião de aposentados e pensionistas é que duas ações que correm na Justiça tenham decisões favoráveis a eles. Uma delas está com o presidente do Superior Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, desde fevereiro. Nela, sindicatos e associações do setor pedem que a União assuma o pagamento das aposentadorias. A ação foi ajuizada em 2004 e teve o seu pedido de tutela antecipada reconhecido dois anos depois. Após longa discussão jurídica, o STF condicionou, em 2010, a aplicação da tutela à decisão de primeira instância. Isso aconteceu em julho de 2012, quando o juiz Jamil Oliveira, da 14ª Vara Federal de Brasília, proferiu sentença favorável aos aposentados, mas a Advocacia Geral da União (AGU) derrubou a decisão em outubro, o que fez o caso voltar ao STF.

    PROTESTO NA CINELÂNDIA
    A outra ação tem como autor o próprio Aerus. O fundo pede que o governo federal assuma o pagamento ao fundo de pensão da taxa de 3% que incidia sobre a venda de passagens domésticas nacionais. Essa taxa era uma das fontes de recursos do Aerus quando ele foi criado, em 1982. As outras eram os trabalhadores e as empresas patrocinadoras, das quais Varig e Transbrasil eram as principais. A taxa, que seria válida até 2012, foi revogada nos anos 90 pelo antigo Departamento de Aviação Civil (DAC) — hoje o setor é regulado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Estima-se que o pagamento retroativo some R$ 7 bilhões. A ação foi indeferida em primeira instância e está no Tribunal Federal Regional de Brasília. Os aposentados fazem hoje protesto na Cinelândia, no Rio, para chamar atenção para sua causa.

    — Quando o fundo foi criado, a base atuarial considerava a taxa de 3%. De uma hora para outra, isso nos foi retirado. Estamos cada vez mais longe de tudo o que construímos — diz Thomaz Raposo, presidente da Associação dos Participantes e Pensionistas do Aerus (Aprus). Além da extinção da taxa, as contribuições da Varig escassearam. Até que, em 2005, a aérea entrou em recuperação judicial e foi dividida em duas. A parte boa foi vendida em 2006 à sua ex-subsidiária VarigLog — então controlada pelo fundo americano Matlin Patterson — e, no ano seguinte, à Gol.

    A parte podre, rebatizada de Flex, teve a falência decretada em 2010, deixando dívida com o Aerus de R$ 3 bilhões. Nesse meio tempo, a Varig fez 21 renegociações de dívida com o fundo. Todas aprovadas pela antiga Secretaria de Previdência Complementar, hoje Previc, ligada ao governo federal. Por isso, o juiz Jamil Oliveira entendeu que a União deve assumir os benefícios.

    — Em 12 de abril de 2006 começou o drama, foi o dia fatídico. Passei a receber 70% do que recebia, e hoje recebo pouco mais de 10%. É uma tragédia silenciosa — lamenta o ex-comissário da Varig Paulo Resende, de 64 anos, que contribui com o Aerus desde 1983.

    Casado e pai de dois filhos que ainda vivem com ele, Resende recebe R$ 592 mensais, mas deveria receber R$ 4.716. Do INSS ganha ainda R$ 3.400 por mês, mas quase R$ 1 mil estão comprometidos com empréstimos consignados (com desconto em folha). Tem também dívidas com o Banco do Brasil e com o Itaú-Unibanco, contraídas para quitar contas atrasadas.

    Para dar sobrevida ao Aerus, seus interventores reduziram o pagamento devido aos participantes a partir de 2006. Dos 22 mil, 17 mil são ex-funcionários da Varig, herdeiros ou cônjuges. Quem está no plano 1 da Varig recebe, em média, 10% do valor que deveria receber. Os aposentados do plano 2 recebem cerca de 60%, segundo José Pereira, interventor do fundo. Se todos os participantes recebessem o que lhes é devido, a folha atingiria o patamar de R$ 23 milhões mensais.

    O desdobramento em dois planos foi feito em meados dos anos 90. A diferença é que, no plano 1, o contribuinte sabia quanto ia receber no futuro. No plano 2, o benefício poderia variar de acordo com o rendimento das aplicações. Apesar de mais arriscado, as 9.190 pessoas do plano 2 estão em melhor situação. Há garantia de pagamento até 2015.

    LIQUIDAÇÃO DO FUNDO À VISTA
    Segundo Pereira, a previsão de fim de pagamento para o plano 1 era abril, mas ele conseguiu vender algumas ações e dar fôlego aos participantes por mais dois meses. O interventor tem mais algumas ações e dois imóveis que, se forem vendidos, poderiam ampliar a sobrevida do plano 1 até o fim de 2013, e a do plano 2, até 2016. Depois disso, o pinga- pinga cessa de vez.

    — Já estamos avaliando liberar o dinheiro de uma só vez e liquidar alguns planos.

    FÁBIO ROSSI
    Bolognese. Amigos
    ajudam nos gastos
    com saúde


    O ex-comissário da Varig José Carlos Bolognese, de 65 anos, é outra vítima da derrocada da aérea. Ele contribuiu com o Aerus por 20 anos, até 2002, quando se aposentou. Deveria receber R$ 4.800 mensais, mas apenas R$ 930 são depositados em sua conta a cada mês. Do INSS, recebe ainda R$ 1.600 por mês, insuficientes para pagar o plano de saúde. Sua mulher se acidentou e rompeu o ligamento de um dos joelhos. Só consegue ir às sessões de fisioterapia porque amigos se dispuseram a arcar com os custos.

    —A Varig quebrou, e os trabalhadores é que pagam o pato — queixa-se Bolognese.

    Indefinição no caso Aerus completa sete anos e Ana Amélia pede justiça aos aposentados, em pronunciamento no Senado Federal da República
     


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h07
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    Pôr do sol, por Sorriso Maroto

    Sorriso Maroto
    Pôr do sol

    Se você deixou de acreditar
    Se a vida só faz piorar
    Pegue a estrada e desligue o celular
    Veja o pôr do sol, em frente ao mar

    Problemas na vida todo mundo tem
    Você não é pior nem melhor que ninguém
    Se quiser amar aprenda a se doar
    Faça que os erros te façam crescer
    Na dúvida escolha o melhor pra você
    Dê mais importância a quem lhe quer bem

    E a vida há de ser bem melhor, pode crer
    E na vida ame mais sem porém nem porquê
    Que a vida passa depressa
    Não perca tempo
    Que o final só Deus pode prever

    Cante a vida, na beleza da imperfeição
    Dance a vida, feche os olhos, tire os pés do chão
    Viva a vida, ouça os seus discos
    Reveja os amigos
    Que o melhor nessa vida
    É viver de coração!



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h27
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    PRÊMIO COM DEMAGOGIA DO GOVERNO TEM CARÁTER ELEITOLEIRO

     Ministério do Esporte paga prêmio a campeões mundiais de 1958, 1962 e 1970 

    PRÊMIO COM DEMAGOGIA DO GOVERNO TEM CARÁTER ELEITOLEIRO

    Cada um dos 51 jogadores receberá prêmio de R$ 100 mil, conforme definido pela Lei Geral da Copa

     Cada um dos 51 jogadores campeões mundiais nas Copas do Mundo de 1958, 1962 e 1970 receberá R$ 100 mil, pagos pelo Ministério do Esporte. Segundo informou o ministério nesta quinta-feira, a partir da próxima segunda-feira eles vão receber a premiação prevista na Lei Geral da Copa, sancionada em junho do ano passado. O ministério divulgou que o ex-atacante Tostão recusou o prêmio.

    A premiação inclui os titulares e reservas que disputaram pelo menos um dos três mundiais pela seleção brasileira. Da lista total, 15 jogadores já morreram e seus sucessores têm direito ao prêmio.

    - A premiação é um pequeno reconhecimento por tudo que os campeões de 1958, 1962 e 1970 fizeram não só pelo futebol, mas pelo Brasil - afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

     O GLOBO, 12/04/13

     

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    O Governo Federal divulgou que o ex-atacante Tostão recusou o prêmio

    O gol que o Tostão acabou de marcar foi o maior da sua carreira. Parabéns

    Tostão, ex-jogador de futebol, marca seu maior gol.
    O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil: Tostão escreveu:

    - Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.

    Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.

    O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época..

    O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.

    É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.

    A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
    Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo . Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria.

    Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem. Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.

    Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação.

    Tostão - 25/09/09



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 03h27
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