Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, São Paulo, Morumbi, Homem, de 56 a 65 anos



Histórico


    Votação
     Dê uma nota para meu blog


    Outros sites
     Agência Brasil
     BBC Brasil
     Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira-MPB
     Consulta remédios
     Gravações Raras
     INSTITUTO MOREIRA SALLES (RÁDIO BATUTA)
     Rádio Clássica - Da Renascença ao Século XXI
     Letras e vídeo de músicas
     Rádio Collector's MPB
     Redescobrindo, blog do Eduardo Matosinho
     Vivendocidade
     ORIGEM DA PALAVRA : SITE DE ETIMOLOGIA
     UM POVO À RASCA
     Site - Flight radar
     Blog do Claudio Castoriadis
     KDFRASES
     Eternas Músicas
     REVISTA "RETRATO DO BRASIL"
     Posfácio
     Calmante com champagne 2.0
     Scream & Yell - Cultura Pop
     Senhores passageiros
     Saber - Literário
     DP
     Estrela Binária
     Projeto Releituras
     Informativo Wildes Brito
     Arte Sem Lei
     Análise de letras de música
     Contato Radar
     AO CHIADO BRASILEIRO
     Sopa Cultural
     O Essencial da MPB
     AGENDA DO SAMBA E DO CHORO
     SUA PESQUISA.COM
     Site Oficial de Vinícius de Moraes
     Caricaturas
     DICIONARIO DOS INCULTOS
     Kibe Loco
     Jacaré Banguela
     Sou sentimentos...
     Perca Tempo - O Blog do Murilo
     Pragmatismo Político
     Revista Bula
     Livros e Afins
     PEÇAS RARAS
     Pessoas Estupidamente Inteligentes Dentro (do) Óbvio
     PORTAL i9
     PORTAL DOS JORNALISTAS
     METAMORFOSE DIGITAL
     MPB DE TODOS OS TEMPOS
     REDE BRASIL DE NOTÍCIAS
     IMPLICANTE
     PORTAL A TARDE
     Letácio Jansen
     Literatura
     Academia Brasileira de Letras : Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa
     Blog do Camarotti
     Sulinha cidad3
     Tribuna da Internet
     Radio Forma & Elenco do Martoni
     Rolha suave
     Aviões e músicas
     NORTE VERDADEIRO
     Revista Fórum
     CONTEÚDO LIVRE
     PALAVRAS, TODAS PALAVRS
     Anos dourados: Imagens & fatos
     Blog Pimenta
     MÍDIA NEWS
     Blog O Sarafo
     A MAGIA DA POESIA
     DIÁRIO DO NORDESTE
     SAUDADE FM (OUÇA ESTA EMISSORA AO VIVO)
     NÃO ABANDONE SEU MELHOR AMIGO
     A HISTÓRIA DA MPB: LUIZ AMÉRICO
     BLOG DO GASTON
     BLOG DO LUIS FAUSTO
     JANELA DO ABELHA
     ESPAÇO ABERTO
     RIBEIRÃO MERECE COISA MELHOR
     MUSEU DA CANÇÃO
     Facelooko
     CAZZO RADIO TUBE
     Conexão Vasp
     Possibilidades
     BESTA FUBANA
     BLOG DO NOBLAT
     BLOG DO JOSIAS DE SOUZA
     CHARGE ONLINE
     DIÁRIO DO PODER
     HUMOR POLÍTICO
     BLOG DO TOINHO DE PASSIRA
     PASSEANDO PELO COTIDIANO
     DISCOTECA PÚBLICA
     DCM - O ESSENCIAL
     CONSULTOR JURÍDICO
     MUSEU DE IMAGENS
     FAMOSOS QUE PARTIRAM
     BLOG DO HORÁCIOCB
     SETE CANDEEIROS CAJA
     SENSACIONALISTA
     Imagens Google
     LIVRONAUTAS
     FILOSOFIA E TECNOLOGIA
     MUCO: MUSEU DA CORRUPÇÃO
     BLOG DO FÁBIO CAMPANA
     JORNALISMO POLÍTICO
     BRASIL NOTÍCIA
     O NORDESTE. COM
     LOROTAS POLÍTICAS & VERDADES EFÊMERAS
     BLOG DA CIDADANIA
     UCHO.INFO
     AERONAVES BRASIL
     VOANDO ALTO
     TEMPLO CULTURAL DELFOS
     BACK CO.
     DEVAGAR SE VAI MAIS LONGE!
     RÁDIO USP - SÃO PAULO - 93.7


     
     
    Canhenho (registro de lembranças, caderno de apontamentos), o Blog do Matosinho: Reportagens, informações com credibilidade, comentários consistentes, aviação, música, humor e charges


    Dia 31 de agosto de 2012

     

     

    Foto do perfil

    Edifício Sede VASP - SAO / setembro -1973

    Editor Edson Antonio Ferreira Matosinho, aeronauta, comissário de voo aposentado, foi Diretor da Associação dos Tripulantes da Vasp (ATV), da Associação dos Comissários da Vasp (ACV), Dirigente Sindical do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos (FNTTA), nas décadas de 70, 80, 90 e até 2002.

    Seja bem vindo!!!

    VOLTE SEMPRE!!!
     

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h01
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Voo Vasp 375: como quase tivemos um 11 de setembro brasileiro

    Graças a perícia do comandante Murilo e tripulação não tivemos em 29 de setembro de 1988, um 11 de setembro negro brasileiro
    álbum do comissário Antunes
    Em 11 de setembro de 2001, o mundo foi abalado pelos ataques terroristas em Nova York e em Washington, lançando o mundo em uma guerra que dura até hoje, 11 anos depois.
    O PP-SNT, sequestrado em 1988 (Foto: Ken Meegan)
    A idéia de lançar aeronaves comerciais cheias de passageiros contra prédios, no entanto, não era novidade em 2001, pois, em 1988, um brasileiro chamado Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos de idade, pensou na mesma coisa. Nonato tentou, e quase conseguiu, executar um atentado contra o Palácio do Planalto e o então Presidente José Sarney, utilizando para isso um Boeing 737-300 da Vasp.
    O Brasil, naquela época, passava por sucessivas crises econômicas, hiperinflação e desemprego. Raimundo Nonato era uma das vítimas do desemprego. Trabalhava em Minas Gerais em uma grande construtora, que dispensou um grande número de empregados, entre eles Raimundo, devido à situação de estagflação (recessão com inflação) da economia.
    O sequestrador, Raimundo Nonato da Conceição
    Desesperado e sem expectativas, Raimundo Nonato arquitetou um diabólico plano de vingança contra o Presidente José Sarney, que considerava como o maior responsável pela caótica situação do país. Sua intenção era sequestrar um avião comercial e fazer o piloto jogar o avião contra o Palácio do Planalto, em Brasília, para matar o Presidente.
    Raimundo recolheu suas poucas economias e comprou uma passagem da Vasp do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, para o Rio de Janeiro. Seu voo era o VP 375, que se originava em Porto Velho, Rondônia, fazia escalas em Brasília, Goiânia, Confins e terminava no Rio. Era operado, naquele dia, 29 de setembro de 1988, pelo Boeing 737-300 matriculado PP-SNT.
    O PP-SNT, um dos Boeing 737-300 da Vasp
    Raimundo também comprou uma arma, um revólver calibre 32, e conseguiu embarcar com a mesma no voo sem ser incomodado pela segurança do Aeroporto de Confins. Naquela época, não existia ainda o processo de inspeção de passageiros e bagagens por raio-x.
    O avião decolou de Confins às 10h 42min. Pouco depois das 11 horas, Raimundo levantou-se da sua poltrona, sacou a arma e foi direto para o cockpit do avião. O avião estava quase lotado, pois tinha a bordo seis tripulantes, 105 passageiros e mais dois tripulantes da Vasp voando de extras.
    Um desses tripulantes extras, o copiloto Ronaldo Dias, tentou impedi-lo, e acabou sendo alvejado na orelha . Em seguida, Raimundo arrombou a porta do cockpit com 5 tiros, remuniciou rapidamente a arma e entrou no cockpit, anunciando o sequestro. Um dos tiros dados contra a porta feriu na perna o copiloto no voo de tripulante extra da Vasp, Gilberto Renher, que voava no jump-seat, e anunciou o sequestro.
    Na confusão estabelecida no cockpit pela invasão do sequestrador e pelo ferimento no copiloto Renher, o Comandante Fernando Murilo Lima e Silva, de 41 anos de idade, conseguiu colocar o código 7700 no transponder do avião, deixando claro para os controladores de tráfego aéreo e autoridades que o avião tinha sido sequestrado. O relógio marcava então 11h 15 min.
    O Cindacta I, em Brasília, ao constatar o código 7700 no radar secundário, ao lado do sinal do Boeing da Vasp, imediatamente entrou em contato com os pilotos. O copiloto Salvador Evangelista, carinhosamente apelidado de Vangelis pelos colegas, abaixou-se ligeiramente para apanhar o microfone e responder ao Cindacta, mas esse movimento foi mal interpretado pelo sequestrador, que friamente atirou na nuca do copiloto, matando-o na hora. A situação a bordo tornava-se cada vez mais dramática.
    O copiloto Salvador Evangelista, com a filha Wendy (foto: Wendy Fernandes Evangelista)

     

    Cultura Aeronáutica



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h58
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Raimundo Nonato apontou a arma para o comandante Murilo, e ordenou que desviasse o voo para Brasília. A Força Aérea ordenou imediatamente que um elemento de caças Mirage III decolasse da Base Aérea de Anápolis e acompanhasse o voo, ao mesmo tempo em que avisava o Presidente José Sarney, que cancelou todos os seus compromissos naquele dia.

    O comandante Murilo ficou estarrecido quando tomou conhecimento da real intenção do sequestrador. Se cumprisse suas ordens, todas as pessoas a bordo estariam condenadas, e poderia ocorrer uma tragédia sem precedentes em Brasília.
    O ex-Presidente José Sarney
    Murilo era uma pesssoa calma e tranquila. Jamais chegou a pronunciar a palavra "sequestrador" pelo rádio, preferindo chamar o elemento de "passageiro". O comandante tentou ganhar tempo. Afirmou que não teria condições de mirar o avião no Palácio, que estaria, supostamente, encoberto por uma camada de nuvens. Depois, chamou a atenção de Raimundo para o baixo nível de combustível nos tanques, que poderia acabar a qualquer momento, derubando o avião.
    O Palácio do Planalto, sede do Governo Brasileiro
    Raimundo hesitou, chegou a desistir de jogar o avião no Palácio do Planalto, mas depois começou a dar ordens conflitantes. Não aceitou a proposta do comandante de pousar no Aeroporto de Brasília ou na Base Aérea de Anápolis, para onde o avião foi depois, pois sabia que não teria condições de escapar de nenhum desses lugares.
    A rota do Boeing sequestrado
    A um certo momento, o nível de combustível tornou-se realmente crítico. As ordens dadas pelo sequestrador tornaram-se confusas e contraditórias, e até mesmo a idéia de jogar o avião no Palácio voltou a ser cogitada por Raimundo.

    O comandante tomou a proa de Goiânia, e resolveu tomar uma medida deseperada para tentar derrubar e dominar o sequestrador. Perto de sobrevoar Goiânia, resolveu executar um tounneau barril, uma manobra na qual o avião executa um giro longitudinal ao redor de um eixo imaginário. Nunca, na história, um Boeing 737 tinha executado tal manobra. Não surtiu efeito, e Murilo então resolve estolar o avião e comandar um parafuso. Dessa vez, Raimundo caiu, mas os tripulantes também foram afetados pela manobra e não conseguiram dominar totalmente o sequestrador. As acrobacias, no entanto, desorientaram suficientemente o sequestrador para permitir que o comandante, na sequência, executasse um pouso rápido na pista de Goiânia. O relógio marcava, então, 13h 45min, e o combustível do avião tinha praticamente se esgotado.

    De fato, a situação do combustível a bordo do Vasp 375 era tão crítica que as autoridades em terra não viam mais alternativas para o avião. Uma nota oficial, lamentando a tragédia, chegou a ser redigida pelo Ministério da Aeronáutica.

    A bordo, no entanto, a situação estava longe de ser resolvida, pois o sequestrador continuava ameaçando a tripulação e os passageiros com a sua arma. Mas, sem combustível e sem possibilidades de decolar, o sequestrador começou a fazer exigências para tentar escapar. Começou a negociar, exigindo, a princípio, mais combustível, depois um caça Mirage para fugir, terminando por aceitar um Bandeirante, que foi então colocado de prontidão, ao lado do Boeing.

    As negociações, no entanto, eram conduzidas pelas autoridades só com o intuito de ganhar tempo. Nunca houve a menor intenção de aceitar que Raimundo Nonato escapasse daquela ação. O único objetivo era tirar o sequestrador do avião, matá-lo ou prendê-lo, e nada mais.

    Depois de algum tempo, Raimundo desceu do avião, conduzindo o comandante Murilo com escudo, mas terminou alvejado, por três tiros no quadril, pelos atiradores de elite da Polícia Federal, que estavam a postos. A ação foi criticada pelos riscos envolvidos, pois o comandante ainda acabou ferido na perna por um tiro dado por Raimundo, quando tentava fugir. O relógio marcava 19 horas. Terminava aí o sequestro, oito horas depois.
    O PP-SNT pousado em Goiânia, ainda com o sequestrador a bordo
    O sequestrador e os três tripulantes feridos foram encaminhados para o hospital, e o corpo do copiloto Evangelista foi encaminhado ao necrotério. Nenhum passageiro ficou ferido, assim como os comissários, apesar da violência das manobras e dos tiros dados a bordo.
    O Comandante Murilo, ferido após o sequestro
    Constatou-se que o único responsável pelo crime foi Raimundo Nonato. Não havia cúmplices, foi uma ação individual de uma pessoa claramente desequilibrada. Raimundo, mantido sob severa vigilância da Polícia Federal no hospital, recuperava-se bem dos seus ferimentos, quando morreu misteriosamente, alguns dias depois.

    No hospital, correram rumores de que os policiais tinham executado o sequestrador com uma injeção letal. O legista chamado para atestar a causa da morte foi Fortunato Badan Palhares, que concluiu que Raimundo Nonato tinha falecido de anemia falciforme, uma doença congênita, sem relação com os seus ferimentos. Os médicos do hospital, no entanto, recusaram-se a assinar tal laudo, o que deu mais credibilidade aos rumores de execução.

    Badan Palhares tornou-se depois o mais polêmico legista brasileiro, ao participar da investigação do homicídio de Paulo César Farias, o P.C. Farias, ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello à Presidência da República, em 1989, e um dos assessores mais suspeitos do ex-Presidente. Nessa investigação, ele assinou um laudo de que P.C. Farias tinha sido assassinado pela sua namorada Susana Marcolino, que teria se suicidado depois, mas, depois, suspeitou-se que o legista teria sido pago, pelo irmão de P.C., para fazer tal laudo, e que o casal tivesse sido assassinado por outras pessoas.

    Outro laudo polêmico feito por Palhares foi o do suposto corpo do carrasco nazista Josef Mengele, o qual foi dado como inconclusivo pelo próprio Palhares. Isso foi contestado depois, pelos caçadores de nazistas, que pediram outro laudo que acabou confirmando que o cadáver era mesmo de Mengele.
    Dr. Fortunato Badan Palhares
    Badan Pallhares fez laudos tão controvertidos que até hoje, vinte anos depois dos casos P.C. Farias e Raimundo Nonato da Conceição, ainda circulam piadas atribuindo ao médico os laudos cadavéricos de Osama Bin Laden e do alienígena de Roswell, entre outros.

    O comandante Fernando Murilo foi premiado anos depois, pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, em outubro de 2001, pela sua atuação na crise, e foi considerado herói, ao salvar a vida das mais de cem pessoas a bordo. É provável que, se não fosse a calma e a coragem do comandante Murilo, o onze de setembro talvez tivesse tido um grande precedente brasileiro.

    O avião, o PP-SNT, fabricado em 1986, ficou danificado no estabilizador pelas arrojadas manobras do comandante Murilo, mas foi reparado. Foi devolvido para a GPA em 1993 e opera até hoje na Southwest Airlines, com a matrícula N698SW.

    Em 24 de julho de 2011, quase 23 depois do sequestro que vitimou seu pai, Wendy Fernandes Evangelista, filha do copiloto Salvador Evangelista, conseguiu ganhar na justiça uma indenização de 250 mil reais da Infraero, pela negligência na inspeção de bagagens no Aeroporto de Confins.

    Raimundo Nonato da Conceição não conseguiu atirar um avião no Palácio do Planalto, mas, em maio de 1989, um motorista desempregado e alcoolizado, o pernambucano João Antônio Gomes, de 36 anos, conseguiu invadir o Palácio pela porta principal, com um ônibus roubado, em alta velocidade. Na época, a popularidade do Presidente Sarney estava no fundo do poço, e as más linguas diziam que "o palácio desgovernado chocou-se com um ônibus em Brasília". Um espelho d'água foi construído às pressas, em frente ao Palácio, para evitar incidentes semelhantes no futuro.

    Cultura Aeronáutica



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h57
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Breve História da VASP

    VASP - VIAÇÃO AÉREA SÃO PAULO



    A VASP - Viação Aérea São Paulo - Foi fundada em 04 de Novembro de 1933, por 72 empresários que tomaram a decisão de subscrever o capital inicial. Em 12 de Novembro do mesmo ano, 8 dias após, a empresa começou a operar efetivamente. Os dois primeiros aviões da empresa, foram os ingleses bimotores Monospar, batizados numa cerimônia simples no Campo de Marte, em São Paulo. Eles tinham capacidade para três passageiros e tiveram como madrinhas, a Dª Olívia Guedes Penteado que batizou o VASP-1 (denominado Bartholomeu de Gusmão) e a Dª Antonieta Caio Prado que batizou o VASP-2 (denominado Edu Chaves).

    As duas rotas iniciais foram São Paulo - Rio Preto, com escala em São Carlos e São Paulo - Uberaba, com escala em Ribeirão Preto. Cada um fazia três frequências semanais em cada rota - eram os primeiros vôos regulares da empresa. Mas a empresa crescia e os pequenos Monospar não davam conta do recado. Logo depois foi adquirido um De Havilland Dragon, com capacidade para dois tripulantes e oito passageiros, que tinha 8 metros de comprimento e 18 metros de envergadura. Era o maior avião a operar no país em campos de pouso terrestre (os demais eram hidroaviões).

    A VASP precisava investir, o aeródromo Campo de Marte precisava de uma reforma - as enchentes e outros problemas dificultavam a operação de aviões maiores. Acionado o Governo do Estado de São Paulo, a VASP conseguiu que ele se interessasse pela empresa e o interventor Armando Salles de Oliveira, vislumbrou na companhia um ótimo negócio para o futuro e resolveu investir nela. Foi assim, que o Governo do Estado subscreveu 21 milhões de cruzeiros em ações, passando a deter 91,6% do capital da VASP - agora estatal. Paralelamente, esse mesmo governo, desapropriou uma grande área no Parque de Congonhas e iniciou a construção do Aeroporto de São Paulo, onde hoje está localizado o Aeroporto Internacional de Congonhas.

    Construída a primeira pista e levantada provisoriamente uma edificação para servir como estação de passageiros, a VASP mudou imediatamente para o novo aeroporto, que passou a ser chamado durante muito tempo de "Campo da VASP". O novo campo virou atração turística e o dono de uma fazenda próxima, abriu uma estrada de chão batido dentro de sua propriedade a que chamou de Auto-Estrada Washington Luís e passou a cobrar pedágio de 400 réis por pessoa, para quem quisesse chegar até perto do aeroporto para ver os aviões.


    No final de 1935, contando com um campo mais adequado, de pista maior e já com infra-estrutura melhor, a empresa comprou o mais moderno avião de passageiros da época, o Junker JU-52, fabricado na Alemanha. Tinha a capacidade para três tripulantes e 17 passageiros, tinha grande autonomia de vôo e atingia 250 km/hora. Nesta época a empresa decidiu voar também para o sul (já voava para o oeste) e também já estava decidido voar para o Rio de Janeiro. Em meados de 1936 chegaram mais dois novos Junker de uma encomenda total de oito, ampliando muito os horizontes da empresa. Os dois novos aviões, batizados de "Cidade de São Paulo" e "Cidade do Rio de Janeiro", entraram logo em serviço entre Rio de Janeiro e São Paulo, com um vôo diário em cada sentido. A viagem durava 1 hora e 40 minutos, depois foi reduzida a pontuais 1 hora e 15 minutos - uma viagem de trem no mesmo percurso, quando não ocorria atrasos era de 15 horas e as estradas para carros praticamente não existiam. Estava assim, inaugurada, verdadeiramente, a ponte-aérea Rio-São Paulo.

    Dois anos mais tarde, em 1938 chegou o terceiro Junker da encomenda de oito, e suas rotas chegavam agora a todos os estados da região sul, enquanto o De Havilland Dragon, fazia vôos para Goiânia. Os Junkers JU-52 eram trimotores (nas asas e no bico) e tinham 18,9 metros de comprimento por 29,25 metros de envergadura. Foram os primeiros a chegar no Brasil equipados com sistemas para vôos com instrumentos, os chamados "vôos cegos" e vieram acompanhados por três comandantes alemães que deram uma contribuição bastante valiosa para a aviação comercial brasileira.

    Chegava o final de 1939, quando estourou a II Guerra Mundial e a VASP, como todas empresas do setor, sofreram graves problemas, pois suas aeronaves de maioria alemã, não teriam mais peças de reposição. A VASP não teve outra alternativa a não ser começar a fabricar suas próprias peças de reposição, que contava com a valiosa ajuda do Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT. As peças produzidas eram de tal perfeição e qualidade que começaram a ser exportadas para outros países da América Latina, iniciando-se assim, a exportação de peças aeronáuticas produzidas no Brasil.

    Assim que terminou a II Guerra Mundial, a VASP encomendou à fábrica norte-americana Mc Donell Douglas (hoje absorvida pela Boeing), novos aviões Douglas DC-3. Apesar da guerra, a VASP havia se planejado. Eram aeronaves extremamente resistentes e muito testadas durante a segunda guerra mundial, expandindo suas rotas então para o norte e nordeste do país. O DC-3 tinha capacidade para 28 passageiros e era equipado com duas turbinas de 1.200 HP cada uma. Aos poucos os valiosos Junker JU-52 foram sendo substituídos pelos DC-3, chegando a VASP em determindo período a possuir 28 dessas aeronaves.

    Na década de 50, a VASP já era uma das maiores empresas aéreas do país e resolveu modernizar sua frota com novas e modernas aeronaves Scandia A-90, produzidas na Suécia. Era o primeiro fabricado no pós-guerra, destinado ao uso de passageiros. Era um bimotor com 1.650 HP de potência em cada motor com capacidade para 36 passageiros e autonomia de 5 horas de vôo a uma velocidade máxima de 330 km/hora. Essas aeronaves chegaram a fazer 15 (quinze) vôos diários entre o Rio de Janeiro e São Paulo. E justamente com esses aviões, a VASP começou a voar, em 1957, para a nova capital em construção - Brasília, onde a primeira coisa a ser construída foi uma pista para pousos e decolagens.

    Em 11 de Novembro de 1958, a VASP começou a operar os turbohélices ingleses Vickers Viscount, com quatro reatores de 2 mil HP cada, capacidade para 56 passageiros e seis tripulantes, cabina pressurizada, música a bordo e 600 km/hora. Com esses Viscount, a VASP iniciou suas linhas regulares para Brasília. A companhia também foi a primeira a efetuar rotas Rio de Janeiro - Manaus, em apenas um dia de viagem, utilizando essa aeronave. Posteriormente a VASP operou o Viscount 701, o Viscount 827, Convair e o YS-11 "Samurai" japoneses. O Viscount foi o primeiro avião a jato a voar no Brasil (não de jato puro, mas sim turbohélice).

    Em 1962, a VASP assumiu o controle do Grupo Lloyd, constituído pelo Lloyd Aéreo Nacional, Navegação Aérea Brasileira, Lemke S.A. (empresa especializada em revisão de motores) e a Transportes Aéreos Bandeirante. Essa operação, considerada muito vantajosa para a empresa, custou cerca de Cr$ 600 mil à época. Com essa compra a VASP recebeu toda frota de aviões que pretencia ao grupo Lloyd que era constituída de oito DC-4 de quatro motores, quatro DC-6, seis DC-3 e 13 Curtiss Comander C-46. A empresa passou a servir, 72 cidades de 21 estados e dois territórios, respondendo por mais de 25% de todo tráfego aéreo interno no Brasil.

    A impressionante expansão da demanda que ocorreu no Brasil no final dos anos 60, obrigou a VASP a comprar dois BAC One Eleven modelo 400, puro jato, de fabricação inglesa. Eles entraram em serviço em dezembro de 1967 e voaram pela empresa até 1973. Em novembro de 1973, a VASP iniciou os vôos com a aeronave brasileira EMB-110 Bandeirante, fabricados pela Embraer, num total de 10 (dez) aeronaves.


    Os primeiros Boeing voados pela VASP foram os Boeing 737-100, que iniciaram seus vôos no país em 1969 (5 aeronaves, com capacidade para 109 passageiros - de prefixos PP-SMA, SMB, SMC, SMD e SME). Até 1973 a VASP já voava com nove B-737 em vôos internos. Entretanto, um estudo desenvolvido pela VASP demonstrava que as turbinas perdiam rendimento onde a temperatura média era bastante elevada e a sustentação oferecida pelo ar era bem menor, criando problemas para a estabilidade do avião. Baseado nesses estudos, a Boeing alterou suas aeronaves que receberam turbinas mais potentes, sistemas de freios mais adequados e outras modificações de menor porte. Surgia o Boeing 737.200 Super Advanced, especialmente para atender ao mercado brasileiro aos países tropicais. Em 1976, a VASP era uma das maiores operadoras do mundo de B-737, num total de 22 aeronaves - a maior frota da América do Sul para esse tipo de avião.

    Em 1975, a VASP adquiriu os novíssimos Boeing 727-200 Super, com capacidade para 152 passageiros e alta performance. Eram trijatos e faziam rotas densas e algumas longas como São Paulo-Brasília-Manaus. Um pouco depois, em 1977, a VASP desativou os YS-11A Samurai.

    A VASP queria mais e após diversos estudos entre os novos B-767, 757 e Airbus A-300, a empresa optou por esse último modelo, adquirindo três do modelo A-300/B4-200, que foram entregues em 1982 e 1983, aeronaves com capacidade para 234 passageiros em duas classes, de cabina larga "wide-body". Até hoje essas aeronaves continuam em serviço ativo na empresa, com muito sucesso.

    Posteriormente, a mudança dos rumos políticos, a necessidade da "desestatização" de empresas com a consequente transferência para a iniciativa privada, mais competitiva e menos burocrática, fez com que a empresa fosse vendida, sendo adquirida pelo Grupo Canhedo, de Brasília, que pelas mãos do Dr. Wagner Canhedo, assumiu a administração da empresa, trazendo consigo administradores de fora do então quadro da companhia. Uma parte do capital foi adquirida pela fundação dos funcionários da empresa, a "VOE". Isso ocorreu em 01 de Outubro de 1990.

    A empresa conseguiu autorização para rotas internacionais (iniciou realizando vôos para Seul na Coréia do Sul, Bruxelas na Bélgica e para os Estados Unidos), estando bastante atuante também no mercado de carga aérea, tendo implantado um excelente projeto, denominado de VASPEX, para pequenas encomendas de entrega urgente porta a porta com um custo bastante competitivo. A sede da VASP continua em São Paulo e hoje a empresa vem trabalhando de forma a equilibrar seu passivo - apesar de já ter obtido lucro operacional em 2000 e 2001 - problemas enfrentados por todas as empresas do setor no Brasil e no exterior. Um dos maiores problemas da VASP, que era de faturar em moeda brasileira e dever em moeda estrangeira (dólar), foi em parte regularizado com a implantação dos vôos internacionais e com a estabilização do Real. Entretanto, novamente a empresa viu-se obrigada a retrair para sobreviver e suspendeu os vôos internacionais.Em 2003 perdeu mercado para a GOL e se tornou a 4ª maior empresa aérea brasileira (após VARIG, TAM e GOL).

    A VASP paralisou suas atividades em fevereiro de 2005, com intervenção federal em razão de dívidas trabalhistas e fiscais e hoje negocia um retorno as atividades. Quando a companhia paralisou ela possuia uma frota composta por 02 Airbus A300-B2-203, 04 Boeing 737.3L9 (série 300) e 18 Boeing 737.200 de passageiros, além de mais 04 cargueiros, sendo 02 Boeing 737.200F e 02 Boeing 727.200F, num total de 28 aeronaves. Na última semana de maio / 2005 a VASP efetuou o pagamento de R$ 40 milhões de parte de um acordo efetuado com o governo para que volte as operações. Um grupo internacional interessado na companhia vem bancando os acordos. As rotas foram suspensas e parte de sua malha aérea absorvida pela GOL, TAM e VARIG
    Ver o tópico anterior














    Homenagem aos colegas e amigos da saudosa VASP

    Uma breve história da Vasp montada nos aviões da empresa desde a sua criação, pelo copiloto Helio Salmão

    http://www.youtube.com/watch?v=NqDu-cxkU20&feature=player_embedded

    Café Modelismo Forum



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h09
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Sem comentários


    Enviado pelo Carlo Paolucci

    João Paulo está com medo de tomar no Cunha, quando for preso.

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h58
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Quero Voar no Passado, Texto de Adilar André Cossa

    Quero Voar no Passado


    Texto de Adilar André Cossa.
    Texto enviado pelo amigo Paulo Maurício ( Cruzeiro do Sul e Varig )
    Edição do Vídeo Fotógrafo Paulo Resende. Comissário aposentado Varig Paulo Resende

    Música: Nas Asas da Panair. Elis Regina

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=vIotzIBudvc


    Quero voar no passado
     (leia o texto ouvindo Elis Regina)

    *
    *Por Adilar André Cossa

    *
    Quero ouvir o ronco do DC3, o zunido do AVRO, o assovio do YS11
    O delicioso barulho das hélices do ELECTRA, o gemido desesperado dos motores do CARAVELLE e BOEING 707 durante a decolagem,
    O silencio do BOEING 727 em vôo de cruzeiro, e o escândalo dos reversores do 737 brega.

    Quero voar nos charmosos CONSTELATION da Real Aerovias, nos elegantes DC8 da Panair, nos aviões azuis da Cruzeiro do Sul, nos multicoloridos da Transbrasil, nos pontuais da Vasp e na Varig, a estrela brasileira nos céus do mundo.

    Quero pousar nos aeroportos de Santos Dumont e Congonhas com chuva e sem anti-skid, quero decolar do Galeão lotado de passageiros e combustível, quero furar o nevoeiro do Salgado Filho, passar lambendo as águas do rio amazonas e pousar naquela pista no meio da selva, quero sentir o calor dos aeroportos do nordeste e o frio de
    Anchorage

    Quero voar baixo no DC3 para observar as paisagens, quero apreciar as belezas do Rio e a selva de pedra São Paulo nas asas do ELECTRA e do Boko Moko, quero ver as cidades se tornarem pequenos pontos a bordo do BOEING 707 e DC10, quero ver as nuvens passando pelas janelas do CARAVELLE e BOEING 727, quero ver a poeira durante o pouso do Boeing 737 nos aeroportos do interior.

    Quero ver o comandante e o co-piloto pilotando e não apenas apertando botões , o engenheiro de vôo calculando, as solicitas e simpaticas comissárias, os eficientes funcionários de terra, quero visitar a cabine de comando, observar tripulantes acalmando passageiros nervosos.

    Quero comida quente, aperitivos, cerveja e vinho quero mimos para lembrar do prazer de voar, quero um banquete no jantar, ser acordado com um delicioso café da manhã e bombons para presentear.

    Quero chegar em New York e Miami com os primeiros raios de sol, em Paris e Londres no meio da tarde, em Tókio trocando o dia pela noite, quero voltar para apreciar a beleza do meu pais, quero ver os meus amigos no aeroporto.

    Quero chegar no aeroporto vestido com elegância, ser atendido com cortesia, ver os vôos lotados e o despachante puxar de baixo da balcão aqueles cartões de embarque que não deixarão ninguém no chão.

    Quero ter apenas tempo de tomar um cafezinho antes do embarque, também quero poltronas confortáveis e espaçosas, vôos pontuais, e guarda chuva se necessário.

    Quero caminhar na pista, observar os mecânicos cuidando de aeronave, a comida sendo embarcada, o cheiro de querosene durante o abastecimento, o barulho da usinas, e no topo da escada abanar para os amigos.

    Quero agradecer a Santos Dumont pela magnífica invenção, e lhe dizer que no seu pais a aviação é voltada para o bem. Também quero lembrar de todas as pessoas que ajudam e ajudaram transformar a magia de voar em realidade.
    *Ex-engenheiro de bordo da Varig - Em 23 outubro de 2007
    *
    Fonte : Lutando pelos ideais da liberdade - A voz do guerreiro
    *
    Enviado pelo amigo Sergio Medeiros Netto


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h24
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    O ETERNO BEZERRA DA SILVA, pagode sempre atual neste brasil varonil


    Se Gritar Pega Ladrão

    Bezerra da Silva

    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um
    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um

    Você me chamou para esse pagode,
    e me avisou: "Aqui não tem pobre!"
    Até me pediu pra pisar de mansinho, porque sou da cor,
    eu sou escurinho...
    Aqui realmente está toda a nata: doutores, senhores,
    até magnata
    Com a bebedeira e a discussão, tirei a minha
    conclusão:

    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um
    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um

    Lugar meu amigo é a minha Baixada,
    que ando tranqüilo e ninguém me diz nada
    E lá camburão não vai com a justiça, pois não há
    ladrão e é boa a polícia
    Lá até parece a Suécia, bacana, se leva o bagulho e se
    deixa a grana,
    Não é como esse ambiente pesado, que você me trouxe
    para ser roubado....

    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão
    Se gritar pega ladrão, não fica um
    Se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão

    Se gritar pegar ladrão
     
    Se gritar pegar ladrão

    Vídeo produzido com música do Bezerra da Silva e imagens tiradas da net.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h12
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    João Paulo a primeira estrela do lulopetismo decadente

    O Julgamento do Mensalão
    Angeli
    Jean Galvão para a Folha de S. Paulo
    ***
    Uma das estrelas do PT paulista, o deputado João Paulo Cunha renuncia à candidatura a prefeito de Osasco (SP) e vira estrela decadente
    João Paulo Cunha, a estrela decadente



    DUKE - Super Notícia (MG)

     

    Esta charge do Clayton foi feita originalmente para o

    dia dos pais 110812 newtonsilva humor politico Dia dos Pais

    por Newton Silva

    Numa das peças mais espirituosas do processo do mensalão, a defesa do réu José Genoino, presidente do PT na época do ocorrido, sustenta que a lambança, “como o Boitatá e o Saci-Pererê, jamais existiu.”

    Concluído o julgamento da primeira fatia dos autos, verificou-se que, no capítulo que se desenrolou na Câmara, o saci era bípede, aceitava propina, ajeitava negócios e lavava dinheiro.

    O ex-réu João Paulo, agora condenado, renunciou à candidatura a prefeito de Osasco. Deu-se na noite passada, numa reunião com correligionários. O petista Jorge Lapas, que era o vice, passou à condição de titular. O novo segundo da chapa será outro petista: o vereador Valmir Prascidelli.

    Uma das testemunhas do funeral político do saci-pererê conta que o prefeito petista de Osasco, Emídio Souza, pediu à tropa que enxugue as lágrimas e redobre os esforços para eleger o novo candidato. Líder nas pesquisas, o tucano Celso Giglio desponta como o maior beneficiário do final infeliz da lenda companheira.

    STF fecha primeira fase do julgamento condenando todos os réus denunciados pelo procurador; João Paulo, culpado também por lavagem de dinheiro. Os ministros do Supremo já haviam considerado o petista culpado por corrupção passiva e peculato (desvio de dinheiro por servidor) ele perde candidatura e o vice Jorge Lapas será o novo cabeça de chapa para disputar a prefeitura de Osasco, na Grande São Paulo

    Empréstimos ao PT eram fictícios, diz relator e no segundo tema em votação, Banco Rural é acusado de gestão fraudulenta
    Ao iniciar a 2ª etapa do julgamento, o relator Joaquim Barbosa disse que são irregulares os empréstimos dados pelo Banco Rural ao PT e a Marcos Valério. O banco manipulou balanços, omitiu o nível de risco das operações e não exigiu garantias: "Os empréstimos não deveriam ser pagos, pois materialmente não existiam."
    O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, deverá condenar ex-dirigentes do Banco Rural por envolvimento no mensalão. Ele sinalizou que empréstimos concedidos pelo Rural ao PT e a agências de Marcos Valério foram fraudulentos


    Lei foi alterada para proteger réus, diz presidente do STF

    presidente do STF, Carlos Ayres Britto

    Para o ministro, a manobra "é um atentado veemente, desabrido, escancarado" à Constituição. A declaração refere-se à lei 12.232, sancionada pelo então presidente Lula em 2010.
    O texto trata da contratação de publicidade por órgãos públicos e durante sua tramitação na Câmara foi alterado por deputados do PT e do PR, partidos que têm membros entre os réus.

    Britto diz que a redação "foi intencionalmente maquinada" para legitimar ação pela qual réus eram acusados.

    O episódio citado começou em 2008, quando o ex-deputado e hoje ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo (PT), apresentou o projeto.

    Ele regulava, entre outras coisas, os repasses do "bônus-volume", que são comissões que as agências recebem das empresas de comunicação como incentivo pelos anúncios veiculados.

    No processo do mensalão, o Ministério Público acusou empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza de ficar com R$ 2,9 milhões de bônus que deveriam ser devolvidos para o Banco do Brasil, contratante da empresa.

    A acusação diz que o dinheiro foi desviado para abastecer o esquema de compra de votos no Congresso.

    A proposta original de Cardoso permitia que as agências ficassem com o bônus, mas era clara: a lei só valeria para contratos futuros.

    Uma mudança feita na Comissão de Trabalho em 2008, porém, estendeu a regra a contratos já finalizados.

    O relator do projeto na comissão foi o deputado Milton Monti (SP), do PR, partido envolvido no mensalão e que tem um dos seus principais dirigentes, o deputado Valdemar da Costa Neto, como réu.

    Durante a discussão, o então deputado Paulo Rocha (PT-PA), também réu no caso do mensalão, pediu uma semana para analisar o texto.

    Logo depois, Monti abriu prazo para emenda. O deputado petista Cláudio Vignatti (SC) apresentou sugestões, entre elas a que estendia a aplicação da lei a licitações abertas e contratos em execução. Monti não só acatou a sugestão como incluiu os contratos encerrados.

    O texto seguiu a tramitação e virou lei, que foi usada em julho pelo Tribunal de Contas da União para validar a ação de Valério de ficar com os R$ 2,9 milhões. A decisão, porém, está suspensa.

    Ontem Ayres Britto disse que a mudança no projeto de lei é "desconcertante". "Um trampo, me permita a coloquialidade, à função legislativa do Estado."

    O presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, afirmou que um projeto de lei sobre a contratação de serviços de publicidade por órgãos públicos foi modificado em 2008 na Câmara para beneficiar réus do mensalão.
    Bancada por PT e PR, a alteração foi considerada pelo ministro um “atentado escancarado à Constituição”. Os deputados que mudaram a lei negam ter agido por causa do julgamento.

    charge do Amarildo

     

    Fontes consultadas : O Globo, Blog do Josias de Souza, Folha e o Estado de S. Paulo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h59
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Banalidades ( Miss Bumbum e Míster Simpatia) e o candidato esplêndido (vídeo)

    Serra diz que não votaria nele de jeito nenhum
    serra nao votaria nele mesmo humor politico Serra diz que não votaria nele de jeito nenhum

    Segundo o Datafolha, José Serra foi considerado o candidato mais animado por 83% dos eleitores.

    ALTO DE PINHEIROS – Preocupado com a explosão de sua taxa de rejeição, que atingiu 43% segundo o Datafolha, o candidato José Serra decidiu visitar Paulo Maluf para se aconselhar. Do alto de sua experiência no assunto, o ex-prefeito teria dito que ainda dá tempo para o tucano tentar uma vaga como vereador, com boas chances.

    Assim que Serra deixou a mansão dos Maluf, no Jardim Europa, o assessor Adilson Laranjeira convocou uma coletiva de imprensa para divulgar uma nota urgente: “José Serra não tem nem nunca teve contas no exterior”, disse Laranjeira, encerrando a entrevista.

    Com o candidato muito abatido, seu assessor para assuntos aleatórios, Andrea Matarazzo, chamou os jornalistas para explicar o verdadeiro significado do desempenho surpreendente do tucano: “A pesquisa precisa ser analisada na sua profundidade. Todo mundo que já leu Freud sabe que a rejeição não passa de um sintoma, de um recalque da paixão. O que os números dizem é que 43% dos eleitores paulistanos estão apaixonados por Serra, mas ainda não sabem bem disso”. E prosseguiu: “Nosso trabalho agora é fazer com que esse amor recôndito desabroche nas urnas”. “O resto”, arrematou, “não passa de trololó”.

    Fiel à estratégia da campanha tucana, Serra reapareceu à tarde para dizer que, como os demais 43% do eleitorado, também “não votaria em mim de jeito nenhum”.

    The i-piauí Herald

    ***

    Candidata a Miss Bumbum faz raio-x para provar que não usa silicone

    Cibelle Ribeiro, candidata pelo Ceará a Miss Bumbum 2012, fez nesta quinta-feira (30) exame de raio-x para comprovar que não usa prótese de silicone.

    Ontem, ela anunciou que desistiria do concurso diante da exigência da organização de que comprovasse que suas nádegas são naturais.

    A prótese é visível no raio-x.

    "Surgiram boatos no dia das fotos, não sei qual delas [concorrentes] foi falar que eu tinha prótese e não podia participar", disse ela ao "F5".

    "Todo mundo deveria fazer. Implicaram comigo, deve ser porque meu bumbum é muito bonito", reagiu a cearense.

    Miss Bumbum

    Cacau Oliver / Divulgação

     Cacau Oliver/Divulgação 
    Candidata a Miss Bumbum faz raio-X e volta a competir ao título de Miss Bumbum 2012
    Candidata a Miss Bumbum faz raio-X e volta a competir ao título de Miss Bumbum 2012
    F5
    ***
    Míster Simpatia

    Kibe Loco

    ***

    Vai Patrus - #1 - Provocador.org apresenta Ananias esplêndido

     


     

    Vamos ver se você consegue contar quantas vezes o candidato Ananias repete a palavra "esplêndido"!


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 06h41
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Placar da Ética no STF

    foto de Éticamicina5mg-tôvendotudo
    Enviado pela Nair Santos


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h11
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião de Merval Pereira

    Os réus tem motivos de preocupação

    Decisões no STF deixam réus do mensalão assustados. A tendência dos ministros é punir acusados mesmo sem provas factuais., desde que nos autos existam provas indiciais ou testemunhais. No caso do ex-ministro José Dirceu, os indícios e testemunhas indicam que será de pouca valia a defesa, segundo a qual não há provas contra ele nos autos.(comentário de Merval Pereira na CBN)

    *
    *
    Esta charge do Nani foi feita originalmente para o
    ***
    Farsa desmontada
    joao paulo condenado 300812 sinfronio humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Sinfrônio para o Diário do Nordeste

     

    joao paulo condenado 300812 pelicano humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Pelicano

    Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF

    “O delito está em pôr em risco o prestígio, a honorabilidade e a responsabilidade da função! – Ministro Cásar Peluso, no seu último voto como integrante do Supremo Tribunal Federal.
    Merval Pereira
    ''Nunca antes na história deste país, tão poucos quiseram enganar toda uma população nesta época transparente da sociedade''
    O julgamento do primeiro item do processo do mensalão trouxe definições importantes por parte do Supremo Tribunal Federal que terão repercussão não apenas nas questões jurídicas, mas também no plano político nacional.
    As condenações por 10 a 0 até agora de Marcos Valério e seus sócios, de um lado, e o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato de outro, assim como a de João Paulo Cunha, até agora por 8 a 2, enterram definitivamente a teoria do caixa 2 eleitoral, sacada da mente astuta de algum advogado medalhão – agora o ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, a quem era atribuída a tese, passou a negá-la – e que serviu para o presidente Lula tentar reduzir os danos de seu partido, o PT.
    O Supremo Tribunal Federal decidiu que houve desvio do dinheiro público para irrigar o valerioduto e, pela maioria dos votos, deixou claro que o crime de corrupção está definido nos autos, não importa o que foi feito com o dinheiro desviado, se pagamento de dívidas eleitorais ou doações benemerentes.
    O ex-presidente Lula, que prometeu ao sair do governo se empenhar para desmontar o que chamou de “farsa do mensalão”, agora está diante de uma verdade irrefutável: o Supremo Tribunal Federal, composto por uma maioria de juízes nomeados pelo PT, decidiu que o mensalão é uma triste verdade, e por contraponto, a tese do caixa 2 eleitoral é que é a farsa.
    Da maneira como está transcorrendo, esse julgamento vai se transformar em um novo balizamento para a atividade política, que estava acostumada à ilegalidade, como se ela fosse inevitável no sistema partidário tal como conhecemos hoje. E também estão sendo estabelecidos balizamrentos para o exercício do serviço público.
    Vai ser preciso mudar o comportamento dos políticos e de seus financiadores, até por que o perigo da punição exemplar está mais próximo do que jamais esteve. Os acusados das mesmas práticas no PSDB mineiro e no DEM de Brasília podem se preparar para o mesmo destino.
    Hoje, com a tendência que vai se cristalizando no julgamento do mensalão, os indícios, as conexões entre os fatos, ganharam relevância significativa, a tal ponto que passa a ser possível condenar alguém sem a utilização de gravações que podem ser impugnadas e até mesmo sem um ato de ofício formal.
    O caso do ex-diretor do Dnit, Luiz Pagot, é emblemático. Ele confessou na CPI do Cachoeira que o tesoureiro da campanha da hoje presidente Dilma Rousseff lhe pediu uma relação dos empreiteiros que trabalhavam em obras do governo para pedir financiamento.
    Ele mesmo chegou a arrecadar pessoalmente alguns milhões para a campanha de Dilma, o que, admitiu, não foi muito ético.
    Pelo entendimento que vai se fazendo no julgamento do Supremo, essa atitude de um servidor público é suficiente para caracterizar peculato e corrupção passiva, mesmo que não se prove que houve beneficiamento aos empreiteiros-doadores, mesmo que as doações tenham sido feitas legalmente. E até mesmo que não tenha havido beneficiamento algum.
    O ministro Cezar Peluso foi claro em relação ao ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha: “O delito está em por em risco o prestigio, a honorabilidade e a responsabilidade da função. Ainda que não tenha praticado nenhum ato de ofício, no curso da licitação, o denunciado não poderia, sem cometer crime de corrupção, ter aceitado esse dinheiro dos sócios da empresa que concorria à licitação”.
    O Ministro Marco Aurélio Mello entrou em detalhes: “Assento que para a corrupção ativa, basta que se ofereça. Pode haver inclusive a recusa. (...) (basta que) se ofereça, se prometa vantagem. Vantagem visando, simplesmente visando a prática de um ato pelo servidor’. O “ato de ofício” seria um agravante do crime de corrupção.
    O Ministro Celso de Mello reforçou a tese: “Não há necessidade de que o ato de ofício seja praticado. (...) Se a vantagem indevida é oferecida na perspectiva em um ato de que possa vir a praticar”.
    Sintetizando o que parece ser o espírito a presidir esse julgamento do STF, o decano Celso de Mello definiu: (...) corruptos e corruptores, (são) os profanadores da República, os subversivos da ordem institucional, os delinquentes marginais da ética do Poder, os infratores do erário, que portam o estigma da desonestidade. (...) E, por tais atos, devem ser punidos exemplarmente na forma da lei”.

    Blog do Merval Pereira

    -----------------------------------------

    acrescentei a foto, as charges e o sub-título na matéria original

    ___________________________________________



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 17h00
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    O rei da mentira está nú

    caixa 2 nao deu certo 300812 jorgebraga humor politico A Tese do Caixa 2 não deu certo...

    por Jorge Braga para O Popular

    O réu ausente

    * Demétrio Magnoli

    A tese da quadrilha, emanada da acusação e adotada pelo relator, ministro Joaquim Barbosa, orienta a maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do caso do mensalão. Metodologicamente, ela se manifesta no ordenamento das deliberações, que agrupa os réus segundo a lógica operacional seguida pela quadrilha. Substantivamente, transparece no conteúdo dos votos dos ministros, que estabelecem relações funcionais entre réus situados em posições distintas no esquema de divisão do trabalho da quadrilha. As exceções evidentes circunscrevem-se ao revisor, Ricardo Lewandowski, e a José Antônio Dias Toffoli, um ex-advogado do PT que, à época, negou a existência do mensalão, mas agora não se declarou impedido de participar do julgamento. O primeiro condenou os operadores financeiros, mas indicou uma inabalável disposição de absolver todo o núcleo político do sistema criminoso. O segundo é um homem com uma missão.

     

    O relatório de "contraponto" do revisor, uma cachoeira interminável de palavras, consagrou-se precisamente à tentativa de implodir a tese principal da acusação. Sem a quadrilha a narrativa dos eventos criminosos perderia seus nexos de sentido. Como consequência, voluntariamente, a mais alta Corte vendaria seus próprios olhos, tornando-se refém das provas materiais flagrantes. Juízes desmoralizados proclamariam o império da desigualdade perante a lei, condenando figuras secundárias cujas mãos ainda estão sujas de graxa para absolverem, um a um, os pensadores políticos que coordenavam a orgia de desvio de recursos públicos. Esse caminho, o sendero de Lewandowski, felizmente não prosperou. Há um julgamento em curso, não uma farsa.

    Uma quadrilha é uma organização, tanto quanto uma empresa. Nas organizações há uma relação inversa entre a posição hierárquica e a natureza material da função. Nos níveis mais elevados de direção o trabalho é altamente abstrato: análise estratégica, definição de metas de longo prazo, orientação geral de prioridades e rumos. Nessa esfera ninguém opera máquinas, emite ordens de pagamento ou assina relatórios gerenciais. Contudo as organizações se movem na direção e no ritmo ditados pelo círculo fechado de seus "intelectuais".

    A narrativa da peça acusatória conta-nos que, na quadrilha do mensalão, um personagem concentrava as prerrogativas decisórias supremas. José Dirceu, explicou o procurador-geral da República, utilizava sua dupla autoridade, no governo e no PT, para mover as engrenagens da "fabricação" de dinheiro destinado a perpetuar um condomínio de poder. Previsivelmente, o "chefe da quadrilha" deixou apenas rastros muito tênues e indiretos de seus feitos. "O que vão querer em termos de provas? Uma carta? Uma confissão espontânea? É muito difícil. Você tem confissão espontânea de ladrão de galinha", constatou o juiz Marco Aurélio Mello em entrevista recente. O que decidirá o STF quando, ultrapassado o escalão dos chefes políticos acessórios, chegar à encruzilhada de Dirceu?

    O inacreditável Toffoli explicitou seus critérios ao justificar o voto de absolvição sob o argumento de que "a defesa não precisa provar sua versão". Todos sabem que o ônus da prova de culpa cabe à acusação. Mas é óbvio até para leigos que, confrontada com evidências de culpabilidade, a defesa tem o dever de comprovar seus álibis. Na ponta oposta, o juiz Luiz Fux sustentou que, diante de "megacrimes" articulados por figuras poderosas, "indícios podem levar a conclusão segura e correta". A síntese de Fux descortina o método pelo qual, sem arranhar as garantias do Estado de Direito, é possível estender a aplicação da lei aos "fidalgos" da República.

    Não é verdade, como alega a defesa do então ministro-chefe da Casa Civil, que nada se tem contra ele. A acusação apresentou uma longa série de provas circunstanciais do poder efetivo de Dirceu sobre os personagens cruciais para as operações da quadrilha. Mas, na ausência de uma improvável confissão esclarecedora de algum dos réus, os juízes terão de decidir, essencialmente, sobre "indícios": a lógica interna de uma narrativa. Eles podem escolher a conclusão inapelável derivada da tese da quadrilha e, sem o concurso de provas documentais, condenar o réu mais poderoso pela autoria intelectual dos inúmeros crimes tipificados. A alternativa seria recuar abruptamente em face do espectro da ousadia jurídica, absolver o símbolo do mensalão e legar à posteridade a história esdrúxula, risível e intragável de uma quadrilha carente de comando.

    O enigma é, porém, ainda mais complexo. Como registrou o advogado de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson, há um réu ausente, que atende pelo nome de Lula da Silva. Toda a trama dos crimes, tal como narrada pela acusação, flui na direção de um comando central. Dirceu, prova o procurador-geral, detinha autoridade política sobre os operadores cruciais do mensalão. Mas acima de Dirceu, no governo e no PT, encontrava-se Lula, "um sujeito safo" que "sempre se mostrou muito mais um chefe de governo do que chefe de Estado", nas palavras do mesmo Marco Aurélio. A peça acusatória, todavia, não menciona Lula, o beneficiário maior da teia de crimes que alimentavam um sistema de poder. A omissão abala sua estrutura lógica.

    "Você acha que um sujeito safo como Lula não sabia?", perguntou Marco Aurélio, retoricamente, ao jornalista que o entrevistava. Ninguém acha - e existem diversos depoimentos que indicam a ciência plena do então presidente sobre o essencial da trama. O mesmo tipo de prova indireta, não documental, utilizada na incriminação de Dirceu poderia - e, logicamente, deveria - ter sido apresentada para pôr Lula no banco dos réus. Mas o procurador-geral escolheu traçar um círculo de ferro em torno de um homem que, coberto de motivos para isso, se acredita inimputável. A opção da acusação, derivada de uma perversa razão política, assombrará o País por longo tempo.

    * SOCIÓLOGO E DOUTOR EM GEOGRAFIA HUMANA PELA USP.

    O Estado de S. Paulo - 30 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h05
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Excelente música para conciliar o sono

    Meditacion
    Miniatura

    Quiero dar las gracias a todos los visitantes por disfrutar de esta maravillosa canción para dormir. Gracias!


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h42
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    comandante Hermine é candidato a vereador em S. Paulo, capital

    COMANDANTE HERMINE - PCB - 21621
    Nome para Urna:
    COMANDANTE HERMINE
    Número :
    21621
    Nome :
    IVAN BARBOSA HERMINE
    Cargo :
    VEREADOR
    Partido :
    PCB
    Coligação :
    FRENTE DE ESQUERDA
    Situação :
    HERMINE - CANDIDATURA DEFERIDA

    Prezado Matosinho

    Informo aos amig@s e colegas que meu nome ( Ivan Barbosa Hermine ) foi deferido pelo TSE - Tribunal Superior Eleitoral, dia 07/08/2012, como postulante ao cargo de Vereador da cidade de São Paulo nas eleições 2012.

    O PCB na cidade de São Paulo, em coligação com o PSOL na Frente de Esquerda, apresenta a seguinte chapa:

    Prefeito - Professor Carlos Giannazi - 50

    Vice-Prefeito - Professor Edmilson Costa

    Vereador - Comandante Hermine - 21621

    Nossa proposta de trabalho é contribuir com a classe trabalhadora na construção de seu projeto político. Organizar os Conselhos Populares da saúde, educação, moradia, transporte, cultura, lazer e outros, desenvolvendo e fortalecendo o Poder Popular.

    Vamos lutar para desprivatizar a cidade, transformando São Paulo numa cidade para quem trabalha. Lutar para construir uma Cidade Camarada.

    Anexos, apresento algumas referências do candidato e a proposta do PCB para um Programa de Governo da Frente de Esquerda.

    Saudações,

    Comandante Hermine - Vereador 21621

     Referências sobre o candidato 

    Ivan Barbosa Hermine é natural de Belo Horizonte, MG, nascido em 1947. Ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG ( Universidade Federal de Minas Gerais ) em 1966, cursando Sociologia e Política até 1968, 3º ano, sem concluir o curso, então instalado no Departamento de Ciências Humanas da Faculdade de Filosofia da UFMG.

    Iniciou o curso de Pilotagem de Aeronaves em 1968 no Aeroclube de Lagoa Santa, MG. Trabalhou em várias empresas do ramo e se aposentou na função de comandante de aeronaves na empresa VASP. Na área profissional, desempenhou as funções de Instrutor de Voo e Checador (check pilot - examinador de voo ) pelo DAC, Departamento de Aviação Civil, habilitando-se no Instituto de Aviação Civil, vinculado ao DAC e Ministério da Aeronáutica. Exerceu também a Chefia de Treinamento nas áreas de Ensino e Operações de Voo em empresa aérea. Na função de Comandante Mor ( Master ) de Linhas Aéreas, efetuou voos nacionais e internacionais, tendo realizado cursos especiais nas empresas Boeing e McDonell Douglas nos EUA, Finnair na Finlândia, Aerolíneas Argentinas na Argentina e Fast Air ( Grupo Lan Chile ) no Chile.

    É Bacharel em Aviação Civil pela Universidade Anhembi Morumbi de São Paulo, com habilitação nas áreas de Pilotagem de Aeronaves e Gestão de Empresas Aéreas. No TCC, com o grupo de trabalho, desenvolveu proposta de criação de empresa aérea de carga com a utilização de modernos dirigíveis. Autor de trabalho de pesquisa em Teoria de Voo ( aerodinâmica ) de Avião para Pilotos.

    Na atividade de professor universitário, lecionou as matérias Teoria de Voo de Avião, Aerodinâmica de Alta velocidade, Pesos, Balanceamento e Conhecimentos Técnicos ( Aeronaves e Motores ) no Curso Superior de Aviação Civil, contribuindo na formação de pilotos de aeronaves e gestores de empresas aéreas e aeroportos.

    Foi Dirigente Sindical por dois mandatos: Vice-Presidente Nacional e Delegado Sindical em São Paulo pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, de 1980 a 1986; Delegado Sindical junto à CONCLAT ( Conferência da Classe Trabalhadora ) em 1981 e no CONCLAT ( Congresso da Classe Trabalhadora )

    de 1983. De 1990 a 1992, cumpriu o mandato de Presidente da APVASP, Associação de Pilotos da VASP ( Viação Aérea São Paulo ).

    Filiou-se ao PCB em 1985. É membro da CPR-SP ( Comissão Política Regional de São Paulo ) e do CC ( Comitê Central do Partido ).

    Integrante da 22ª turma do NEP 13 de Maio, Núcleo de Educação Popular.

    Pós-graduando em Segurança de Voo ( Prevenção e Investigação de Acidentes e Incidentes Aeronáuticos ) na Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo, SP.

    São Paulo, agosto de 2012

     



    PROGRAMA PC... .pdf
    279.14 KB


    REFERÊNCIAS... .pdf
    8.83 KB
     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h32
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Charges on line

    RESENHA EM CHARGES
    Vote!!!!!! Eu Prometo!!!
    vote eu prometo 290812 alecrim humor politico Vote!!!!!! Eu Prometo!!!

    por Alecrim

    vote eu prometo 290812 brum humor politico Vote!!!!!! Eu Prometo!!!

    por Brum para a Tribuna do Norte

    vote eu prometo 290812 newtonsilva humor politico Vote!!!!!! Eu Prometo!!!

    por Newton Silva para o Humor Político

    vote eu prometo 290812 waldez humor politico Vote!!!!!! Eu Prometo!!!

    por Waldez para o Amazônia

    vote eu prometo 290812 pelicano humor politico Vote!!!!!! Eu Prometo!!!

    por Pelicano

    vote eu prometo 290812 sponholz humor politico Vote!!!!!! Eu Prometo!!!

    por Sponholz

    joao paulo condenado 300812 paixao humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Paixão para a Gazeta do Povo

    PAIXÃO - Gazeta do Povo (PR)

    Esta charge do M. Aurélio foi feita originalmente para o
    Esta charge do Frank foi feita originalmente para o
     
    joao paulo condenado 300812 nani2 humor politico1 Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Nani

    joao paulo condenado 300812 brum humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Brum para a Tribuna do Norte

     

    joao paulo condenado 300812 nani humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Amarildo

     

    joao paulo condenado 300812 nani1 humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Nani

     

    joao paulo condenado 300812 sponholz humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Sponholz exclusivo para o Humor Político

     

    joao paulo condenado 300812 sponholz2 humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Sponholz exclusivo para o Humor Político

     

    joao paulo condenado 300812 mario humor politico Mensalão Condenado pelo STF!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    por Mário para a Tribuna de Minas

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h24
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    O ministro da Educação, Aloizio Mercadante anunciou na manhã de hoje que entrou em greve em caráter irrevogável

    Mercadante anuncia greve em cárater irrevogável
    mercadante em greve 290812 humor politico Mercadante anuncia greve em caráter irrevogável

    O titular da Educação juntou-se a professores grevistas e puxou uma passeata pela Esplanada contra a qualidade da merenda das cinco no ministério


    ABCD PAULISTA – Inconformado com a agenda eleitoral de Alexandre Padilha, ministro da Saúde que tem feito campanha para aliados pelo interior paulista, o ministro da Educação Aloizio Mercadante anunciou na manhã de hoje pelo Twitter que entrou em greve em caráter irrevogável.

    O ministro fez questão de salientar que não se tratava de um gesto de solidariedade para com os professores das universidades federais, paralisados há três meses. “É uma greve cívica, com o objetivo de questionar o alheamento ao processo eleitoral a que os ministros de Estado são obrigados a se sujeitar no exercício de suas funções”, declarou Mercadante. “É inadmissível.”

    Mercadante reivindica ser liberado de suas funções no ministério quatro dias por semana em tempo integral e sem perda de remuneração para “participar de atos cívico eleitorais” de candidatos petistas em São Paulo. Pré-candidato ao governo paulista em 2014, ele exigiu ainda metade do tempo de televisão da campanha de Fernando Haddad, que concorre à prefeitura de SP, para “apresentar sem afobação” sua plataforma ao governo do estado.

    Mercadante decidiu despachar esta semana do comitê central de João Paulo Cunha, candidato à prefeitura de Osasco. O ministro explicou à imprensa a operação-padrão que decidiu adotar. “Esta semana não assino nada sem ler. Pedi aos meus assessores que me explicassem em minúcias os ofícios que me trouxessem para assinar”, disse ele, escondido atrás de uma pilha de documentos.

    Na contramão de vários setores dos servidores federais, que começam a retomar o trabalho na semana que vem, o ministro pretende manter a greve até o fim do julgamento do mensalão, em solidariedade aos companheiros. “Vocês sabem, meu nome é solidariedade”, disse o ministro gevista, cofiando os bigodes.

    The i-piauí Herald



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h02
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    O Chefe, autor Ivo Patarra : o livro sobre as falcatruas do Lula

    Escândalo do Mensalão - O LIVRO PROIBIDO...

    O LIVRO QUE OS MENSALEIROS TENTARAM ESCONDER DA OPINIÃO PÚBLICA !!!

    O livro sobre as falcatruas do governo do Lula, está disponível para leitura na Internet.

    DIVULGUEM ESTE LIVRO SEM RESTRIÇÃO PARA A LISTA DE E-MAILS...

     O livro compila todos os escândalos do desastroso governo Lula,  à nossa disposição, para ler online ou baixar!!!

    Acesse o site:

    *
    www.escandalodomensalao.com.br *

    Não deixe mesmo de ver esse site, nem que seja só para confirmar que ele existe.

    Divulguem!

    TRATA-SE SE UM DOCUMENTO HISTÓRICO.

    Enviado pelo Ronaldo Oliveira Cavalcanti, em 30/08/2012
    P.S.
     Finalmente o livro foi publicado : Para comprar o livro "O Chefe", com acabamento moderno, tem 457 páginas e você pode comprá-lo diretamente do autor por R$ 54. Esse valor pode ter variação mínima em razão das de...
    spesas de correio registrado. O pagamento é feito por meio de transferência, depósito ou DOC para o Banco Itaú, Bradesco ou Caixa Econômica Federal. Mande um email para ivopatarra@gmail.com, informando qual dos três bancos é o mais conveniente para você. Informe também o endereço completo para a remessa. Após o depósito, o prazo estipulado pelo correio para fazer a entrega do livro é de no máximo oito dias úteis.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h30
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    BRASIL CORRUPÇÃO – Julgamento do Mensalão

    João Paulo Cunha por maioria de votos dos ministros do STF foi condenado
    Deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) foi julgado por corrupção pelo STF
    eu nao acredito em mensalao 290812 clayton humor politico O Mensalão não existiu!

    por Clayton para O Povo

    joaquim barbosa 290812 lute humor politico Herói de carne e osso   J de Joaquim

    por Lute para o Hoje em Dia

    joaquim barbosa 290812 sponholz humor politico Herói de carne e osso   J de Joaquim

    por Sponholz

    eu nao acredito em mensalao 290812 miguel humor politico O Mensalão não existiu!

    por Miguel para o JC online

     

    eu nao acredito em mensalao 290812 jorgebraga humor politico O Mensalão não existiu!

    por Jorge Braga para O Popular

    João Paulo Cunha: de futuro brilhante na política pelo PT a condenado por corrupção pelo STF e perto da cadeia (Foto: veja.abril.com.br)


    Material da Campanha de João Paulo Cunha candidato a Prefeito de Osasco

    CANDIDATO A QUÊ? - Confiando na impunidade, apesar de réu do mensalão, João Paulo se candidatou a Prefeito da importante cidade de Osasco

    ministro Gilmar Mendes, vai pendurar sua 'capa preta' num prego dourado


    O deputado federal (PT -SP) e candidato a prefeito de Osasco João Paulo Cunha é condenado pelo Supremo Tribunal Federal, pelos crimes de corrupção passiva e peculatos, condenação que podem levá-lo à cadeia. Depois disso o mensaleiro passará pela emoção de aguardar o cálculo da sua pena.

    Com o voto do ministro Gilmar Mendes, que acaba de ser proferido, alcançou-se no STF a maioria necessária à condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP): 6 a 2, com três votos ainda por ser proferidos.

    Das quatro acusações formuladas pela Procuradoria contra João Paulo, Gilmar condenou-o em três: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Inocentou-o numa segunda imputação de peculato.

    Gilmar votou pela condenação também de Henrique Pizzolato (corrupção passiva e peculato), Marcos Valério e seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach (corrupção ativa e peculato).

    Mendes argumentou que houve desvio de recursos públicos para irrigar o chamado “valerioduto” e fez críticas à administração do Banco do Brasil naquela época. "Quando vi os relatos, me perguntei: o que fizeram com o Banco do Brasil? Com operações singelas se tira R$ 73 milhões sabendo que não era para se prestar serviço algum. Fico a imaginar como nós descemos nas escalas das degradações", afirmou



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h45
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Voo Vasp 375: como quase tivemos um 11 de setembro brasileiro

    Graças a perícia do comandante Murilo e tripulação não tivemos em 29 de setembro de 1988, um 11 de setembro negro brasileiro 
    álbum do comissário Antunes
     
    Em 11 de setembro de 2001, o mundo foi abalado pelos ataques terroristas em Nova York e em Washington, lançando o mundo em uma guerra que dura até hoje, 11 anos depois.
    O PP-SNT, sequestrado em 1988 (Foto: Ken Meegan)
    A idéia de lançar aeronaves comerciais cheias de passageiros contra prédios, no entanto, não era novidade em 2001, pois, em 1988, um brasileiro chamado Raimundo Nonato Alves da Conceição, de 28 anos de idade, pensou na mesma coisa. Nonato tentou, e quase conseguiu, executar um atentado contra o Palácio do Planalto e o então Presidente José Sarney, utilizando para isso um Boeing 737-300 da Vasp.
    O Brasil, naquela época, passava por sucessivas crises econômicas, hiperinflação e desemprego. Raimundo Nonato era uma das vítimas do desemprego. Trabalhava em Minas Gerais em uma grande construtora, que dispensou um grande número de empregados, entre eles Raimundo, devido à situação de estagflação (recessão com inflação) da economia.
    O sequestrador, Raimundo Nonato da Conceição
    Desesperado e sem expectativas, Raimundo Nonato arquitetou um diabólico plano de vingança contra o Presidente José Sarney, que considerava como o maior responsável pela caótica situação do país. Sua intenção era sequestrar um avião comercial e fazer o piloto jogar o avião contra o Palácio do Planalto, em Brasília, para matar o Presidente.
    Raimundo recolheu suas poucas economias e comprou uma passagem da Vasp do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, para o Rio de Janeiro. Seu voo era o VP 375, que se originava em Porto Velho, Rondônia, fazia escalas em Brasília, Goiânia, Confins e terminava no Rio. Era operado, naquele dia, 29 de setembro de 1988, pelo Boeing 737-300 matriculado PP-SNT.
    O PP-SNT, um dos Boeing 737-300 da Vasp
    Raimundo também comprou uma arma, um revólver calibre 32, e conseguiu embarcar com a mesma no voo sem ser incomodado pela segurança do Aeroporto de Confins. Naquela época, não existia ainda o processo de inspeção de passageiros e bagagens por raio-x.
    O avião decolou de Confins às 10h 42min. Pouco depois das 11 horas, Raimundo levantou-se da sua poltrona, sacou a arma e foi direto para o cockpit do avião. O avião estava quase lotado, pois tinha a bordo seis tripulantes, 105 passageiros e mais dois tripulantes da Vasp voando de extras.
    Um desses tripulantes extras, o copiloto Ronaldo Dias, tentou impedi-lo, e acabou sendo alvejado na orelha . Em seguida, Raimundo arrombou a porta do cockpit com 5 tiros, remuniciou rapidamente a arma e entrou no cockpit, anunciando o sequestro. Um dos tiros dados contra a porta feriu na perna o copiloto no voo de tripulante extra da Vasp, Gilberto Renher, que voava no jump-seat, e anunciou o sequestro.
    Na confusão estabelecida no cockpit pela invasão do sequestrador e pelo ferimento no copiloto Renher, o Comandante Fernando Murilo Lima e Silva, de 41 anos de idade, conseguiu colocar o código 7700 no transponder do avião, deixando claro para os controladores de tráfego aéreo e autoridades que o avião tinha sido sequestrado. O relógio marcava então 11h 15 min.
    O Cindacta I, em Brasília, ao constatar o código 7700 no radar secundário, ao lado do sinal do Boeing da Vasp, imediatamente entrou em contato com os pilotos. O copiloto Salvador Evangelista, carinhosamente apelidado de Vangelis pelos colegas, abaixou-se ligeiramente para apanhar o microfone e responder ao Cindacta, mas esse movimento foi mal interpretado pelo sequestrador, que friamente atirou na nuca do copiloto, matando-o na hora. A situação a bordo tornava-se cada vez mais dramática.
    O copiloto Salvador Evangelista, com a filha Wendy (foto: Wendy Fernandes Evangelista)


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h12
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Voo Vasp 375: como quase tivemos um 11 de setembro brasileiro (Final)

    Raimundo Nonato apontou a arma para o comandante Murilo, e ordenou que desviasse o voo para Brasília. A Força Aérea ordenou imediatamente que um elemento de caças Mirage III decolasse da Base Aérea de Anápolis e acompanhasse o voo, ao mesmo tempo em que avisava o Presidente José Sarney, que cancelou todos os seus compromissos naquele dia.

    O comandante Murilo ficou estarrecido quando tomou conhecimento da real intenção do sequestrador. Se cumprisse suas ordens, todas as pessoas a bordo estariam condenadas, e poderia ocorrer uma tragédia sem precedentes em Brasília.
    O ex-Presidente José Sarney
    Murilo era uma pesssoa calma e tranquila. Jamais chegou a pronunciar a palavra "sequestrador" pelo rádio, preferindo chamar o elemento de "passageiro". O comandante tentou ganhar tempo. Afirmou que não teria condições de mirar o avião no Palácio, que estaria, supostamente, encoberto por uma camada de nuvens. Depois, chamou a atenção de Raimundo para o baixo nível de combustível nos tanques, que poderia acabar a qualquer momento, derubando o avião.
    O Palácio do Planalto, sede do Governo Brasileiro
    Raimundo hesitou, chegou a desistir de jogar o avião no Palácio do Planalto, mas depois começou a dar ordens conflitantes. Não aceitou a proposta do comandante de pousar no Aeroporto de Brasília ou na Base Aérea de Anápolis, para onde o avião foi depois, pois sabia que não teria condições de escapar de nenhum desses lugares.
    A rota do Boeing sequestrado
    A um certo momento, o nível de combustível tornou-se realmente crítico. As ordens dadas pelo sequestrador tornaram-se confusas e contraditórias, e até mesmo a idéia de jogar o avião no Palácio voltou a ser cogitada por Raimundo.

    O comandante tomou a proa de Goiânia, e resolveu tomar uma medida deseperada para tentar derrubar e dominar o sequestrador. Perto de sobrevoar Goiânia, resolveu executar um tounneau barril, uma manobra na qual o avião executa um giro longitudinal ao redor de um eixo imaginário. Nunca, na história, um Boeing 737 tinha executado tal manobra. Não surtiu efeito, e Murilo então resolve estolar o avião e comandar um parafuso. Dessa vez, Raimundo caiu, mas os tripulantes também foram afetados pela manobra e não conseguiram dominar totalmente o sequestrador. As acrobacias, no entanto, desorientaram suficientemente o sequestrador para permitir que o comandante, na sequência, executasse um pouso rápido na pista de Goiânia. O relógio marcava, então, 13h 45min, e o combustível do avião tinha praticamente se esgotado.

    De fato, a situação do combustível a bordo do Vasp 375 era tão crítica que as autoridades em terra não viam mais alternativas para o avião. Uma nota oficial, lamentando a tragédia, chegou a ser redigida pelo Ministério da Aeronáutica.

    A bordo, no entanto, a situação estava longe de ser resolvida, pois o sequestrador continuava ameaçando a tripulação e os passageiros com a sua arma. Mas, sem combustível e sem possibilidades de decolar, o sequestrador começou a fazer exigências para tentar escapar. Começou a negociar, exigindo, a princípio, mais combustível, depois um caça Mirage para fugir, terminando por aceitar um Bandeirante, que foi então colocado de prontidão, ao lado do Boeing.

    As negociações, no entanto, eram conduzidas pelas autoridades só com o intuito de ganhar tempo. Nunca houve a menor intenção de aceitar que Raimundo Nonato escapasse daquela ação. O único objetivo era tirar o sequestrador do avião, matá-lo ou prendê-lo, e nada mais.

    Depois de algum tempo, Raimundo desceu do avião, conduzindo o comandante Murilo com escudo, mas terminou alvejado, por três tiros no quadril, pelos atiradores de elite da Polícia Federal, que estavam a postos. A ação foi criticada pelos riscos envolvidos, pois o comandante ainda acabou ferido na perna por um tiro dado por Raimundo, quando tentava fugir. O relógio marcava 19 horas. Terminava aí o sequestro, oito horas depois.
    O PP-SNT pousado em Goiânia, ainda com o sequestrador a bordo
    O sequestrador e os três tripulantes feridos foram encaminhados para o hospital, e o corpo do copiloto Evangelista foi encaminhado ao necrotério. Nenhum passageiro ficou ferido, assim como os comissários, apesar da violência das manobras e dos tiros dados a bordo.
    O Comandante Murilo, ferido após o sequestro
    Constatou-se que o único responsável pelo crime foi Raimundo Nonato. Não havia cúmplices, foi uma ação individual de uma pessoa claramente desequilibrada. Raimundo, mantido sob severa vigilância da Polícia Federal no hospital, recuperava-se bem dos seus ferimentos, quando morreu misteriosamente, alguns dias depois.

    No hospital, correram rumores de que os policiais tinham executado o sequestrador com uma injeção letal. O legista chamado para atestar a causa da morte foi Fortunato Badan Palhares, que concluiu que Raimundo Nonato tinha falecido de anemia falciforme, uma doença congênita, sem relação com os seus ferimentos. Os médicos do hospital, no entanto, recusaram-se a assinar tal laudo, o que deu mais credibilidade aos rumores de execução.

    Badan Palhares tornou-se depois o mais polêmico legista brasileiro, ao participar da investigação do homicídio de Paulo César Farias, o P.C. Farias, ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello à Presidência da República, em 1989, e um dos assessores mais suspeitos do ex-Presidente. Nessa investigação, ele assinou um laudo de que P.C. Farias tinha sido assassinado pela sua namorada Susana Marcolino, que teria se suicidado depois, mas, depois, suspeitou-se que o legista teria sido pago, pelo irmão de P.C., para fazer tal laudo, e que o casal tivesse sido assassinado por outras pessoas.

    Outro laudo polêmico feito por Palhares foi o do suposto corpo do carrasco nazista Josef Mengele, o qual foi dado como inconclusivo pelo próprio Palhares. Isso foi contestado depois, pelos caçadores de nazistas, que pediram outro laudo que acabou confirmando que o cadáver era mesmo de Mengele.
    Dr. Fortunato Badan Palhares
    Badan Pallhares fez laudos tão controvertidos que até hoje, vinte anos depois dos casos P.C. Farias e Raimundo Nonato da Conceição, ainda circulam piadas atribuindo ao médico os laudos cadavéricos de Osama Bin Laden e do alienígena de Roswell, entre outros.

    O comandante Fernando Murilo foi premiado anos depois, pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, em outubro de 2001, pela sua atuação na crise, e foi considerado herói, ao salvar a vida das mais de cem pessoas a bordo. É provável que, se não fosse a calma e a coragem do comandante Murilo, o onze de setembro talvez tivesse tido um grande precedente brasileiro.

    O avião, o PP-SNT, fabricado em 1986, ficou danificado no estabilizador pelas arrojadas manobras do comandante Murilo, mas foi reparado. Foi devolvido para a GPA em 1993 e opera até hoje na Southwest Airlines, com a matrícula N698SW.

    Em 24 de julho de 2011, quase 23 depois do sequestro que vitimou seu pai, Wendy Fernandes Evangelista, filha do copiloto Salvador Evangelista, conseguiu ganhar na justiça uma indenização de 250 mil reais da Infraero, pela negligência na inspeção de bagagens no Aeroporto de Confins.

    Raimundo Nonato da Conceição não conseguiu atirar um avião no Palácio do Planalto, mas, em maio de 1989, um motorista desempregado e alcoolizado, o pernambucano João Antônio Gomes, de 36 anos, conseguiu invadir o Palácio pela porta principal, com um ônibus roubado, em alta velocidade. Na época, a popularidade do Presidente Sarney estava no fundo do poço, e as más linguas diziam que "o palácio desgovernado chocou-se com um ônibus em Brasília". Um espelho d'água foi construído às pressas, em frente ao Palácio, para evitar incidentes semelhantes no futuro.
    Cultura Aeronáutica



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h01
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Thomaz Bastos ensina o dever de casa ao Lula sobre o que se passa no STF para o ex-presidente que não sabia de nada discutir com seu 'golbery'

    solte barrabas 280812 noviski humor politico Soltem Barrabás, Ecoa a voz da Impunidade no STF

    por Noviski

    Lula discute com Dirceu desdobramentos do mensalão 

    Encontros semanais, José Dirceu e Lula

    Nunca antes na história desse país tanta gente desperdiçou tanto tempo com o desfecho de uma “lenda”.

     Encontros. José Dirceu e Lula têm também conversado sobre eleições nas principais capitais Foto: O Globo / Marcos Alves 

    Ex-ministro da Justiça de Lula e causídico-mor da tropa de choque dos advogados dos mensaleiros, Thomaz Bastos, é o professor e 'interprete' do Lula para ensinar o que se passa no STF

    Fonte consultada : O Globo

    Papai Noel nunca existiu, diz Lula ao New York Times

    Papai Noel nunca existiu, diz Lula ao New York Times

    Lula disse ter chorado quando soube que houve a distribuição de presentes não contabilizados vindos do saco de bondades de seu governo

    TERRA DO NUNCA – A existência de Papai Noel e do esquema de distribuição de presentes para deputados comportados da base aliada foi novamente negada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista ao jornal The New York Times publicada no último fim de semana. Lula negou ainda que haja superfaturamento na contratação de renas para o transporte dos regalos e na verba de auxílio de correio dos parlamentares para envio de cartas ao Bom Velhinho. “Isso tudo são denúncias de quem não consegue enxergar que nunca antes na história deste país se consumiu tanto no Natal”, afirmou, gargalhando a seguir: "Rou-rou-rou".

    Lula desqualificou os documentos apresentados como prova da existência do esquema. “Essas cartas dos deputados dizendo que se comportaram bem durante o ano e pedindo presentes são uma falsificação grosseira”, desdenhou. “Veja essa carta do Garotinho dizendo que foi um bom menino e votou com o governo”, exemplificou Lula. “Ele inventa de fazer greve de fome por qualquer contrariedade e depois vem dizer que comeu direitinho o ano inteiro? Chame o perito Molina que em dois tempos ele comprova essa farsa.”

    Questionado pelo repórter americano sobre suas expectativas em relação ao julgamento de Papai Noel no STF, Lula disse que respeitaria a decisão dos ministros. “A decisão dos magistrados é soberana e tenho certeza que eles saberão ouvir suas consciências antes de decidir pela condenação. A Marisa foi outro dia comer um bolo de fubá na casa da mãe do Lewandowski e ficou sabendo que os ministros estão todos muito ciosos do seu dever.”

    Por orientação de Dilma Rousseff, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, mandou fechar a embaixada brasileira no Polo Norte.

    The i-piauí Herald



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h30
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    New York, New York / Just One of Those Things / Chattanooga Choo Choo

    A beleza das canções neste repertório de sucessos lendários do cancioneiro norte-americano

    New York, New York

    interpretação Frank Sinatra
    interpretação Liza Minnelli
    composição de John Kander e Fred Ebb
    Kiara Sasso canta "New York, New York" , Cena final do musical 'New York, New York', na montagem brasileira
     A melhor atriz do teatro musical brasileiro, Kiara Sasso vem nos mostrar todo seu talento com uma música do seu atual espetáculo "New York, New York".

    Start spreading the news
    I'm leaving today
    I want to be a part of it, New York, New York

    These vagabond shoes
    Are longing to stray
    And make a brand new start of it
    New York, New York

    I wanna wake up in the city
    that doesn't sleep
    to find the king of the hill
    top of the heap

    These little town blues
    are melting away
    I'll make a brand new start of it
    in old new york

    If I can make it there
    I'll make it anywhere
    Its up to you
    new york, new york

    New York, New York.
    I want to wake up
    in the city that doesn't sleeps
    To find I'm king of the hill
    top of the heap
    Crème of the crop and the top of the heap.

    My little town blues
    Are melting away
    I'll make a brand new start of it,
    In old New York.
    If I can make it there,
    I'll make it anywhere,
    Come on, Come though
    New York, New York.

    ¨¨¨¨¨¨¨¨

    Just One of Those Things

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Hg63vv-KsGM

    composição e interpretação de Cole Porter

    Intro

    As dorothy parker once said
    To her boyfriend, "fare thee well"
    As columbus announced
    When he knew he was bounced,
    "it was swell, isabel, swell"

    As abelard said to eloise,
    "don't forget to drop a line to me, please"
    As juliet cried, in her romeo's ear,
    "romeo, why not face the fact, my dear"

    Musica:

    It was just one of those things
    Just one of those crazy flings
    One of those bells that now and then rings
    Just one of those things

    It was just one of those nights
    Just one of those fabulous flights
    A trip to the moon on gossamer wings
    Just one of those things

    If we'd thought a bit, of the end of it
    When we started painting the town
    We'd have been aware that our love affair
    Was too hot, not to cool down

    So good-bye, dear, and amen
    Here's hoping we meet now and then
    It was great fun
    But it was just one of those things

    If we'd thought a bit, of the end of it
    When we started painting the town
    We'd have been aware that our love affair
    Was too hot, not to cool down

    So good-bye, dear, and amen
    Here's hoping we meet now and then
    It was great fun
    But it was just one of those things
    Just one of those things

    ¨¨¨¨¨¨

    Chattanooga Choo Choo

    composição de Hary Waren e Mack Gordon

    interpretação Mack Gordon

    http://www.dailymotion.com/video/x1d2em_chattanooga-choo-choo_fun

    interpretação Glen Miller

    http://letras.mus.br/glen-miller/1171344/

    Pardon me boy is that the Chattanooga choo choo [yes, yes]
    All aboard track twenty nine can you give me a shine
    Can you afford to board the chattanooga choo choo
    I've got my fare and just a trifle to spare

    You leave the pennsylvania station bout a quarter to four
    You read a magazine and then you're in baltimore
    Dinner in the diner nothin' could be finer
    Than to have your ham and eggs in carolina

    When you hear the whistle blowin' eight to the bar
    Then you know that tennessee is not very far
    Shovell all the coal in gotta keep a rollin'
    Ooh ooh! Chattanooga there you are

    There's gonna be a certain party in the station
    Satin and lace i used to call funny face
    She's gonna cry when I tell her that i'll never roam
    So Chattanooga choo choo won't you choo choo me home
    All aboard you afford
    Chattanooga choo choo won't you choo choo me home

    Won't choo choo me home.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 06h17
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    BRASIL CORRUPÇÃO - Julgamento Mensalão

    O Brasil vai mudando

    Devido à dificuldade inerente a esse tipo de crime é que vários ministros reconheceram, como Rosa, que se tem “admitido certa elasticidade na admissão da prova acusatória” nos chamados “crimes da intimidade” como o estupro, quando se valoriza o depoimento da vítima.

    por Sponholz

    dias toffoli e jose dirceu 280812 sponholz humor politico PToffoli e José Dirceu

     

    mensalao nunca existiu 280812 amarildo humor politico Não acredito que o Mensalão tenha existido

    por Amarildo

     

    mensalao nunca existiu 280812 frank humor politico Não acredito que o Mensalão tenha existido

    por Frank

     

    mensalao nunca existiu 280812 paixao humor politico Não acredito que o Mensalão tenha existido

    por Paixão para a Gazeta do Povo

     

     

    mensalao nunca existiu 280812 alpino humor politico Não acredito que o Mensalão tenha existido

    por Alpino

    dias toffoli e jose dirceu 280812 newtonsilva humor politico PToffoli e José Dirceu

     

     

    Foto: Gervásio Baptista/SCO/STF

    Rosa Weber votando debaixo de olhares pouco amistosos da dupla Ricardo Lewandowski- Dias Toffoli: “Ninguém vai receber dinheiro para corromper-se sem o cuidado de resguardar-se.”

     O Brasil vai mudando

     Merval Pereira - para O Globo

    Ao contrário do que comemorou o advogado Márcio Thomaz Bastos após o voto do revisor do mensalão, ministro Ricardo Lewandowski, parece estar se formando no plenário do Supremo Tribunal Federal um posicionamento majoritário contra a tese do caixa dois defendida pelos réus, engendrada nos porões das atividades eleitorais petistas.

    Houve mesmo quem, como a ministra Rosa Weber, tenha assegurado que “não importa o destino dado ao dinheiro, se foi gasto em despesas pessoais ou dívidas de campanha. Em qualquer hipótese, a vantagem não deixa de ser indevida”.

    Esse entendimento está fazendo com que os ministros que votaram até agora deixem isolados os dois que optaram pela absolvição do petista João Paulo Cunha, presidente da Câmara à época em que os crimes em julgamento foram cometidos.

    Parece também ser consenso da maioria que vai se formando a tese do procurador-geral da República de que esse tipo de crime não é feito às claras e é de difícil comprovação, e por isso exige do julgador bom-senso.

    Rosa Weber foi específica: “(...) quem vivencia o ilícito procura a sombra e o silêncio. O pagamento não se faz diante de holofotes. Ninguém vai receber dinheiro para corromper-se sem o cuidado de resguardar-se.”

    Devido à dificuldade inerente a esse tipo de crime é que vários ministros reconheceram, como Rosa, que se tem “admitido certa elasticidade na admissão da prova acusatória” nos chamados “crimes da intimidade” como o estupro, quando se valoriza o depoimento da vítima.

    Disse ela: “Nos delitos de poder não pode ser diferente. Quanto maior o poder ostentado, maior a facilidade de esconder o ilícito com a obstrução de documentos, corrupção de pessoas. A potencialidade do acusado de crime para falsear a verdade implica maior valor das presunções. Delitos no âmbito reduzido do poder são pela sua natureza de difícil comprovação.”

    Dois ministros deram a seus votos a dimensão da proteção da sociedade: Cármen Lúcia e Luiz Fux. Fux disse que “temos que nos preocupar com a dignidade das vítimas, que é toda a coletividade brasileira”. Ele classificou o caso várias vezes de “megadelitos” e chamou a atenção para o fato de que em alguns momentos o que poderia ser considerado apenas um erro administrativo ou delito menor ganha outra dimensão porque realizado “em um contexto maior”.

    Para Fux, “a cada desvio de dinheiro público, mais uma criança passa fome, mais uma localidade fica sem saneamento, mais um hospital, sem leitos. Estamos falando de dinheiro público, destinado à segurança, à saúde e à educação”.

    O ministro chamou a atenção também para a questão das provas, que pode gerar “a situação grotesca da necessidade de se obter uma confissão escrita sobre esses fatos que não se imagina que efetivamente ocorra”.

    Por isso, ele diz que hoje há uma função “persuasiva” da prova em contraposição “àquela real e absoluta”. O juiz parte de um fato conhecido para chegar a um desconhecido, “um trabalho de construção da realidade fática”.

    Fux colocou no plenário a discussão sobre a “presunção de inocência”, afirmando que “não é qualquer fato posto que pode destruir a razoabilidade de uma acusação”. Ele disse que ouviu muito durante as defesas a tese recorrente de que “não há prova” contra este ou aquele, mas lembrou que “o álibi cabe a quem o suscita, portanto, à defesa. Se ela alega um álibi, precisa apresentar os elementos que o sustentem”.

    Também a ministra Cármen Lúcia disse que, independentemente do resultado do julgamento, “o Brasil mudou”, falando da “grande indignação” que os fatos em julgamento provocaram.

    Ela considerou que o fato de João Paulo Cunha ter mandado sua mulher apanhar o dinheiro de Valério no Banco Rural em Brasília demonstra uma “singeleza extremamente melancólica para nós brasileiros, de uma certeza de impunidade, de que nada se terá descoberto. Fez às claras para se esconder”.

    É de se notar que Gilmar Mendes praticamente antecipou seu voto com relação a João Paulo ao comentar sua posição no recebimento da denúncia, quando considerou o fato “atípico”, uma atenuante.

    Ele explicou que “à época, mandar um parente próximo parecia que estava recebendo uma ordem de pagamento. Depois viu-se que era uma forma de esconder”


    *Acrescentei subtítulo, foto, charges, foto montagem e legenda a publicação original

     
    Fonte: Blog do Merval Pereira



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h39
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    MD11, sem legenda...



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h58
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    comandante Hublet

    Aeroporto Santa Genoveva - Goiânia (GYN)

    comandante Hublet ex-Vasp, atualmente voando ATR na TRIP, em foto recente, com dois colegas aeronautas


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h36
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Cezar Peluso e René Simões, separados por um Joaquim Barbosa



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h19
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudades da Vasp (comandante Pacheco do cockpit ao QTU do legendário Douglas DC3)

    postado por Edson Matosinho

    Douglas DC-3, o avião mais voado do mundo

    dc3 uma reliquia da vasp

    Um dos aviões mais versáteis e voado do mundo, o Douglas DC-3 foi também o que operou em maior numero no Brasil. Calcula-se que entre aviação civil e militar tenham voado no nosso país cerca de 330 dessas aeronaves.
    O Douglas DC-3 foi o resultado de uma necessidade da American Airlines para suas rotas transcontinentais nos Estados Unidos. Os DC-2 (dos quais seis chegaram a operar no Brasil) era muito pequeno e, embora relutante, a Douglas concordou, em 1934, em construir o DST (Douglas Sleeper Transport ou Transporte Dormitório Douglas) como um DC-2 maior, com fuselagem mais longa, maior envergadura e, o mais importante, um aumento de 66 cm na largura da fuselagem, permitindo a instalação de até 28 assentos ou catorze beliches. O protótipo do DST, com motores Wright Cyclone SGR- 1820 de 1.000 hp, fez seu primeiro vôo em de dezembro de 1935 e entrou em serviço na American Airlines em 25 de julho de 1936, na rota Nova York/Chicago, com os serviços-dormitório transcontinentais começando em 18 de setembro. As encomendas do DC-3/DST cresceram rapidamente, com a KLM se tornando a primeira operadora fora dos Estados Unidos, incluindo quarenta DST, 430 aeronaves DC-3 tinham, sido entregues quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial.
    O potencial da aeronave era tão grande que recebeu muitas encomendas das forças armadas americanas, e quando a produção terminou, em 1947, a Douglas tinha construído 10.654 exemplares de todas as variantes civis e militares, que serviram até na guerra do Vietnã. Ainda hoje os velhos DC-3 continuam a ser modernizados, com a instalação de motores turboélice. No Japão foram construídos pela Nakajima 485 exemplares do L2D, e na URSS foram construídos cerca de 2.000 Lisunov Lí-2.
    O DC-3 foi construído em várias versões e com uma grande variedade de motores radiais Wright Cyclone e Pratr & Whitney Twim Wasp, com potencia de 1.000 a 1.200 hp. As aeronaves foram operadas com rodas e esquis (houve um inclusive, com flutuadores, o XC-47C-DL, e um planador experimental para transportes de tropas, o XCG-17).

    Fonte Revista Flap Internacional - nº 291 - Nov./Dez. 1996

    Comandante Pacheco, um dos pilotos mais voado no DC3 no Brasil

     

    ...comandante Pacheco do cockpit ao QTU do legendário Douglas DC3

     

     

    Os Douglas DC3 pararam de voar pela Vasp em 1974 e foram para a FAB servir o Projeto Rondon; hoje o PP-SPO está no Museu da Tecnologia no Parque D.Pedro, em SAO, como PT-KUB.


    Os comandantes Pacheco e Santos, antigo co-piloto San do DC3

     

    Cabine de Pax (passageiros) do legendário Douglas DC3 para 28 lugares e 1 banco para o comissário de voo



    Voo de despedida, já no Boeing 727-200 tendo como co-piloto Santos, F/E Zonta e comissários José Antonio, Garabed, Juno, Álvaro, Carlos Paz (aguardando confirmação da outra comissária)

    Foto



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 20h11
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudade da Vasp ( Viscount V827 - O Vaicão)

    Os Viscount da VASP: pioneiros turboélices no Brasil

    Glyade Romano, com sua mãe e irmão em 1964 (Aeroporto de Congonhas)

     

    O elegante e confortável turboélice inglês Vickers Viscount foi o primeiro avião comercial equipado com motores a turbina, e representou um salto tecnológico considerável e um grande triunfo da indústria aeronáutica britânica.
    O primeiro protótipo voou pela primeira vez em 16 de julho de 1948, e não chegou a despertar interesse nas empresas aéreas à época, devido à sua pequena capacidade de passageiros, apenas 32 assentos disponíveis. Todavia, o desenvolvimento de novas versões da turbina Rolls-Royce Dart permitiu que a fuselagem fosse alongada, acomodando até 43 passageiros. O novo modelo foi designado posteriormente de Viscount V-700, e voou pela primeira vez em 28 de agosto de 1950.
    A partir dessa aeronave, colocada em operação comercial pela British European Airways - BEA, o sucesso estava assegurado. De fato, o Viscount tornou-se o avião comercial inglês mais vendido no mundo até hoje, com 438 unidades fabricadas nas unidades industriais de Weybridge e Hurn.
    O Vickers Viscount era uma aeronave quadrimotora, equipada com as confiáveis e seguras turbinas Rolls-Royce Dart, que desenvolviam entre 1.381 HP, nas primeiras versões, até 1.991 HP, nas últimas unidades.

    A aeronave interessou a VASP, que então operava uma frota de aeronaves Douglas DC-3 e SAAB Scandia. A empresa, então uma estatal paulista, desejava modernizar sua frota e ampliar suas atividades, e o Brigadeiro José Vicente Faria Lima, Presidente da VASP na época, firmou um contrato com a Vickers Armstrong encomendando cinco aeronaves novas do modelo V-827, uma versão alongada dos antigos V-700 e com quatro motores Dart de 1991 HP, capaz de levar 56 passageiros confortavelmente instalados.

    O primeiro avião, matriculado PP-SRC, chegou em Congonhas em 28 de outubro de 1958, e foi apresentado oficialmente ao público em uma série de voos rasantes sobre a pista de Congonhas. Em uma das passagens, o comandante embandeirou três dos quatro motores e sobrevoou a pista facilmente, com apenas um deles funcionando, impressionando até mesmo os tripulantes e mecânicos mais experientes presentes ao evento.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h40
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



     

    Outros três Viscount, matriculados PP-SRD, PP-SRE e PP-SRF, chegaram ainda em 1958, e o último, o PP-SRG, chegou em janeiro de 1959.

    A aeronave logo ganhou a preferência dos passageiros. O Viscount podia voar a 352 MPH (566 Km/h), era muito mais rápido que qualquer aeronave a pistão da época. Além disso, voava bem mais alto, entre 23 e 26 mil pés, acima da maior parte da turbulência enfrentada pelos outros aviões que, sem pressurização, costumavam voar entre 6 e 8 mil pés.
    Além disso, o Viscount ainda tinha baixo nível de ruído e vibração, e suas amplas janelas ovais, nunca superadas até hoje, ofereciam uma fantástica vista panorâmica aos passageiros. Voar nos Viscount, comparando com o voo nos velhos Scandia, era como trocar uma velha Kombi por um novo Cadillac.
    Por essa época, os Viscount da VASP passaram a ser os transportadores oficiais das candidatas a Miss Brasil, um dos mais refinados e prestigiados evento sociais dos anos 1950 a 1960. Era o máximo do glamour.

    Entretanto, uma tragédia abalou a VASP em 22 de novembro de 1959: O Viscount PP-SRG, o mais novo da frota e com apenas 11 meses de uso, chocou-se com um avião Fokker T-21 da FAB, pilotado por um cadete que fazia acrobacias sobre a casa da sua namorada, no bairro de Ramos, no Rio de Janeiro. O Viscount preparava-se para pousar no Aeroporto do Galeão, e caiu imediatamente sobre as casas em Ramos, matando todos os seus 33 ocupantes, além de mais 10 pessoas em terra. O Fokker também caiu, mas seu piloto conseguiu escapar ileso, saltando de paraquedas.
    Para substituir o PP-SRG, a VASP encomendou outro Viscount, esse do modelo V-810, fabricado em 1957 e que tinha sido usado antes pelo próprio fabricante. Esse avião foi convertido em modelo V-827 e foi matriculado como PP-SRH. Chegou ao Brasil no início de outubro de 1960.

    Com os Viscount, a Vasp ampliou suas linhas e passou a atender 42 cidades brasileiras, chegando até Belém, no Pará. Com a aquisição do Lóide Aéreo Nacional, em 5 de janeiro de 1962, a Vasp passou a atender 75 cidades, entre as quais 22 capitais de Estado, além da Capital Federal, Brasília.

    Entretanto, a incorporação do Lóide não foi um bom negócio, já que essa empresas operava um frota de Douglas DC-6A e DC-4, além de vários Curtiss C-46, tornando a frota da VASP uma coleção heterogênea de aviões. Isso tornou o trabalho dos instrutores, mecânicos e pessoal de terra um pesadelo, especialmente nos já saturados aeroportos de Congonhas e Santos Dumont. A rentabilidade caiu, e a empresa passou a operar no vermelho já em 1962.

    Contudo, a operação dos Viscount mantinha-se em alta e o avião ainda mantinha a fama de rápido e confortável, embora alguns jatos Caravelle da Varig e da Panair já estivessem lhe fazendo concorrência no mercado doméstico.
    A VASP resolveu iniciar um processo de padronização da frota, e acabou comprando na Europa mais 10 aeronaves Viscount usadas, que tinham voado por vários anos na BEA. A aquisição das aeronaves custou 4,2 milhões de dólares americanos. As aeronaves vieram para o Brasil aos pares, e os primeiros a chegar foram os PP-SRI e PP-SRJ, em 8 de março de 1963. Depois vieram os PP-SRL e PP-SRM, PP-SRN e PP-SRO, PP-SRP e PP-SRQ, e finalmente, em julho de 1963, os dois últimos, os PP-SRR e PP-SRS.
    O voo de translado desses aviões era via Atlântico Norte e Caribe, e durava aproximadamente uma semana. Depois de chegar ao Brasil, em Belém, os aviões iam até São Paulo com uma série de escalas de caráter promocional, passando no caminho por Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

    Os "novos" Viscount da VASP, entretando, já vieram bastante usados e eram do modelo V-701, equipados com motores Dart de 1.540 HP. Eram bem menores, e levavam apenas 44 passageiros. Para diferenciar os dois modelos do avião na VASP, o pessoal da empresa apelidou os V-701 de "Vaiquinho", e os V-827 de "Vaicão".

    Com a entrada em operação dos "Vaiquinhos", a VASP terminou de retirar os Scandia de serviço na Ponte Aérea Rio-SP, já que os V-701 podiam operar sem restrições no Aeroporto Santos Dumont, e no voo Rio-Belo Horizonte-Brasília. Com 15 Viscount em operação, a VASP tornou-se o maior operador de turbélices na Amérca Latina.

    Em 4 de setembro de 1964, uma nova tragédia, quase tão grande quanto à sofrida pelo PP-SRG, abalou novamente a VASP. O Viscount PP-SRR, que fazia a rota Recife/PE para São Paulo, via Vitória e o Rio de Janeiro, bateu no Morro Nova Caledônia, atualmente localizado no Município de Nova Friburgo/RJ. O avião estava 5 Km fora da rota pretendida, devido a algum erro de navegação. Todas as 39 pessoas a bordo morreram.
    Entre 1965 e 1966, dois outros Vaiquinhos foram perdidos: O PP-SRQ foi destruído em um voo de treinamento no Aeroporto do Galeão/RJ, em 04 de março de 1965. A aeronave saiu da pista quando o motor foi 4 embandeirado propositalmente na decolagem. Não houve vítimas entre os 4 tripulantes a bordo, mas sua recuperação foi julgada inviável e seus restos foram canibalizados. Sua carcaça foi vendida como sucata. Já o PP-SRM foi perdido em um acidente no pouso no Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1966. Irrecuperável, também foi vendido como sucata.

    Dois anos depois, o V-827 PP-SRE acidentou-se em um voo de treinamento noturno em Congonhas, São Paulo, em 15 de setembro de 1968. Um dos tripulantes morreu no acidente, que resultou em perda total da aeronave.
    No início de 1969, a operação dos Viscount V-701 tornou-se inviável, pois seria necessário efetuar caríssimos reparos estruturais nas longarinas das asas, por recomendação do fabricante. A VASP resolveu então desativar os aviões, e os primeiro a sair de serviço, em 28 de fevereiro de 1969, foram os veteranos PP-SRJ, PP-SRN, PP-SRO, PP-SRP e PP-SRS. Em 31 de julho de 1969, foi a vez do PP-SRL ser retirado da frota, e em 07 de abril de 1970 o último Vaiquinho, o PP-SRI parou de voar.
    Em 15 de maio de 1973, o Viscount PP-SRD acidentou-se no pouso em Salvador, quando teve que fazer um pouso com o trem de pouso recolhido. Houve perda total da aeronave, mas não houve vítimas no acidente. Esse foi o último acidente com os Viscount no Brasil, e reduziu a frota para apenas 3 aeronaves, que passaram a voar especialmente na Ponte Aérea Rio-São Paulo.

    Quanto aos Viscount V-827, embora eles tenham perdido sua vez como aeronaves de primeira linha na VASP, com a chegada dos jatos Boeing 737 em 1969, continuaram voando até 1975. Nesse ano, o Departamento de Aviação Civil resolveu padronizar a Ponte Aérea Ario-São Paulo com os Lockheed L-188 Electra II da Varig, que seriam operados em pool pela Varig, Vasp e Transbrasil. Foi o fim para os velhos Viscount na VASP.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h37
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudade da Vasp ( Viscount V721 - O Vaiquinho)

    Ainda em boas condições, os três aviões remanescentes, PP-SRC, PP-SRF e PP-SRH, dos 16 que operam na VASP, foram vendidos para a PLUNA, do Uruguai. Embora a PLUNA tenha vendido o CX-BIY, ex PP-SRC, em 1982, os outros dois voaram no Uruguai até 1986, como CX-BJA (ex PP-SRF) e CX-BIZ (ex PP-SRH). Pelo menos um deles ainda foi preservado e ainda se encontra no Aeroporto Carrasco, em Montevideo, mas em estado de abandono.

    Quanto os Vaiquinhos desativados, a VASP doou vários deles a Museus e Aeroclubes, mas em pouco tempo a maioria deles foi depredada e destruída, como se pode ver na lista completa das aeronaves abaixo. Os únicos reconhecidamente intactos são os dois preservados em Bebedouro, um no Museu Eduardo André Matarazzo (PP-SRO) e outro na fazenda da família Matarazzo (PP-SRL). Uma outra carcaça (PP-SRJ), sem motores, hélices e interior, semidestruída, está preservada em um morro na cidade de Araçariguama, a 100 Km. de São Paulo. Dos outros, nada mais existe.

    Eis a lista completa dos Viscount que operaram na VASP:


    PP-SRC: Viscount V827, c/n 397, comprado novo e entregue à Vasp em 28 de outubro de 1958. Foi vendido a Pluna, do Uruguai, em novembro de 1975, onde foi registrado como CX-BIY. A Pluna vendeu o avião a Ronald J. Clark, dos EUA, em março de 1982, como N480RC. Seu último operador foi o Go Transportation, que o operou de setembro de 1984 a novembro de 1987. Foi comprado pela Jadepoint, que desmontou o avião em Tucson/AZ, EUA, em março de 1992.

    PP-SRD: Viscount V827, c/n 398, comprado novo e entregue à Vasp em novembro de 1958. Acidentou-se no pouso em Salvador/BA em 15 de maio de 1973, com perda total da aeronave, sem vítimas.

    PP-SRE: Viscount V827, c/n 399 comprado novo e entregue à Vasp em dezembro de 1958. Acidentou-se em um voo de treinamento noturno em São Paulo, em 15 de setembro de 1968. Um dos tripulantes morreu no acidente, que resultou em perda total da aeronave.

    PP-SRF: PP-SRC: Viscount V827, c/n 400, comprado novo e entregue à Vasp em dezembro de 1958. Foi vendido a Pluna, do Uruguai, em janeiro de 1975, onde foi registrado como CX-BJA. Voou por muitos anos até ser retirado de serviço e estocado no Aeroporto de Carrasco, em Montevideo, onde foi reportado como preservado ,e intacto, até hoje. Não se sabe, entretando, onde está esse avião;

    PP-SRG: Viscount V827, c/n 401 comprado novo e entregue à Vasp em 29 de janeiro de 1958. Acidentou-se em uma trágica colisão com um avião Fokker T-21 de treinamento da FAB, em 22 de dezembro de 1959. A colisão ocorreu quando o Viscount, em procedimento de aproximação para a pista 32 do Aeroporto do Galeão, bateu com o Fokker, que evoluía, sem autorização, sobre o bairro de Ramos, no Rio de Janeiro. Todos os 33 ocupantes do Viscount e mais 10 pessoas em terra morreram, quando o avião caiu sobre várias casas em Ramos. O cadete da FAB que causou o acidente, que tinha apenas 19 horas totais de voo, saltou de paraquedas e sobreviveu.

    PP-SRH: Viscount V810, c/n 316, entregue à Vickers-Armstrong em dezembro de 1957, foi comprado pela Vasp em 6 de outubro de 1960, convertido em V827, para substituir o PP-SRG, perdido em um acidente. Foi vendido a Pluna, do Uruguai, em novembro de 1975, onde foi registrado como CX-BIZ. Foi retirado de serviço em 1986, preservado e colocado em exposição na entrada do Aeroporto de Carrasco, em Montevideo. Seu estado atual é desconhecido.

    PP-SRI: Viscount V701 - c/n 15. Entregue à BEA - British European Airways em 24/04/1953, como G-AMOB. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil via Escócia, Islândia, Canadá e Estados Unidos, junto com o PP-SRJ, em 26 de fevereiro de 1963. Voou na Vasp por 7 anos até ser retirado de serviço e estocado em local incerto em 07 de abril de 1970, com 22.571 horas voadas. Foi doado para o Aeroclube do Brasil, em abril de 1975. No Aeroporto de Jacarepaguá, Rio de Janeiro, sem nenhum tipo de conservação, acabou sendo vendido como sucata e desmantelado em junho de 1979.

    PP-SRJ: Viscount V701 - c/n 15. Entregue à BEA - British European Airways em 26/06/1953, como G-AMOD. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil via Escócia, Islândia, Canadá e Estados Unidos, junto com o PP-SRI, em 26 de fevereiro de 1963. Voou na Vasp por 6 anos até ser retirado de serviço e estocado em São Paulo-Congonhas em 28 de fevereiro de 1969, com 25.039 horas voadas. Foi doado para a cidade de Piracicaba em 1974 e preservado até 2002 em um parque público. Foi vendido para particulares e foi oferecido à venda na Internet no site Mercado Livre. Adquirido em 2006 pela Prefeitura de Araçariguama/SP, foi transformado no Cine-Avião JK, hoje desativado. Ainda está em Araçariguama, sem interior, motores, cockpit, hélices e portas, praticamente abandonado. Um incêndio criminoso, em 1º de janeiro de 2010, compromteu ainda mais sua estrutura, abrindo um enorme buraco na sua asa direita;

    PP-SRL: Viscount V701 - c/n 22. Entregue à BEA - British European Airways em 05/11/1953, como G-AMOI. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 23/03 de 1963, junto com o PP-SRM. Foi registrado inicialmente como PP-SRK, mas tal registro depois passou para outra aeronave, o ex G-AMOC, nunca entregue para a Vasp. Voou na Vasp por 6 anos, e foi desativado em Congonhas/SP, em 31 de julho de 1969, com 23.878 horas de voo. Foi doado ao Museu Eduardo André Matarazzo, de Bebedouro/SP, ainda em 1969, mas encontra-se atualmente nos jardins da Fazenda Matarazzo, em Bebedouro, intacto e em razoáveis condições de conservação.

    PP-SRM: Viscount V701 - c/n 19. Entregue à BEA - British European Airways em 08/08/1953, como G-AMOF. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 23/03 de 1963, junto com o PP-SRL. Voou na Vasp por 3 anos, e foi perdido em um acidente no pouso no Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, em 31 de outubro de 1966. Irrecuperável, foi vendido como sucata.

    PP-SRN: Viscount V701C - c/n 62. Entregue à BEA - British European Airways em 20/11/1954, como G-ANHB. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 24/04/1963, junto com o PP-SRO. Voou na Vasp por quase 6 anos, e foi desativado e estocado em Congonhas/SP, em 28 de fevereiro de 1969, com 24.981 horas de voo. Em 20/10/1972, foi doado para o Aeroclube de São Paulo/SP, no Campo de Marte. Foi levado depois para Pedreira/SP, onde foi incendiado e destruído por vândalos em 16/05/1993.

    PP-SRO: Viscount V701C - c/n 64. Foi entregue à BEA - British European Airways em 04/05/1955, como G-ANHD. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 24/04/1963, junto com o PP-SRN. Voou na Vasp por quase 6 anos, e foi desativado em Congonhas/SP, em 28 de fevereiro de 1969, com 24.369 horas de voo. Foi doado ao Museu Eduardo André Matarazzo, de Bebedouro/SP, em 1974, e encontra-se atualmente na área externa do Museu, em Bebedouro, intacto e em sofríveis condições de conservação.

    PP-SRP: Viscount V701C - c/n 61. Entregue à BEA - British European Airways em 19/10/1954, como G-ANHA. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 24/05/1963, junto com o PP-SRQ. Voou na Vasp por quase 6 anos, e foi desativado e estocado em Congonhas/SP, em 28 de fevereiro de 1969, com 24.730 horas de voo. Em 1975, foi doado para o Aeroclube de Rio Claro/SP, mas infelizmente foi incendiado e destruído por vândalos tempos depois. Seus restos foram vendidos como sucata.


    PP-SRQ: Viscount V701C - c/n 65. Foi entregue à BEA - British European Airways em 24/05/1955, como G-ANHE. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 24/05/1963, junto com o PP-SRP. Voou na Vasp por quase 2 anos, mas foi destruído em um voo de treinamento no Aeroporto do Galeão/RJ, em 04 de março de 1965. A aeronave saiu da pista com o motor # 4 embandeirado e ficou irrecuperável, mas sem vítimas entre os 4 tripulantes a bordo. Seus restos foram vendidos como sucata. Tinha 17.115 horas de voo quando se acidentou.


    PP-SRR: Viscount V701C - c/n 66. Foi entregue à BEA - British European Airways em 11/06/1955, como G-ANHF. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 25/06/1963, junto com o PP-SRS. Voou na Vasp por pouco mais de um ano, e foi destruído em um grave acidente quando se aproximava do Rio de Janeiro, em 04/09/1964. O avião, que vinha do Recife/PE e ia para São Paulo, via Vitória e o Rio de Janeiro, bateu no Morro Nova Caledônia, atualmente localizado no Município de Nova Friburgo/RJ, 5 Km fora da rota pretendida. O avião tinha 17.165 horas de voo e o acidente vitimou fatalmente 5 tripulantes e 34 passageiros.

    PP-SRS: Viscount V701C - c/n 182. Foi entregue à BEA - British European Airways em 22/07/1956, como G-AOFX. Vendido à Vasp em 30/08/1962, voou para o Brasil em 25/06/1963, junto com o PP-SRR. Voou na Vasp por quase 6 anos, e foi desativado em Congonhas/SP em 28 de fevereiro de 1969. Em 1971, foi doado ao Museu de Tecnologia de São Paulo. Infelizmente, o destino final do avião é desconhecido desde então.

    Em agosto de 2010, ainda restavam dois Viscount, o 3D-PFI e o 9Q-COD, em prováveis condições de voar no mundo, dois ex-BEA série 800, em Kinshasa, no Congo, mas ambos estão parados há algum tempo. Um único modelo 700 ainda tem condições de ser recolocado em condições de voo, no Mid-Atlantic Air Museum, em Reading,/PA, nos Estados Unidos, mas precisa de uma revisão geral para isso. No Brasil, além dos sobreviventes da VASP, o Museu Aeroespacial (MUSAL), no Rio de Janeiro, preserva um Viscount série 700 intacto, em boas condições, que operou como aeronave presidencial na Força Aérea Brasileira até 1987.
    Fonte : Cultura Aeronáutica


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h37
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Ministra Rosa Weber vota e condena os mensaleiros João Paulo, Valério e Pizzolato

    Tarja - Julgamento do Mensalão
    15º dia de julgamento do mensalão

    Rosa Weber, a primeira ministra a proferir seu voto condena os petistas João Paulo Cunha, Henrique Pizzolato e Marcos Valério

    Fellipe Sampaio/STF
    Ministra Rosa Weber no julgamento do STF sobre os poderes do CNJ
    Ministra deixa em 2 a 1 o placar pela condenação do deputado federal e de integrantes do chamado núcleo publicitário

    Mais nova integrante do Supremo Tribunal Federal, a ministra Rosa Weber defendeu nesta segunda-feira a condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e peculato. Ela também considerou culpados o publicitário Marcos Valério e os seus ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach pelos crimes de corrupção ativa e peculato. Com isso, o placar fica em 2 votos a 1 a favor da condenação do grupo, acusado de desviar verbas da Câmara dos Deputados para o valerioduto.

    Rosa Weber, última integrante da Corte a ser indicada pela presidente Dilma Rousseff, apresentou seu voto de forma resumida, no início da sessão desta segunda-feira. Ela acompanhou o relator Joaquim Barbosa na maior parte das acusações. Considerou que João Paulo Cunha recebeu propina 50 000 reais para favorecer a SMP&B, de Marcos Valério, em um contrato com a Câmara dos Deputados que resultou no desvio de mais de 1 milhão de reais. Ao propor as condenações, ela rejeitou, por exemplo, a argumentação da defesa de que os recursos teriam sido destinados pelo PT para a quitação de pesquisas pré-eleitorais em Osasco (SP) e, em seu voto, indicou que não deve levar em conta o destino dado pelos réus aos recebidos do esquema do mensalão.

    "Não importa o destino dado ao dinheiro, se gasto em despesas individuais ou dívidas da campanha individuais, porque, em qualquer hipótese, a vantagem não deixa de ser vantagem indevida", resumiu ela.

    Ainda que tenha condenado João Paulo Cunha, a ministra Rosa Weber defendeu sua absolvição de outra acusação de peculato. Para ela, o serviço prestado pela empresa Ideias, Fatos e Texto (IFT), de propriedade do jornalista Luiz Costa Pinto, à Câmara dos Deputados foi comprovado, o que derrubaria a suspeita de que a companhia tenha sido contratada com dinheiro público para prestar serviços pessoais ao parlamentar.

    A magistrada também fez breves considerações sobre o uso de dinheiro público no esquema do valerioduto e considerou que o então diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, deve ser condenado pelos crimes de peculato e corrupção passiva. Conforme acusação do Ministério Público, Pizzolato atuou deliberadamente para garantir o desvio de mais de 70 milhões de reais da instituição financeira para a DNA Propaganda, de Marcos Valério, e ainda participou de forma irregular ao antecipar em benefício do publicitário mineiro dinheiro do banco público. No rápido voto, Rosa Weber ainda preferiu adiar a apresentação de parte do seu entendimento e infirmou que vai analisar posteriormente as acusações de lavagem de dinheiro contra os réus desse "capítulo" da denúncia.

    Rosa Weber aceitou ainda dois argumentos importante para a sequência do julgamento: o primeiro, o de que, nos casos de corrupção passiva, é dispensável a comprovação de que o acusado praticou algum ato de ofício: "A indicação de ato de ofício não integra o tipo legal da corrupção passiva: basta que o agente público que recebe a vantagem indevida tenha o poder de praticar atos de ofício para que possa consumar o crime", afirmou a ministra.

    O segundo: o de que o destino dos recursos - como o pagamento de despesas eleitorais - não altera a veracidade da acusação. "Não importa o destino dado ao dinheiro, porque em qualquer hipótese a vantagem não deixa de ser vantagem indevida". Com isso, ela abre caminho para condenar também os deputados federais que receberam dinheiro para votar com o governo Lula.

    Acusação - João Paulo Cunha recebeu 50 000 reais do grupo de Marcos Valério. Ele era acusado de favorecer a SMP&B, de Marcos Valério, em um contrato firmado entre a Casa e a companhia do publicitário. Menos de 1% dos 10,7 milhões de reais gastos pela Câmara com a empresa foram destinados a cobrir serviços efetivamente prestados pela SMP&B. Parte dos valores foi gasta em subcontratações - 252 000 reais beneficiaram a empresa IFT do jornalista Luís Costa Pinto, que prestava assessoria de imprensa pessoal de João Paulo Cunha.

    O ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski, havia considerado João Paulo Cunha inocente de todas as acusações. Ele também absolveu Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach das acusações referentes ao contrato da SMP&B com a Câmara dos Deputados.

    Veja, 27/08/2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h59
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    'Saudades da Vasp' - Voo de Boeing 737- 300




    Voo de Boeing 737- 300

     VP 190 - FZ (Fortaleza) / TE (Terezina) / SL (São Luís)

    comandante Macagi / co-piloto Doneux / comissária Celina

    Boeing 737-300 Flight-1
    http://www.youtube.com/watch?v=o03thlME9eA&feature=player_embedded

    Boeing 737-300 Flight-2
    http://www.youtube.com/watch?v=IUKwgfwgfGA&feature=player_embedded

    pousando em SSA (Salvador)

    Vasp: 737-300 ou 737-200NG ?

    Moçada estava eu passeando pelo tubo e totalmente sem querer encontrei os dois videos que estou postando neste tópico.

    Para os que aproveitaram essa época é a lembrança de um bom tempo da companhia aérea, e para os mais novos é uma curiosidade: o 737-300 antes de ser EFIS.

    Claro que o título do tópico foi uma brincadeira, já que o avião é mesmo um 737-300, porém era ainda a primeira versão, com um painel praticamente idêntico ao do 737-200.

    No início das operações o 737-300 e o 737-200 inclusive compartilhavam a mesma carteira, no caso B737, e os pilotos da Vasp voavam ambos.

    Então é isso, está aí uma pequena parte da história da aviação brasileira, a primeira versão do 737-300, introduzida por aqui pela própria Vasp em 1986!

    Contato Radar - Portal de Aviação Civil

    Enviado pelo Luiz Ricardo Macagi



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h28
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudades da Vasp ( Recordando dos DC3 e DC6C da Vasp)

    Fotos do álbum do comandante P. Leite

    DC6C

    co-piloto P. Leite (2 faixas) no cokpit do DC3

    DC3

    co-piloto Brandalise, em Mineiros-GO - maio de 1973

    DC3 PP-SPS

    No aeroporto de Balboa na cidade do Panamá, cmt P. Leite, cop Elias, F/E Juari

    DC6C

    cmt P. Leite no cokpit do DC3, já como comandante (3 faixas)

    No aeroporto de Balboa na cidade do Panamá : F/E Juari, cop Elias, cmt P.Leite e rov Grotti.

    cop Elias, F/E Juari e rov Grotti, na cidade do Panamá - dez. de 1973

    DC6C

    comandantes P. Leite e Terval (Valter), no cokpit do DC6C

    comandante P. Leite (4 faixas) no cokpit do DC6C (quadrimotor)

    cmt P. Leite aguardando carregamento do cargueiro DC6C PP - LFB

    cmt P. Leite no cokpit do DC6C

    Enviado pelo Augusto P. Leite

    Quem quiser fazer algum comentário, descrever alguma experiência profissional, enviar alguma foto (eafmatosinho@uol.com.br), etc..., será muito bem-vinda a colaboração!!!

    (Depois publico aqui no Blog, na página "Saudades da Vasp")


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h11
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Corrupção no Brasil : Em entrevista a jornal norte-americano, Lula diz que não crê na existência do mensalão

    Mensalão nunca existiu, frisou Lula numa entrevista ao NYT, sem ficar ruborizado
    ¨¨¨¨
    Lula negou o mensalão, negou ter se encontrado com o Ministro Gilmar Mendes e com se estivesse prestando um grande favor, afirmou que vai “respeitar a decisão da justiça”.
     Sobre a crise economica grega e européia, criticou a Alemanha  dizendo: “Eu já vi pessoas morrerem de gangrena por não ter cuidado de uma unha problemática.” sic... (?)

    Detalhe da captura de imagem do site do "The New York Times"

    ”O ex-Presidente do Brasil está de volta a linha de frente” diz a manchete do The New York Times retratando o apoio de Lula a candidatos do PT a prefeituras de grandes cidades, após seu tratamento contra o câncer.

    lula diz que mensalao nunca existiu 270812 dum humor politico Lula diz que Mensalão nunca existiu

    por Dum

     

    lula diz que mensalao nunca existiu 270812 newtonsilva humor politico Lula diz que Mensalão nunca existiu

    por Newton Silva

    Quando o crime compensa
    Ex-presidente Lula durante entrevista ao jornal 'The New York Times'
    (Lalo de Almeida / The New York Times)
    Ex-presidente Lula durante entrevista ao jornal 'The New York Times' (Foto: (Lalo de Almeida/The New York Times))
    'The New York Times' publicou entrevista com ex-presidente brasileiro.
    De acordo com jornal, julgamento do escândalo é momento difícil para o PT.
    Destaque no 'New York Times', "nosso guia" volta a negar o Mensalão
    O jornal norte-americano "The New York Times" publicou em sua edição impressa de ontem, 26/08/2012 declarações do ex-presidente Lula, onde destaca sua crença de que o Mensalão nunca existiu e disse o óbvio sobre a decisão do julgamento do STF, de que acredita 'Caso alguém seja culpado, deverá ser punido e se alguém for inocente, deverá ser absolvido".
    Festa reúne advogados dos mensaleiros, ministro do STF e procurador-geral da República
    Adivinhe quem pagou a conta desta festa mensaleira???!!!
    Advogados de réus do mensalão conversam no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) | Alan Marques - 23.ago.12/Folhapress
    A apenas 5,4 km do STF (Supremo Tribunal Federal), Gurgel, o ministro Marco Aurélio Mello e advogados dos réus do mensalão, capitaneados pelo EX-MINISTRO da JUSTIÇA do Lula, confraternizaram numa festa que invadiu a madrugada na noitada brasiliense
    brasil pais da impunidowski 260812 duke humor politico Brasil, O País da Impunidowski

    por Duke

     

    brasil pais da impunidowski 260812 jorgebraga humor politico Brasil, O País da Impunidowski

    por Jorge Braga para O Popular

     

    brasil pais da impunidowski 260812 pelicano humor politico Brasil, O País da Impunidowski

    por Pelicano

     

    brasil pais da impunidowski 260812 samuca humor politico Brasil, O País da Impunidowski

    por Samuca para o DP net

     

    brasil pais da impunidowski 260812 sponholz humor politico Brasil, O País da Impunidowski

    por Sponholz


    Neste país do futebol, do carnaval, onde a lei do Gérson impera e a impunidade abunda e corre solta neste amarranhado de corrupção e mar de lamas, para os 'políticos poderosos' que se acham salvadores da pátria, donos de suas capitanias hereditárias e de seus 'feudos' eleitorais, o alcunhado Mensalão é apenas uma ponta do incerberg, que após sete anos de enrolação, após o Ministério Público condenar os nossos "Ali Babás e os quarenta ladrões", na verdade são trinta e oito os mensaleiros, o processo foi finalmente a julgamento no TST, a maior Corte da Justiça no Brasil, e corre o risco de virar 'Piada de Salão' como previu  o mensaleiro tesoureiro petista Delúbio Soares, a quem damos os parabéns pela sua previsão, que pasmem poderá ser acertada e que pelo andar da caruagem corre para um final feliz, nestes capítulos vergonhosos do julgamento do Mensalão.
    Festa reúne advogados dos mensaleiros, ministro do STF e procurador-geral da República
    Adivinhe quem pagou a conta desta festa mensaleira???!!!
    Advogados de réus do mensalão conversam no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) | Alan Marques - 23.ago.12/Folhapress
    A apenas 5,4 km do STF (Supremo Tribunal Federal), Gurgel, o ministro Marco Aurélio Mello e advogados dos réus do mensalão, capitaneados pelo EX-MINISTRO da JUSTIÇA do Lula, confraternizaram numa festa que invadiu a madrugada na noitada brasiliense

     Na foto acima dos advogados dos mensaleiros capitaneados pelo Thomaz Bastos, ex-advogado e ministro da Justiça do Lula, mostra bem a realidade e fica provado de que quem pode pode e o resto se sacode, e "A depender de como os réus saírem do julgamento, o Brasil corre sério risco de identidade. Ou seja, se 'eles' podem, muitos poderão também..."

    Com informações do O Estado de S. Paulo e G1


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h18
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Crônica do poeta Carlos Drumond de Andrade, publicado no Jornal do Brasil, na década de 80

    Bom dia, aeromoça!

    Carlos Drumond de Andrade

    Bom dia, aeromoça! Não sei se devia dizer-lhe, antes: Bom céu! O dia é de todos, e desejá-lo bom não passa de um cumprimento. Já o céu é de vocês, de seus amigos aeronautas, e dos pássaros, em condomínio. 

     "Bom dia, aeromoça! Não sei se devia dizer-lhe antes: bom céu! O dia é de todos e desejá-lo bom não passa de um cumprimento. Já o céu é de vocês, de seus amigos aeronautas e dos pássaros, em condomínio. Dos passageiros o céu não é, que os passageiros levam para o alto seus cuidados terrestres, seu comportamento terrestre, seu terrestre apego a uma existência rastejante. "Ah, que la vie est quotidienne!", lamentava-se o poeta Jules Laforge. Ela jamais é cotidiana para vocês, salvo na medida em que, abdicando temporariamente a condição alada, passam de aeromoças a moças, simplesmente. Sei de uma que está fazendo serviço de escritório, proibida de voar por motivo de saúde e me pergunto que podem significar para ela esses papéis, esses telefonemas, esses recados que circulam num plano de cimento invariável, enquanto, sobre a plataforma de nuvens, suas irmãs caminham, ao mesmo tempo singelas e majésticas. Não, não vou confrontar essa moça com o passarinho na gaiola ou o peixe no aquário. O diretor do jornal espera de seus redatores que escrevam coisas originais ou que, em circunstâncias extremas, dissimulem a falta de originalidade com um filete de imaginação. Aeromoça na burocracia me dá ideia de um pé de gerânio intimado a viver e florir dentro de um armário fechado; de uma formiga dentro de uma garrafa; de um marinheiro que vi, doente, num sanatório, com a mão em pala sobre os olhos, olhando sempre o vale lá embaixo, à espera de que um navio atracasse entre as árvores; este ainda levava o navio consigo, mas o avião está acima do nosso poder de fixá-lo, e foge por hábito; onde quer que andasse, o marinheiro estaria mais ou menos ao nível do seu barco, porém a aeromoça plantada no escritório sabe que a correlação se perdeu e o zumbido dos motores, que às vezes nos acorda pela madrugada (depois dormimos, sentindo-nos ancorados à terra do colchão), há-de ser para ela um adeus enervante e rouco. Saúde, aeromoça exilada entre fichários: é o que lhe desejo sem nenhum convencionalismo de boa educação, mas porque o justo é voltar às nuvens o que às nuvens pertence. Estou escrevendo essas bobagens meio líricas no pressuposto de que vocês, amigas, adoram viajar e detestam isso aqui embaixo. Bem sei, entretanto, que não se libertaram de todo da contingência e querem amar ao nível da terra, e ter filhos que olhem de baixo para os aviões. Que vocês têm medo como a gente, há pouco um filme o contava em cinemascope, seja porque não se aperfeiçoou ainda uma nova geração de aeromoças mais do ar que do sangue, ou de sangue supercontrolado, seja porque o medo, como a fome, o instinto amoroso e o sentimento da beleza constituem prendas inalienáveis da humanidade, e com elas temos de edificar nossa vida e mesmo nossa coragem. Mas, por outro lado, aeromoça, deixe que eu saúde em sua figurinha o mais belo mito moderno, aquele que as empresas de navegação aérea criaram num instante inspirado de poesia comercial, aquele que acompanha os homens em sua paúra e os impede de se rebaixarem à situação de macacos em pânico; aparição que os cerca de cuidados quase maternos à força de sutileza, ao mesmo tempo impessoais na sua cortesia planificada; companhia com que sonhamos os mais soberbos e aventurosos romances mentais, no momento em que precisamos urgentemente de uma cota de romance; enfim, peça insubstituível do avião e da idéia de viagem aérea, que torna, com sua ausência, tão cacetes os vôos onde só há comissários de bordo; peça, que digo? Alma do avião e seu quinto motor inefável e humanizante. Bom céu, aeromoça. O céu não tem estado bom nesse últimos dias e, se isso explica o atraso dos aviões, pode explicar também o atraso com que festejo o seu 31 de Maio. Chove e há gripe por todos os lados. Não houve propriamente Maio e sim um composto de águas barrentas, tosse, febre e candidaturas. Que o céu clareie e possamos festejar melhor a sua data. E como, afinal de contas, esta é uma página séria, terminarei desejando que lhe dêem, no espaço, cada vez maior segurança de vôo; e, na terra inflacionada, melhor salário. Você bem o merece, aeromito, aeromusa. "

    Crônica do poeta Carlos Drumond de Andrade, publicado no Jornal do Brasil, na década de 80



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h07
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Comissário de voo da TAM é preso em Confins por contrabando

    Comissário de voo da TAM é preso no Aeroporto de Confins com produtos contrabandeados avaliados em R$ 110 mil

    foto : Divulgação Polícia Federal

    O comissário de bordo E.R.V., 42 anos, da TAM, está preso na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de BH, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal. Ele foi detido na sexta-feira (24) no aeroporto de Confins por fazer contrabando de placas de memória, avaliadas em R$ 110 mil, após o desembarque de um voo originário de Miami.

    De acordo com a PF, o comissário estava com 1.247 placas de memórias armazenadas dentro de uma mala. Como não apresentou a documentação fiscal do material, acabou preso. 

     Ele vai responder pelo crime de descaminho e pode pegar até 8 anos de prisão.

     Com informações dos jornais O Estado de Minas e BHaz



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h39
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Um piloto russo maluco ejetou de um caça experimental voando a DUAS VEZES A VELOCIDADE DO SOM

    Piloto russo ejeta voando a 2x a velocidade do som, de propósito

    piloto ejeta mach 2

    Por em 27.07.2009

    Um piloto russo maluco ejetou de um caça experimental voando a DUAS VEZES A VELOCIDADE DO SOM para um filme de Hollywood.

    Os pilotos da aeronave Sukhoi Su-35 voavam sem a capota protetora do cockpit para efetuar a manobra.

    “Enquanto estava nesta velocidade eu consegui colocar meus dedos, com luvas, alguns centímetros para fora: Eles ficaram muito quentes por causa da imensa força de fricção do avião contra o ar.”

    Quem disse isso foi o piloto que continuou na aeronave enquanto o seu camarada pirado ejetava. Ambos aterrissaram com segurança.

    ATUALIZAÇÃO: Esta imagem é uma montagem. O vôo realmente é feito sem capota, mas a ejeção é feita em terra e, apesar de ainda ser perigosa, dificilmente seria fatal.

    piloto ejeta mach 2

    Não faço idéia que filme é este, mas certamente vou assistir.

    Para adicionar mais mistério a esta insanidade, este é o SU-35UB, um protótipo, ou seja, o Sukhoi mais avançado do mundo já construído. Veja detalhes sobre a aeronave no filme abaixo. [Gizmodo, The Dew Line]

    piloto ejeta mach 2

    SU-35ub

    http://www.youtube.com/watch?v=d7AeFsswFDc&feature=player_embedded

    Fonte : HypeScience



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h55
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Comissários de voo : uma profissão apaixonante (Comentário do Luiz Ricardo Macagi)

    Recebi comentário abalizado do comandante Macagi
     
    As oito primeiras comissárias de voo, todas enfermeiras
    Profissão sempre alerta : comissários de voo, os escoteiros a bordo das aeronaves
    Comissários de voo : uma profissão apaixonante
    Excelente artigo, meu amigo, porém, esses profissionais não são mais treinados como no tempo da Vasp (3 a 4 meses), fazem um cursinho de 30 dias (imoralmente montados na esquina), por vendedores de ilusão, e com a falsa promessa de emprego, que iludem jovens.
    Virou um comércio porque as companhias não tem mais cursos de formação profissional de comissários, por pura e irresponsável economia porca. Querem quantidade renovável, e não qualidade e segurança (já se voam com 03 comissários em aviões grandes, imagine o trabalho em uma evacuação de emergencia, com mais de 150 pax's) e fazem um precário curso de combate ao fogo e fumaça, mas o de selva e marinharia??? - nunca mais...
    Os comissários novos de hoje, tem a sorte de voar com tripulantes antigos da Vasp, Transbrasil ou Varig, que procuram passar as experiências vividas em tempos que não voltam mais. Qualquer fatalidade, o seguro paga...
    Os requisitos mínimos de um comissário de voo não são mais respeitados como antes.
    Tenho acompanhado as reuniões da Vasp... as comissárias antigas ainda mantém o charme de outrora. É um seleto grupo de homens e mulheres amigos, unidos até hoje por esse sentimento de irmandade familiar muito raro em outras profissões.
    Acabou a profissão séria e glamourosa de outrora...
    Hoje é para se ter um emprego...sobreviver...e não mais uma carreira.
    Não existe mais respeito e hierarquia, muito menos educação, em área nenhuma.
    Um forte abraço do Macagi


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 06h48
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Profissão sempre alerta : comissários de voo, os escoteiros a bordo das aeronaves

     

    Comissários de voo : história de uma profissão apaixonante

    cms Matosinho, em frente ao Edifício Sede VASP / setembro -1973

    Foto do perfil

    postado por Edson Matosinho 

    O Comissário de Voo é um dos tripulantes mais importantes a bordo de uma aeronave de passageiros. Longe de serem simples atendentes dos passageiros, eles são responsáveis pela segurança de todas as pessoas a bordo, inclusive dos demais tripulantes.

     
    As oito primeiras comissárias de voo, todas enfermeiras
    Desdenhados, às vezes, por alguns pilotos e passageiros como "garçons" ou "garçonetes" de avião, sua função vai muito além disso. Na verdade, comissários e comissárias de voo já salvaram dez vezes mais pessoas que o total de vitimas fatais da aviação desde o início de sua história, e raros foram os casos em que a atuação dos comissários foi realmente desastrosa.

    Nos primeiros voos da aviação comercial, a bordo de dirigíveis, já existiam os hoje chamados "tripulantes de cabine", mas suas funções, nesse caso, eram mais especializadas. Os dirigíveis eram verdadeiros navios aéreos, e a composição da tripulação era muito mais parecida com a dos navios. Existiam garçons, camareiros, cozinheiros e comissários.

    Quando os aviões começaram a prestar serviços comerciais, na década de 1920, o pequeno espaço disponível a bordo praticamente inviabilizava a manutenção de um tripulante de cabine. Os passageiros eram atendidos pelos pilotos, que entregavam um "serviço de bordo", muitas vezes reduzido a chicletes (para equilibrar a pressão interna dos ouvidos), enormes chumaços de algodão (para proteger o ouvido do ruído produzido pelos motores e sacos de indisposição, de papel encerado, e, depois, de plástico.

    Algumas empresas contratavam atendentes, em geral adolescentes ou pessoas de baixa estatura, para acalmar passageiros nervosos, carregar bagagens e ajudar as pessoas a se acomodar. Eram sempre do sexo masculino. Tais tripulantes tinham pouco ou nenhum treinamento para isso e somente atendiam a bordo das maiores aeronaves. Não era raro que o copiloto acumulasse as duas funções. As empresas Daimler e Stout foram as pioneiras em contratar tais tripulantes, a partir de 1922.
    Hellen Church, considerada a primeira comissária de voo
    Em 1930, um executivo da Boeing Air Transport (antecessora da United Airlines), Steve Simpson, de San Francisco, auxiliado por uma enfermeira, Ellen Church, propôs um novo tipo de atendimento. Ellen Church, natutal de Cresco, Iowa, então com 26 anos de idade, era enfermeira e piloto de aeronaves, mas logo percebeu que a empresa não iria contratá-la como piloto. Ao invés, conseguiu convencer Simpson da necessidade de uma enfermeira a bordo dos aviões, para ajudar os passageiros que passavam mal, algo relativamente comum até então. Os aviões da época não eram pressurizados, voavam baixo, em ar turbulento, e eram muito barulhentos. O nervosismo dos passageiros era outro problema sério.
    As 8 primeiras comissárias da Boeing
    Simpson gostou da idéia, já que a simples presença de uma enfermeira a bordo já serviria para acalmar passageiros mais nervosos. Contratou Ellen Church como chefe das comissárias de voo da empresa. Sete outras comissárias, todas enfermeiras, foram contratadas por um período inicial de experiência de três meses.

    As primeiras oito comissárias de voo foram: Ellen Church, Margaret Arnott, Jessie Carter, Ellis Crawford, Harriet Fry, Alva Johnson, Inez Keller e Cornelia Peterman.

    Rara foto colorida das oito comissárias pioneiras
    A Boeing Air Transport denominou essas comissárias de "Sky Girls" (meninas do céu). Os requisitos de contratação eram rigorosos: a candidata não deveria ter mais de 25 anos, devia ter menos de 5 pés e 4 polegadas de altura (aproximadamente 1,62 m) e menos de 115 libras de peso (aproximadamente 52 Kg). Embora tal requisito não estivesse escrito em nenhum lugar, a candidata deveria ser atraente, pelo menos aos olhos do responsável pela contratação, já que a Boeing planejava uma jogada de marketing ao introduzir comissárias nas suas tripulações, para atrair mais passageiros.

    Comissária atendendo passageiros a bordo de um Boeing 80A
    Nessa época, as comissárias deveriam se aposentar ao completar 31 anos de idade.

    A experiência foi bem sucedida, e outras empresas aéreas logo imitaram a iniciativa. Como contratar exclusivamente mulheres não era o ideal, especialmente em uma época ainda muito "machista", muitos homens também foram contratados, especialmente nas empresas européias, e pouco tempo depois deixou-se de exigir a qualificação de enfermagem para o exercício da profissão. A exigência de baixa estatura e baixo peso, no entanto, perdurou até que as empresas começassem a usar os jatos, no final da década de 1950.

    O salário inicial das comissárias de voo era atraente, na época: 125 dólares por mês.

    O primeiro voo das comissárias, com Ellen Church a bordo, ocorreu em 15 de maio de 1930, entre Oakland, Califórnia, a Chicago, Illinois, e durou 20 horas, com nada menos que 13 escalas.

    Hellen Church durante a Segunda Guerra Mundial, no Exército
    Nessa época, pouco glamour cercava a profissão: as comissárias tinham que distribuir e recolher os saquinhos de indisposição, verificar eventualmente a pressão arterial dos passageiros, ajudar a reabastecer a aeronave, conferir os bilhetes de passagem, consertar assentos quebrados durante o voo e ajudar os pilotos a empurrar o avião para dentro do hangar, ao final da jornada.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h47
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Profissão sempre alerta : comissário de voo, os escoteiros a bordo das aeronaves

    A United homenageou as 8 primeiras comissárias colocando seus nomes nesse avião, um Boeing 747-122
    Ellen Church trabalhou como comissária na Boeing durante apenas 18 meses. Um desastre de automóvel a afastou do voo e da Boeing. Voltou a trabalhar como enfermeira, mas seus dias na aviação ainda não tinham terminado. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu no Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos como enfermeira de voo, e foi condecorada com a Air Medal pelos serviços prestados durante o conflito, na Europa e no Norte da África.
    O Boeing 80A
    Após a Guerra, estabeleceu-se como enfermeira em Terre Haute, Indiana. Em 1964, aos 60 anos de idade, casou-se com Leonard Briggs Marshall, Presidente do Terre Haute First National Bank. Infelizmente, um ano depois, em 22 de agosto de 1965, exatamente um mês antes de completar 61 anos, faleceu ao cair de um cavalo.
    Aeroporto Ellen Church, em Cresco, Iowa
    Em sua homenagem, o aeroporto municipal de Cresco, Iowa, sua terra natal, foi batizado com o seu nome.
    Comissária da Imperial Airways recebendo seus passageiros, na década de 1930
    No Brasil, as companhias aéreas somente passaram a contratar comissários após a Segunda Guerra Mundial, embora se saiba que algumas empresas chegaram a fazer experiências com esses tripulantes ainda durante as décadas de 1930 e 1940.
    Turma de comissárias recém-formadas da Varig, 1960
    As empresas pioneiras na contratação de comissários foram a Varig, a Real e o Lóide Aéreo. A Varig só contratava homens, mas a Real e o Lóide empregavam muitas mulheres na função. A Varig somente começou a contratar mulheres quando estava para iniciar os voos internacionais para Nova York, em 1954. Os aviões empregados na rota, os Lockheed Super Constellation, tinham leitos para os passageiros, e não era conveniente que comissários do sexo masculino atendessem mulheres e crianças nesses leitos. Posteriormente, as mulheres passaram a predominar na profissão.
    Comissária de um Super Constellation, com o seu elegante uniforme de inverno
    Uma dessas pioneira comissárias da Varig, Alice Editha Klausz, era bibliotecária até que que a Varig anunciou que contrataria comissárias, em 1954, para atender a linha de Nova York. Como era uma linha internacional, a empresa exigia que a candidata dominasse pelo menos dois idiomas, coisa raríssima na época. Depois de aprovada em rigorosas provas, Alice passou a voar na Varig, e foi ela quem escreveu todos os manuais usados pelos comissários da Varig, tarefa que lhe foi incumbida pessoalmente pelo presidente da Varig, Ruben Berta, que colocou à sua disposição um escritório completo e várias datilógrafas.
    Alice Krausz, foi comissária, por quase 6 décadas
    Alice se aposentou da Varig aos 35 anos de serviço, em 1989, mas sua carreira como comissária de voo estava longe de terminar. Ela se candidatou à função no Proantar - Programa Antártico Brasileiro, por sugestão de um amigo.

    Hercules C-130 da FAB na Antártica: uma comissária a bordo
    Alice foi aprovada, e passou a atuar como comissária de voo nos Lockheed C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira, que fazem os voos para o continente gelado. Embora já tenha passado dos 80 anos de idade, e se considere uma legítima "aerovelha", faleceu rentementemrecente, sendo considerada a comissária há mais tempo trabalhou na função no Brasil, e quem sabe do mundo inteiro. Também foi a tripulante civil mais idosa do Brasil.
    Comissárias da Brannif nos anos 60. Até hoje, as mulheres predominam na profissão
    "Tia" Alice, como prefere ser chamada, tratava tão carinhosamente seus passageiros nos C-130 que se tornou uma verdadeira lenda. Já fez mais de 140 voos, que duram pelo menos 20 horas cada um, ida e volta. É um trabalho voluntário, sem remuneração, ela sobrevivia somente da sua aposentadoria. Mas "tia" Alice se considerava feliz e privilegiada em fazer esse trabalho na aviação. Descanse em paz, "tia Alice".
    As empresas aéreas começaram a empregar comissários de voo nos anos 1930, quando as aeronaves já carregavam um número mínimo de passageiros, suficiente para sustentar o serviço.
    As primeiras comissárias eram enfermeiras, contratadas para atender os passageiros e resolver eventuais problemas de segurança e de saúde dos mesmos. No tempo no qual as aeronaves não eram pressurizadas e voavam baixo, eram muito comuns enjoos e dor de ouvido.

    Adotar uniformes para esses profissionais era essencial. Inicialmente simples, funcionais e feios (foto abaixo), aos poucos foram adquirindo a "personalidade" de cada empresa aérea. Algumas empresas chegaram a contratar estilistas famosos para desenhar seus uniformes, e os corredores das aeronaves acabaram virando passarela de moda.
    Nem sempre prevaleceu o bom gosto e a discrição hoje comum em quase todas as empresas atuais. Cores berrantes, estampados "psicodélicos" e saias curtas reinaram em algumas empresas e algumas épocas, refletindo os costumes e a moda de cada país ao longo da história.

    O estilistas italiano Emilio Pucci (1914-1992) foi um dos maiores expoentes da moda dos corredores de aeronaves, e criou modelos exclusivos para a Braniff, uma empresa aérea americana, extinta em 1982. Na foto abaixo, vemos dois modelos de uniforme de Pucci , utilizados pela Braniff em 1967:
    Eram bastante "psicodélicos" e chamativos, mas eram bastante representativos da moda da época, final dos anos 1960, que hoje nos lembram Beatles, Woodstock, Rolling Stones, Guerra do Viet-Nan e o movimento Hippie.

    A Braniff não foi a única empresa a contratar Pucci. A australiana Qantas, por exemplo, encomendou ao estilista italiano coleções que foram usadas entre 1974 e 1985, bem mais discretas que as da Braniff, mas que abusavam das cores e das estampas. Foram bastante marcantes para a época (foto abaixo).
    Empresas aéreas mais conservadoras e tradicionais mantiveram uniformes discretos e funcionais, mas bem mais bonitos e elegantes que as "fardas" usadas nos anos 30. O uniforme abaixo, utilizado pela American Airlines no início dos anos 70, é quase "casual", tinha um visual de roupa "comum", sem os rebuscados típicos dos uniformes de outras empresas, mas era de muito bom gosto e ressaltava a beleza das comissárias:


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h46
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Profissão sempre alerta : comissário de voo, os escoteiros a bordo das aeronaves (final)

    O uniforme mais comum do final dos anos 60 e do começo dos anos 70 é bem ilustrado nessa foto, tirada ao lado de um protótipo do Concorde, por volta de 1969.
    O uniforme abaixo, vestido pela atriz Edwina Carroll, na verdade nunca foi usada nos aviões da Pan Am, pois foi figurino de um filme, 2001 - Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick (1968).
    A atriz Edwina Carroll representou uma comissária de uma nave espacial da Pan Am, cujo destino, no filme, era a Lua. O estilo do uniforme "espacial", no entanto, era bem ao gosto dos anos 60, e parecido com alguns modelos da alta costura francesa da época. Os uniformes da Pan Am, da época do filme, eram de cor azul, muito parecidos com os uniformes atuais da empresa brasileira Azul (foto mais abaixo).
    A United utilizou alguns uniformes especiais, para determinadas rotas turísticas, muito diferentes dos uniformes convencionais da empresa, como se pode ver nessa foto de dois comissários da Primeira Classe dos Boeing 747, atendendo os passageiros do lounge existente no deck superior desses aviões no início dos anos 70:
    Na United, os uniformes dos anos 70 saiam um pouco do convencional, mas sempre foram de muito bom gosto e charmosos (foto abaixo, também no lounge do 747).
    A grande maioria das empresas aéreas atuais evita roupas muito curtas, mas, durante os anos 70, a mini saia e os shorts curtos era moda, e mulheres de todo mundo usavam. Algumas empresas aéreas adotaram o estilo, que hoje pode ser considerado algo vulgar e "escandaloso", mas que era normal na época. Mesmo a conservadora Varig teve como padrão uniformes com o vestido terminando acima dos joelhos, nos anos 70 (foto abaixo).
    O uso de cores fortes foi o forte dos anos 70. O uniforme amarelo e azul abaixo foi desenhado por Mario Arnold para a Hughes Airwest, por encomenda de Howard Hughes.
    Esse era o uniforme usado pelas comissárias da Pacific Southwest Airlines (PSA), no início dos anos 70. Era quase normal para a época, mas seria considerado escandaloso e vulgar nos dias de hoje (fotos abaixo).

    Algumas empresas asiáticas adotaram uniformes regionalizados, bem ao gosto oriental e, às vezes, um tanto exótico para os passageiros ocidentais, mas geralmente de bom gosto e agradável. A Singapore Airlines adota, para as suas comissárias, chamadas de Singapore Girls, um sarongue desenhado em 1968 por Pierre Balmain, o qual é usado há mais de 40 anos sem alterações significativas (fotos abaixo). Além de belo, o uniforme é prático e simples, com ausência de penduricalhos e acessórios.
    A Emirates, de Dubai, adotou um uniforme que lembra o antigo seriado da TV "Jeannie é um Gênio", graças ao chapéu com véu (foto abaixo). O fato desse uniforme ser pouco prático, durante o voo, é contornado pelo uso de um uniforme de serviço a bordo, de cor azul, muito simples e funcional.
    Já a Aloha Airlines, do Hawaii, adota um uniforme tipicamente havaiano, com blusas floridas, complementadas por uma flor no cabelo. Algumas empresas aéreas que também operam voos para o Hawaii seguem essa tendência, como a United, já citada acima.
    Mas a última palavra em inovação nos uniformes foi dada pela Air New Zealand: comissários e comissárias nus, com o "uniforme" pintado no corpo. Embora não seja usado nos voos, na prática, por motivos óbvios, foi usado para fazer um vídeo de demonstração dos procedimentos de emergência. Não ficou pornográfico, mas, sem dúvida, teve o mérito de atrair todas as atenções para o tal vídeo, geralmente ignorado por completo pela maioria dos passageiros (fotos abaixo).
    Fonte : Cultura Aeronáutica


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h11
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Calúnia do macaco simão

     revisor inocenta joao paulo 240812 pelicano humor politico Revisor inocenta primeiros Réus do Mensalão

    É o Mensalame! Tudo fatiado! 

    José Simão

    E o Adriano voltando pro Barmengo? Não joga aos fins de semana pra não atrapalhar o desempenho na baladas!

     

    Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!

    Novidades no mundo do futebol! "Corinthians quer espaço eterno à torcida e negocia criação de cemitério particular." É o PRESUNTÃO! E uma dúvida: O cemitério é só pra manos ou pra humanos também? Rarará! Epitáfio coletivo: Aqui jazz um bando de mortos!

    E esta: "São Paulo quer contratar o Ganso". Um ganso só não vai dar conta! Rarará! E diz que o Ganso vai virar Cisne! Ô esculhambação!

    E o Adriano? Voltando pro Barmengo! Mas não joga nos fins de semana. Pra não atrapalhar o desempenho na baladas! E a camisa 10 é uma barraca de camping!

    E o site Futirinhas revela as proibições impostas pelo Flamengo. Cláusulas: 1) Proibido feijoada todos os dias. 2) Proibido amarrar mulher em árvore. 3) Proibido participar de festas com jegues e anões. E por último: Proibido jogar!

    E o mensalão, mensonão, mensoneca? Tô adorando essa história de julgamento fatiado! O Zé Dirceu vai virar presunto fatiado. Eu acho que ele vai ser fatiado e esquartejado. Rarará! Parece fila dos frios: "Eu quero 100 gramas de Zé Dirceu e 200 gramas de Marcos Valério bem fininho". E os tiozinhos do Supremo só fatiam ou moem também? Porque eu quero 1 kg de mensalão moído! Na hora! À vista do freguês!

    E o chargista Mario mudou o nome de mensalão pra mensalame! E finalmente apareceu um predestinado do mensalão: "Relator pede condenação do ex-diretor do BB, Henrique PIZZOLATO". Pizzolato no mensalão!

    E a Xuxa pintou o cabelo de preto e ficou a cara da Nina! E a Dilma na capa da revista "Forbes"? Tá parecendo o "Kung Fu Panda"! Rarará! E votem em mim. Prometo fazer o Neymar parar de cair! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!

    A Galera Medonha! A Turma da Tarja Preta! A força do eleitorado feminino! Tem pinto pra tudo que é gosto. Direto de Carazinho, RS: "Pinto Pequeno". Com o slogan: "Só o pinto é pequeno. A vontade é grande". Ou seja, fica só na vontade!

    E direto de Varzedo, BA: "Pinto de Playboy". E o Pinto de Playboy aparece com uma polo rosa. Só falta levantar a gola. Como o Iran, da novela! E direto de Mamborê, PR: "Cacetinho". Como diz uma amiga minha: não gosto de miséria!

    A situação tá ficando psicodélica. Eu acho que o Brasil tomou um ácido no café da manhã! Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza.

    Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

    Folha de S. Paulo - 26/08/12



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 06h35
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Crônica domingueira, por João Ubaldo Ribeiro

    JOÃO UBALDO RIBEIRO
    Início do conteúdo

    Matando com eficácia

     João Ubaldo Ribeiro

    A vida cada vez vale menos, como se vê a todo instante. No Brasil, não vale nada, ou quase nada. Vale em nossas leis, se bem que cada vez mais desdentadas e avacalhadas pelas chicanas processuais que propiciam, notadamente para os ricos. Na prática, o que vemos é gente agonizando abandonada nos hospitais públicos e mortes violentas por todos os lados. O jovem delinquente compra sua primeira pistola e, para experimentá-la, mata alguém na primeira oportunidade. Um homem, como aconteceu não faz muito em Brasília, mata a namorada e, no dia seguinte, comparece a uma delegacia, revela o crime, entrega o corpo da vítima e a arma, e é também solto na hora. 

    Matar, no Brasil, é muito mais banal do que qualquer um de nós gosta de admitir. É muito fácil também. Como têm podido observar os que leem jornais e assistem a noticiários, há cidades (basta procurar no Google com jeito) onde é fácil contratar um pistoleiro e mandar matar um desafeto, contando ainda com a conveniente circunstância de que a grande maioria dos homicídios não é esclarecida. Para os casos mais triviais, dizem que sai muito em conta, valendo de sobra uma herança em disputa ou até um mero desagravo. E tem o carro, o método mais fácil e seguro. Qualquer um pode tomar umas talagadas, pegar o carro e matar quem desejar. A relação custo-benefício é incalculavelmente a favor do assassino e a embriaguez, em certas subculturas nacionais, é até atenuante. Em suma, entre nós há pouca diferença entre matar um rato e uma pessoa. Para não falar em matar um bicho do mato, mesmo em caso de necessidade, porque o Ibama prende e o crime é inafiançável.

    Mas, mesmo onde matar não é tão fácil e não há tamanha impunidade, eliminar gente continua uma atividade prioritária em boa parte do mundo e há quem faça disso o grande objetivo de sua existência. Um carro-bomba ou avião explodido ali, um massacre acolá, um genocídio alhures. Ninguém mais, com exceção dos atingidos, dá muita importância a notícias sobre esse tipo de ocorrência, é tudo estatística. Dezenas de mortos, centenas de feridos, centenas de mortos, milhares de feridos, acaba tudo misturado e esquecido.

    Na verdade, matar o semelhante é tão importante para os humanos que sempre houve um próspero mercado para os fornecedores dos meios para a eliminação do outro. É interessante que, quando pensamos em marcianos de ficção científica antiga, achamos que esses marcianos, habitantes de um planeta apenas um pouco menor que o nosso, seriam um todo homogêneo e não, como nós, divididos ferozmente entre territórios e categorias as mais disparatadas e arbitrárias e indo às fuças uns dos outros o tempo todo. Quer dizer, achamos que o certo seria vivermos harmoniosamente, como seres do mesmo planeta, que morrem imediatamente, se não mantiverem contato direto com o que os circunda, a começar pelo ar e o alimento. Mas, apesar disso, matamos os semelhantes a torto e a direito e frequentemente consideramos nobres os motivos, mesmo que saibamos que essa nobreza está no olho de quem mata.

    Mas, não sei por que, o que mais me intriga são os fabricantes da morte, agora mais vivamente, com as notícias de armas químicas e biológicas na Síria. Muitos venenos foram descobertos por acaso, assim como cepas virulentas de micro-organismos, mas há cientistas dedicados a criar os mais devastadores agentes de morticínio e sofrimento em massa. Dizem-nos que os mocinhos não estocam essas armas, só os bandidos - ao que manda a sensatez responder com um "morda aqui". Ninguém sabe que pestes e pragas diabólicas estão encapsuladas nos arsenais, ou quando algum desatinado fará uso delas.

    Uma dessas doenças, já se divulgou faz tempo, é o antraz, também conhecido como carbúnculo, tão brabo que, no Nordeste, virou palavrão, através da corruptela "cabrunco". Normalmente só contraído por contato direto com material infectado, em sua forma "evoluída" deve pegar até pelo pensamento. A intenção é matar, mas já li que não se despreza o importante "efeito moral", obtido pela reação dos contaminados, ao perceberem, a si mesmos e aos circundantes, cobertos de pústulas e chagas repulsivas.

    Está bem, não se deve julgar o próximo, mas o que é que faz o sujeito trabalhar numa coisa dessas e chegar intencionalmente a esses resultados? Dizer que a ciência, como a justiça, é cega e, portanto, se desenvolver uma forma altamente letal de uma doença está nos limites da ciência, ela deve ser desenvolvida é a mesma coisa que saber que está nos limites da ciência projetar uma única bomba que destruirá a Terra e fazer essa bomba. Não era necessário o antraz de laboratório. Equipes de cientistas trabalharam sabe-se lá quanto tempo para desenvolvê-lo, sabendo perfeitamente para que serviria e como poderia ser empregado. Será que nem um só desses caras se detém para pensar na monstruosidade que está ajudando a gerar? Como será que eles fazem os cálculos para estimar o número de infectados por hora, o número de óbitos por dia e assim por diante, sem imaginar o sofrimento causado?

    Estive assistindo a um vídeo interessante, na internet. Um químico fazia uma palestra sobre uma bela rãzinha alaranjada, nativa da América Central, do tamanho da unha do polegar. A rãzinha é predada por pássaros e precisa de uma defesa eficaz. Aí produz na pele um dos venenos mais potentes já descobertos, que atua em doses infinitesimais. Não dá nem para abrir o bico direito. Com o sistema nervoso bloqueado em milissegundos, o pássaro cai duro para trás e a rãzinha salta fora. Ainda não sintetizaram o veneno, mas é inevitável pensar que alguém pode estar se dedicando a isso, para legar ao futuro a possibilidade de, com uma ampolazinha jogada do alto, extinguir toda a vida animal numa área qualquer. Pode, não; deve estar, nossa espécie não falha.

    O Estado de S.Paulo - 26 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 06h15
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Neil Armstrong, comandante da Apollo 11 e primeiro homem a pisar na lua morre aos 82 anos nos EUA

    Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na lua, morre aos 82 anos
    Ele foi o comandante da Apollo 11, que empreendeu uma das mais espetaculares aventuras do homem no século passado, chegando ao satellite da terra. Ele foi o primeiro ser humano a pisar em outro corpo celeste. O presidente Barack Obama saudou Armstrong como um dos "maiores heróis americanos - e não apenas de seu tempo, mas de todos os tempos''.

    Foto: Johnson Space Center Media Archive

    Armstrong no módulo lunar Eagle, após pouso na Lua


    O primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong, morreu aos 82 anos nos Estados Unidos neste sábado (25), informou a família do astronauta em nota à imprensa.

    Em 7 de agosto, ele passou por uma cirurgia de emergência no coração, após médicos encontrarem quatro entupimentos em suas artérias, e desde então estava se recuperando no hospital em Cincinnati, onde morava com a esposa.

    No Twitter, a Nasa ofereceu "seus sentimentos pela morte de Neil Armstrong, ex-piloto de testes, astronauta e primeiro homem na Lua."

    Foto: Johnson Space Center Media Archive

    Uma das únicas fotos de Armstrong na Lua. Como ele estava com a câmera, a maioria mostra seu companheiro de viagem, Buzz Aldrin.

    BIOGRAFIA

    Armstrong foi o comandante da Apollo 11, missão que chegou ao satélite da Terra em 20 de julho de 1969. Ao ser o primeiro ser humano a pisar em outro corpo celeste, Armstrong proferiu a frase: “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade.”

    Nascido em 5 de agosto de 1930, Armstrong foi piloto da Marinha dos Estados Unidos entre 1949 e 1952 e lutou na Guerra da Coreia. Em 1955, se formou em engenharia aeronáutica pela Universidade de Purdue e se tornou piloto civil da agência que precedeu a Nasa, a Naca (Conselho Nacional de Aeronáutica).

    Lá, entre outras aeronaves, pilotou o X-15 – avião experimental lançado por foguete onde ocorreram as primeiras tentativas americanas de chegar aos limites da atmosfera e à órbita do planeta. Em 2012, o X-15 ainda mantém o recorde de velocidade mais alta já atingida por um avião tripulado.

    Em 1962, ele deixou a função de piloto de testes e passou a ser astronauta – com a Naca já transformada em Nasa.

    Foto: NASA

    Comandante Neil Armstrong (direita) e piloto David R. Scott embarcando na Gemini 8, a missão que quase o matou.

    A missão realizou o primeiro atracamento de duas naves espaciais em órbita e pousou em segurança de volta à Terra depois de um aborto de emergência. Sua primeira missão espacial foi como comandante da Gemini 8, em março de 1966, onde ele e o astronauta David Scott fizeram a primeira acoplagem de duas naves espaciais. Na ocasião, ele se tornou o primeiro civil americano a ir ao espaço.

    Durante o voo, os dois quase morreram. Enquanto a nave estava sem contato com a Terra, a Gemini 8, acoplada na sonda Agena, começou a girar fora de controle. Inicialmente, Armstrong achou que o problema era com a Agena e tentou diversas opções para parar o giro – sem sucesso. Ao desacoplar as duas naves, o problema piorou.

    A instantes de perder a consciência pela velocidade com que a Gemini 8 girava, Armstrong usou os motores que serviam para a reentrada na Terra para controlar a espaçonave. A Gemini parou de girar e a dupla fez um pouso de emergência próximo ao Japão, sem completar outros passos da missão, como uma caminhada espacial que seria realizada por Scott.

    Após a missão, Armstrong acompanhou o presidente americano Lyndon Johnson e outros astronautas em uma viagem à América do Sul que incluiu o Brasil. Segundo sua biografia oficial, escrita por James R. Hansen, Armstrong foi especialmente bem recebido pelas autoridades brasileiras por conhecer e conversar bem sobre a história de Alberto Santos Dumont.

    Foto: NASA

    Tripulação da Apollo 11, a direita Neil A. Armstrong, comandante; seguido de Michael Collins, e Edwin E. Aldrin Jr.

    APOLLO 11 E A IDA À LUA

    Com o fim do programa Gemini e o início do Apollo, Armstrong foi selecionado como comandante da Apollo 11. Segundo a Nasa, não houve uma escolha formal inicial de quem deveria ser o primeiro a pisar na Lua. Todos os astronautas envolvidos no Apollo, segundo eles, teriam chances iguais.

    As missões eram organizadas para cumprir uma crescente lista de tarefas. Assim, a Apollo 7 era um voo de teste do módulo de comando – o que era chamado de “missão tipo C”. A seguinte, 8, testou a viagem até a Lua. A 9 testou o módulo lunar, uma missão tipo “D”. Se houvesse qualquer problema em uma dessas missões, ela deveria ser retomada até dar certo.

    Por isso, embora Armstrong e sua tripulação, Buzz Aldrin e Michael Collins, estivessem com a primeira missão do tipo “G”, que tentaria um pouso – não estava garantido que eles de fato fossem ser os primeiros a fazer isso. Qualquer problema nas missões anteriores e a 11 poderia ter que assumir etapas preparatórias.

    Foto: NASA

    Neil Armstrong e Aldrin fincaram a bandeira dos EUA na superfície da lua, em 20 de julho de 1969

    Quando ficou razoavelmente claro que a Apollo 11 seria a primeira missão a tentar o pouso, a mídia americana passou a informar que Buzz Aldrin seria o primeiro homem na Lua. A lógica dos jornalistas seguia o fato de que no programa Gemini o piloto – não o comandante – era quem saia da nave. Além disso, os primeiros materiais de divulgação feitos pela Nasa mostravam o piloto saindo primeiro e o comandante depois.

    Em uma coletiva de imprensa feita em abril de 1969, a Nasa informou que a decisão de fazer Armstrong sair primeiro foi técnica, já que a porta do módulo lunar estava do lado dele. Em entrevistas dadas mais tarde, Deke Slayton, chefe dos astronautas na época, disse que a decisão foi “protocolar”: ele achava que o comandante da missão deveria ser o primeiro na Lua. As opiniões de Armstrong e Aldrin, segundo ele, não foram consultadas.

    Após a decolagem em 16 de julho, Armstrong e Aldrin começaram a descida até a Lua em 20 de julho no módulo lunar, apelidado de “Eagle”. Durante a descida, a menos de dois mil metros de altura, dois alarmes soaram indicando que o computador estava sobrecarregado. Seguindo a orientação do controle de missão, Armstrong os ignorou e manteve o pouso.

    Ao olhar pela janela, viu que o computador os estava levando para uma área com muitas pedras. O americano então assumiu o controle manual da nave e pousou. Ao encostar na Lua, restavam apenas 25 segundos de combustível no Eagle.

    As primeiras palavras de seres humanos na Lua foram, na verdade, Armstrong e Aldrin fazendo a checagem pós-pouso. Termos técnicos como “parada de motor”, “controle automático ligado”, “comando do motor de descida desligado”. Apenas ao final dessa lista, Armstrong falou com a Terra: “Houston, Base da Tranquilidade aqui. A Águia [“Eagle” em inglês] pousou”.

    Durante todo o processo de pouso, o controle na Terra se manteve em silêncio, permitindo que a dupla se concentrasse. Com o contato de Armstrong, o astronauta Charlie Duke, em Houston, respondeu bem humorado: “vocês têm um monte de caras quase ficando azuis aqui, estamos respirando de novo.”

    Armstrong e Aldrin ficaram 21 horas e 36 minutos na Lua – duas horas e 36 minutos caminhando por ela. O tempo fora da nave foi progressivamente aumentado a cada missão Apollo – na última, a 17, os astronautas ficaram mais de 22 horas fazendo caminhadas lunares.

    Foto: NASA

    New York City recebe a tripulação da Apollo 11, com desfile em carro aberto pela Broadway

    RETORNO À TERRA E VIDA PESSOAL

    Neil Armstrong foi recebido como herói após sua volta, com condecorações de diversos países. A mais recente foi uma medalha do Congresso americano, dada a ele e a outros pioneiros espaciais em novembro de 2011.

    Nasa e participou da investigação do acidente da Apollo 13. Ele se aposentou da agência em 1971. Em 1970, obteve um mestrado em engenharia aeroespacial da Universidade do Sul da Califórnia.

    Depois, virou professor na Universidade de Cincinnati, onde morava, até 1979. Armstrong também fez parte da mesa diretora de algumas empresas americanas. Em 1986, a convite do presidente americano Ronald Reagan, participou da investigação do acidente do ônibus espacial Challenger.

    Armstrong casou com Janet Shearon em 1956 , com quem teve três filhos: Eric, Karen e Mark. Karen morreu de câncer no cérebro em 1962, aos três anos, e jamais viu o pai ir ao espaço. Ele e Janet se divorciaram em 1994, após 38 anos de casamento. No mesmo ano, ele se casou com sua segunda esposa, Carol Knight.

    Armstrong viveu uma vida de reclusão após a Apollo 11. Convidado frequentemente por partidos americanos, ele se recusou a concorrer a um cargo político. Armstrong também raramente era visto em público e quase nunca dava entrevistas, além de não costumar tirar fotos ou dar autógrafos, porque não gostava que eles eram vendidos por valores que ele considerava “absurdos”.

    Sua única biografia autorizada foi publicada em 2005. Ele também costuma processar empresas que usam sua imagem sem autorização e doar as indenizações recebidas à faculdade em que se formou. Em 2005, processou seu barbeiro por ter vendido fios de seu cabelo por US$ 3 mil. O barbeiro teve que doar o valor para a caridade.

    Em 2007, 38 anos após a viagem à Lua, em uma rara aparição em público, Armstrong se definiu como "um engenheiro nerd". "Eu sou e sempre serei um engenheiro nerd, com meias brancas e protetores de bolso. E eu tenho um grande orgulho das realizações da minha profissão," disse.

    Em 2009, ele fez uma viagem "secreta" ao Brasil, onde passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

    A nota da família sobre a morte de Armstrong é encerrada com um pedido: "Para aqueles que perguntam o que podem fazer para honrar a Neil, temos um simples pedido. Honrem seu exemplo de serviço, feitos e modéstia, e a próxima vez que você der um passeio em uma noite clara e vir a Lua sorrindo para você, lembre de Neil Armstrong e dê uma piscadela para ele.”

    Foto: Reuters

    Neil Armstrong numa de suas últimas aparições públicas, em evento em Washington, em 2011

    Fontes: Reuters , The New York Times, G1, NASA, USA Today



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 00h22
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudades da Vasp (comandante Pacheco do cockpit ao QTU do legendário Douglas DC3)

     

    Douglas DC-3, o avião mais voado do mundo

    dc3 uma reliquia da vasp

    Um dos aviões mais versáteis e voado do mundo, o Douglas DC-3 foi também o que operou em maior numero no Brasil. Calcula-se que entre aviação civil e militar tenham voado no nosso país cerca de 330 dessas aeronaves.
    O Douglas DC-3 foi o resultado de uma necessidade da American Airlines para suas rotas transcontinentais nos Estados Unidos. Os DC-2 (dos quais seis chegaram a operar no Brasil) era muito pequeno e, embora relutante, a Douglas concordou, em 1934, em construir o DST (Douglas Sleeper Transport ou Transporte Dormitório Douglas) como um DC-2 maior, com fuselagem mais longa, maior envergadura e, o mais importante, um aumento de 66 cm na largura da fuselagem, permitindo a instalação de até 28 assentos ou catorze beliches. O protótipo do DST, com motores Wright Cyclone SGR- 1820 de 1.000 hp, fez seu primeiro vôo em de dezembro de 1935 e entrou em serviço na American Airlines em 25 de julho de 1936, na rota Nova York/Chicago, com os serviços-dormitório transcontinentais começando em 18 de setembro. As encomendas do DC-3/DST cresceram rapidamente, com a KLM se tornando a primeira operadora fora dos Estados Unidos, incluindo quarenta DST, 430 aeronaves DC-3 tinham, sido entregues quando os Estados Unidos entraram na Segunda Guerra Mundial.
    O potencial da aeronave era tão grande que recebeu muitas encomendas das forças armadas americanas, e quando a produção terminou, em 1947, a Douglas tinha construído 10.654 exemplares de todas as variantes civis e militares, que serviram até na guerra do Vietnã. Ainda hoje os velhos DC-3 continuam a ser modernizados, com a instalação de motores turboélice. No Japão foram construídos pela Nakajima 485 exemplares do L2D, e na URSS foram construídos cerca de 2.000 Lisunov Lí-2.
    O DC-3 foi construído em várias versões e com uma grande variedade de motores radiais Wright Cyclone e Pratr & Whitney Twim Wasp, com potencia de 1.000 a 1.200 hp. As aeronaves foram operadas com rodas e esquis (houve um inclusive, com flutuadores, o XC-47C-DL, e um planador experimental para transportes de tropas, o XCG-17).

    Fonte Revista Flap Internacional - nº 291 - Nov./Dez. 1996

    Comandante Pacheco, um dos pilotos mais voado no DC3 no Brasil

     

    ...comandante Pacheco do cockpit ao QTU do legendário Douglas DC3

     

     

    Os Douglas DC3 pararam de voar pela Vasp em 1974 e foram para a FAB servir o Projeto Rondon; hoje o PP-SPO está no Museu da Tecnologia no Parque D.Pedro, em SAO, como PT-KUB.


    Os comandantes Pacheco e Santos, antigo co-piloto San do DC3

     

    Cabine de Pax (passageiros) do legendário Douglas DC3 para 28 lugares e 1 banco para o comissário de voo



    Voo de despedida, já no Boeing 727-200 tendo como co-piloto Santos, F/E Zonta e comissários José Antonio, Garabed, Juno, Álvaro, Carlos Paz (aguardando confirmação da outra comissária)

    Foto


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h45
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Oscar Niemeyer em frases

    Frases de Oscar Niemeyer

    Sobre Brasília
    Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá, foi como projetar um lindo vaso de flores para vocês usarem como pinico

    OSCAR NIEMAYER

    ' O que me atrai é a curva
    livre e sensual. A curva
    que no encontro sinuoso
    dos nossos rios, nas nuvens
    do céu, no corpo da mulher
    preferida. De curva é feito
    todo o universo. O universo
    curvo de Einstein '

    *

    Amo a vida e a vida me ama. Somos um casalzinho insuportável.

    *

    Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade:
    o primeiro é manter a memória em dia. O segundo eu não me lembro.
    *

    ' Quando se vê um arvorado o importante nao são
    as arvores mais os espaços entre ela '

    *

    Temos que ser o Oscar Niemeyer de nossas profissões.

    *



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h04
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Comentário do Sergio Carbone

    Recebi o comentário do cms Sergio Carbone :
    Um belo relato sobre a aeronave VISCOUNT . Parabéns .
    "Ótimo Matosinho. Todos os Vaspeanos deveriam visitar este blog ."
    Recomendo a todo VASPEANO a visita deste blog , e aos não vaspeanos tbm, pq saberão muito sobre a história da VASP .
    25/08/2012
    Obrigado Carbone!
    Agradeço muito pelo elogio e aproveito para informar a todos os leitores que este blog está a disposição para ser enriquecido com a colaboração de vocês vaspeanos e/ou admiradores da companhia aérea Vasp, que traz boas lembranças e recordações. Envie (eafmatosinho@uol.com.br) que depois publicarei neste blog, na página "Saudades da Vasp". Obrigado!
    álbum do cms Carbone - 03 de junho de 2011

    cms Carbone em 03 de junho de 2011, na comemoração do Dia dos Comissários (31 de maio), no Iate Club do Rio de Janeiro na Ilha do Governador



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h07
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Artigo do médico Drauzio Varella : O diagnóstico de diabetes

    Diabetes

    Diabetes Mellitus

    Diabetes Mellitus é uma doença do metabolismo da glicose causada pela falta ou má absorção de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e cuja função é quebrar as moléculas de glicose para transformá-las em energia a fim de que seja aproveitada por todas as células. A ausência total ou parcial desse hormônio interfere não só na queima do açúcar como na sua transformação em outras substâncias (proteínas, músculos e gordura).

    Na verdade, não se trata de uma doença única, mas de um conjunto de doenças com uma característica em comum: aumento da concentração de glicose no sangue provocado por duas diferentes situações:

    a) Diabetes tipo I – o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A instalação da doença ocorre mais na infância e adolescência e é insulinodependente, isto é, exige a aplicação de injeções diárias de insulina;

    b) Diabetes tipo II – as células são resistentes à ação da insulina. A incidência da doença que pode não ser insulinodependente, em geral, acomete as pessoas depois dos 40 anos de idade;

    c) Diabetes gestacional – ocorre durante a gravidez e, na maior parte dos casos, é provocado pelo aumento excessivo de peso da mãe;

    d) Diabetes associados a outras patologias como as pancreatites alcoólicas, uso de certos medicamentos, etc.

    Sintomas

    * Poliúria – a pessoa urina demais e, como isso a desidrata, sente muita sede (polidpsia);

    * Aumento do apetite;

    * Alterações visuais;

    * Impotência sexual;

    * Infecções fúngicas na pele e nas unhas;

    * Feridas, especialmente nos membros inferiores, que demoram a cicatrizar;

    * Neuropatias diabéticas provocada pelo comprometimento das terminações nervosas;

    * Distúrbios cardíacos e renais.

    Fatores de risco

    * Obesidade (inclusive a obesidade infantil);

    * Hereditariedade;

    * Falta de atividade física regular;

    * Hipertensão;

    * Níveis altos de colesterol e triglicérides;

    * Medicamentos, como os à base de cortisona;

    * Idade acima dos 40 anos (para o diabetes tipo II);

    * Estresse emocional.

    Recomendações

    * O tratamento do diabetes exige, além do acompanhamento médico especializado, os cuidados de uma equipe multidisciplinar. Procure seguir as orientações desses profissionais;

    * A dieta alimentar deve ser observada criteriosamente. Procure ajuda para elaborar o cardápio adequado para seu caso. Não é necessário que você se prive por toda a vida dos alimentos de que mais gosta. Uma vez ou outra, você poderá saboreá-los desde que o faça com parcimônia;

    * Um programa regular de exercícios físicos irá ajudá-lo a controlar o nível de açúcar no sangue. Coloque-os como prioridade em sua rotina de vida;

    * O fumo provoca estreitamento das artérias e veias. Como o diabetes compromete a circulação nos pequenos vasos sangüíneos (retina e rins) e nos grandes vasos (coração e cérebro), fumar pode acelerar o processo e o aparecimento de complicações;

    * O controle da pressão arterial e dos níveis de colesterol e triglicérides deve ser feito com regularidade;

    * Medicamentos à base de cortisona aumentam os níveis de glicose no sangue. Não se automedique;

    * O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o sucesso do tratamento. Não minimize seus sintomas. Procure logo um serviço de saúde se está urinando demais e sentindo muita sede e muita fome.

    Tratamento

    O diabetes não pode ser dissociado de outras doenças glandulares. Além da obesidade, outros distúrbios metabólicos (excesso de cortisona, do hormônio do crescimento ou maior produção de adrenalina pelas supra-renais) podem estar associados ao diabetes.

    O tipo I é também chamado de insulinodependente, porque exige o uso de insulina por via injetável para suprir o organismo desse hormônio que deixou de ser produzido pelo pâncreas. A suspensão da medicação pode provocar a cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode colocar a vida em risco.

    O tipo II não depende da aplicação de insulina e pode ser controlado por medicamentos ministrados por via oral. A doença descompensada pode levar ao coma hiperosmolar, uma complicação grave que pode ser fatal.

    Dieta alimentar equilibrada é fundamental para o controle do diabetes. A orientação de uma nutricionista e o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras podem ajudar muito a reduzir o peso e, como conseqüência, cria a possibilidade de usar doses menores de remédios.

    Atividade física é de extrema importância para reduzir o nível da glicose nos dois tipos de diabetes.

    Fonte : Site do Drauzio Varella

    O diagnóstico de diabetes

    Drauzio Varella

    Para cada pessoa com diabetes já instalado, existem pelo menos três com pré-diabetes

    Diabetes virou epidemia mundial. A doença se espalha à medida que os países enriquecem, a população fica sedentária e o consumo diário de calorias aumenta.

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que existam 350 milhões de pessoas nessa condição, o dobro das que havia em 1980. Na China, há 90 milhões de casos; na Índia, 61,3 milhões; nos Estados Unidos, 25,8 milhões; no México, 10,3 milhões. Em 2010, o censo do IBGE encontrou no Brasil cerca de 12 milhões.

    Enfermidade complexa, geralmente diagnosticada na maturidade, o diabetes do tipo 2 acomete 16% dos brasileiros na faixa dos 55 aos 64 anos, e quase 20% dos que passaram dos 66 anos.

    As fases iniciais são silenciosas. Na maioria das vezes, as complicações se instalam e progridem antes que o diagnóstico seja feito: retinopatia com perda de visão, insuficiência renal, obstrução de artérias periféricas, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, para citar as mais frequentes.

    O risco dessas complicações diminui com o controle rigoroso da glicemia. Para controlá-la, no entanto, é preciso antes fazer o diagnóstico.

    O quadro clínico é precedido por uma fase assintomática longa, denominada pré-diabetes, caracterizada por pequenas elevações da glicemia, resistência à ação da insulina e diminuição da quantidade de insulina produzida pelo pâncreas.

    Os especialistas calculam que para cada pessoa com diabetes já instalado, existam pelo menos três com pré-diabetes. Por essa estimativa, haveria 36 milhões de brasileiros nessa fase. Identificá-los é fundamental para recomendar-lhes que pratiquem atividade física, reduzam o consumo de carboidratos e gorduras, e percam peso.

    De acordo com os critérios estabelecidos pela OMS antes de 1997, o diagnóstico de diabetes era feito quando a glicemia colhida pela manhã, em jejum, estivesse igual ou acima de 140 mg/dL. Ou quando a glicemia igualava ou ultrapassava 200 mg/mL, duas horas depois da administração de 75 gramas de glicose por via oral.

    Em 1997, o limiar em jejum foi reduzido para 126 mg/mL, medida tomada porque acima desse nível os vasos da retina já são afetados. O diagnóstico deve ser confirmado pela repetição do teste em outro dia.

    São considerados portadores de diabetes, também, aqueles com glicemia igual ou superior a 200 mg/dL em qualquer hora do dia, independentemente do horário das refeições. Nessa eventualidade, não há necessidade de confirmação.

    Para identificar o grupo que corre mais risco de desenvolver a doença, níveis de glicemia em jejum entre 100 e 125 mg/dL são considerados indicativos de pré-diabetes.

    Estudos populacionais mostram que 5 a 10% das pessoas enquadradas nessa categoria se tornam diabéticos a cada ano que passa. O risco de diabetes entre pré-diabéticos é cinco a dez vezes maior do que entre aqueles com glicemia de jejum normal.

    Em 2009, o International Expert Committee passou a recomendar outro exame de sangue para auxiliar o diagnóstico: a hemoglobina glicada. No ano passado, a OMS fez o mesmo.

    Esse teste, que permite avaliar a concentração de glicose ligada à hemoglobina, guarda relação com os níveis médios de glicose no sangue durante os dois ou três meses anteriores (tempo médio de vida dos glóbulos vermelhos). O exame tem a vantagem de dispensar o jejum e de não sofrer as flutuações da glicemia de um dia para outro.

    O diabetes é diagnosticado quando a hemoglobina glicada atinge 6,5%, porcentagem a partir da qual aumenta o risco de retinopatia e deficit visual progressivo. No pré-diabetes, os valores estão entre 5,7% e 6,4%.

    A realização simultânea dos dois exames, glicemia de jejum e hemoglobina glicada, aumenta a probabilidade de chegar ao diagnóstico.

    Quando a glicemia de jejum estiver abaixo de 100 mg/dL e/ou a hemoglobina glicada for menor do que 5,7%, os resultados são considerados normais, e a avaliação pode ser repetida a cada um ou dois anos.

    Glicemia entre 100 e 125 mg/mL ou hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4% exige mudanças drásticas no estilo de vida e na alimentação. Em alguns casos, há necessidade de medicamentos.

    Pacientes com diabetes já instalado necessitam de medicação, atividade física diária, cuidados rigorosos com a alimentação e acompanhamento médico.

    Folha de S. Paulo, sábado, 25 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h35
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    As penúltimas do Sensacionalista, o jornal isento de verdade

    Lewandowski diz que João Paulo Cunha não estava Lewandowski
    Lewandowski diz que João Paulo Cunha não estava Lewandowski

    João Paulo Cunha não estava Lewandowski. A conclusão veio depois que Lewandowski votou pela absolvição do petista. O ministro descartou a corrupção passiva. Com isso, fica também descartada a corrupção ativa. O mensalão, neste caso, ficaria como uma suruba gay: ninguém sabe mais quem é ativo e quem é passivo. A rede de pizzaria Dominos anunciou que vai rever seus planos para o Brasil, uma vez que é impossível concorrer com Brasília. Depois do voto, o fabricante vai lançar o Activia STF, que deixa tudo solto.

    A oposição disse que o STF tem vocação para flanelinha. Sempre manda deixar solto. 

    Exames confirmam que QI de Xuxa já cresceu 38% depois que ela ficou morena

    Xuxa numa cena do filme “Amor Estranho Amor”, de 1982

    Xuxa 'abusando' de um garoto de 12 anos

    A 'Rainha dos Baixinhos' descobriu um novo meio de reposicionar sua imagem

    Testes de QI feitos com Xuxa depois que ela pintou os cabelos de preto confirmam que a apresentadora está ficando mais inteligente. A empresa dona da marca de tintura já entrou com um pedido no Ministério da Saúde para poder anunciar em sua embalagem que o produto deixa mais inteligente.

    Quem não gostou da pintura foi João Emanuel Carneiro, autor de Avenida Brasil. “Estragaram a surpresa do fim da novela. Agora todos já sabem que Xuxa é a mãe de Nina.”

    Depois de ficar mais inteligente, Xuxa já está sendo sondada para traduzir os poemas de Pedro Bial no Big Brother.

    Depois de Xuxa morena, Pelé ganha R$ 2 milhões para ficar louro

    No mesmo dia em que Xuxa apareceu morena fazendo anúncio de uma tintura de cabelo, Pelé foi contratado para aparecer louro. O rei do futebol topou o desafio. Imediatamente as duas novas colorações começaram a fazer efeito. Pelé está mais burro e Xuxa mais inteligente. Pelé já perdeu mais de 4 milhões em negócios desastrados e Xuxa está cotada para apresentar um talk show na Globo voltado para o debate das grandes questões nacionais. Entre as grandes questões não está incluída a giromba de Pelé.

    Sensacionalista: um jornal isento de verdade


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h10
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Adeus às ilusões, artigo de Sérgio Augusto

    Relógio de Vela



    O Relógio de Vela foi criado por volta do séc. VIII. Consiste em uma vela normal, demarcada com uma escala horária. O tempo é marcado pela velocidade de queima da vela. Foi bastante usado pelas cortes europeias do Antigo Regime. Sua utilização se dava principalmente no período noturno, servindo tanto para marcar as horas como para produzir luz. Velas de espessuras diferentes eram empregadas de acordo com os períodos de tempo que se desejasse marcar.
    Adeus às ilusões
    Sérgio Augusto
    Nada nos é mais precioso e incontrolável que o tempo. Ninguém mata o tempo; é ele que nos mata. Cada minuto a mais é um minuto a menos.
    Que horas são? Neste exato momento, 14h31.

    Seu relógio marca outra hora, de outro dia, de um presente que, enquanto escrevo, se situa, paradoxalmente, no futuro. Mas, para facilitar as coisas, acertemos nossos ponteiros pelo que agora assinala o relógio digital do meu computador: 14h32. Pois é, já perdemos um minuto. Tempus fugit.

    Por falar em Virgilio, na Roma Antiga, a resposta seria "Depois do almoço" ou vagueza equivalente orientada pela luz solar. Ninguém, então, saía à rua portando um relógio do sol ou uma clepsidra (relógio d ‘água) ou uma ampulheta. E em idos bem mais remotos, nem aqueles objetos pré-analógicos de medir o tempo em casa ou no jardim existiam. Os primeiros relógios mecânicos só apareceram no século 14 e os de bolso, dois séculos depois. E nunca mais nos libertamos deles, lembretes onipresentes da passagem inexorável do tempo e de nossa finitude.

    Nada nos é mais precioso e incontrolável que o tempo. A expressão "matar o tempo" é um dos maiores disparates já urdidos pela cretinice humana, pelo desperdício implicado e por sua inexequibilidade. Ninguém mata o tempo; ele, sim, é que nos mata. Um minuto a mais, na verdade, significa um minuto a menos, um abatimento de 60 segundos em nossa transiente passagem pelo mundo. Do ponto de vista da morte, a vida nada mais é que a lenta fabricação de um cadáver. Adoraria ter inventado essa frase, mas Walter Benjamin foi mais rápido.

    Todas essas divagações me foram estimuladas pelo ciclo de palestras sobre as mutações impostas ao conceito de tempo que o prof. Adauto Novaes inaugurou na semana passada. Seu título, O Futuro não É Mais o Que Era, foi um achado, pinçado de uma tirada de Paul Valéry, cujos desdobramentos alcançaram até as memórias da atriz Simone Signoret, A Nostalgia não É Mais o Que Era. A bem dizer, nada mais é o que era, muito menos o futuro.

    Pouquíssimos adoram e conhecem mais Valéry que Novaes. Nenhum outro pensador iluminou suas ideias e seus vários ciclos de conferências com a mesma frequência e o mesmo fulgor do poeta e filósofo francês. Sobre o tempo Valéry filosofou sempre com impressionante originalidade. Também foi ele quem disse que "entramos de costas no futuro", como o Angelus Novus de Walter Benjamin, com os escombros do passado diante dos olhos.

    Ao anunciar que o futuro, "como o resto", não era mais o que havia sido, o poeta, morto em 1945, estava reconhecendo que a visão que se tinha do futuro, entre as duas guerras mundiais, perdera sentido. "Perdemos nossos meios tradicionais de pensar nele e de prever", acrescentou, estendendo a impotência perceptiva à nossa capacidade de reconstituir o passado. Vivendo "em meio a dois mundos", com dificuldades de ver o presente e tentar ver o futuro, Valéry acabou por enfiar no mesmo saco o historiador e o profeta.

    Desde os estoicos, e depois com Santo Agostinho, que os filósofos discutem o sentido e as sutilezas do tempo, as imbricações do passado com o presente e o futuro. O presente sentimos na carne, ao contrário do passado, que não existe mais, e o futuro, que não existe ainda. Mas o presente, pense bem, é tão fugaz que praticamente inexiste: ou está passando ou acabou de passar, já virou, instantaneamente, passado.

    A física desconhece essas "categorias", cuja distinção configura uma ilusão, persistente e útil na lida cotidiana, concedeu Einstein, com boa dose de ironia. O tempo é uma criação do homem, não da ciência, esse saber que, segundo Heidegger, "não pensa". Passado e futuro, ressaltou Valéry, só existem no pensamento, quando pensamos nas lembranças do que aconteceu (e não pode ser mudado) e nas especulações sobre o que poderá acontecer.

    A ciência pode não pensar, mas desde o século 19 que o futuro é sempre projetado como uma era de prodígios científicos, uma Renascença tecnológica. Um dos objetivos do novo ciclo de palestras coordenado por Novaes, em curso no Rio e em São Paulo até o início de outubro, com transmissão ao vivo pela internet (www.academia.org.br), é especular sobre que vinculação podemos ter com nosso futuro quando os ideais revolucionários e a própria ideia de esperança perderam espaço e a tecnociência, a biotecnologia e a informática pretendem dar resposta a tudo e a tudo prever.

    Em sua intervenção, Sergio Paulo Rouanet deu plena vazão ao seu benjaminiano ceticismo: "Não é só o futuro que não é mais o que era, mas também o passado e o presente." O passado sucumbe à amnésia geral, à falta de experiência, e o presente, à nossa condenação ao efêmero, "à mera experiência da indústria cultural e à sociabilidade eletrônica do Facebook", à substituição da conversa pela rede social, à colonização do tempo dito livre pela indústria de entretenimento e do turismo, à vampirização dos olhos, dos ouvidos e dos neurônios pelos celulares inteligentes. E à neostalgia, acrescento eu: a nostalgia pelo futuro, conspicuamente alimentada pela publicidade e pelo cinema.

    Francis Wolff, que irá falar no meio da próxima semana, considera impossível ver o nosso futuro como o víamos ontem ou como o imaginávamos dez anos atrás, porque o mundo já não é mais o mesmo (faltam-lhe agora utopias e sobram-lhe novos e velhos pesadelos) e nós também mudamos. "As promessas de anteontem quanto ao fim da exploração do homem pelo homem, ou a de ontem, quanto ao desenvolvimento sustentável não foram cumpridas", lembrará Wolff, à guisa de preâmbulo para o seu xeque-mate: a memória não é melhor guardiã do passado que a imaginação, do futuro. Há um monte de livros de história, biografias e ficção científica provando isso.
    O Estado de S. Paulo, sábado, 25/08/12


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h16
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Julgamenfo do Mensalão

     Ministro do STF Ricardo Lewandowski alivia para o político do PT Jõao Paulo Cunha

    postado por Edson Matosinho

    revisor inocenta joao paulo 240812 newtonsilva humor politico Revisor inocenta primeiros Réus do Mensalão

    Charge de Newton Silva

    Para Lewandowski, não há prova de que o petista beneficiou Valério; nove ministros ainda votarão

    A decisão do relator do julgamento do Mensalão não causou nenhuma surpresa a sua absolvição dos réus mensaleiros, principalmente do deputado petista e candidato a prefeito de Osasco João Paulo Cunha - aquele que mandou sua mulher ao Banco Rural pagar um boleto de TV a cabo e que, de lambuja, recebeu R$ 50 mil de prêmio - por Ricardo Lawandowski, o amigo indicado por dona Marisa Letícia Lula da Silva. Agora é aguardar pelas suas novas absolvições nos próximos capítulos desta novela mensaleira.

    Com uma decisão contraditória o ministro Ricardo Lewandowski revisor no julgamento do Mensalão, ontem no Supremo foi contraditório ao absolver o deputado petista João Paulo Cunha de peculato pelo fato de não ser responsável por pagamentos e contratações e condenar ex- diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pelo mesmo crime.

    Revisor do julgamento do mensalão, o ministro Ricardo Lewandowski votou ontem pela absolvição do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), acusado de ter recebido propina para favorecer empresa de publicidade. Ele também absolveu o empresário Marcos Valério e seus sócios de um dos crimes de corrupção ativa dos quais foram acusados

    Para o revisor do processo, o deputado João Paulo Cunha, mesmo tendo recebido R$ 50 mil de Marcos Valério, não favoreceu a agência do operador do mensalão em licitação da Câmara na época em que ele era presidente da Casa. O ex-presidente da Câmara é acusado de receber R$ 50 mil de Marcos Valério, em 2003, em troca da escolha da agência SMP&B em licitação pública. Contrariando o voto de Barbosa e a acusação do Ministério Público, Lewandowski aceitou a tese da defesa de que o dinheiro não tinha ligação com a escolha da empresa de Valério na Câmara e foi pedido por João Paulo Cunha ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apenas para pagar pesquisas de opinião pública em São Paulo.

    O ministro argumentou que o Ministério Público não apresentou provas que sustentem a acusação de que João Paulo recebeu R$ 50 mil para beneficiar a SMPB. Ele sinalizou em seu voto que tende a absolver do crime de lavagem de dinheiro réus que sacaram recursos do valerioduto.

    O ministro relator Joaquim Barbosa avisou que vai rebater trechos do voto de Lewandowski. A decisão levou advogados a comemorar na noitada brasiliense.

    Com esse voto Ricardo Lewandowski reafirma a divergência no Supremo pois toma rumo oposto ao do relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa pois vota para que o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) seja absolvido das acusações de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, ou seja de todas acusações do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel.

    Para absolver o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) de todos os crimes que lhe foram imputados, o ministro Ricardo Lewandowski construiu um voto duro de roer. Na peça, Delúbio Soares vira uma testemunha crível e Marcos Valério converte-se em coadjuvante. De resto, some do enredo o ziguezague retórico traçado pelo absolvido na trilha que o levou às arcas clandestinas do mensalão.

    Descontados os floreios e os data venias, Lewandowski sustentou, em essência, que os R$ 50 mil que desceram ao bolso de João Paulo nada tiveram a ver com o contrato de R$ 10 milhões que a SMP&B de Valério beliscou na Câmara sob a presidência companheira do réu petista. O ministro aceitou como verdadeira a tese segundo a qual o dinheiro sacado no guichê do Banco Rural custeou pesquisa pré-eleitoral feita em Osasco, a cidade do réu.

    A verba veio do PT, concluiu Lewandowski. Entre as “evidências” de que a defesa de João Paulo diz a verdade, o revisor pinçou dos autos um depoimento prestado por Delúbio Soares em juízo. Deu crédito ao trecho em que o gestor da tesouraria “não contabilizada” do petismo declarou que os R$ 50 mil apropriados pelo deputado destinaram-se, de fato, ao financiamento de uma pesquisa.

    O que o revisor ignorou

    Versões: As várias versões de João Paulo para justificar o saque de R$ 50 mil feito por sua mulher no Banco Rural. O revisor ficou com a versão dada na fase judicial.

    Laudo da PF: Entre laudo da Polícia Federal que atestava contratação fictícia e decisão do TCU dizendo que não havia irregularidade, o revisor ficou com o segundo para inocentar o deputado do crime de peculato.

    Fontes consultadas: Agência Brasil, O Globo, Folha, Estado de S. Paulo, Zero Hora, Estado de Minas e Blog do Josias de Souza

    Festa de arromba
    Criador do Charges.com.br toca paródia de Festa de Arromba sobre escândalo do "mensalão". Outubro de 2005. A música é muito engraçada, o power trio toca muito bem.
    para acessar clique abaixo


    festa de ar... .wmv
    4.34 MB
    Enviado pela Flávia Lucena



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h43
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudades da Vasp

    Aeronautas, aeroviários e passageiros da Vasp

    álbum do cms Jáder
    cms Néster e Jáder no treinamento
    álbum da cms Nair Santos
    cms Nair Santos, Potira, cmt Pacheco e sua filha Ana Cláudia
    álbum do cmt Ramon
    cms Solange Silva e cmt Ramon
    álbum do cmt Azambuja
    cms P. Sérgio
    álbum da cmr Nair Santos
    cms Dalise, Marco Antonio, paxs atriz Marieta Severo, compositor Chico Buarque e cms Nair Santos
    álbum do cms Carbone
    comissários Nilsa, Carlos Brasil, Liana, Carbone, Rubia, Cléo e Pompeo, na galley do A300
    álbum do cms Wivan Zimbardi
    cmt Ramos, cms Figueiró, cms Matosinho e F/E Matulevicius, no encontro de vaspeanos em 14 de abril de 2012, no AERVASP / SAO
    álbum do cms Bakaus
    aeroviários e aeronautas comemoram em frente a Associação dos Aposentados da Vasp (SAO), o Dia dos Comissários, em 03 de junho de 2012


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h39
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    J.G. de Araujo Jorge : Poema à Aeromoça

    " Poema à Aeromoça "

    ( Poema de J.G. de Araujo Jorge )

    No céu dos aeronautas,
    dos passageiros, dos poetas,
    faltavam anjos, então
    inventaram a aeromoça.

    Era preciso que o medo
    de repente abrisse os olhos
    e um outro céu encontrasse
    sempre sereno, sem nuvens,
    nos seus olhos sobre nós;
    e um pouso, no seu sorriso;

    que algo da terra planasse
    ao redor, como se tudo
    estivesse em seus lugares.

    O lindeza imponderável
    de um outro mundo, sem tempo,
    fora do senso comum;
    pássaro de asas guardadas
    nas gaiolas supersônicas
    penduradas nos espaços.

    Agora, os homens partilham
    a coragem e compreendemque se apoiam nessa frágil
    presença - doce presença, -
    quando há fantasmas de panes
    nos sótãos do pensamento.

    Deram asas à Beleza
    e então a rebatizaram
    com um novo nome: aeromoça.

    No céu dos aeronautas,
    dos passageiras, dos poetas,
    por entre nuvens e estrelas
    a seguir, de déo em déo,
    as aeromoças, felizes
    são companheiras amadas
    são as novas Beatrizes
    as cicerones do céu.



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h44
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    SAUDADES DA VASP (1933 - 2005), a Empresa Aérea onde você voava com quem gosta de voar!

    Vasp (1933 - 2005), uma grande companhia aérea


    A história da Vasp começou a ser escrita nos anos seguintes à Revolução de 1932. Em 12 de novembro de 1933 um grupo de empresários e pilotos reuniu-se e criou a Viação Aérea São Paulo, apresentando ao público na sua base do Campo de Marte seus primeiros aviões, dois Monospar ST-4 ingleses, com capacidade para três passageiros.

    Em 16 de abril de 1934 decolaram o s primeiros vôos comerciais, entre São Paulo, Ribeirão Preto e Uberaba e Rio Preto, via São Carlos.


    As condições precárias da infraestrutura aeroportuária dificultavam a operação. Nos primeiros meses de atividades, teve suas operações suspensas devido a fortes chuvas, que inundaram o Campo de Marte. Tais dificuldades foram decisivas para a empresa participar do desenvolvimento de aeroportos e campos de pouso no interior paulista. A empresa transferiu suas oper ações para o recém inaugurado Aeroporto de Congonhas, conhecido como "Campo da Vasp".


    Em janeiro de 1935, a sua frágil saúde financeira fez com que a diretoria pedisse oficialmente ajuda ao Governo do Estado. A Vasp foi estatizada e recebeu novo aporte de capital para a compra de 2 Junkers Ju-52-3M. O lado negativo, como só pode acontecer nesta terra de samba e pandeiro, foi "aculturar" a empresa com todas as mazelas de nossa (des)administração pública: alta rota tividade na direção, apadrinhamentos,etc... Muitas vezes, a própria presidência da empresa foi entregue à pessoas sem o mínimo conhecimento de aviação, nomeadas por razões políticas.


    Em 1936 a Vasp estabeleceu a primeira linha comercial entre São Paulo e Rio de Janeiro, e em 1937 recebeu seu terceiro Junkers. Tragicamente, este avião, matriculado PP-SPF, sofreu o primeiro grande acidente de nossa aviação comercial: Em 8 de novembro de 1939 chocou-se, após a d ecolagem do aeroporto Santos Dumont, com um de Havilland 90 Dragonfly argentino.
    Em 1939 a VASP comprou a Aerolloyd Iguassú, pequena empresa de propriedade da Chá Matte Leão, que operava na região sul do país. Em 1962 foi a vez do Lloyd Aéreo ser comprado, ampliando ainda mais sua participação a nível nacional (A Vasp parece que não pode ver um Lloyd sem se interessar- anos depois, foi a vez do Boliviano)


    Após a Segunda Guerra, modernizou a frota com a introdução dos Douglas DC-3 e Saab S-90 Scandia. Em 1955 encomendou o Viscount 800, primeiro equipamento à turbina no Brasil e depois trouxe os "Samurai" YS-11. Em janeiro de 1968, entrou na era do jato puro com a entrega de dois BAC One Eleven 400. Em 1969, trouxe ao Brasil os primeiros Boeing 737-200, em 1982 chegaram os Airbus A300B2 e em 1986 o primeiro 737-300 de nosso país.


    No início da década de 90, a Vasp foi privatizada. Seu novo presidente, Wagner Canhedo, iniciou uma agressiva expansão internacional: Ásia, Estados Unidos, Europa e até mesmo o Marrocos entraram no mapa da empresa. Aumentou a frota, trazendo entre outros três DC-10-30 e depois nove MD-11. Criou o Vasp Air System, após adquirir o controle acionário da LAB, Ecuatoriana e da argentina TAN.


    Não conseguiu sustentar o crescimento. Deixou de pagar obrigações, salários, leasings e até taxas de navegação. Canibalizou os MD-11 a céu aberto em Guarulhos e foi cancelando as rotas internacionais. A frota foi reduzida, restando os pré-diluvianos 737-200 e os cansados A300 para servir uma rede doméstica menor do que a empresa operava em 1990. O Vasp Air System foi desfeito. Não foi apenas uma década perdida: foi uma década em marcha-à-ré.


    Deu no que deu: em setembro de 2004, o Departamento de Aviação Civil (DAC) suspendeu as operações de oito aeronaves da Vasp. Por medida de segurança, os aviões 737-200 de prefixos PP-SMA, PP-SMB, PP-SMC, PP-SMP, PP-SMQ, PP-SMR, PP-SMS e PP-SMT foram proibidos de voar até cumpriem as exigências técnicas de revisões e modificações obrigatórias - as ADs (Airworthiness Directives) - estabelecidas pelo fabricante. Sem dinheiro para fazer os trabalhos, a Vasp decidiu encostar os jatos. Em seguida, eles começaram a ser canibalizados para oferecer peças aos outros 737 ainda em operação.


    Com uma imagem arranhada e uma frota jurássica, a empresa foi perdendo terreno, sobretudo após a entrada da Gol no mercado. A Vasp operou em novembro de 2004 apenas 18% dos vôos programados. Em setembro de 2004, quando enfrentou a primeira paralisação de funcionários e começou a ter problemas para abastecer suas aeronaves, a fatia de mercado da companhia aérea era de apenas 8% e dois meses depois, de 1,39% . A ocupação também foi péssima: as únicas 3 aeronaves da Vasp que voaram no mês saíram com 47% dos assentos vendidos.


    A Vasp parou de voar no final de janeiro de 2005, quando o DAC cassou sua autorização de operação. Suas aeronaves que ainda não foram ao desmanche estão paradas por aeroportos de todo o país, testemunhas de mais um triste fim da história de nossa aviação comercial.

    Fontes : JetSite e Airliners (fotos)
    foto atual do antigo Centro de Treinamento da Vasp, rua Sebastião Paes, Campo Belo, SAO
    álbum do João Ribeiro 
    Edifício Sede Vasp : Praça Lineu Gomes - Aeroporto de Congonhas - SAO
    setembro de 1973
    Quem quiser fazer algum comentário, descrever alguma experiência profissional, enviar alguma foto (eafmatosinho@uol.com.br), etc..., será muito bem-vinda a colaboração!!!

    (Depois publico aqui no Blog, na página "Saudades da Vasp")


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h07
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudades da Vasp



    Comerciais Vasp anos 60 e 70
    Vários Comerciais da Vasp entre 1958 e década de 70. Muitos comerciais usando os
    Viscount.
    Comercial VASP
    Comercial da VASP - Anos 80


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h54
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Programa na Rádio Tupi (RJ) de Vicente Celestino em 1952 - Raridade

    PROGRAMA VICENTE CELESTINO
    MUSICAL
     Raridade
    Ouça a íntegra do programa levado ao ar na Rádio Tupi em 12.06.52

    http://www.collectors.com.br/CS05/cs05_16a.shtml

    Fonte : Collector's



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h29
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Serra não devia participar da eleição, devia participar da rejeição

    Índice de rejeição de Serra explode e nem ele vai votar nele mesmo

    O candidato José Serra declarou hoje que não vai votar em si próprio nas eleições…

    O candidato José Serra declarou hoje que não vai votar em si próprio nas eleições para a prefeitura de São Paulo. “Eu me conheço, jamais votaria em mim”, disse ele.

    Serra está tão impopular que quando ele chega em casa seu cachorro de estimação sequer faz festa. O cachorro de Serra se chama FH – mas ele diz que é uma homenagem. Hoje Serra visitou as obras do Metrô e viu sua candidatura no buraco.

    Rejeição: José Serra é mordido pelo próprio cachorro de estimação

    O candidato a prefeito de São Paulo José Serra passou por um incidente doméstico hoje pela manhã. Ao sair de casa, Serra tentou acariciar seu poodle FH, que o mordeu na mão direita. José Serra tem três cães. FH, seu poodle, pai do Real, um mestiço e o pitbull Aécio. FH, porém, é seu preferido. “Aécio já tinha tentando me morder antes, mas é a primeira fez que FH faz isso”, disse Serra

    Sensacionalista, o jornal isento de verdade



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h43
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião com informação : Mensalão

     Joaquim Barbosa Lewandowski mensalaodowski 220812 clayton humor politico Joaquim Barbosa x Lewandowski

    Joaquim Barbosa Lewandowski mensalaodowski 220812 nani humor politico Joaquim Barbosa x Lewandowski

    por Nani

     

    Joaquim Barbosa Lewandowski mensalaodowski 220812 thomate humor politico Joaquim Barbosa x Lewandowski

    por Renato para A Cidade

     

    Joaquim Barbosa Lewandowski mensalaodowski 220812 nani2 humor politico Joaquim Barbosa x Lewandowski

     

    'Total balbúrdia'

    Eliane Catanhêde 

    Fica difícil reverter as condenações no julgamento do Mensalão  

    O relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, vivem às turras, mas numa coisa concordam: o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato é culpado.

    E mostram que o BB, instituição tão respeitável, estava a serviço de interesses escusos.

    Se relator e revisor concordam, fica muito difícil reverter as condenações.

    Mas Pizzolato, cidadão curioso que usa gravata borboleta, certamente não tinha poder sozinho para promover tanta “balbúrdia”.

    Além dele, estão em julgamento da sociedade o BB e o próprio governo Lula.

    O relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski, vivem às turras, mas numa coisa concordam: o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato é culpado. E mostram que o BB, instituição tão respeitável, estava a serviço de interesses escusos.

    Para Lewandowski, a área de publicidade do banco era uma "total balbúrdia", serviços eram pagos e não prestados, 80 mil notas frias circulavam, rolava propina. O dinheiro saía para a DNA de Marcos Valério por um lado e voltava em parte para Pizzolato por outro.

    Isso só seria possível se o próprio BB vivesse numa "total balbúrdia" no governo Lula. E não foi por falta de aviso. Na reportagem "PT é acusado de politizar comando do BB", publicada na Folha em 17/08/2003 -primeiro ano do mandato- eu já alertava sobre o aparelhamento do banco.

    Apesar de ser uma instituição técnica, Lula havia trocado 21 dos 33 cargos de cúpula para acomodar a "cumpanheirada" em 5 dos 7 vice-presidentes, na maioria das diretorias e na Previ (fundo de pensão), na Cassi (serviço médico) e na Fundação BB (projetos sociais).

    Instalou-se o reinado sindical. Os funcionários, desolados, já previam o que vinha por aí: tudo isso que o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal mostra ao vivo e em cores, com enorme clareza.

    Lewandowski está sob holofotes pela sua proximidade com a família de Lula e desde que se esfalfou inutilmente para corroborar a tese do desmembramento que tanto interessava aos advogados e aos réus. No primeiro voto, foi duro, implacável, como o procurador-geral Roberto Gurgel e o relator Joaquim.

    Se relator e revisor concordam, fica muito difícil reverter as condenações. Mas Pizzolato, cidadão curioso que usa gravata borboleta, certamente não tinha poder sozinho para promover tanta "balbúrdia". Além dele, estão em julgamento da sociedade o BB e o próprio governo Lula. 

    Joaquim Barbosa Lewandowski mensalaodowski 220812 aroeira humor politico Joaquim Barbosa x Lewandowski

    por Aroeira

    Breve história dos mensalões

    Chico Alencar  

    Desde que Caminha inaugurou o tráfico de influência, nossa tradição é usar o Estado para favorecer privilegiados: barões, coronéis ou conglomerados

    "O Código Penal é a causa de todos os crimes."
    Millôr

    Mensalão não é tipo penal. Mas os delitos de corrupção, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, peculato, gestão fraudulenta e caixa dois de campanha que essa marca de fantasia abriga são. Em variados graus, esses crimes estão presentes entre nós, em sucessivos escândalos, dos primórdios de nossa colonização até o Cachoeira/Delta do momento.

    Do ponto de vista histórico, poderíamos numerar o julgamento em curso no STF como Ação Penal 500, e não 470... O Brasil formou-se com estadania e sem cidadania, e a engrenagem dirigente, seja a da Ordem de Cristo aliançada com o Estado absolutista português, seja a dos governos republicanos, favoreceu o patrimonialismo de grupos privilegiados.

    Bem além do tráfico de influência que Caminha, escrivão da frota de Cabral, praticou junto a El Rei -pedindo o fim do degredo de seu genro-, o que maculou a sociedade que aqui se forjava foi o tráfico de africanos escravizados, a concentração fundiária e a dizimação dos povos nativos. Corrupção secular e estrutural, que nos faz sangrar até hoje.

    O Império manteve monocultura, latifúndio e, como rezava a Constituição outorgada em 1824, "o contrato entre senhores e escravos". Terras e vidas eram bens a serem surrupiados. A quadrinha popular denunciava: "Quem rouba pouco é ladrão/ quem rouba muito é barão".

    A República Velha, patriarcal e coronelista, instituiu um sistema eleitoral baseado na fraude: currais eleitorais, voto de cabresto, eleições a bico de pena. Há dramática continuidade disso na atual campanha municipal: nas periferias e nos grotões, vicejam o compadrio, o mandonismo e a compra de votos.

    A partir de 1930, com o fortalecimento do setor público no Brasil, cresceram as oportunidades de corrupção e aumentou também a reação a ela, inclusive da imprensa.

    A diversidade política, ampliada a partir de 1945 -ainda que com o longo intervalo trevoso e de corrupção oculta da ditadura civil-militar de 1964- metabolizou maléfica criatividade para a consolidação do que hoje se chama governabilidade.

    O presidencialismo de coalizão é de cooptação. Repasse de dinheiro, oferta de cargos e liberação de emendas cristalizam o adesismo atávico que permeia nossa tradição política.

    O processo de privatizações, sob a capa da modernidade, nos anos 1990, foi eivado de desvios e falta de transparência. Mas não carimbemos a roubalheira como característica nacional. Favorecimento a grandes conglomerados, aplicações em paraísos fiscais e manipulação de taxas de juros para ganhos financeiros são fenômenos mundiais. Quanto mais nossa economia se internacionaliza, mais internalizamos essa dinâmica nefasta.

    Espera-se que o Supremo fixe um marco histórico que, vivificado por uma nova consciência cidadã, condene esses crônicos abusos na conquista e no exercício do poder.

    O sistema político, que a representação parlamentar não ousa reformar, é indutor de corrupção, cuja porta de entrada é o financiamento milionário das campanhas.

    Não é da natureza das empresas fazer doações, e sim investimentos.

    Urge reagir ao fatalismo do "é assim mesmo" ou à legitimação do ilegítimo "todos fazem", como sempre alega o PT. O Brasil está diante de uma encruzilhada: pode afirmar o princípio da ética na política ou naturalizar a sua degradação.

    A saída depende de uma postura institucional que demanda lastro cultural e pessoal. Que vigore a Carta Magna de artigo único atribuída a Capistrano de Abreu (1853-1927): "Todo brasileiro deve ter vergonha na cara". 

    CHICO ALENCAR, 62, professor de história, é e deputado federal pelo PSOL-RJ

    Folha de S. Paulo, edição do dia 23/08/12



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h11
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Julgamento do Mensalão pelo STF

    Defesa sofre dura derrota no julgamento do STF

    Ministro Lewandowski confirma tese de dinheiro público no Mensalão e condena o petista Henrique Pizzolato, o operador Marcos Valério e os dois ex-sócios dele, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach

    Em sua primeira participação no julgamento do mensalão, o revisor Ricardo Lewandowski trilhou caminhos diferentes dos percorridos pelo relator Joaquim Barbosa. Mas chegou ao mesmo lugar.

    Ministro Ricardo Lewandowski segue o relator Joaquim Barbosa, rejeita argumento das defesas e vota pela condenação do empresário Marcos Valério por corrupção ativa. Como nas sessões anteriores, esperava-se ontem um novo embate entre os ministros do STF que mais conhecem o processo em julgamento. Mas, na prática, o que fez o revisor, Ricardo Lewandowski, foi reforçar o voto do relator, Joaquim Barbosa. Ele foi veemente ao culpar Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do BB, pelo desvio de verba pública do banco, por meio da Visanet, para irrigar o suposto esquema criminoso. A coincidência dos votos do relator e do revisor praticamente desmonta a principal linha da defesa dos réus: a de que os recursos eram de caixa dois de campanha.

    Lewandowski ressaltou a ''total balbúrdia'' que reinava no Banco do Brasil. Nove ministos do STF ainda vão se manifestar

    Ficou para hoje o voto de Lewandowski sobre o deputado petista João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara e candidato a prefeito em Osasco

    Com informações: Zero Hora, Folha de S. Paulo e Blog do Josias de Souza



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h50
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Saudades da Vasp - Boeing 727-200


    Em Seatle na devolução do Boeing 727-200 / PP-SNG pela tripulação do comandante Montana em 20/03/89

    Num voo de rota
    Enviadas pelo Conde Montana Aragão


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 05h13
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    DC3 (Saudades da Vasp)

    DC3

    Os Douglas DC3 pararam de voar pela Vasp em 1974 e foram para a FAB servir o Projeto Rondon; hoje o PP-SPO está no Museu da Tecnologia no Parque D.Pedro, em SAO, como PT-KUB.

     

     

     Em 1974, a VASP fez doação ao Projeto Rondon de sete aviões já desativados que ainda voaram durante vários anos.

    Em 1980, o Projeto Rondon doou à Fundação um DC-3, registro PT-KUB, que foi totalmente restaurado pela Aeronáutica. Para equipá-lo foram utilizados peças e componentes de 3 outras aeronaves, que se encontravam no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro.

    Ficha Técnica:

    Modelo: Douglas C-47 B-45 (DC-3)

    Número de construção: 34285, USAAF 45-1018

    Fabricação: Douglas Aircraft Company, Santa Monica, Califórnia, EUA Aquisição: VASP

    Data de Aquisição: janeiro de 1946, com o nome de "Caparaó" - prefixo PP-SPO

    Doação para a Fundação Projeto Rondon: 02 de julho de 1974

    Doação para a Fundação Museu da Tecnologia: 1980 já com o prefixo PT-KUB
    Dimensões:

    Altura: 4,50 m
    Largura: 8 m
    Comprimento: 19,7 m
    Diâmetro: 2,50 m
    Envergadura: 29 m

    Peso:

    7.350 Kg (vazio)
    12.200Kg (peso máximo)

    Descrição: Monoplano de asa baixa, em alumínio, equipado com dois motores Pratt & Whitney "Twin Wasp" R-1830-92, 14 Cil. Radiais, de 1.200 hp a 2.700 rpm, capacidade dos tanques de combustível 2.264 L - óleo lubrificante 150 L; hélices Hamilton Standard, hidromáticas, tipo 23 e 50 de 3 pás; piloto automático "Sperry Gyroscope". Possui capacidade para 28 passageiros e 4 tripulantes, autonomia de vôo de 8 horas, teto operacional de 3.000 m velocidade de cruzeiro de 270 / 298 Km/h, velocidade máxima em vôo nivelado de 330 / 370 kph e 1.900km de alcance normal (equivalente à distância aproximada entre São Paulo e Maceió. Uma viagem São Paulo-Rio era feita em 2 horas e meia, por exemplo).

    Dados Históricos:

    Primeiro vôo: 17 de dezembro de 1935

    Primeiro vôo comercial: 8 de agosto de 1936 (American Airlines)
    ultimo ano de fabricação: 1946 (o último exemplar foi entregue a VASP)
    Quantidade fabricada: ca. 12.000, inclusive versões militares

    Variantes: Versões militares: C-47, A, B, C - Skytrain: C-48, C-49, C-50, C-52, C-53 Skytrooper: R4D-4, R4D-5, R4D-6 - Versões para marinha, EUA: YC-47.

    Empresas brasileiras que empregavam o DC-3: Aerovias Brasil, Correio Aéreo Nacional, Cruzeiro do Sul, Nacional, Navegação Aérea Brasileira, Pannair do Brasil, Perdigão, Real, Sadia, Savag, Tac, Varig, Vasp.

    A epopéia do DC-3











    Matérias de jornais sobre o DC-3












    O avião de passageiros modelo DC-3, fabricado pela Douglas Aircraft Company há mais de 60 anos, foi originalmente projetado e construído como avião de carga (C-47), destinado aos transportes de materiais, equipamentos e tropas durante a 2ª Grande Guerra, época em que foram fabricados mais de 11.000 unidades.Com o fim da guerra, milhares desses aviões foram adaptados ao transporte comercial de passageiros, e vendidos para várias empresas aéreas, inclusive a VASP que adquiriu várias unidades que permaneceram em serviço até 1974.
    Fonte : Cineastv


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h34
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Adote um amigo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 19h11
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Artigo : Boi Paciência : Os rios de nossa São Paulo

    Boi Paciência : Os rios de nossa São Paulo

    por Eduardo Matosinho, em 21/08/12


    A meditação sobre o Tietê – Trecho (Mário de Andrade)

    “Eu vejo; não é por mim, o meu verso tomando
    As cordas oscilantes da serpente, rio.
    Toda a graça, todo o prazer da vida se acabou.
    Nas tuas águas eu contemplo o Boi Paciência
    Se afogando, que o peito das águas tudo soverteu.
    Contágios, tradições, brancuras e notícias,
    Mudo, esquivo, dentro da noite, o peito das águas,
    fechado, mudo,
    Mudo e vivo, no despeito estrídulo que me fustiga e devora.
    Destino, predestinações… meu destino. Estas águas
    Do meu Tietê são abjetas e barrentas,
    Dão febre, dão morte decerto, e dão garças e antíteses.
    Nem as ondas das suas praias cantam, e no fundo
    Das manhãs elas dão gargalhadas frenéticas,
    Silvos de tocaias e lamurientos jacarés.”

     

    Convidamos você a navegar comigo e com o amigo Pacca pelo site “Vivendocidade” nas curvas dos rios de nossa cidade.

    Resgatando a memória de Vila Nova Savóia, situada na Zona Leste, um bairro pouco conhecido até mesmo por seus próprios moradores, devido à dificuldade de identificar seus limites e a inexistência de uma linha de ônibus com seu nome desde a sua formação em 1924. Contudo, o córrego Gamelinha, existente no bairro, é conhecido por todos. Mesmo após a sua canalização em 1991, com a construção da av. Margarida Maria Alves, atualmente av. Dr. Bernardino Brito Fonseca de Carvalho, o nome do córrego é usado para denominar a avenida, mostrando a importância do caminho das águas para a população local. O nome do rio é um referencial antigo, que dificilmente é alterado. Apesar da urbanização ter canalizado muitos cursos d’água, os seus nomes ainda são utilizados pela população para denominar as vias públicas que seguem os seus trajetos. Outro exemplo é o da Avenida Jacu-Pêssego, que recebeu esse nome como herança dos imigrantes japoneses que na década de 20 se instalaram em uma área verde no extremo leste da capital para produzir pêssegos. Para comercializarem as frutas, abriram uma pequena estrada de terra, à margem do Rio Jacu, que era conhecido pelo nome do pássaro comum naquelas paragens. Só em 1996 a antiga estrada recebeu o nome de Avenida Jacu-Pêssego.

    Rios Tietê e Pinheiros

    Esse também é o caso das avenidas marginais Tietê e Pinheiros, onde os rios são muito mais importantes e reconhecidos do que a denominação das vias. Curiosamente, esse mesmo fenômeno acontece com as pontes da Marginal Tietê: os nomes de bairros a que dão acesso as pontes são mais usados que o nome oficial. Por exemplo, a antiga ponte da Vila Maria, teve seu nome oficialmente substituído por ponte Presidente Jânio Quadros, mas a maioria dos paulistanos ainda usa o nome antigo.

     

    Aliás, o Tietê, nem sempre se chamou Tietê. Até o início do Século XVIII era o Rio Anhembi, nome de origem indígena, registrado pela primeira vez pelo viajante e Governador do Paraguai, D. Luiz de Céspe des Xeria: “Anhembi quer dizer rio de unas aves animais” – aves que causavam espanto ao europeu com seu unicórnio frontal, os esporões das asas, os pés grandes e o grito que, segundo o Padre Anchieta, lembrava um burro zurrando.

     

    vista-do-rio-tiete-em-1905-antes-de-ser-retificado-e-poluido_560x400

    Em Caminhos e Fronteiras, Sérgio Buarque de Holanda nos confirma que “Anhembi quer dizer rio das Anhumas ou de Anhimas”, aves que desde o início do povoamento eram procuradas pelos caboclos, que buscavam nelas o remédio para toda sorte dos males, “Especialmente do unicórnio, mas também dos esporões e até dos ossos, faziam-se amuletos e mezinhas contra ramos de ar, estupor, mau-olhado, envenenamento e mordedura de animais”.

    Há os que viam a origem do nome diferente. Para Teodoro Sampaio, Anhembi significaria perdiz, ave que existia em quantidade nos campos de Piratininga. Para Afonso de Freitas, significaria rio de veado, da simbologia dos tupi-guaranis (anhan – correr e anga – alma, espírito) e a fama de mais ágil e veloz do animal.

    Em 1748, o nome Tietê (na foto acima, em 1905) foi pela primeira vez registrado cartograficamente no Mapa D’Anville. Referia-se apenas ao trecho situado entre a nascente do rio e o salto de Itu, mas acabou por prevalecer sobre o resto.

    Ainda naquele século, o nome Tietê foi associado, por José Gonçalves Fonseca, às aves conhecidas por tetés, semelhantes aos pintassilgos, que eram muito comuns nas margens. Mais tarde, Teodoro Sampaio levantou duas hipóteses: Tietê viria de tiê, a voz onomatopaica de uma família de aves das quais fazem parte o tié-piranga e o tié-juba; ou viria da junção de ty – águas, líquido, vapor -, e ete – verdadeiro -, significando rio bastante fundo, rio verdadeiro -, tratava-se do primeiro curso d’água considerável que o forasteiro encontrava ao penetrar no sertão.

    Em 1929, Plínio Ayrosa, em parecer para o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, contestaria essa hipótese, afirmando que o nome Tietê não era indígena, mas dado pelos portugueses, mesmo porque, nem pelo seu volume, nem pela comparação com outros cursos d’água, os índios seriam levados a atribuir-lhe o significado de rio grande Tietê, rio das anhumas, e também das perdizes, dos veados, dos tetés, dos tiés: qualquer que seja a origem do nome, todos nos remetem à fauna abundante que habitava suas margens.

     

    rio-pinheiros-1930-550x326

    Um afluente do rio Tietê é o Rio Pinheiros (na foto acima, em meados de 1930). Este foi retificado na primeira metade do século passado, transformado em canal, teve seu curso revertido para comportar um importante projeto de engenharia que proporcionou uma fonte de eletricidade segura para o desenvolvimento da cidade (A Usina Henry Borden)

    Já o Pinheiros, tem um afluente bastante conhecido pelos moradores da zona oeste que é o “Pirajuçara”. Trata-se de um termo tupi que significa “juçara de peixe”, através da junção dos termos pirá (“peixe”) e yu’sara (“juçara”).

    Córrego Pirajuçara

    O Córrego Pirajuçara nasce no município de Embu das Artes, passa por Taboão da Serra e corre no oeste da Região Metropolitana de São Paulo. No município de São Paulo, o Pirajuçara é canalizado passando sob a Avenida Eliseu de Almeida, voltando a emergir próximo à Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, onde deságua no Rio Pinheiros.

    Contudo, provavelmente o rio mais destacado historicamente para a cidade é o Rio Anhangabaú, também conhecido nos primeiros tempos de colonização como Córrego das Almas, formava, ao lado do Tamanduateí, os limites naturais do núcleo urbano original de São Paulo, chamado de “Triângulo”. É um pequeno ribeirão que nasce a céu aberto entre a Vila Mariana e o Paraíso, passa pela Avenida São João e deságua no Rio Tamanduateí, nas imediações da Rua 25 de Março. Hoje, o ribeirão encontra-se canalizado e corre debaixo do metrô.

    Os índios tinham muito medo desse rio. Atribui-se ao nome Anhangabaú várias origens e significados, mas todos indicam o caráter suspeito de suas águas: Anhangaba: diabrura, malefício, ação do diabo ou feitiço; Anhangabahú: anhangaba-y, rio do malefício, da diabrura, do feitiço; Anhangabahy: o mesmo que anhangá-y, rio ou água do mau espírito. Segundo Teodoro Sampaio, esse rio era para os índios “um bebedouro de assombrações”. Provavelmente com o crescimento da população às suas margens, as suas águas impolutas se tornaram um vetor de doenças para os desavisados. De fato, para o jornalista Levino Ponciano, o temor dos índios explicava-se pelas suas águas salobras que causavam doenças, conforme constatou um exame feito no final do século XVIII. Além disso, na época das enchentes, acreditava-se que o ribeirão transbordava e disseminava mais doenças à população. Em 1790, foi construída uma ponte, a Ponte do Lorena (ou do Piques), que permitia a travessia do vale, depois de ter descido e subido as suas encostas. Em 1892, inaugurou-se o Viaduto do Chá.

    Rio Ipiranga

    Outro córrego que tem história é o Ipiranga. Foi lá a proclamação da independência do Brasil. O riacho, que dá o nome ao bairro onde se situa, tem como nascente o Jardim Botânico de São Paulo e como foz o Rio Tamanduateí. Foi às margens do Ipiranga que foi simbolicamente declarada a Independência do Brasil por dom Pedro, em 7 de setembro de 1822. Com esse ato, o príncipe herdeiro se converteu no primeiro imperador brasileiro, futuramente denominado dom Pedro I.

    As nascentes do Ipiranga encontram-se no Parque Estadual Fontes do Ipiranga, reserva natural de mata atlântica encravada em plena zona sul da cidade ao lado da rodovia dos Imigrantes. No entanto, como todos os demais rios metropolitanos, atualmente, o córrego sofre com a poluição, por receber altas quantidades de dejetos industriais e domésticos ao longo de seu trajeto de cerca de 9 km até desaguar na margem esquerda do Rio Tamanduateí. Seu nome veio da junção das palavras tupis ‘y (“água, rio”) e pirang (“vermelho”), significando, portanto, “rio vermelho”.

    O Ipiranga é um afluente do Tamanduateí, que em tupi, significa “rio de muitas voltas”. O curso original do rio Tamanduateí explica esse nome. Onde atualmente se encontram a Avenida São João e o vale do Anhangabaú, por exemplo, o Tamanduateí fazia uma curva de sete voltas antes de se encontrar com o seu afluente mais importante, o Anhangabaú. O Tamanduateí nasce na Serra do Mar e deságua no Tietê. Sua bacia hidrográfica possui 320 km2. Seu principal afluente era o Rio Anhangabaú, que atualmente jazem sob a cidade junto com a cultura indígena que os denominou. O modelo de urbanização de São Paulo prescindiu da ocupação da área de drenagem dos rios e de até mesmo de seus leitos por vias de transporte de rodagem. .

    O Tamanduateí parece comportar-se de forma rebelde contra a concepção de progresso que o transformou num bueiro a céu aberto, depósito de todo o lixo social em perímetro urbano. Canalizado e poluído ele corre com maior velocidade procurando o rio Tietê para desaguar. Sem ter por onde se espraiar, sem encontrar os remansos que continham sua ânsia de desembocar, ele enche e invade impiedosamente a Avenida do Estado que corre ao seu lado.

    Foi às margens do Tamanduateí, no centro velho da cidade, que os jesuítas construíram a primeira capela, rezaram a primeira missa e fundaram a vila de Piratininga, marco inaugural de São Paulo. Até o início dos anos 70, o Tamanduateí demarcou a topografia do poder: a riqueza nas terras altas e a miséria nas baixas. No lado oeste, numa colina triangular, concentrava-se a cidade dos templos cristãos, das confeitarias com nomes franceses e dos sobrados imperiais. No leste, ficavam a várzea, as enchentes e os terrenos pestilentos. Contudo, as terras altas, a começar pela colina histórica, no centro, perderam destaque e charme há muito tempo. Ficou a pobreza, que transbordou para todos os lados.

    Esperamos que tenham gostado e que nadem mais vezes nas águas sem paradeiro da internet.

    Vivendocidade

    http://vivendocidade.com/boi-paciencia-os-rios-de-nossa-sao-paulo

     Eduardo Matosinho, economista e cientista social



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h42
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    História da Empresa Aérea 5 Anos Na Frente (Saudades da Vasp)

    Propaganda para Vasp

    comandante Lara em 1977

    vasp001
    vasp002
    Propaganda acervo do Almanaque Info

    C-46
    MD11

    - A V I A Ç Ã O -
    V A S P
     

    História: 

    A VASP - Viação Aérea São Paulo -, foi fundada em 04 de Novembro de 1933, por 72 empresários que tomaram a decisão de subscrever o capital inicial. Em 12 de Novembro do mesmo ano, 8 dias após, a empresa começou a operar efetivamente. Os dois primeiros aviões da empresa, foram os ingleses bimotores Monospar, batizados numa cerimônia simples no Campo de Marte, em São Paulo. Eles tinham capacidade para três passageiros e tiveram como madrinhas, a Dª Olívia Guedes Penteado que batizou o VASP-1 (denominado Bartholomeu de Gusmão) e a Dª Antonieta Caio Prado que batizou o VASP-2 (denominado Edu Chaves).

     

    Vickers Viscount V.827 prefixo PP-SRD da VASP, aqui fotografado no Rio de Janeiro em Julho de 1973

     

    Vickers Viscount V.827 prefixo PP-SRD da VASP, aqui fotografado no Rio de Janeiro em Julho de 1973
    As duas rotas iniciais foram São Paulo - Rio Preto, com escala em São Carlos e São Paulo - Uberaba, com escala em Ribeirão Preto. Cada um fazia três frequências semanais em cada rota - eram os primeiros vôos regulares da empresa. Mas a empresa crescia e os pequenos Monospar não davam conta do recado. Logo depois foi adquirido um De Havilland Dragon, com capacidade para dois tripulantes e oito passageiros, que tinha 8 metros de comprimento e 18 metros de envergadura. Era o maior avião a operar no país em campos de pouso terrestre (os demais eram hidroaviões).

     

    A VASP precisava investir, o aeródromo Campo de Marte precisava de uma reforma - as enchentes e outros problemas dificultavam a operação de aviões maiores. Acionado o Governo do Estado de São Paulo, a VASP conseguiu que ele se interessasse pela empresa e o interventor Armando Salles de Oliveira, vislumbrou na companhia um ótimo negócio para o futuro e resolveu investir nela. Foi assim, que o Governo do Estado subscreveu 21 milhões de cruzeiros em ações, passando a deter 91,6% do capital da VASP - agora estatal. Paralelamente, esse mesmo governo, desapropriou uma grande área no Parque de Congonhas e iniciou a construção do Aeroporto de São Paulo, onde hoje está localizado o Aeroporto Internacional de Congonhas. 

    Construída a primeira pista e levantada provisoriamente uma edificação para servir como estação de passageiros, a VASP mudou imediatamente para o novo aeroporto, que passou a ser chamado durante muito tempo de "Campo da VASP". O novo campo virou atração turística e o dono de uma fazenda próxima, abriu uma estrada de chão batido dentro de sua propriedade a que chamou de Auto-Estrada Washington Luís e passou a cobrar pedágio de 400 réis por pessoa, para quem quisesse chegar até perto do aeroporto para ver os aviões



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h33
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    História da Empresa Aérea 5 Anos Na Frente (Saudades da Vasp)

     



    BOEING 737.200, PREFIXO PP-SMH, ESTACIONADO NO PÁTIO REMOTO DO AEROPORTO DE BRASÍLIA - CRÉDITO: Fernando Toscano

    BOEING 737.200, PREFIXO PP-SMH, NO PÁTIO REMOTO DO AEROPORTO DE BRASÍLIA EM 29.12.2005

    No final de 1935, contando com um campo mais adequado, de pista maior e já com infra-estrutura melhor, a empresa comprou o mais moderno avião de passageiros da época, o Junker JU-52, fabricado na Alemanha. Tinha a capacidade para três tripulantes e 17 passageiros, tinha grande autonomia de vôo e atingia 250 km/hora. Nesta época a empresa decidiu voar também para o sul (já voava para o oeste) e também já estava decidido voar para o Rio de Janeiro. Em meados de 1936 chegaram mais dois novos Junker de uma encomenda total de oito, ampliando muito os horizontes da empresa. Os dois novos aviões, batizados de "Cidade de São Paulo" e "Cidade do Rio de Janeiro", entraram logo em serviço entre Rio de Janeiro e São Paulo, com um vôo diário em cada sentido. A viagem durava 1 hora e 40 minutos, depois foi reduzida a pontuais 1 hora e 15 minutos - uma viagem de trem no mesmo percurso, quando não ocorria atrasos era de 15 horas e as estradas para carros praticamente não existiam. Estava assim, inaugurada, verdadeiramente, a ponte-aérea Rio-São Paulo.

    Dois anos mais tarde, em 1938 chegou o terceiro Junker da encomenda de oito, e suas rotas chegavam agora a todos os estados da região sul, enquanto o De Havilland Dragon, fazia vôos para Goiânia. Os Junkers JU-52 eram trimotores (nas asas e no bico) e tinham 18,9 metros de comprimento por 29,25 metros de envergadura. Foram os primeiros a chegar no Brasil equipados com sistemas para vôos com instrumentos, os chamados "vôos cegos" e vieram acompanhados por três comandantes alemães que deram uma contribuição bastante valiosa para a aviação comercial brasileira.

    Chegava o final de 1939, quando estourou a II Guerra Mundial e a VASP, como todas empresas do setor, sofreram graves problemas, pois suas aeronaves de maioria alemã, não teriam mais peças de reposição. A VASP não teve outra alternativa a não ser começar a fabricar suas próprias peças de reposição, que contava com a valiosa ajuda do Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT. As peças produzidas eram de tal perfeição e qualidade que começaram a ser exportadas para outros países da América Latina, iniciando-se assim, a exportação de peças aeronáuticas produzidas no Brasil.

    Assim que terminou a II Guerra Mundial, a VASP encomendou à fábrica norte-americana Mc Donell Douglas (hoje absorvida pela Boeing), novos aviões Douglas DC-3. Apesar da guerra, a VASP havia se planejado. Eram aeronaves extremamente resistentes e muito testadas durante a segunda guerra mundial, expandindo suas rotas então para o norte e nordeste do país. O DC-3 tinha capacidade para 28 passageiros e era equipado com duas turbinas de 1.200 HP cada uma. Aos poucos os valiosos Junker JU-52 foram sendo substituídos pelos DC-3, chegando a VASP em determindo período a possuir 28 dessas aeronaves.

    Na década de 50, a VASP já era uma das maiores empresas aéreas do país e resolveu modernizar sua frota com novas e modernas aeronaves Scandia A-90, produzidas na Suécia. Era o primeiro fabricado no pós-guerra, destinado ao uso de passageiros. Era um bimotor com 1.650 HP de potência em cada motor com capacidade para 36 passageiros e autonomia de 5 horas de vôo a uma velocidade máxima de 330 km/hora. Essas aeronaves chegaram a fazer 15 (quinze) vôos diários entre o Rio de Janeiro e São Paulo. E justamente com esses aviões, a VASP começou a voar, em 1957, para a nova capital em construção - Brasília, onde a primeira coisa a ser construída foi uma pista para pousos e decolagens.

    Douglas MD-11 da VASP, em Toronto, Canadá - 25.10.1999

    Douglas MD-11 da VASP, em Toronto, Canadá - 25.10.1999

    Em 11 de Novembro de 1958, a VASP começou a operar os turbohélices ingleses Vickers Viscount, com quatro reatores de 2 mil HP cada, capacidade para 56 passageiros e seis tripulantes, cabina pressurizada, música a bordo e 600 km/hora. Com esses Viscount, a VASP iniciou suas linhas regulares para Brasília. A companhia também foi a primeira a efetuar rotas Rio de Janeiro - Manaus, em apenas um dia de viagem, utilizando essa aeronave. Posteriormente a VASP operou o Viscount 701, o Viscount 827, Convair e o YS-11 "Samurai" japoneses. O Viscount foi o primeiro avião a jato a voar no Brasil (não de jato puro, mas sim turbohélice).

    Em 1962, a VASP assumiu o controle do Grupo Lloyd, constituído pelo Lloyd Aéreo Nacional, Navegação Aérea Brasileira, Lemke S.A. (empresa especializada em revisão de motores) e a Transportes Aéreos Bandeirante. Essa operação, considerada muito vantajosa para a empresa, custou cerca de Cr$ 600 mil à época. Com essa compra a VASP recebeu toda frota de aviões que pretencia ao grupo Lloyd que era constituída de oito DC-4 de quatro motores, quatro DC-6, seis DC-3 e 13 Curtiss Comander C-46. A empresa passou a servir, 72 cidades de 21 estados e dois territórios, respondendo por mais de 25% de todo tráfego aéreo interno no Brasil.

    A impressionante expansão da demanda que ocorreu no Brasil no final dos anos 60, obrigou a VASP a comprar dois BAC One Eleven modelo 400, puro jato, de fabricação inglesa. Eles entraram em serviço em dezembro de 1967 e voaram pela empresa até 1973. Em novembro de 1973, a VASP iniciou os vôos com a aeronave brasileira EMB-110 Bandeirante, fabricados pela Embraer, num total de 10 (dez) aeronaves.

    Os primeiros Boeing voados pela VASP foram os Boeing 737-100, que iniciaram seus vôos no país em 1969 (5 aeronaves, com capacidade para 109 passageiros - de prefixos PP-SMA, SMB, SMC, SMD e SME). Até 1973 a VASP já voava com nove B-737 em vôos internos. Entretanto, um estudo desenvolvido pela VASP demonstrava que as turbinas perdiam rendimento onde a temperatura média era bastante elevada e a sustentação oferecida pelo ar era bem menor, criando problemas para a estabilidade do avião. Baseado nesses estudos, a Boeing alterou suas aeronaves que receberam turbinas mais potentes, sistemas de freios mais adequados e outras modificações de menor porte. Surgia o Boeing 737.200 Super Advanced, especialmente para atender ao mercado brasileiro aos países tropicais. Em 1976, a VASP era uma das maiores operadoras do mundo de B-737, num total de 22 aeronaves - a maior frota da América do Sul para esse tipo de avião.

    AIRBUS A300, B-737.2A1 E B-737/300 DA VASP PARADOS NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS, SÃO PAULO - 06 DE MAIO DE 2005 - AO FUNDO OBSERVA-SE UM DC-8F E UM B-707F DA EMPRESA CARGUEIRA SKYMASTER E AO LADO UM B-727/200 DA EXTINTA FLY LINHAS AÉREAS - Crédito: Fábio Laranjeira

    AIRBUS A300, B-737.2A1 Adv. E B-737/300 DA VASP PARADOS NO AEROPORTO INTERNACIONAL DE GUARULHOS, SÃO PAULO - 06 DE MAIO DE 2005 -
    AO FUNDO OBSERVA-SE UM DC-8F E UM B-707F DA EMPRESA CARGUEIRA SKYMASTER E AO LADO UM B-727/200 DA EXTINTA FLY LINHAS AÉREAS - Crédito: Fábio Laranjeira


    Em 1975, a VASP adquiriu os novíssimos Boeing 727-200 Super, com capacidade para 152 passageiros e alta performance. Eram trijatos e faziam rotas densas e algumas longas como São Paulo-Brasília-Manaus. Um pouco depois, em 1977, a VASP desativou os YS-11A Samurai.

    A VASP queria mais e após diversos estudos entre os novos B-767, 757 e Airbus A-300, a empresa optou por esse último modelo, adquirindo três do modelo A-300/B4-200, que foram entregues em 1982 e 1983, aeronaves com capacidade para 234 passageiros em duas classes, de cabina larga "wide-body". Até hoje essas aeronaves continuam em serviço ativo na empresa, com muito sucesso.

    Posteriormente, a mudança dos rumos políticos, a necessidade da "desestatização" de empresas com a consequente transferência para a iniciativa privada, mais competitiva e menos burocrática, fez com que a empresa fosse vendida, sendo adquirida pelo Grupo Canhedo, de Brasília, que pelas mãos do Dr. Wagner Canhedo, assumiu a administração da empresa, trazendo consigo administradores de fora do então quadro da companhia. Uma parte do capital foi adquirida pela fundação dos funcionários da empresa, a "VOE". Isso ocorreu em 01 de Outubro de 1990.

    A empresa conseguiu autorização para rotas internacionais (iniciou realizando vôos para Seul na Coréia do Sul, Bruxelas na Bélgica e para os Estados Unidos), estando bastante atuante também no mercado de carga aérea, tendo implantado um excelente projeto, denominado de VASPEX, para pequenas encomendas de entrega urgente porta a porta com um custo bastante competitivo. A sede da VASP continua em São Paulo e hoje a empresa vem trabalhando de forma a equilibrar seu passivo - apesar de já ter obtido lucro operacional em 2000 e 2001 - problemas enfrentados por todas as empresas do setor no Brasil e no exterior. Um dos maiores problemas da VASP, que era de faturar em moeda brasileira e dever em moeda estrangeira (dólar), foi em parte regularizado com a implantação dos vôos internacionais e com a estabilização do Real. Entretanto, novamente a empresa viu-se obrigada a retrair para sobreviver e suspendeu os vôos internacionais. Em 2003 perdeu mercado para a GOL e se tornou a 4ª maior empresa aérea brasileira (após VARIG, TAM e GOL).

    BOEING 737.200, PREFIXO PP-SNA, JUNTO A AERONAVES DA TRANSBRASIL - AEROPORTO DE BRASÍLIA, 29.12.2005 - CRÉDITO/FOTO: Fernando Toscano

    BOEING 737.200, PREFIXO PP-SNA, JUNTO A AERONAVES DA TRANSBRASIL - AEROPORTO DE BRASÍLIA, 29.12.2005

    A VASP paralisou suas atividades em fevereiro de 2005, com intervenção federal em razão de dívidas trabalhistas e fiscais e hoje negocia um retorno as atividades. Quando a companhia paralisou ela possuia uma frota composta por 02 Airbus A300-B2-203, 04 Boeing 737.3L9 (série 300) e 18 Boeing 737.200 de passageiros, além de mais 04 cargueiros, sendo 02 Boeing 737.200F e 02 Boeing 727.200F, num total de 28 aeronaves. Na última semana de maio / 2005 a VASP efetuou o pagamento de R$ 40 milhões de parte de um acordo efetuado com o governo para que volte as operações. Um grupo internacional interessado na companhia vem bancando os acordos. As rotas foram suspensas e parte de sua malha aérea absorvida pela GOL, TAM e VARIG.

    Fonte : Portal Brasil



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h30
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Acerte seu relógio pelo Observatório Nacional Brasileiro

    Hora oficial de Brasilia
    Acerte seu relógio pelo Observatório Nacional Brasileiro
    photo
    foto Flickr

    Observatório Nacional - Brasil - Rio de Janeiro - Brazil - National Observatory

    Observatório Nacional criado por D. Pedro I em 1827. Seu filho D. Pedro II um homem visionário e a frente do seu tempo não só na fotografia, ferrovias, cultura e comunicação, mas também em tecnologia. Sustentou e continuou investindo no Observatório Nacional.

    Desde 1921 o Observatório Nacional, instalado no morro de São Januário em São Cristóvão, é também o responsável pela hora legal brasileira com o seu relógio atômico de césio e que infelizmente e por razões óbvias fica num lugar restrito e proibido de tirar fotos.

    Fonte: Oservatório Nacional - Rio de Janeiro - Brasil



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h12
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Sobrevoando pelos Estados Unidos da América do Norte

    Fly over

    Clique no X abaixo
    http://www.youtube.com/watch_popup?v=KcuDdPo0WZk
    Enviado pelo Luiz Ricardo Macagi


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h37
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Humor on line

    Resenha em Charges
    Horário Eleitoral no rádio e televisão : desligue o aparelho
     
    comecou a propaganda eleitoral na tv 210812 sinfronio humor politico Começa hoje a propaganda eleitoral

    por Sinfrônio para o Diário do Nordeste

     

    facebook
    O absurdo continua...
    Hoje flagramos uma mãe driblando as placas da CAMPANHA POLÍTICA que estão OBSTRUINDO o acesso dos CADEIRANTES.
    São esses os futuros eleitos no poder Legislativo Municipal para vigiar o poder Executivo????????

    comecou a propaganda eleitoral na tv 210812 brum humor politico Começa hoje a propaganda eleitoral

    por Brum para a Tribuna do Norte

    comecou a propaganda eleitoral na tv 210812 thomate humor politico Começa hoje a propaganda eleitoral

    por Thomate para A Cidade

     

    comecou a campanha eleitoral 060712 alpino humor politico Começa hoje a propaganda eleitoral

    por Alpino

     

    comecou a campanha eleitoral 060712 clayton humor politico Começa hoje a propaganda eleitoral

    por Clayton para O Povo

    Charge de Nani

    J Bosco para "O Liberal", Belém do Pará

    Facebook
    honorarios mensalao 200812 sponholz humor politico Fatiar o mensalão pode, já os honorários... JAMAIS!!!

    por Sponholz exclusivo para o Humor Político

     

    conta do advogado mensalao 210812 nani humor politico Fatiar o mensalão pode, já os honorários... JAMAIS!!!

    por Nani



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h28
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    "Não sou o Menino Malufinho", diz Russomanno

    russomano menino malufinho humor politico Não sou o Menino Malufinho, diz Russomanno

    Celso Russomano prometeu entregar os dois primeiros anos do mandato a Lula e os outros dois a Maluf, caso seja eleito. “Tá bom pra vocês?”, perguntou.

    TÚNEL DA MARTA – Vestindo suspensórios e um bonezinho, o candidato Celso Russomanno, com um pirulitinho colorido na mão, subiu num banquinho e berrou, chorando: “Eu não sou o Menino Malufinho!”. “O Maluf é feio!”, completou, dando uma lambidinha na guloseima.

    A seguir, alegando preocupação com os direitos do consumidor, Russomanno entrou com representação na Justiça Eleitoral pedindo a antecipação das eleições: “Exigimos que seja no próximo domingo. O consumidor tem o direito de ver sua novela em paz. E eu adoro a Mãe Lucinda e prometo tirar aquelas crianças do lixão”, disse o candidato, que lidera as pesquisas de intenção de voto em São Paulo.

    O PT também recorreu à Justiça Eleitoral para adiar o pleito. “Não podemos deixar que as eleições atrapalhem o julgamento do mensalão. Vamos votar em dezembro, perto do Natal, em clima de paz e amor”, disse Lula, vestido de Papai Noel, com Fernando Haddad sentado no colo. A seguir, cochichou no ouvido do candidato: “Haddad, você tá bem pesado, meu filho”.

    José Serra aproveitou o ensejo e também foi à Justiça Eleitoral. “Precisamos acabar com esse trololó de mandato de quatro anos para prefeito de São Paulo. Não faz sentido numa cidade tão dinâmica. Exigo que seja reduzido para dois anos, sem direito à reeleição”, defendeu o tucano. A seguir, disse que vai se dedicar exclusivamente à família a partir de 2014. “Nem penso mais na Presidência. Se você quiser, lá em casa eu assino até um papelzinho”, disse a uma jornalista. Este Herald apurou que Serra planeja disputar a presidência do Palmeiras em 2014.

    Com o cenário eleitoral tão indefinido, Paulo Maluf resolveu também recorrer à Justiça Eleitoral para registrar sua candidatura a prefeito. E anunciou: “Vamos recriar a Paulipetro. Há sinais claríssimos de que o lago do Ibirapuera tem a maior reserva de petróleo da América Latina”.

    À tarde, o assessor Adilson Laranjeira soltou uma nota oficial: “Paulo Maluf não tem nem nunca teve lombriga na barriga”.

    por i-piauí Herald



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h15
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    A ex-assessora do senador Ciro Nogueira, advogada da CPMI do Cachoeira, protagonista de vídeo de sexo na internet, fez fotos para a revista Playboy

    Advogada Denise Leitão, a assessora do vídeo pornô,
    será capa da “Playboy” de setembro e confessa que ''É muito mais fácil fazer uma sustentação oral''
    Arquivo
    Advogada Denise Leitão Rocha, o furacão da CPMI do Cachoeira
    A ex-assessora do senador Ciro Nogueira, exonerada após aparecer em um vídeo de sexo que circulou nos bastidores da CPMI do Cachoeira e na internet, já fez as fotos que possivelmente estará na capa da revista Playboy de setembro (o site da revista não confirma). A advogada que rejeitou o convite de posar nua, antes e depois da divulgação do vídeo, disse que só aceitou agora por que está desempregada e precisa de dinheiro para pagar peritos que podem comprovar o responsável pela divulgação do vídeo na internet

    Foto: Sergio Lima - 7.ago.12/Folhapress

    Dizendo que foi difícil fazer as fotos, pois nunca havia feito nada igual, complementou: “É muito mais fácil fazer uma “sustentação oral.” Ela se referia a fala do advogado durante uma audiência

    A ex-assessora parlamentar Denise Rocha, 28, confirmou que posou para a "Playboy". As imagens, feitas em São Paulo, no estúdio do fotógrafo J.R.Duran. A advogada deve ser a capa de setembro. A atriz Leona Cavalli, que seria a estrela da próxima edição, ficará para outubro.

    "Quer saber por quê? Porque fui exonerada do Senado e estava precisando de dinheiro. Até o último momento, eu não iria fazer", disse a advogada, conhecida como Furacão da CPI, após ter um vídeo em que aparece fazendo sexo divulgado durante sessão da comissão que investiga o empresário de jogos Carlinhos Cachoeira.

    Adiante ela afirmou que só aceitou fazer o ensaio para a revista masculina com o objetivo de arcar com os custos da pericia necessária para investigar como as imagens foram espalhadas.

    Denise disse que foi "muito difícil" fazer o ensaio, "porque não tinha feito um trabalho fotográfico desses na minha vida, antes daquele book. Toda vez que vinha algum problema na minha cabeça, pensava na situação que eu estou vivendo, precisando de dinheiro. É muito mais fácil fazer uma “sustentação oral” (epa!), mas o fotógrafo é o melhor".

    Ela não quis contar o valor que recebeu pelo trabalho.

    Ela foi exonerada pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI). Desabafando Denise disse que vai "partir para cima" do Senado, sem especificar quem será o seu alvo.

    — Vou mostrar quem é quem no Senado. Vou partir para a linha de frente. Não posso dizer contra quem, direi no tempo certo — afirmou, enigmática.

    — Vou provar que o vazamento foi por parte do homem que aparece comigo nas imagens — afirmou.

    A advogada espera que, agora, as pessoas que a assistiram nas cenas vazadas no Senado a vejam "de uma forma mais bonita".

    No gabinete do senador, ninguém quis comentar o assunto. Ao que se comenta, para justificar a demissão de Denise, insinuou-se que teria sido ela própria a responsável pelo vazamento do vídeo, no que ela está determinada a provar ao contrário e “partir para cima do senado.”

    Foto: Facebook
    .

     Foto de Denise no Facebook

    Denise (Foto: Yala Sena/Arquivo Pessoal)

    A ex-assessora Denise Rocha em foto de maio deste ano (Foto: Yala Sena/Arquivo pessoal)

    Fontes: The Passira News, Folha S. Paulo, G1, Extra, Extra



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h57
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião de Elio Gaspari : A sessão extraordinária de Toffoli

    A sessão extraordinária de Toffoli

    <br /><b>Crédito: </b> ARTE CAVALCANTE / ESPECIAL / CP

    Crédito: ARTE CAVALCANTE / ESPECIAL / CP

    Elio Gaspari

    Sábado, 12 de agosto, duas e meia da madrugada: o repórter Ricardo Noblat deixa a casa onde se comemora o aniversário de Fernando Neves, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, passa pela sala, cumprimenta-o, despede-se também do ministro José Antonio Dias Toffoli e vai em busca de seu carro. Acidentalmente, ouve o que parecia ser uma discussão, talvez uma briga.

    Descontando-se os palavrões (pelo menos seis) e as vulgaridades (pelo menos uma), ouve o seguinte:

    - O Zé Dirceu escreve no blog dele. Pois outro dia esse canalha o criticou. Não gostei de tê-lo encontrado aqui. Não gostei.

    Pelas regras da noite, podia ter dito o que quisesse, na presença da vítima. Se Toffoli não gostou de ter encontrado Noblat na festa, deveria ter saído da casa horas antes, quando ele cumprimentou-o pela primeira vez. Até aí, mostrou que é um mau convidado, mas, pelo adiantado da hora, pode-se relevar que tenha produzido um bate-boca sob a forma de monólogo. O ministro não comenta o episódio.

    Pelas regras da magistratura, Toffoli não poderia ter revelado a amplitude da simpatia que concede a um réu de processo que está em curso no tribunal onde tem assento. Se o "canalha" não poderia ter criticado José Dirceu porque ele escreve no blog, um ex-advogado do PT pode condenar o ex-chefe?

    O doutor Toffoli fez sua carreira na advocacia petista e nas campanhas de Nosso Guia, que nomeou-o advogado-geral da União e ministro do Supremo Tribunal Federal aos 42 anos. Entre 2003 e 2005, Toffoli ocupou a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil comandada por José Dirceu. Em voos solo, tentara por duas vezes chegar à magistratura de primeira instância, mas foi reprovado nos concursos públicos.

    A presença de Toffoli no julgamento do mensalão é absolutamente legal. Não se pode dizer, como o comissário Luís Marinho, que "ele não tem o direito de não participar". Direito tem, e é dele a decisão. Também é seu direito de tomar as dores de José Dirceu às duas e meia da manhã numa festa onde confraternizava com advogados da bancada de defesa dos réus do processo do mensalão. Da mesma forma, estava no seu direito quando foi à boca-livre do casamento de um advogado amigo na ilha de Capri.

    As sessões do STF mostraram momentos de tensão. Há ministros que se estranham, mas, no centro das divergências, sempre há argumentos que contribuem para o bom andamento do processo. São cenas que podem ser mostradas na televisão. O comportamento de Toffoli na festa de Fernando Neves não contribui para coisa alguma, senão para a crônica dos maus modos. Ele estava fora do tribunal, num evento privado, mas emitiu opiniões relacionadas com um réu do julgamento que está em curso.

    O ministro contribuiu para uma edição da autobiografia do jurista Hans Kelsen (1881-1973). Logo dele, que teve uma vida social reclusa. Ao lançar o livro, disse: "Estamos muito acostumados no mundo jurídico a falar sobre a obra da pessoa, discutir sua teoria, suas teses e posicionamentos, mas nos omitimos em estudar a vida e as circunstâncias, ou seja, o que levou ela a desenvolver determinada teoria". Kelsen falava pouco e certamente dormia cedo.

    Correio do Povo : PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 22 DE AGOSTO DE 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h36
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião de Dora Kramer : Meia-volta no salão

    Meia-volta no salão

    COL01_-D_WEB
    Dora Kramer
    O PT não acreditava que o julgamento do mensalão aconteceria neste ano, não esperava que o relator fosse tão enfático, claro e didático na exposição dos acontecimentos que o levaram a condenar até agora quatro réus, e tampouco imaginava que a narrativa passaria ao largo da tese do caixa 2 à qual ficaram presos os advogados.

    O PT apostava na prescrição dos crimes, na desqualificação da denúncia, na contraposição da “força das ruas” ao peso dos fatos, no esvaziamento do processo por obra da retórica, nas manobras para o retorno de acusados a postos de destaque na política.

    O PT escorava-se, sobretudo, na inconsistência dos autos e na impossibilidade de se construir um relato provido de nexo entre causas, efeitos, atos, funções e objetivos.

    O PT tinha mesmo a expectativa de que tudo acabasse conforme o prognóstico de Delúbio Soares em entrevista ao jornalista Expedito Filho, do jornal O Estado de S.Paulo, em outubro de 2005: “Dentro de três ou quatro anos tudo será resolvido e acabará virando piada de salão. É só ter calma. Seremos vitoriosos não só na Justiça, mas no processo político”.

    Acertou no varejo, o partido realmente não colheu revezes eleitorais do escândalo, mas equivocou-se no atacado porque na Justiça o prejuízo está feito, ainda que a maioria dos ministros não acompanhe na integralidade o raciocínio do relator.

    O PT não contava com isso. Tanto não contava e tão autoconfiante estava que bancou o lançamento de João Paulo Cunha como candidato a prefeito de uma cidade (Osasco) “colada” a uma capital da visibilidade de São Paulo.

    Para um partido que não queria ligar seu nome ao julgamento no cenário de eleição, a presença de um réu na disputa é a exposição de um elo mais que imperfeito.

    Memória

    Quando do recebimento da denúncia do mensalão, em 2007, o ministro Ayres Britto expôs entendimento semelhante ao adotado agora por Joaquim Barbosa em relação ao desvio dos recursos do Banco do Brasil para a turma de Marcos Valério por intermédio do fundo Visanet.

    Disse ele, usando praticamente as mesmas palavras: “Para fins penais esse dinheiro é público, pois oriundo de empresa de economia mista. O dinheiro público não se metamorfoseia em privado pelo fato de ser injetado numa pessoa jurídica privada, continua público a despeito de sua movimentação”.

    Dose dupla

    Dada a proximidade da data, muito se fala sobre a aposentadoria do ministro Cezar Peluso, em 3 de setembro. Sem grandes consequências para o julgamento em si, pois estarão presentes 10 magistrados quando o quorum mínimo exige a participação de seis.

    Confusa mesmo ficaria a situação se concretizadas algumas previsões de que o julgamento pode se estender muito mais que o previsto.

    Na hipótese de ir além de novembro, alcançaria a aposentadoria do presidente do Supremo, ministro Carlos Ayres Britto, cujo substituto é Joaquim Barbosa, que em princípio acumularia as funções de presidente e relator.

    Recado

    À primeira vista pode ficar a impressão de que a manifestação do governador Geraldo Alckmin posicionando-se como possível candidato a presidente em 2014 contraria os planos de José Serra.

    Examinada mais detidamente, porém, a declaração pode ser vista como sinalização ao eleitorado de que Serra, se eleito, ficará na Prefeitura de São Paulo até o fim do mandato, pois a desconfiança a respeito disso é um dos fatores a que os tucanos atribuem a alta rejeição do candidato.

    Gazeta do Povo, CURITIBA, QUARTA-FEIRA, 22 DE AGOSTO DE 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h07
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião de Roberto da Matta : Política em tempos liberais

    Política em tempos liberais
    Roberto da Matta

     

    Escrevo invocando a figura de Amaury de Souza, morto por um câncer do pâncreas aos 69 anos na semana que passou. Foi um dos melhores cientistas políticos de sua geração. Encarou como poucos a tarefa de passar do criticar ao construir, essa travessia fundamental que a finitude e o afeto demandam.

    Conheci Amaury nos Estados Unidos, em 1969, onde ele fazia um doutorado em ciência política no MIT, e eu, em antropologia social em Harvard. Como estrangeiros e um tanto desbravadores, estabeleceu-se entre nós uma simpatia e solidariedade imediatas. Era um momento de grandes esperanças, intensas ansiedades e paradoxais expectativas. A ditadura militar enrijecia no Brasil e nós todos - uma primeira leva de estudantes de ciências sociais - aguardávamos com ansiedade o retorno para compartilhar as nossas descobertas pessoais e profissionais. Um dia, em Harvard, ouvi do Amaury a seguinte frase a propósito de um ensaio que escrevi sobre a noção de má sorte - a panema - na Amazônia: "O que importa é demonstrar os argumentos. Tens argumentos?" Jamais me esqueci da majestade da observação. Amaury dizia coisas grandes - toda a história da Humanidade é uma tentativa de demonstrar argumentos - de modo direto. A última vez que com ele falei foi num seminário sobre liberalismo no qual, a caminho do palco, ele me confessou sem rodeios: "O que você fez para escrever tão bem?" Passou-me pela cabeça duvidosa do elogio generoso responder de pronto - o sofrimento; mas logo vi que essa derradeira pergunta era tão difícil de enfrentar quanto a primeira.

    Usando uma palavra em moda, peço vênia ao leitor para louvar a sua coragem de ser um liberal num país que jamais entendeu o que é liberalismo e, graças ao prestígio imenso de sua "esquerda" e ao peso maior ainda de sua ignorância, se dá o luxo ignorar o pensamento de gente como Alexis de Tocqueville. No Brasil, liberalismo virou nome feio, e ser liberal, uma categoria acusatória. Deixo o meu pesar pela travessia do Amaury de Souza e louvo o seu exemplo de vida.

    E, por falar em liberalismo, impossível não crer que Lula e toda a cúpula do PT soubessem dos meandros do mensalão. Neste Brasil onde as relações pessoais são mais importantes do que as persuasões individuais e ideológicas - aos amigos tudo, aos inimigos a lei! E, com o PT, aos companheiros tudo isso e o céu também... Numa sociedade marcada por múltiplas éticas, todas a serem respeitadas ou jamais discutidas porque conhecemos seus praticantes e dentro de um partido onde o projeto de poder sempre se confundiu com o futuro e o bem-estar da coletividade no qual ele existe, me parece impossível que Lula, José Dirceu, o famoso capitão do time, e outros próceres não tivessem articulado o plano de chegar ao socialismo compadresco petista pelo capitalismo selvagem nacional - o infame mensalão.

    Não posso, por tudo o que sei que sei sobre o Brasil, aceitar - data vênia - a tese das defesas segundo a qual a república lulista agia à americana, individualisticamente, com cada qual cumprindo religiosa e burocraticamente o seu papel oficial, num país no qual as obrigações para com os amigos abrangem aceitá-los até mesmo na sua mais profunda ingratidão, inveja e ressentimento. No Brasil, a amizade não se individualiza e, sendo relacional, engloba os amigos que são aturados ou suportados por mais loucos que possam ser. Amigo de amigo é amigo; inimigo de amigo é inimigo; mulher de amigo é homem... Conforme dizia um rebelde pernambucano que confundia liberalismo com golpe: eu resisto a tudo, menos ao pedido de um amigo! Até no outro mundo os pistolões e as rezas nos aliviam.

    E como ter uma cultura escravocrata se não culpamos e individualizamos o inferior e absolvemos os superiores, com os quais nos apadrinhamos compulsivamente?

    Lula foi salvo pelo papel de presidente e lembra o caso Nixon e, mais adiante, Clinton. Em Watergate, alguns pegaram prisão. Nixon, porém, livrou-se das grades mas foi destituído do cargo. O tratamento privilegiado concedido aos presidentes (representados como mártires, como Lincoln e Vargas; ou como malandros que passaram raspando pelo fundo da agulha, como Clinton ou JK; ou dissolutos como Nixon e Collor), mostra como mesmo em tempos pós-modernos a velha identificação entre Deus e Rei continua atuando implicitamente junto a certos cargos públicos. Não é, obviamente, um elo axiomático como foi no Egito e no Oriente Médio, mas o papel exclusivo abarcado pela presidência de um país, ultrapassa facilmente os limites do partido e do governo, abarcando a sociedade e seus valores.

    No caso do Brasil, há um claro messianismo que todos os populistas exploram sem cessar e que é a marca do lulismo. O Brasil sou eu, diz o nosso populismo real e divino.Um milenarismo tingindo ideologicamente que não é fácil de confrontar porque ele fala a linguagem arcaica da realeza divina e no caso da nossa presidência-divina, que isenta o presidente de atos impuros ou profanos mesmo quando eles são inescapáveis, ele também discursa usando o mais moderno jargão dessa nova língua nacional que se chama economês. Esse idioma de um demonizado neoliberalismo que fala em mercado, competição, igualdade perante a lei, moeda forte, responsabilidade pública, fiscal e pessoal, e meritocracia. Ou seja, tudo isso que o grosso das elites brasileiras odeia de todo o coração. E que - não tenhamos dúvidas - é o que está em jogo no julgamento desse desprezível mensalão.

    O Globo, edição do dia 22 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h47
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Julgamento do Mensalão

    Relator do Mensalão ministro Joaquim Barbosa aponta desvio de verba pública e conclui que empréstimos bancários serviram para ''lavar'' R$ 37 milhões do BB

    Barbosa vota pela condenação de ex-dirigente do BB, o diretor de Marketing, Henrique Pizzolato, por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro e de Marcos Valério e de seus dois sócios por corrupção ativa e peculato, por haver provas de que dinheiro público alimentou o esquema do Mensalão. Com base em laudos e auditorias do TCU, disse que a DNA, agência de Marcos Valério, se apropriou de R$ 2,9 milhões do Banco do Brasil. Depois, o então diretor de Marketing do BB, Henrique Pizzolato, ordenou o pagamento de R$ 74 milhões do fundo Visanet à agência. Parte dessa verba foi usada para pagar a políticos. "O Visanet só enviou dinheiro para a DNA por determinação do Banco do Brasil" disse .

    Ao votar pela condenação de quatro réus, o relator do mensalão, Joaquim Barbosa, corroborou a tese de que houve desvio de verba pública (peculato) para abastecer o esquema e fulmina a tese do caixa 2 usada pela maioria dos réus do Mensalão e sustentou que há dinheiro público no escândalo, votou pela condenação de cinco dos 37 réus e sinalizou que, a depender do seu voto, o rol de encrencados será grande.

    Em troca dos malfeitos, lembrou Barbosa, Pizzolati foi brindado com uma propina de R$ 326 mil da DNA. Dinheiro vivo. Sem meias palavras, o relator informou que a verba desviada do BB abasteceu as arcas do mensalão. Declarou que uma parte foi parar nas mãos de deputados cujos nomes foram indicados a Valério por Delúbio Soares, o ex-gestor da tesouraria do PT.

    Barbosa foi além: sustentou que, para dar aparência legal aos repasses ilegais do BB, Valério e os sócios dele avalizaram os supostos empréstimos que o PT diz ter obtido junto ao Banco Rural e ao BMG. Na expressão do relator, esses empréstomos foram “simulados”.

    Resta agora saber quantos ministros vão seguir a linha aberta pelo voto do relator. Num colegiado de 11 magistrados, Barbosa precisa da adesão de cinco para prevalecer. Nesta quarta (22), o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, lerá o pedaço do seu voto referente à “fatia” já servida pelo relator.

    Depois, serão colhidos os votos dos demais, na sequência inversa da antiguidade. Logo, logo a plateia começará a conhecer o humor do STF. Se imperar o ânimo condenatório de Barbosa, as fatias do STF não terão gosto de pizza.

    Fontes consultadas : O Globo, Blog do Josias de Souza, Folha e O Estado de S. Paulo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h18
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    VELHO, MEU QUERIDO VELHO!!!!




    Esta canción del cantautor argentino Piero de Benedictis, cantante argentino-uruguayo de música de protesta nacido en Italia, dedicada a su padre es un homenaje a nuestros padres cuando ya son ancianos y sus arrugas atestiguan todos los años que han vivido. 

    Para acessar clique no quadrado e/ou no link abaixo



    meu velho.pps
    4.59 MB


    Baixar

    http://www.youtube.com/watch?v=37fzTttmc7o&feature=related

    Dedicado a los padres, interpretacion de Roberto Carlos

    Para acessar clique no link abaixo

    Mi querido, mi viejo, mi amigo

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=_5Ji6eMkXUg

    Mi querido, mi viejo, mi amigo

    Esos tus cabellos blancos, bonitos
    ese hablar cansado, profundo
    que me lee todo, lo escrito
    y me enseña tanto, del mundo
    esos pasos lentos, de ahora
    caminando siempre, conmigo
    ya corrieron tanto, en la vida
    mi querido, mi viejo, mi amigo...

    Esa vida llena, de historias
    y de arrugas marcadas, por el tiempo
    recuerdos de antiguas, victorias
    son lágrimas lloradas, al viento
    tu voz dulce y serena, me calma
    y me ofrece refugio, y abrigo
    va calando dentro, de mi alma
    mi querido, mi viejo, mi amigo...

    Tu pasado vive, presente
    en las experiencias, sentidas
    en tu corazón, conciente
    de las cosas bellas, de la vida
    tu sonrisa franca, me anima
    tu consejo sabio, me guía
    abro el corazón, y te digo
    mi querido, mi viejo, mi amigo...

    Yo, lo he dicho casi todo
    y casi todo es poco
    frente a lo que yo siento...

    Mirando tus cabellos, tan bonitos
    abro el corazón y digo
    mi querido, mi viejo, mi amigo... (Bis, Bis)

    Enviado pelo Newton Zaine de Miranda



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h18
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Julian Assange pede que Obama pare de perseguir WikiLeaks

    Assange pede que Obama pare de perseguir WikiLeaks

    O fundador do WikiLeaks, falou da sacada da embaixada do Equador em Londres neste domingo, fazendo sua primeira aparição pública desde que se refugiou no prédio, há dois meses. O australiano, que recebeu asilo diplomático do Equador, é requerido pela justiça sueca por acusações de supostos crimes sexuais. Ele teme que a Suécia o deporte para os EUA, onde pode ser condenado à morte. Assange poderá ser preso se deixar a embaixada, pois os ingleses se negam fornecer “salvo conduto”, o documento diplomático necessário para que ele viaje até o Equador, o país que lhe acolheu.

    Foto: AFP

    Na sua fala de dez minutos na sacada da embaixada Assange acusou os EUA de ameaçarem liberdade de expressão: “Peço ao presidente Obama que renuncie à caça às bruxas contra o WikiLeaks”

    Julian Assange fez, neste domingo, sua primeira aparição pública em dois meses na sacada da embaixada equatoriana em Londres. O fundador do WikiLeaks agradeceu a todos os que o estão apoiando em seu pedido de asilo ao Equador, em especial as nações latino-americanas.

    Ele pediu a liberdade a Bradley Manning e disse os Estados Unidos precisam acabar com a "caça às bruxas contra o WikiLeaks". (Bradley Manning, é o analista de inteligência do Exército americano, que forneceu material secreto da guerra do Iraque e do Afeganistão, além de embaraçosas correspondências diplomáticas americanas ao Wikileaks. Manning está sendo submetido a uma corte marcial americana, onde pode ser condenado a morte.

    Em sua fala, que durou cerca de dez minutos, Assange citou diretamente o presidente americano, Barack Obama, ao pedir anistia a todos que vazaram os documentos.

    "Eu peço para o presidente Obama fazer a coisa certa, os Estados Unidos devem renunciar a sua caça às bruxas contra o WikiLeaks", disse ele da pequena sacada da embaixada. Logo abaixo de Assange, uma centena de policiais cercava o local.

    Assange afirmou ainda que os Estados Unidos estão arriscando desviar o mundo para uma era de opressão jornalística. "Enquanto o WikiLeaks estiver sob ameaça, a liberdade de expressão e a saúde de todas as nossas sociedades também estarão", disse o fundador do site.

    Vestindo gravata marrom e camisa azul, o cidadão australiano elogiou a "coragem" mostrada pelo presidente do Equador, Rafael Correa, por aceitar conceder asilo a ele. "Eu agradeço ao presidente (Rafael) Correa pela coragem que mostrou ao considerar e me conceder asilo político", disse, para em seguida listar o nome de todas as nações latino-americanas que demonstraram apoio a ele.

    Foto: Andrew Cowie/France Presse

    Um dos apoiadores de Assange protesta em frente a embaixada do Equador, em Londres

    Assange está asilado desde o dia 19 de junho na representação diplomática equatoriana na capital britânica. Na última quinta-feira, o Quito concedeu asilo ao australiano, o que causou embates diplomáticos entre Reino Unido e a nação sul-americana. Assange disse que ele está em segurança porque todos estão de olho no que está acontecendo.

    "Estou aqui hoje porque não posso estar aí com vocês", disse Assange, dirigindo-se a seus apoiadores reunidos em frente à embaixada equatoriana.

    "Na quarta-feira, depois que uma ameaça foi feita a esta embaixada e a polícia veio até aqui, vocês apareceram para vigiar", continuou, fazendo referência ao grupo de manifestantes que realizou protestos em defesa do WikiLeaks e de seu fundador em frente ao prédio da embaixada. "Obrigada por sua determinação, por sua generosidade de espírito."

    Foto: Olivia Harris/Reuters

    "Se o Reino Unido não jogou fora a Convenção de Viena é porque o mundo estava olhando", disse Assange

    "Escutei uma equipe de policiais que entrou através da saída de emergência, mas eles sabiam que existiriam testemunhas", disse Assange, para quem, graças à presença da imprensa "o mundo estava olhando" para o que ocorre na embaixada.

    Julian Assange, 41 anos, é requerido pela justiça sueca por acusações de agressão sexual que ele nega ter cometido. O fundador do WikiLeaks teme que a Suécia possa ser somente uma passagem antes de uma posterior extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de espionagem devido à publicação de milhares de documentos secretos do Departamento de Estado.

    Advogado de Assange, o ex-juiz espanhol Baltasar Garzón

    O argumento de Garzón
    Pouco mais de uma hora antes do discurso de Assange, seu advogado, o juiz espanhol Baltasar Garzón falou na porta da embaixada equatoriana, ele afirmou que que seu cliente solicitou garantias mínimas para responder às autoridades da Suécia pelos crimes sexuais de que é acusado neste país.

    Garzón disse que seu cliente quer se apresentar às autoridades suecas para demonstrar a inconsistência das acusações, "mas solicita garantias mínimas, mas, suficientes, que até agora não foram concedidas". O espanhol afirmou também que tinha encontrado Assange com um espírito muito combativo e que ele - antecipando o discurso do australiano - agradecia aos equatorianos e ao presidente Rafael Correa pelo asilo oferecido.

    Garzón revelou que Assange "pediu para que se inicie a batalha legal para se conseguir um salvo-conduto (para deixar o Reino Unido) e para que os seus direitos fundamentais, da Wikileaks e das pessoas relacionadas sejam respeitados". Ele afirmou que Assange não deixaria a embaixada e que, sob hipótese nenhuma, teriam uma "atitude passiva".

    A posição da Suécia
    O número dois do WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, em declarações à AFP disse que se a Suécia se comprometesse a não extraditá-lo aos Estados Unidos, seria uma "boa base para negociar" uma saída pra Assange.

    "Posso assegurar que ele (Assange) quer responder às perguntas do promotor sueco há muito tempo, há quase dois anos", acrescentou Hrafnsson.

    A Suécia reagiu rapidamente: "O suspeito não tem o privilégio de ditar suas condições". "Se o WikiLeaks quer dar uma mensagem deste tipo, deve fazê-lo conosco diretamente, de maneira convencional", disse um porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

    "No estado atual das coisas, não podemos dizer o que vamos fazer", sustentou, embora tenha assegurado que "não extraditamos ninguém que corre o risco de (ser condenado à) pena de morte".

    A manifestação da Alba
    No sábado, na cidade equatoriana de Guayaquil, os chanceleres e representantes de Estados da Alba, grupo integrado, entre outros, por Cuba, Venezuela e Nicarágua, apoiaram o governo de Correa, que denunciou que o Reino Unido ameaçou entrar em sua embaixada em Londres para deter Assange. Também em Guayaquil está prevista neste domingo uma reunião de ministros das Relações Exteriores da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), enquanto a Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião para o dia 24 de agosto em Washington.

    Foto: Bem Cawtha/LNP

    Uma pequena multidão de admiriadores, curiosos, policiais e jornalistas ocuparam a rua na frente da embaixada do Equador em Londres, para ouvir Julian Assange

    Fontes: Reuters , O Globo, Folha de S. Paulo, Daily Mail, Terra, The Passira News



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h39
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Crônica de Ivan Angelo : Lutar com palavras

    Lutar com palavras

    Ivan Angelo

    A cena do quadro é impressionante: um velho alquebrado, seminu, de longas barbas, ombros e pernas cobertos por um manto vermelho, coteja grossos livros com uma pena na mão; uma luz de fonte invisível o destaca da escuridão; um crânio sobre um livro faz contraponto com sua calva.

    Assim Caravaggio (1571-1610) retratou um dos primeiros doutores da Igreja no extraordinário quadro “São Jerônimo que Escreve”, exposto no Masp junto com outras obras suas e de seus imitadores até 30 de setembro. (Por coincidência, Dia do Tradutor.) Ver essa mostra é obrigação cultural. O jovem e tormentoso artista italiano é apenas um dos maiores pintores de todos os séculos.

    O quadro me remete ao retratado, ao seu trabalho de tradutor e ao dos tradutores em geral. Entre os séculos IV e V, o dálmata Jerônimo foi encarregado pelo papa Dâmaso de fazer uma tradução definitiva da “Bíblia” para o latim, a partir do hebraico, cotejando-a com as versões gregas e latinas existentes, que circulavam no Ocidente com textos conflitantes. A fim de aprimorar seu conhecimento do hebraico, mudou-se para a Palestina, onde viveu por 35 anos, quinze dos quais traduzindo a “Bíblia”. Quinze anos! Morreu em Belém. Passaram-se alguns séculos até sua versão receber o título oficial de Vulgata, a única autorizada em latim.

    Traduzir tem algo de dramático. Momentos de indecisão, angústia e desafio. Você se divide entre os papéis de destruidor e de criador. Intenções, sons, matizes, características, cacoetes, jargões, metáforas e aliterações do texto se perderão, e outro tanto será criado, procurando compensar a perda. É como fazer uma feijoada na Holanda: vai faltar metáfora.

    Não que as línguas em si não tenham recursos. Têm. Mas serão sempre substituições, só eventualmente equivalentes. Quando um autor escreve “lindo” em vez de “belo” ou de “bonito”, ele tem intenções que vão mais longe do que graduar a beleza que descreve. Há entre as palavras relações de som, de oposição, de acomodação, de fricção ou de regionalidade que é difícil traduzir. Isso quando se percebe a intenção. E quando não se percebe?

    Se dentro de uma mesma língua as palavras adquirem um matiz diferente quando se associam a outras, que dirá na tumultuada viagem de uma língua para outra? Se as palavras não fossem assim tão ricas, um clássico moderno como o americano Raymond Carver não escreveria um conto com o nome de “What We Really Say When We Say Love”, o que dizemos na verdade quando dizemos amor. Palavras muitas vezes são armadilhas. Pasta, em português, pode ser macarrão, posto de ministro, bolsa, dentifrício, substância pastosa... Pena pode ser de ave, caneta, dó, sofrimento, condenação... Até mesmo corriqueiras expressões do dia a dia oferecem dificuldades, e nem sempre as soluções satisfazem.

    Por exemplo, um personagem de nome Omar de Moura, que um bajulador chama de doutor Omar. Nos Estados Unidos esse “doutor Omar” vai virar “Mr. De Moura”. Ganha-se formalidade, perde-se a bajulação. Uma tradutora me perguntava: que que eu faço com “mãe de santo”, “quebrei a cara”, “dar tempo ao tempo”, “é o fim da picada”? Empacou no nome de uma antiga revista de cinema, “A Cena Muda”. Me perguntava: “A cena é silent ou changing, silenciosa ou que muda, que se move?”. Expliquei que era as duas coisas. E aí, para traduzir?

    Imagino as inquietações do velho Jerônimo na Palestina. A sua responsabilidade de passar para os povos, com exatidão, a essência do livro: a poética e a fé, a história e os mitos, o mistério e a realidade, a parábola e o fato, a palavra e a substância, a evolução e a permanência. Santo homem.

    Veja São Paulo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h13
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Poema “E Agora, José”, de Carlos Drummond de Andrade, musicado e interpretado por Paulo Diniz

    José ("E agora, José")


    Poema, de Carlos Drummond de Andrade

    A partir de Sentimento do Mundo (1940), Carlos Drummond de Andrade parece se armar em relação a si próprio e ao mundo. E, se o individualismo evidente nos primeiros livros é mais util, não é por isso menor. O mesmo "eu-oblíquo" contempla-se a si e ao mundo; e, se muitas vezes o pronome na primeira pessoa desaparece, o poeta se desdobra em uma terceira pessoa:

    - o impessoal "se": "Chega um tempo em que não se diz mais: 'Meu Deus'." (Sentimento do Mundo);
    - o homem qualquer: "Ó solidão do boi no campo, / ó solidão do homem na rua!" ("O boi");
    - a simples constatação do fato: "Lutar com palavras / é a luta mais vã" ("O lutador");

    Até chegar a um outro "eu", "José" - "E agora, José?" ("José"), que se pergunta sobre o significado da própria existência e do mundo. Mas este "José" não é outro senão o poeta. A personagem funciona, no poema, como o desdobramento da personalidade poética do autor, tanto quanto nas demais situações apontadas, atrás de quem o poeta se esconde e se desvenda.

    O "não-ser" se faz presente neste poema por meio do modo verbal subjuntivo que torna a ação imprecisa:

    "...Se você dormisse,
    se você cansasse,
    se você morresse..."

    José não dorme, não cansa, não morre, ele é duro, apenas segue. Sua dureza é o que existe e tudo mais é o "nada" no qual ele se funde. Chama-se atenção para o caráter construtivo que o Existencialismo dá à categoria "nada", ele é o inexistente, mais traz em si o por fazer.

    Escrito durante a Segunda Guerra Mundial e da ditadura de Vargas, José, apesar da dureza, ainda tem o impulso de continuar seguindo. Mesmo sem saber para onde:

    "...Você marcha, José! / José, para onde?"

    LEIA O POEMA NA ÍNTEGRA:

    JOSÉ

    E agora, José?
    A festa acabou,
    a luz apagou,
    o povo sumiu,
    a noite esfriou,
    e agora, José?
    e agora, você?
    você que é sem nome,
    que zomba dos outros,
    você que faz versos,
    que ama protesta,
    e agora, José?

    Está sem mulher,
    está sem discurso,
    está sem carinho,
    já não pode beber,
    já não pode fumar,
    cuspir já não pode,
    a noite esfriou,
    o dia não veio,
    o bonde não veio,
    o riso não veio,
    não veio a utopia
    e tudo acabou
    e tudo fugiu
    e tudo mofou,
    e agora, José?

    E agora, José?
    Sua doce palavra,
    seu instante de febre,
    sua gula e jejum,
    sua biblioteca,
    sua lavra de ouro,

    seu terno de vidro, sua incoerência,
    seu ódio - e agora?

    Com a chave na mão
    quer abrir a porta,
    não existe porta;
    quer morrer no mar,
    mas o mar secou;
    quer ir para Minas,
    Minas não há mais.
    José, e agora?

    Se você gritasse,
    se você gemesse,
    se você tocasse
    a valsa vienense,
    se você dormisse,
    se você cansasse,
    se você morresse...
    Mas você não morre,
    você é duro, José!

    Sozinho no escuro
    qual bicho-do-mato,
    sem teogonia,
    sem parede nua
    para se encostar,
    sem cavalo preto
    que fuja a galope,
    você marcha, José!
    José, pra onde?

    “E Agora, José”, de Carlos Drummond de Andrade

    Poema musicado e interpretado por Paulo Diniz
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=iUpptkaZ1d4#!



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h05
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Lembram-se deles ou de suas canções???!!!

    Cantores Brasileiros

     

     



    7.19 MB

    Enviado pelo Alcides Leite



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 02h21
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    19 de agosto de 2012, se fosse viva Aracy de Almeida, a maior interpréte de Noel Rosa faria 98 anos

    ARACY DE ALMEIDA

    Aracy Teles de Almeida * 19 de agosto de 1914 + 20 de junho de 1988

    [aracy.jpg]

    Se fosse viva, a cantora ARACY DE ALMEIDA faria ontem, dia 19 de agosto, 98 anos de idade. Considerada a maior intérprete de Noel Rosa, Aracy de Almeida começou cantando em igrejas do subúrbio do Rio até ser levada para o rádio por intermédio de Custódio Mesquita, que a ouviu cantar em 1933. Logo fez fama como intérprete de sambas nas rádios Philips, Mayrink Veiga, Ipanema e Tupi e fez história com gravações antológicas de "Palpite infeliz" (Noel Rosa), "Tenha pena de mim" (Cyro de Souza e Babaú), "Fez bobagem (Assis Valente), "Camisa amarela" (Ary Barroso) e "Feitiço da Vila" (Noel Rosa e Vadico). Foi, ao lado de Carmen Miranda, a maior cantora de sambas dos anos 30. Depois de atuar com sucesso na boate Vogue em Copacabana na década de 40, entre 1950 e 1951 gravou dois álbuns dedicados a Noel Rosa, que seriam responsáveis pela reavaliação da obra do poeta da Vila. Tinha uma personalidade franca e boêmia, falava sempre o que queria, e sua maneira de cantar foi determinante para definir os r umos do samba cantado por voz feminina. No final da vida atuava como jurada do programa A Buzina do Chacrinha e do Show de Calouros do Programa Silvio Santos, do SBT, em que era conhecida por dar notas baixas a quase todos os calouros.


    Palpite Infeliz

    http://www.youtube.com/watch?v=cXAOHPECUyU

    Três apitos (1951)

    http://www.youtube.com/watch?feature=fvwp&NR=1&v=jWA9hOC7Kho

    "Não me Diga Adeus"

    http://www.youtube.com/watch?v=Ot9F4vmTsGE&feature=related

    ULTIMO DESEJO

    http://www.youtube.com/watch?v=_dtTQMY2LMk&feature=related

    1939 - O Passarinho do Relógio (Cuco) - (Marcha de Carnaval)

    http://www.youtube.com/watch?v=N8cxhO-K_Uo&feature=related

    Camisa Amarela

    http://www.youtube.com/watch?v=uwMtjS58eUo&feature=related

    Rapaz Folgado

    http://www.youtube.com/watch?v=Yq0dW-FOKG4&feature=related

    Fonte consultada: Acervo Radiôfonico Collector's



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 02h03
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião de Dora Kramer : Fio da meada

    Fio da meada

    COISASDAPOLITICA_19082012-D_WEB

    DORA KRAMER

    O relator Joaquim Barbosa, no seu voto em tese condutor do julgamento, avançou em algumas questões até então em aberto: levou em conta as investigações da CPI, foi além da versão do crime eleitoral e mostrou que a dúvida sobre se havia pagamentos mensais ou não a parlamentares em troca de apoio ao governo Lula pode ser secundária.

    O ministro condenou o deputado João Paulo Cunha, o publicitário Marcos Valério e dois sócios dele na agência SMP&B por peculato, corrupção e lavagem de dinheiro pelo uso da Câmara dos Deputados como instrumento de desvio de recursos públicos mediante contratação de serviços cuja prestação não correspondia aos pagamentos recebidos.

    No período em que João Paulo foi presidente da Câmara, a empresa recebeu quase R$ 11 milhões pela execução de trabalhos no valor de apenas R$ 17 mil. Segundo o entendimento do relator, o deputado direcionou a licitação em favor de Marcos Valério, que o remunerou por isso.

    A evidência seriam os R$ 50 mil recebidos pela mulher de João Paulo no caixa de uma agência do Banco Rural em Brasília, pagamento autorizado mediante fax pela empresa de Marcos Valério. Se a pedido do tesoureiro Delúbio Soares ou não, se para pagar dívida de campanha eleitoral ou não, o relator repetiu: pouco importa, pois o essencial é a caracterização da troca de favores.

    Daí a corrupção, daí a infração do princípio da impessoalidade previsto no artigo 37 da Constituição. Da tentativa de ocultação (a primeira versão era a de que a mulher de João Paulo teria ido ao banco pagar uma fatura de TV a cabo) decorreria a lavagem de dinheiro e do uso das prerrogativas de presidente da Câmara para favorecer a SMP&B, o peculato.

    Um episódio síntese, a partir do qual Joaquim Barbosa parece pretender desvendar a trama toda arquitetada pela organização cujos participantes cometeram o que o relator entendeu terem cometido os primeiros condenados por ele: corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e, por óbvio, formação de quadrilha.

    A contabilização ou não de recursos nesse quadro, convenhamos, é o de menos.

    À míngua. Houve um tempo em que as comissões de inquérito emitiam ordens de prisão, faziam operações de busca e apreensão e não davam trégua aos convocados para depor.

    Cometeram-se muitos abusos, humilhações, sem contar memoráveis chamamentos ao "teje preso".

    Da exorbitância caiu-se no terreno oposto da completa inação em decorrência dos sucessivos habeas corpus concedidos pelo Supremo nem sempre interpretados em sua real dimensão pelos parlamentares que, no lugar de encontrar um caminho adequado para fazer valer suas prerrogativas, preferiram abrir mão delas.

    Chegou-se agora ao clímax da interpretação de que nada valem e podem muito pouco com o pedido de Fernando Cavendish ao STF para não atender à convocação da CPI do Cachoeira. O pedido em si é uma impertinência.

    Se atendido, terá se configurado um desacato ao Congresso.

    O Estado de S. Paulo, domingo 19 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 13h36
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Julgamento da ação Penal 470, vulgo Mensalão do PT

    Mensalao

     

    Documentos do Planalto expõem ações de José Dirceu no comando da Casa Civil

    Governo federal libera ofícios enviados e recebidos por homem forte do início da gestão Lula que explicitam troca de cargos por apoio parlamentar, intervenção para audiência com empresa privada e investigações internas de integrantes da máquina pública

    Alana Rizzo

    Documentos oficiais obtidos pelo Estado - entre correspondências confidenciais, bilhetes manuscritos e ofícios - revelam os bastidores da atuação de José Dirceu no comando da Casa Civil, entre janeiro de 2003 e junho de 2005. Liberados com base na Lei de Acesso à Informação, os papéis enviados e recebidos pelo homem forte do governo Luiz Inácio Lula da Silva explicitam troca de favores entre governo e partidos aliados, intervenções para que empresários fossem recebidos em audiências e controle sobre investigações envolvendo nomes importantes da máquina pública.

    Ofícios mostram relação do então ministro com partidos aliados e com correligionários do PT - Dida Sampaio / AE

    Dida Sampaio / AE
    Ofícios mostram relação do então ministro com partidos aliados e com correligionários do PT

    Dirceu deixou o governo em meio ao escândalo do mensalão, acusado de comandar uma "quadrilha" disposta a manter o PT no poder via compra de votos no Congresso - ele é um dos 37 réus do julgamento em curso no Supremo Tribunal Federal. Desde a saída do governo, mantém atuação partidária e presta serviços de consultoria a empresas privadas no Brasil e no exterior.

    Uma centena de ofícios dos primeiros anos do governo Lula agora tornados públicos trata quase exclusivamente da ocupação dos cargos públicos por partidos aliados. Sob a "incumbência" de Dirceu, Marcelo Sereno, seu chefe de gabinete e braço direito, despachava indicações de bancadas, nomeações e currículos para os mais variados cargos federais.

    A troca de ofícios com o então presidente do PL (hoje PR), deputado Valdemar Costa Neto, não esconde os interesses de cada um. O assunto é a negociação de cargos-chave na Radiobrás. Em ofício arquivado na Presidência com o número 345/Gab-C.Civil/PR, Valdemar indica nomes à estatal federal de comunicação e acrescenta: "Certo de que V.Exa. poderá contar com apoio integral desta Presidência e da Bancada do Partido Liberal no Congresso."

    Em 27 de fevereiro de 2003, Dirceu ordena que a demanda seja encaminhada ao então presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci.

    Valdemar viria a ser denunciado mais tarde sob a acusação de integrar a "quadrilha" do mensalão por ter recebido dinheiro do valerioduto. Hoje deputado pelo PR, o parlamentar também aguarda a sentença do STF.

    Os documentos liberados também mostram pedidos de colegas de partido de Dirceu. Em 11 de fevereiro de 2003, por exemplo, a deputada estadual petista Maria Lúcia Prandi envia mensagem onde diz tomar "a liberdade de estabelecer contato no sentido de solicitar audiência para tratar de questões referentes à condução de articulações no sentido de consolidar a relação partidária com as ações governamentais, em especial assuntos relativos à atuação desta parlamentar na Baixada Santista".

    Outro ofício recebido pelo Planalto mostra o então presidente do Diretório Regional do PT em Sergipe, Severino Oliveira Bispo, pedindo a Dirceu para tratar da seguinte pauta: "1) Apresentação da relação dos nomes dos indicados para os cargos federais no Estado; 2) O que mais ocorrer".

    A documentação liberada revela uma ordem da Casa Civil a favor de uma empresa. Em 13 de março de 2003, a pedido de Dirceu, Marcelo Sereno intermedeia pedido de audiência de representantes da Ondrepsb Limpeza e Serviços Ltda. no Ministério da Justiça. Naquele ano, a empresa de Santa Catarina recebeu R$ 2,9 milhões do governo federal. Em 2004, ganhou R$ 3,9 milhões. Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), a média de pagamentos dos três anos posteriores ao ofício foi 100% maior em comparação ao mesmo período que antecedeu a intervenção.

    Controle
    Os registros mostram ainda que Dirceu mantinha uma rede de informações que extrapolava os órgãos federais de investigação. O serviço era tocado pela Secretaria de Controle Interno. Vinculado à Casa Civil, comandado à época por José Aparecido Nunes Pires, celebrizado em 2008 por ter sido apontado como um dos autores do dossiê com dados sigilosos sobre os gastos com cartões corporativos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Os documentos indicam, por exemplo, que Dirceu teve acesso - antes do ministro da Justiça da época, Márcio Thomaz Bastos - às gravações de um encontro entre o assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, no Aeroporto Internacional de Brasília. Fitas e documentos relacionados ao assunto chegaram ao ex-ministro pelo então chefe da Polícia Civil do Distrito Federal, Laerte Bessa.

    As imagens foram gravadas pela segurança da Infraero atendendo a uma solicitação da polícia de Brasília, em uma investigação sigilosa. Só após passar pelo crivo de Dirceu é que a investigação foi remetida a Thomaz Bastos, hoje advogado de um dos réus do mensalão, o ex-diretor do Banco Rural José Roberto Salgado, e ex-defensor de Cachoeira. Questionada pela reportagem, a Casa Civil confirmou que dois agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) faziam na época parte da estrutura da Casa Civil e estavam subordinados ao então ministro.

    Nota
    Em outro caso, conforme os documentos, a atual presidente da Petrobrás, Graça Foster, foi alvo de investigações tocadas pela estrutura de Dirceu. Na época, ela ocupava o cargo de secretária de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia. Adversária do grupo político do então ministro, Graça foi questionada sobre contratos da empresa do marido, Colin Foster, com a Petrobrás.

    A nota técnica 23/2004, encaminhada para a então ministra da pasta, Dilma Rousseff, levanta detalhes da atuação da empresa, contratos e considera "prudente" que Dilma, hoje no comando do País, tomasse conhecimento das denúncias. O documento com timbre de "urgente" ressalta que Graça Foster participava, inclusive, do Grupo de Trabalho, instituído pela Casa Civil, encarregado de apresentar estudos sobre a viabilidade de utilização do biodiesel como fonte alternativa de energia.

    O Estado de S. Paulo - 18 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h04
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Aula de "Introdução ao Direito", como aprender Justiça na prática

    Aula de Direito

    Curso de direito em Dvd

    Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito"
    entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um
    aluno que estava sentado na primeira fila:
    - Como te chamas?
    - Chamo-me Juan, senhor.
    - Saia de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o
    desagradável professor.
    Juan estava desconcertado. Quando voltou a si, levantou-se
    rapidamente, recolheu suas coisas e saiu da sala. Todos estávamos
    assustados e indignados porém ninguém falou algo.
    - Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...
    Seguíamos assustados, porém, pouco a pouco, começamos a responder à
    sua pergunta:
    - Para que haja uma ordem em nossa sociedade.
    - Não! - respondia o professor.
    - Para cumpri-las.
    - Não!
    - Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
    - Não!!
    - Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!
    - Para que haja justiça - falou tímidamente uma garota.
    - Até que enfim! É isso... para que haja justiça. E agora, para que
    serve a justiça?
    Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.
    Porém, seguíamos respondendo:
    - Para salvaguardar os direitos humanos...
    - Bem, que mais? - perguntava o professor.
    - Para diferençar o certo do errado... Para premiar a quem faz o bem...
    - Ok, não está mal, porém... respondam a esta pergunta: agi
    corretamente ao expulsar Juan da sala de aula?...
    Todos ficamos calados, ninguém respondia.
    - Quero uma resposta decidida e unânime!
    - Não!! - respondemos todos a uma só voz.
    - Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?
    - Sim!!!
    - E por que ninguém fez nada a respeito? Para que queremos leis e
    regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?
    - Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma
    injustiça. Todos. Não voltem a ficar calados, nunca mais!
    - Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.
    Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.
    Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade... e a
    dignidade não se negocia.

     Fonte : Carta crime

    Enviado pelo Gil Fernandes



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h35
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Drag queen Chesller Moreira ou melhor Lohren Beauty quer ser vereadora em Campinas/SP

    "Mal posso esperar para tomar posse de vetido esvoaçante vermelho", diz drag queen candidata a vereadora em Campinas

    Lohren Beauty - "Quero ser presidenta da república" /Foto: Reprodução

    Há sete anos, Chesller Moreira passou a integrar o Conselho Nacional de Juventude, órgão do Governo Federal nas ações relacionadas à política nacional de juventude. “Foi nessa época que me descobri drag queen e passei a fazer parte também do Conselho Nacional LGBT, órgão ligado diretamente à Presidência da República”, diz ela, que em 2010 foi recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Lula e assumiu a identidade de Lohren Beauty, como conta a nossa Época desta semana. “Lula foi um fofo. Pedi rigor nos casos de violência por homofobia”. Lohren é candidata à vereadora em Campinas pelo PC do B nas próximas eleições. “Sou muito fã da Sophia Loren, por isso escolhi esse nome. O beauty foi sugestão da minha mãe, Sandra, que usa uma tintura de cabelo com esse nome”.

    Qual sua plataforma política?
    Hã? Como assim?

    Por que você vai lutar?
    Pelos direitos da comunidade gay, pela cultura nos bairros e pela defesa da família. E, quando falo em defesa da família, muita gente estranha. É que aquela família tradicional com papai, mamãe e filhinhos, está em extinção. Hoje em dia o tio cria o sobrinho, a avó às vezes faz o papel de pai do neto, a constituição familiar mudou e isso não pode ser ignorado.

    Uma drag na Câmara dos vereadores deve causar estranhamento, não?
    Estou preparada. Quando fui recebida por Lula, muitos reacionários torceram o nariz. Mas nem liguei. Inclusive disseram que eu era a mais bem vestida do evento. A maioria das mulheres estava de jeans e camiseta. Eu estava de longo, linda, bem diva. E eu mesma estou desenhando e costurando meu figurino de campanha. Mal posso esperar para tomar posse de vestido esvoaçante vermelho.

    Quem arca com os custos da campanha?
    O partido ajuda um pouco. Mas não estou panfletando por aí nem colocando placa em tudo o quanto é lugar. Sou contra deixar a cidade imunda e prefiro ir pessoalmente, montadíssima, encontrar o povo. Aí distribuo um cartão de vista com meu telefone para quem quiser me ligar. O Facebook também está me ajudando bastante. Quero evoluir na política e ser a primeira homossexual, assumida, a ser presidenta da república.

    Como funciona a Escola jovem LGBT fundada por você?
    Somos a primeira escola gay do Brasil. Muita gente rejeita o título de escola da instituição. Mas não tem escola de cabeleireiro, de moda? Somos um polo de cultura, funcionamos há três anos e lá ensinamos informática, sociologia, tudo com a temática LGBT. Temos cursos de WebTV, cinema e até um curso de drag queen.

    Blog do Bruno Astuto - 18 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h19
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Crônica de Ferreira Gullar - Punir o culpado pega mal

    Punir o culpado pega mal

    Ferreira Gullar

    Ferreira Gullar

    Estar, hoje, a mais alta corte de Justiça do país, julgando um processo que envolve algumas importantes figuras do mundo político nacional é um fato de enorme significação para o país.

    É verdade que esse processo estava há sete anos esperando julgamento e que muitas tentativas foram feitas para inviabilizá-lo. Até o último momento, no dia mesmo em que teve início o julgamento, tentou-se uma manobra que o suspenderia, desmembrando-o em dezenas de processos sujeitos a recursos e protelações que inviabilizariam qualquer punição dos réus.

    Mas a proposta foi rechaçada e, assim, o julgamento prossegue. Se os culpados serão efetivamente punidos, não se pode garantir, uma vez que os mais famosos e sagazes advogados do país foram contratados para defendê-los. Além disso, como se sabe, punição, no Brasil, é coisa rara, especialmente quando se trata de gente importante.

    E é sobre isso que gostaria de falar, porque, como é do conhecimento geral, poucos são os criminosos condenados e, quando o são, nem sempre a pena corresponde à gravidade do crime cometido. Sei que estou generalizando, mas sei também que, ao fazê-lo, expresso o sentimento de grande parte da sociedade, que se sente acuada, assustada e, de modo geral, não confia na Justiça. Nem na polícia.

    Agora mesmo, uma pesquisa feita pelo Datafolha deixou isso evidente. Embora 73% dos entrevistados achem que os réus do mensalão devem ser condenados, apenas 11% acreditam que eles sejam mandados para a cadeia.

    E é natural que pensem assim, uma vez que a criminalidade cresce a cada dia e parece fugir do controle dos órgãos encarregados de detê-la e combatê-la.

    Outro dia, um delegado de polícia veio a público manifestar sua revolta em face das decisões judiciais que mandam soltar criminosos, poucas horas depois de terem sido presos em flagrante, assaltando residências e ameaçando a vida dos cidadãos. Parece que uma boa parte dos juízes pensa como um deles que, interpelado por tratar criminosos com benevolência, respondeu que "a sociedade não tem que se vingar dos acusados".

    Entendo o delegado. Mas pior que alguns juízes é a própria lei. Inventaram que marmanjos de 16, 17 anos de idade, que assaltam e matam, não sabem o que fazem. Lembro-me de um deles que, após praticar seu oitavo homicídio, ouviu de um repórter: "Ano que vem você completa 18 anos, vai deixar de ser de menor". E ele respondeu: "Pois é, tenho que aproveitar o tempo que me resta".

    Todo mundo sabe que os chefes de gangues usam menores para eliminar seus rivais. São internados em casas de recuperação que não recuperam ninguém e donde fogem ou recebem permissão para se ressocializar junto à família. Saem e não voltam. Meses, anos depois, são presos de novo porque assaltaram ou mataram alguém. E começa tudo de novo.

    Mas isso não vale só para os menores de idade. Criminosos adultos, reincidentes no crime, condenados que sejam, logo desfrutam do direito à prisão semiaberta, que lhes permite só dormir no presídio.

    Há algumas semanas, descobriu-se que dezenas desses presos, da penitenciária de Bangu, no Rio, traziam drogas para vender na penitenciária. E tudo articulado com o uso de telefones celulares, de que dispõem à vontade, inclusive para chantagear cidadãos forjando falsos sequestros. Com frequência, ao prender assaltantes, a polícia constata que se trata de criminosos que cumpriam pena e que, graças ao direito de visitar a família no Dia das Mães, das tias ou das avós, saem e retornam, não à prisão, mas à prática do crime.

    Esses fatos se repetem a cada dia, com o conhecimento de todo mundo, especialmente dos responsáveis pela aplicação da Justiça, mas nada é feito para evitá-los ou sequer reduzi-los.A impressão que se tem é que tomou conta do sistema judiciário uma visão equivocada, segundo a qual o crime é provocado pela desigualdade social e, sendo assim, o criminoso, em vez de culpado, é vítima. Puni-lo seria cometer uma dupla injustiça.

    O que essa teoria não explica é por que, havendo no Brasil cerca de 50 milhões de pobres, não há sequer 1 milhão de bandidos. Isso sem falar naqueles que de pobres não têm nada, moram em mansões de luxo e mandam no país.

    Folha de S. Paulo - 19/08/12


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h35
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Opinião de Merval Pereira : As razões de cada um

    As razões de cada um



    Merval Pereira

    A condução dos trabalhos do julgamento da ação penal 470, popularmente conhecida como "a do mensalão", é talvez a tarefa mais delicada que o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Britto, enfrentou em sua carreira. Graças à sua capacidade de alcançar consensos o processo, depois de sete anos de tramitação, chegou a julgamento.
    Mas também devido a seu temperamento ameno, o presidente do STF muitas vezes é criticado por permitir que personalidades fortes como a de muitos ministros da Corte se sobreponham aos interesses da maioria.
    É dentro dessa estreita faixa entre a busca de acordos e a imposição da autoridade do cargo que Ayres Britto se movimenta, em busca de um julgamento "com racionalidade, operacionalidade, urbanidade e segurança", para deixar o STF em novembro com a sensação de ter cumprido um dever.
    A cada bate-boca em plenário, cresce a importância de ter na presidência neste momento um homem afável e respeitado como Ayres Britto.
    Os desentendimentos entre os ministros nas primeiras sessões não chegaram a macular o julgamento, embora seja desejável que eles se mostrem capazes de chegar a consensos antes que as divergências venham a público.
    Mais do que ao temperamento de cada um dos envolvidos, atribui-se a interesses específicos as posições tomadas tanto pelo relator Joaquim Barbosa quanto pelo revisor Ricardo Lewandowski, cada um representando um polo no julgamento.
    Ao revisor, porém, não cabe necessariamente o papel de contraponto ao relator, função que Lewandowski assumiu em declarações públicas, o que de antemão demonstrou seu pendor contra a acusação.
    Ele vê no relator uma tendência a se alinhar com o Procurador-Geral da República, o que Barbosa considera "uma ofensa", pois pressupõe que comece seus trabalhos com parcialidade.
    Não é normal que a tarefa do revisor tenha tanto destaque, e por isso não se ouviu falar em revisor protagonista de um julgamento antes do mensalão.
    No que se refere à sua incumbência direta, Lewandowski aprovou o relatório de Barbosa com um erro evidente, que teve que ser corrigido pelo pleno do STF.
    O processo contra o argentino Quaglia foi anulado graças ao trabalho de um anônimo defensor público, que denunciou irregularidades que deveriam ter sido detectadas pela revisão do processo.
    Diz-se que os ministros do STF são 11 ilhas, por decidirem isoladamente, sem o espírito de coletividade. Mas pelo menos uma questão preocupa o conjunto: a credibilidade da Corte.
    O maior elogio que se pode fazer ao STF, a esta altura do julgamento, é que ninguém tem certeza do veredicto final, embora se possam fazer tentativas de adivinhar o voto de um ou outro membro a partir de atitudes passadas.
    Mesmo que as provas dos autos devam determinar a decisão dos juízes, as circunstâncias em que os fatos ocorreram dão à narrativa, tanto da acusação quanto da defesa, mais ou menos credibilidade.
    Por isso é que o relator Joaquim Barbosa fez questão de separar em partes seu voto, para contextualizá-los.
    Mesmo fatos ocorridos fora dos autos, e que estão na vida cotidiana, que não para enquanto o julgamento prossegue, têm interferência na decisão dos juízes.
    Foi o caso da decisão do TCU validando a apropriação da agência de Marcos Valério dos bônus de volume que, por contrato, deveriam ser do Banco do Brasil.
    Essa decisão, revogada em seguida, poderia dar a sinalização ao Supremo de que, em vez de representar desvio do dinheiro público, como quer a acusação, tratava-se de uma atitude empresarial normal.
    Mesmo não sendo possível se apoiar na nova lei sobre lavagem de dinheiro que está em vigor para acusar um réu, pois quando os crimes foram cometidos a lei era outra, mais restrita, os ministros não ignoram que novos conceitos sobre esse crime de caráter internacional estão sendo aplicados com o objetivo de melhorar o combate ao crime organizado.
    Nesse mesmo tópico entra o livro do ex-deputado petista Antonio Carlos Biscaia, que foi o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2005.
    Ao relatar pressões que diz ter sofrido por parte de Dirceu para que não fosse à frente o processo de sua cassação e, anteriormente, a relação do então Chefe do Gabinete Civil com o deputado Roberto Jefferson, ele dá mais informações sobre como se passavam as coisas no Palácio do Planalto à altura do escândalo do mensalão.

    O Globo - 19/08/2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h25
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Crônica domingueira de João Ubaldo Ribeiro

    João Ubaldo Ribeiro

    A igualdade social no boteco

    - Tu tá com uma cara que eu vou te contar! Que foi que houve, isso tudo já é tristeza antecipada pela derrota? O jogo ainda é às seis e meia, até lá tu pode fingir que é feliz, pode até sonhar que o Flamengo vai se dar bem. E não precisa chorar, que não vai ser de goleada, o Vasco não está aí para humilhar ninguém, nem mesmo o Flamengo, não precisa.

    - Eu não sei de onde você tira essa sua arrogância. O que é o Vasco?

    - O Vasco é uma caravela gloriosa, desbravando os sete mares e navegando serenamente para ancorar no posto de campeão brasileiro!

    - Ah, bom, campeonato de vela, isso eu não discuto. Eu pensei que você ia se referir ao vice-campeonato de futebol que vocês vão pegar, como é da tradição do teu time. Vocês do Vasco deviam computar o número de vice-campeonatos que já ganharam, de repente dá para criar uma nova categoria para consolar os vascaínos: campeão dos vices, o maior vice-campeão da história do futebol brasileiro. Brasileiro, não; mundial, acho que esse campeonato mundial é do Vasco. A não ser que vocês também sejam vices dos vices.

    - Qual é, cara, tu, como representante de um urubu de asa despencada, um timeco que se daria mal na série C, um...

    - Tudo bem, não vamos brigar por causa de futebol. A vida não se resume a futebol, tem muita coisa mais importante.

    - Domingo, num boteco do Rio de Janeiro, não tem nada mais importante do que chope, futebol e mulher.

    - É verdade, mas eu não posso evitar o que venho sentindo. Eu tenho pesadelos. Essa noite mesmo, eu tive, acordei suando. Sério mesmo, cara, eu acho até que vou consultar um psiquiatra, isso não pode ser normal.

    - Ah, é por isso que você chegou aqui meio estranho hoje.

    - É, eu agora dei para ficar minhocando esse negócio e dei para ter esses pesadelos, já é o terceiro ou quarto. É uma espécie de assombração, que resolvi chamar de cotismo. É o medo do cotismo.

    - Do quê? É doença nova? Se for, não me conta, que eu começo logo a sentir os sintomas. Vou ter um AVC e um infarto a qualquer momento e amanheço de dengue todo dia.

    - Não, doença não. É um problema sociopolítico.

    - Ah, cara, não vamos entrar nessa de discutir o Brasil, o mensalão, a ladroeira, pelo menos no domingo vamos dar um tempo, ninguém aguenta.

    - Não é o mensalão, é bem mais grave. O cotismo é o seguinte: é a nova política nacional para a eliminação das desigualdades.

    - Pior do que comunismo, não? Eu só sinto falta deles quando é para botar a culpa em alguém. Era sempre culpa deles e pra mim continua sendo.

    - Eles vão dizer que, com a adoção de cotas...

    - Eles quem?

    - Eles, eles, eles! Eles estão em toda parte, mandam na nossa vida e cada vez vão mandar mais! Eles! Agora eu tenho certeza de que, quando passar esse negócio do mensalão, eles vão adotar cota para tudo. Eu tive um professor, naquele tempo em que tinha professor, que dizia: "senhores, a sábia mão do homem ainda vai destruir o universo!" É verdade, é verdade!

    - Mas não vai ser agora, podemos pedir uns pasteizinhos.

    - Aí é que você se engana, já está começando agora e vai se estender a tudo. Ao futebol mesmo, por exemplo. Futebol rende muitos problemas por falta de proporcionalidade em vários aspectos e falta de oportunidades para todos. Primeiro eles vão regulamentar as escalações: tem que ter cota racial. Cada jogador declara sua raça e aí a escalação mantém o equilíbrio racial através das cotas. Poderemos ver o Wagner Love declarando que se chama Wagner porque é de família alemã de pai e mãe e o Loco Abreu alegando que é zulu. Mas aí isso não resolve a desproporção entre as torcidas, de maneira que eles vão implantar as cotas de torcida. Cada torcedor será cadastrado numa torcida, devendo apresentar seu cartão de torcedor juntamente com o ingresso. Quando uma torcida ultrapassar o número de torcedores previsto pela cota, o torcedor tem de escolher outro time, em benefício de paz social e, em última análise, em seu próprio benefício. É um assunto complexo, mas nós temos parlamentares à altura das necessidades. Uma coisa é certa: não será permitida uma desproporção gritante, como existe hoje, por exemplo, entre a torcida do Flamengo e a do Olaria, a lei garantirá a todos os times o direito de ter torcedores. E digo mais. Não tem crime de falsidade ideológica? Pois vai ter crime de falsidade clubista. O camarada que for pegado torcendo por um time, mas portando a carteira de outro, perde o registro e não pode mais frequentar estádios, precisamos de leis severas.

    - Você está delirando outra vez, eu nunca sei quando você está falando sério.

    - Eu não estou delirando nada. Nem falei sobre as outras cotas dos times de futebol. Uma das primeiras a entrar na pauta vai ser a cota dos originários de comunidades carentes, logo seguida das dos jovens infratores em recuperação, dos homossexuais, da terceira idade, dos nativos do Estado onde fica a sede do time e por aí vamos, inclusive na Seleção.

    - Você não acabou o segundo chope e já está de porre. Não está vendo que esse tipo de coisa nunca vai dar certo?

    - Eu estou. Mas eles não, é por isso que eu me apavoro. Vai ter cota de mulher, pode escrever. Pra cada cinco gatas com quem você sair, vai ter que encarar uma dragonete, é a justiça social.

    O Estado de S. Paulo - 19 de agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h18
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Resenha em charges

     

    Esta charge do Pelicano foi feita originalmente para o

    governantes atletas brasil 180812 amarildo humor politico Como os Políticos veem os Atletas

    Inri Cristo diz que Lula comandou Mensalão

     

    inri cristo condena lula 170812 clayton humor politico Inri Cristo diz que Lula comandou Mensalão

    por Clayton para O Povo

    privatizacoes dilma 170812 samuca humor politico Dilma adere às Privatizações

    por Samuca para o DP net

     

    privatizacoes pt 170812 frank humor politico Dilma adere às Privatizações

    por Frank

     

    privatizacoes dilma 170812 nani humor politico Dilma adere às Privatizações

    por Nani

     

    privatizacoes pt 170812 sponholz humor politico Dilma adere às Privatizações

    por Sponholz exclusivo para o Humor Político

     

    dilma privatiza rodovias e ferrovias 170812 claudio humor politico Dilma adere às Privatizações

    por Cláudio


    Julgameto do Mensalão será fatiado

    julgamento do mensalao sera fatiado 180812 aroeira humor politico Julgamento do Mensalão será Fatiado

    por Aroeira

     

    julgamento do mensalao sera fatiado 180812 sponholz humor politico Julgamento do Mensalão será Fatiado

    por Sponholz exclusivo para o Humor Político

     

    julgamento do mensalao sera fatiado 180812 pelicano humor politico Julgamento do Mensalão será Fatiado

    por Pelicano

     

    julgamento do mensalao sera fatiado 180812 bosco humor politico Julgamento do Mensalão será Fatiado

    por J. Bosco para O Liberal

     

    julgamento do mensalao sera fatiado 180812 edcarlos humor politico Julgamento do Mensalão será Fatiado

    por Ed Carlos para o Humor Político



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 21h49
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Julgamento da ação Penal 470, vulgo Mensalão do PT

    Mensalao

     

     

    julgamento do mensalao sera fatiado 180812 sinfronio humor politico Julgamento do Mensalão será Fatiado

    por Sinfrônio para o Diário do Nordeste


    Com votação fatiada, Peluso deve ficar sem julgar Dirceu, Delúbio e Genoino

    Fatiamento do voto vai impedir que o ministro participe da votação dos principais réus antes de sua aposentadoria

    Felipe Recondo e Fausto Macedo, de O Estado de S. Paulo

    A decisão de fatiar o julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal tornou inviável a participação do ministro Cezar Peluso até o fim do processo. Com apenas mais seis sessões até sua aposentadoria, no dia 3 de setembro, quando completa 70 anos, Peluso não julgará os principais réus da ação penal, como o ex-ministro José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-presidente do PT José Genoino.

    Peluso deve ficar sem julgar réus do mensalão
    André Dusek/AE

    Fatiamento deve impedir ministro de votar o mensalão

    A participação de Peluso já era, de fato, uma incógnita e motivou discussões entre integrantes da Corte. O fatiamento estabelecido pelo relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, apenas confirmou o que alguns ministros já antecipavam. O tribunal julgará vários réus da ação penal com dez integrantes - o que não vai gerar problemas para o julgamento, a não ser que algumas votações terminem empatadas.

    O cronograma estabelecido para o julgamento já era exíguo. Se tudo corresse como calculou o presidente do tribunal, Carlos Ayres Britto, Peluso teria a sessão do dia 30 reservada para que proferisse seu voto. Caso o prazo não fosse cumprido, Britto já preparava a convocação de uma sessão extraordinária para o dia 31, apenas para que Peluso julgasse o caso.

    Com o fatiamento dos votos, esse cronograma dificilmente será cumprido. Ao menos, afirmou um dos integrantes, Peluso poderá participar do julgamento de alguns itens do processo. Se a metodologia estabelecida por Joaquim Barbosa não fosse seguida, argumentou um dos ministros, Peluso não participaria de nada.

    Manobras. A partir de agora, somente uma manobra poderia garantir que Peluso julgasse todos os réus: ele teria de ler a íntegra de seu voto, antecipando-se ao relator do caso e ao ministro revisor, Ricardo Lewandowski. A antecipação geraria novos conflitos e um ministro adiantou que Peluso não se disporia a isso.

    Além disso, o revisor do processo, depois de ouvir apelos de colegas, terá de fatiar seu voto para seguir a sistemática definida pelo relator da ação penal. Não teria sentido, diz outra integrante do tribunal, que Peluso pudesse fazer o que Lewandowski não pôde - ler a íntegra de seu voto de uma só vez.

    Em evento na sexta-feira, 17, organizado pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público Estadual do Rio, o ministro Ayres Britto evitou falar na possibilidade de antecipar o voto de Peluso. "Qualquer tribunal gostaria de contar com a participação do ministro Peluso, porque honra, qualifica, adensa qualquer decisão. Não se pode antecipar se ele terá condições de votar, depende muito do tempo de coleta dos votos. Se o cronograma for observado e cumprirmos o calendário, vai dar tempo", afirmou.

    Outra possibilidade - remota, conforme membros da Corte - seria o ministro Joaquim Barbosa inverter a ordem do julgamento. Pelo roteiro estipulado pelo relator do caso, repetindo o que fez quando analisada a denúncia em 2007, o tribunal julgará inicialmente as acusações contra o deputado João Paulo Cunha (PT), o empresário Marcos Valério, pivô do escândalo, e seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. / COLABOROU LUCIANA NUNES LEAL

    Votação do mensalão será por núcleo temático, diz Britto


    Ministro diz que não é possível saber se votação fatiada atrasará cronograma do julgamento

    Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, disse nesta sexta-feira, 17, que "é meio incógnita" e "não tem como fazer previsão" se a votação fatiada do processo do mensalão vai atrasar o cronograma inicial do julgamento. Segundo o ministro, se o calendário for mantido, será possível contar com o voto do ministro Cezar Peluso, que se aposenta no início de setembro. Ayres Britto disse que a votação será por "núcleos temáticos".

    "O ministro Lewandowski (revisor do processo) anunciou que se adaptaria a essa metodologia. O voto fatiado significa pegar o voto e segmentar. Não faz o voto de ponta a ponta, e sim por núcleos temáticos. O relator começou pelo terceiro núcleo", afirmou o presidente do STF, que esteve no Rio para o encerramento de conferência internacional organizada pelo Conselho Nacional de Procuradores - Gerais do Ministério Público.

    Ayres Britto evitou falar na possibilidade de antecipar o voto de Peluso. "Qualquer tribunal gostaria de contar com a participação do ministro Peluso, porque honra, qualifica, adensa qualquer decisão tribunalícia. Não se pode antecipar se ele terá condições de votar, depende muito do tempo de coleta dos votos. Se o cronograma for observado e cumprirmos o calendário, vai dar tempo", afirmou.

    Ayres Britto esclareceu que caberá ao relator Joaquim Barbosa, na sessão de segunda-feira, 20, decidir se continuará a ler algum trecho de sua decisão referente ao terceiro núcleo ou se já se inicia o voto do revisor, Ricardo Lewandowski. "Se o relator agregar algo ao terceiro item, a palavra fica com ele. Se considerar exaurido, quem fala imediatamente é o revisor", afirmou o ministro.

    Ao chegar ao hotel onde se realizava a conferência, Britto negou que o clima entre os colegas do Supremo seja de beligerância. "Está tudo bem, está tudo em paz", afirmou.

    Na palestra aos promotores e procuradores, Ayres Britto passou longe do tema mensalão. Durante uma hora, falou de seu interesse por neurociência e física quântica, citou uma série de noções ligadas a esses temas e, ao encerrar, disse ter um sonho de ver juízes mais "serenos, sensíveis, altruístas, democráticos" e que "gostem de canto, de artes, de teatro, de dança". "O juiz não é ácaro de processo, não é traça de gabinete. É um ser de vida, tem que perceber que a norma está na vida", afirmou o ministro.

    Entre citações de Heráclito, Vinícius de Morares, Einstein, Van Gogh e Shakespeare, Ayres Britto discorreu sobre as características dos lados direito e esquerdo do cérebro. Ao final, elogiou as leis Maria da Penha, da Improbidade Administrativa e da Ficha Limpa e o Conselho Nacional de Justiça, por "ter tornado o Judiciário mais transparente, revelar suas entranhas".

    O Estado de S. Paulo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h53
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Aviões executivos Global 6000 Lineage 1000, mais parece uma suíte voadora

    'Suítes voadoras', novos jatos executivos têm até chuveiro

    Fotos Divulgação

     

    Interiores do Lineage 1000, da Embraer (esq.), e do Global 6000, da Bombardier (dir.)

    Interiores do Lineage 1000, da Embraer (esq.), e do Global 6000, da Bombardier (dir.)

    MARIANA BARBOSA
    DE SÃO PAULO

    Tomar um banho ao fim de um longo voo se transformou em um dos mais cobiçados artigos de luxo a bordo de um jato particular.

    Os chuveiros são uma das grandes novidades das aeronaves executivas em exposição na feira Labace, que termina hoje em São Paulo.

    "Queremos que a experiência a bordo seja a mais parecida com a que o cliente tem em casa", diz Cláudio Camelier, diretor de estratégia de produto da Embraer Aviação Executiva.

    Além de chuveiro, o Lineage 1000 (preço de lista de R$ 55 milhões), maior e mais luxuoso jato da fabricante brasileira, pode ser adquirido com cama de casal (queen size), Wi-Fi, copa equipada com máquina Nespresso e cooler de vinhos. Tudo isso em uma área útil de cabine de 70 m², equivalente a uma suíte executiva de um hotel como o George V, em Paris.

    Essa verdadeira suíte voadora tem autonomia para voar de São Paulo a Lisboa, em Portugal (8.100 km).

    A versão atualizada do Global Express da Bombardier, o novo Global 6000, também vem com o opcional de chuveiro -e preciosos 173 litros de água, para 40 minutos de banho quente. Tudo com a mais alta tecnologia, jato de hidromassagem e termostato digital para definir a temperatura. Para não tomar muito espaço da cabine de 31,1 m², a porta do bagageiro fica dentro do box.

    O jato, cujo primeiro exemplar no Brasil foi adquirido pelo banqueiro André Esteves, custa US$ 58,5 milhões e tem autonomia de voo de 11.100 km, suficiente para voar de São Paulo a Berlim, na Alemanha.

    Outra novidade que está se tornando mandatória nos jatos mais exclusivos é conexão de internet e um deck para iPhone que permite controlar, do aparelho, desde a iluminação até o som da TV.

    Folha de S. Paulo



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h10
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Ação Penal 470

    Julgamento do Mensalão

     


    PAIXÃO- Gazeta do Povo (PR) 

     O 1º voto - Relator pede condenação de Valério e João Paulo

    Barbosa diz que esquema incluiu desvio de verba pública e licitação direcionada

     


    - “Eu condeno o réu João Paulo Cunha por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, por ter recebido vantagem indevida no montante de R$ 50 mil, por meio de mecanismos de lavagem de dinheiro” “Condeno, ainda, por dois crimes de peculato” – disse Joaquim Barbosa

    Foto: Fernando Pilatos/Futurapress

    O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) em 2003, quando presidia a Câmara e supostamente cometia os delitos que agora lhe rederam a condenação do relator

    Segundo o relator, ministro Joaquim Barbos, o operador do Mensalão , Marcos Valério (foto), tinha uma intensa relação com o deputado petista João Paulo Cunha, desde 2002

    O relator explicou que a relação entre João Paulo Cunha e Marcos Valério não era recente e que, por isso, ele não seria verossímil que ele alegasse não ter conhecimento da origem dos 50 000 reais.

    Barbosa citou ainda diversas reuniões entre Cunha, o empresário mineiro e seus sócios para afirmar que o então presidente da Câmara beneficiou conscientemente as empresas de Valério com a vitória de licitações no Congresso.

    Em seu voto, o magistrado buscou desconstruir o argumento de que os 50 000 reais recebidos pelo deputado do esquema do valerioduto seriam mero caixa dois de campanha. Ele relembrou que Cunha deu versões desencontradas sobre a finalidade dos recursos – ora para o pagamento de uma fatura de TV a cabo, ora para a quitação de pesquisas eleitorais – e resumiu: “A destinação que João Paulo Cunha deu ao dinheiro depois de recebê-lo é irrelevante, é o mero exaurimento do crime de corrupção passiva”.

    “O dolo dos réus fica evidenciado pela relação prévia entre João Paulo Cunha e Marcos Valério e seus sócios, iniciada na campanha à presidência da Câmara, em dezembro de 2002. Segundo, pelo fato de João Paulo ter atendido o interesse sempre manifestado por Valério de obter contratos com órgãos públicos federais”, explicou o relator.

    Segundo o relator, ministro Joaquim Barbos, o operador do Mensalão , Marcos Valério (foto), tinha uma intensa relação com o deputado petista João Paulo Cunha, desde 2002
    Barbosa disse ser “fraudulenta” a licitação vencida pela empresa de Valério na Câmara dos Deputados:

    “De fato, o presidente da Câmara participou ativamente das dezenas de subcontratações que vieram a ser realizadas através da agência (...) determinando o pagamento à empresa sem necessidade de contraprestação”, resumiu.

    Barbosa também votou pela condenação do petista pelo crime de lavagem de dinheiro: quando a mulher do deputado foi buscar os 50 000 reais em uma agência do Banco Rural, uma manobra da SMP&B tentou ocultar a origem ilícita e o verdadeiro destino dos recursos.

    Barbosa concluiu ainda que João Paulo deve ser condenado por peculato: 99,99% dos 10,7 milhões de reais pagos pela Câmara à SMP&B foram usados para pagar empresas subcontratadas pela companhia de Valério - a maior parte delas, sem relação com o objeto do contrato.

    "O réu participou ativa e intensamente da execução do contrato de publicidade da Câmara com a empresa de Marcos Valério, permitindo a remuneração de Valério por serviços de terceiros.", detalhou o relator. Ao todo, a companhia embolsou 536 000 reais sem desenvolver qualquer trabalho.

    Dentre as companhias subcontratadas, duas teriam prestado serviços pessoais a Cunha: a Vox Populi, que fez pesquisas de opinião para avaliar, por exemplo, a imagem de José Dirceu e do próprio Cunha, e a IFT, que prestava assessoria de imagem ao presidente da Câmara.

    "Há indícios de que a subcontratação pode ter se dado com o fito de atender interesse privado", afirmou o relator.

    Segundo Frederico Figueiredo, advogado e professor de processo Penal da EDB (Escola de Direito do Brasil), se João Paulo Cunha for condenado pelos ministros do STF, ele pode cumprir a pena em regime fechado.

    Isso ocorre porque a soma das penas pelos crimes a que o deputado responde supera os oito anos --dois a 12 anos para cada peculato, dois a 12 para corrupção passiva e três a dez anos para lavagem de dinheiro.

    “A pena dos crimes de João Paulo Cunha, ainda que seja a mínima, seria superior a oito anos e, em tese, isso representa prisão, segundo o Código Penal. Vamos ter que aguardar o final do voto e a dosimetria [quando os ministros calcularão as penas de cada réu] para ver quais crimes estão prescritos ou não”, ponderou Figueiredo.

    Cunha, no entanto, pode responder em regime semiaberto ou aberto caso os ministros decidam condená-lo pela pena mínima para os peculatos e para a acusação de corrupção passiva. Caso isso ocorra, os três crimes já estariam prescritos, e Cunha só poderia ser punido por lavagem de dinheiro.

    Pesará contra João Paulo Cunha a agravante dele, no momento das infrações penais, estava exercendo a função de Presidente da Câmara, sendo o terceiro homem na sucessão Presidencial, logo após o vice-presidente da República.

    Foto: Eliária Andrade/ O Globo


    CANDIDANTO - João Paulo no lançamento de sua candidatura a prefeito de Osasco, em junho passado. Segundo o IBOPE o petista ocupa o terceiro lugar nas intenções de votos (15%) tecnicamente empatado com o segundo colocado, o candidato Osvaldo Vergínio (PSD). Pela pesquisa o vitorioso seria o ex-prefeito Celso Giglio (PSDB) que lidera com folgados 35%. Na eleição municipal pesa ainda contra João Paulo, o fato dele ser o campeão em rejeição com 27% de eleitores que declararam jamais votar nele.




    Lewandowski ameaçou renunciar, depois recuou

    Se condenado, o deputado petista, que é candidato a prefeito em Osasco (SP), poderá ser impedido de tomar posse. Organização da votação provocou novo embate entre revisor e relator; proposta de Barbosa saiu vitoriosa

    No 11º dia do julgamento do mensalão, o relator, ministro Joaquim Barbosa, votou ontem pela condenação do ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Votou também pela condenação de Marcos Valério, operador do mensalão, e de Cristiano Mello Paz e Ramon Hollerbach, sócios de Valério na agência SMP&B, por corrupção ativa e peculato. Mais uma vez o plenário foi palco do embate entre Barbosa e o revisor do caso, ministro Ricardo Lewandowski. Barbosa queria que a votação fosse por blocos, e Lewandowski, por réus. A proposta de Barbosa saiu vitoriosa.


    Peluso prestes a ser afastado do STF pela compulsória no03 de setembro próximo

    Ao retomar, nesta quinta-feira, a leitura de seu voto na Ação Penal 470, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo apelidado de ‘mensalão’, assumiu o centro das atenções na 11ª sessão do julgamento, premido por um adversário invisível: a pressa. A leitura de seu voto, peça fundamental para a condenação ou absolvição de 37 réus, encontra-se diante da expectativa de se concluir os ritos do Tribunal a tempo de o ministro Cezar Peluso votar. Ele deverá deixar o Supremo Tribunal Federal (STF) no próximo dia 7, após completar 70 anos, idade máxima para a permanência na Corte Suprema.

    Alguns analistas têm a expectativa de que o ministro relator somente termine a leitura das mais de mil páginas de seu relatório na próxima semana, por mais que se apresse, após três ou quatro sessões, em meio a uma série de debates que normalmente surgem entre os magistrados. O segundo a ler seu voto sobre a denúncia da Procuradoria Geral será o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo, manifestamente contrário à agilização dos ritos.

    Barbosa vai indicar qual a possível pena para cada réu que ele considerar culpado e organizou a leitura por blocos, conforme os crimes a que cada um deles é acusado: corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira. A ordem de votação dos ministros obedece ao seguinte critério: primeiro o relator (Joaquim Barbosa); depois o revisor (Ricardo Lewandowski); e em seguida os demais ministros respeitando a antiguidade, começando por aquele que tem menos tempo de tribunal (Rosa Weber) até chegar ao mais antigo, que é chamado de decano (Celso de Mello). O último a votar é o presidente do tribunal, Ayres Britto. Na ordem natural, Cezar Peluso seria o sétimo a votar, mas pode pedir para ser o terceiro.

    Divergências

    A divisão da Corte quanto à celeridade do julgamento vem acirrando os ânimos de alguns ministros, principalmente as relações já nada tranquilas entre Joaquim Barbosa, o relator, e Ricardo Lewandowski, o revisor. Hoje, existe uma espécie de mal-estar entre os dois, embora não admitam abertamente. Apesar de nunca terem sido próximos, as relações ficaram mais distantes nos últimos dois meses. Desde junho, Lewandowski demonstra desconforto: primeiro com a marcação do julgamento do mensalão, depois com as pressões para a entrega do processo revisado, no final de julho. Algumas dessas pressões vieram justamente de Barbosa, relator do processo.

    Fontes consultadas do Correio do Brasil, O Globo, Portais Terra e UOL e G1



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 03h05
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Altamiro Carrilho e Choronas executando “Pedacinhos do Céu”, de Waldir Azevedo

    Altamiro Carrilho no “Pedacinho do Céu”

    Altamiro Carrilho, o maior virtuose da flauta no Brasil

    A história do chorinho e da bossa nova brasileira, confunde-se com a vida e carreira desse extraordinário músico e compositor, que, ao nos deixar, abre uma lacuna irreparável na música popular brasileira

    Foto: Cristina Granato


    Altamiro Carrilho, considerado um dos mestres da música brasileira, fez carreira nacional em programas de rádio e de auditório e ganhou projeção internacional, produzindo mais de 100 discos e 200 canções. Também se apresentou em mais de 40 países.

    "Ele ajudou a difundir a bossa nova e era um gênio, um virtuoso", disse o ex-parceiro e músico instrumentista Rubens Antônio da Silva, conhecido como Caçulinha.

    "Ele tocava vários instrumentos, era muito dedicado e estudava mais de duas horas por dia. Seu som tinha uma limpeza e uma qualidade ímpar, tanto que teve reconhecimento fora do Brasil também", acrescentou.

    A Altamiro Carrilho é também creditado a difusão, o reconhecimento e o sucesso do chorinho brasileiro, no Brasil e no exterior. Algumas de suas principais músicas são Rio Antigo, A Galope, Acorda, Luiz, Bem Brasil e Canarinho Teimoso.


    Veja Altamiro Carrilho e Choronas executando
    “Pedacinhos do Céu” de Waldir Azevedo

    Miniatura

    http://www.youtube.com/watch?v=U5M1_f7jybA&feature=player_embedded

    Este vídeo foi gravado em junho de 2008 no teatro Fecap, SP, Altamiro Carrilho aparece acompanhado das Choronas: Gabriela Machado-flauta, Ana Claudia César-cavaquinho, Paola Picherzky-violão de 7 e Roseli Camara-percussão.

    Fontes: Reuters, Veja, The Passia News



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 01h37
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Maior clássico do cordel do Nordeste: Romance do Pavão Misterioso de José Camelo de Melo Rezende

    Pavão Misterioso

    Pavão Misterioso

    Cordel - Trecho de O Romance do Pavão Misterioso
    http://www.youtube.com/watch?v=vlhpltN12DU&feature=player_embedded


    Trecho do documentário "Nordeste: Cordel, Repente E Canção (produção de Tânia Quaresma, 1975)" onde mostra um vendedor de cordel cantando um trecho do famoso Romance do Pavão Misterioso. Este vídeo tem apenas a intenção de divulgação do artista e mostrar umas das artes do nordeste: o Cordel cantado na feira.

    Ednardo - Pavão Mysteriozo - Gravação Original. Disco de 1974 - O Romance do Pavão Mysteriozo

    http://www.youtube.com/watch?v=Yys1jxLUiZA



    A obra Romance do Pavão Misterioso é o maior clássico do cordel. Folheto mais vendido em todos os tempos, foi escrito por José Camelo de Melo Rezende no final dos anos 20. João Melquíades Ferreira da Silva tomou posse da história e a publicou como se fosse dele, antes de Rezende.

    A palavra "romance" no título garante tratar-se de uma narrativa feita nos moldes tradicionais: tem 32 páginas, em versos de sete sílabas ou redondilhas maiores, e sua matéria diz respeito a uma aventura de amor e de heroísmo.

    O enredo do Romance do Pavão Misterioso é a aventura de um rapaz, chamado Evangelista, que ao contemplar a beleza de Creuza, donzela conservada prisioneira pelo conde (seu pai), sente-se invadido por um forte desejo: tirar a moça do sobrado do conde e tomá-la como mulher. Evangelista foge com Creuza, ajudado por um pavão mecânico.

    O fato de ser mantida reclusa no sobrado, em cuja janela só aparece uma vez por ano, corresponde a um malefício imposto à donzela. A Evangelista cabe salvar a vítima da prisão, reinstaurando a ordem.

    A beleza proibida da donzela desperta em Evangelista a vontade de possuí-la; a moça passa a objeto do desejo do rapaz, cujas ações visam à satisfação da carência gerada pelo desejo. O sucesso da demanda empreendida pelo apaixonado restabelece o equilíbrio quebrado pela vontade de posse do objeto.

    Logo, a libertação da donzela tanto significa a reparação de um malefício (reclusão) como a eliminação de uma carência (desejo amoroso), a vitória cabendo ao herói. Sendo esses elementos a espinha dorsal da história, pode-se considerá-la como um conto maravilhoso.

    Como em muitas narrativas populares, no folheto Romance do Pavão Misterioso, o herói vem de um país estrangeiro e sua história transcorre também numa região longínqua daquela do leitor ou ouvinte. O Evangelista do cordel vem da Turquia e sua aventura tem a Grécia como palco.

    A construção do espaço decorre de dados culturais e contribui para conferir à personagem das histórias populares um caráter mágico. Vivendo em paragens remotas ou simplesmente desconhecidas do apreciador da história, ou ainda povoadas de perigos e ameaças, o herói reveste-se de uma natureza próxima daquela das criaturas míticas, habitantes de um espaço e de um tempo distantes.

    Alguns heróis populares pertencem a camadas sociais elevadas ou adquirem riqueza e poder no decorrer da história; com esses traços diferenciam-se do cotidiano do homem comum que lhes presta admiração. Assim, o Evangelista do Romance do Pavão Misterioso é um rico herdeiro de "um viúvo capitalista".

    Nesta obra encontramos nítidas influências das celébres "Mil e Uma Noites".

    Simbologia

    Qualificado como misterioso, o pavão é uma figura de significados mágicos. Sua presença na titulação não só registra sua participação na aventura, mas adverte quanto aos sentidos míticos do que se narra.

    O pavão insere-se numa complexa simbologia. Signo solar, do fogo, da beleza, do poder de transmutação, pela vistosidade de sua plumagem, é também conhecido, mitologicamente, como destruidor de serpentes (seres da obscuridade). Símbolo da paz, da prosperidade, da fertilização, sua morte tem o poder de trazer a chuva. Aparece como montaria em algumas mitologias e na tradição cristã é sinal de imortalidade. Como representação da dualidade psíquica do homem, o pavão conota as forças positivas, por todos os conteúdos que lhe são atribuídos.

    O Cantor da Borborema e o Pavão Mysterioso

    JOÃO MELCHÍADES FERREIRA O Cantor da Borborema, nasceu em Bananeiras-PB aos 07 de setembro de 1869 e faleceu no dia 10 dezembro de 1933. Sentou praça no exército aos 19 anos de idade, ainda na monarquia, sendo promovido a sargento após a Guerra de Canudos, onde combateu. Em 1897 casou-se com Senhorinha Melchíades, com quem teve quatro filhos. Sua filha Santina Melchíades da Silva, prestou excelentes informações sobre o poeta à pesquisadora Ruth Brito Lêmos Terra, autora do livro "Memória de Lutas: Literatura de Folhetos do Nordeste 1983-1930. Nesta obra, a autora publicou a íntegra de uma correspondência dirigida por João Melchíades à sua esposa, em 1914, onde o poeta fala da primeira edição de CAZUZA SÁTIRO, "que sairia com 66 páginas, maior que o de ESMERALDINA E OTACIANA". O poeta informa ainda o custo de impressão e o preço de revenda dos folhetos, o que torna a correspondência uma verdadeira preciosidade.

    De uns tempos para cá, afirmam os pesquisadores mais autorizados que o Pavão publicado por João Melchíades era na verdade um "plágio" ou "recriação" de obra criada por José Camelo de Melo. Aterrizando esse Pavão voador e dissipando todo o mistério que o envolve, é bom que se esclareça a verdade: o pavão de alumínio, pilotado sorrateiramente pelo cantador Romano Elias, fugiu em noite silenciosa da oficina de seu criador JOSÉ CAMELO DE MELO (nascido na povoação de Pilõezinhos, município de Guarabira-PB e falecido em Rio Tinto-PB, aos 28 de outubro de 1964), um poeta que "cantou, mas não teve sorte" como ele próprio afirma no final de um romance de sua autoria - indo parar no "hangar" de Melchíades. Camelo já havia composto a história do Pavão mas não a havia publicado, limitando-se apenas a cantá-la em suas apresentações.

    Melchíades, de posse de uma cópia do poema e aproveitando-se da ausência de Camelo, reescreveu o tema e o publicou. Uma versão deste episódio, atribuída ao poeta Joaquim Batista de Sena, (admirador da obra de Camelo e seu amigo pessoal), dá conta de que na época em que o "Pavão" foi publicado, José Camelo teve que deixar a Paraíba para refugiar-se no interior do Rio Grande do Norte devido uma situação complicada. José Camelo de Melo era, além de grande poeta, um exímio xilógrafo, dado que vem a ser confirmado por Átila de Almeida e José Alves Sobrinho em seu Dicionário Biobibliográfico dos Repentistas e Poetas de Bancada. Como tal, teve seu trabalho de xilógrafo requisitado por donos de alambiques para falsificar selos e burlar a fiscalização da Fazenda paraibana. A atividade ilícita veio a ser descoberta e José Camelo fugiu de seu estado natal temendo ser preso. Teria sido justamente nesse período que o cantador Romano Elias, de posse de uma cópia do poema, o teria apresentado a João Melchíades que reescreveria o tema e o publicaria em seguida.

    É inadmissível a afirmativa de que João Melchíades teria simplesmente usurpado a autoria da obra. No mínimo, ele reescreveu a história do Pavão, fazendo sensíveis modificações em sua estrutura, o que achamos mais provável, haja visto um depoimento de Maria de Jesus Silva Diniz, filha de José Bernardo da Silva, onde a mesma assegura que o Pavão de José Camelo teria 40 páginas, enquanto a versão de Melchíades, que chegou ao nosso conhecimento e que ela publicava em sua tipografia, tem apenas 32 páginas, tratando-se evidentemente de uma versão mais resumida. O poeta Expedito Sebastião da Silva, chefe gráfico da Lira Nordestina, ainda teria mais um dado a acrescentar. Segundo ele, José Camelo de Melo ficou revoltado porque o público tinha larga preferência pela versão de Melchíades o que o levou a destruir os seus originais. Detalhe, na versão de José Camelo de Melo, publicada após a de Melchíades, Evangelista, o personagem central da trama, destrói o Pavão Misterioso a pedido do engenheiro Edmundo, inventor do aeroplano.

    A RELEITURA DO PAVÃO - Em 1992, encontrei o já consagrado cartunista/ilustrador JÔ OLIVEIRA no Salão Nacional de Humor de Campina Grande-PB e ele me mostrou, empolgado, as primeiras pranchas do Pavão Misterioso, com texto em prosa e um formato que mais lembrava um álbum de HQ. Posteriormente, ele utilizou o tema para desenvolver selos para os Correios. O Pavão voou os quatro cantos do mundo no traço de Jô Oliveira, e acabou ganhando três edições com texto em prosa. Início de 2007, reencontrei o Jô por acaso e ele me falou do seu desejo de recontar a história do PAVÃO em cordel, com linguagem mais atual, mais apropriada para o público infanto-juvenil, colocando alguns personagens no Nordeste (no caso os irmãos João Batista e Evangelista, o cavalo Ventania e o cachorro Corisco, estes últimos criação sua, que não aparecem na antiga versão de Melchíades/Camelo). Topei o desafio e fiz uma síntese da trama em sextilhas, apresentando novos personagens e fazendo ajustes necessários para o público de hoje (a versão primitiva é de 1926). O resultado ficou satisfatório e a prova disso é que antigos fãs do folheto de cordel ficaram encantados com o novo formato. É gratificante, também, notar o interesse de pedagogos e arte-educadores, que pretendem adotá-lo como paradidático em 2008. A edição do mesmo ficou a cargo da editora cearense IMEPH, que se lança no mercado com uma coleção de 20 títulos, a maioria utilizando a linguagem do Cordel. A parceria com Jô Oliveira irá render novos frutos... Estamos desenvolvendo, de uma só tacada, os seguintes livros: A AMBIÇÃO DE MACBETH, O BICHO FOLHARAL, ARTIMANHAS DE JOÃO GRILO, e EL CID, todos em cordel, para as editoras IMEPH, CONHECIMENTO e CORTEZ.

    Arievaldo Viana. Poeta popular, radialista e publicitário, nasceu em Fazenda Ouro Preto, Quixeramobim-CE, aos 18 de setembro de 1967. Desde criança exercita sua verve poética, mas só começou a publicar seus folhetos em 1989, quando lançou, juntamente com o poeta Pedro Paulo Paulino, a Coleção Cancão de Fogo. Em 2000, foi eleito membro da ABLC. É o criador do Projeto ACORDA CORDEL na Sala de Aula, que utiliza a poesia popular na alfabetização de jovens e adultos.

    Autor: Arievaldo Viana

    Fonte: Queima-Bucha



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 18h04
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    ...comandante Pacheco

    comandante Pacheco, um dos tripulantes da Vasp mais querido pelos seus colegas de voo

     



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 15h38
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Altamiro Carilho - "Foi-se embora a nossa flauta mágica"

    16/08/12

    Bem Brasil

    Infelizmente o vídeo foi removido pelo usuário

    http://www.youtube.com/watch?v=WvmrvNtLL-I

    Programa Bem Brasil, gravado em 2000, com Altamiro Carrilho. De suas autorias inicia o programa tocando Bem Brasil e também toca Aeroporto do Galeão e com o grupo Demônios da Garoa o Trem das Onze

    Atualização - Flautista Altamiro Carrilho será sepultado hoje (16), às 14 horas, no Rio de Janeiro - Reprodução Youtube

     

    "Foi-se embora a nossa flauta mágica"

    Gilberto Gil

    Flautista Altamiro Carrilho será sepultado hoje (16), às 14 horas, no Rio de Janeiro

    Paulo Virgilio

    Atualização – O corpo do flautista Altamiro Carrilho será sepultado hoje (16), às 14h, no Cemitério Municipal de Santo Antônio de Pádua, no noroeste fluminense, cidade natal do músico. De acordo com familiares de Altamiro, o velório também será na cidade.

    Um dos mais importantes instrumentistas brasileiros, Altamiro Carrilho morreu na manhã desta quarta-feira (15), na Clínica Enio Serra, no bairro de Laranjeiras, zona sul do Rio. Ele tinha 87 anos e esteve internado durante cerca de um mês no Hospital São Lucas, em Copacabana, para tratamento, segundo familiares, de um câncer no pulmão. Teve alta, mas na última segunda-feira voltou a passar mal e foi levado para a clínica onde morreu.

    Nascido em 21 de dezembro de 1924 na cidade de Santo Antônio de Pádua (RJ), Altamiro Carrilho foi um dos maiores divulgadores, no Brasil e no exterior, do choro, tendo se apresentado em 48 países. Virtuose na flauta transversal, o músico gravou, ao longo da carreira iniciada na década de 40, mais de cem discos e foi autor de cerca de 200 composições do gênero que o consagrou, entre elas Bem Brasil,Cheio de Moral, Flauta Chorona e Canarinho Teimoso.

    Em dezenas de discos de artistas da música popular brasileira, Altamiro Carrilho marcou presença com solos de flauta na introdução de canções. Entre outras, destacam-se Detalhes, de Roberto Carlos, e Meus Caros Amigos, de Chico Buarque.

    Para o radialista e pesquisador Osmar Frazão, que apresenta na Rádio Nacional do Rio o programaHistórias da MPB, Altamiro Carrilho foi o maior flautista da música brasileira. “Ele era um apaixonado, um estudioso do instrumento. Tivemos na nossa música outros grandes flautistas, mas nenhum superou Altamiro. Ele tocava a flauta com um sentimento fora do normal”, disse.

    Agência Brasil



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h43
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Altamiro Carilho *1924 / +2012

    Morre Altamiro Carrilho, flautista de 87 anos, no Rio

    Aclamado como um dos clássicos do choro, virtuose da flauta transverval, autor de mais de 200 músicas




    Altamir Carrilho deixa uma lacuna na música brasileira

    O flautista Altamiro Carrilho morreu na manhã de ontem no Rio, aos 87 anos. Ele havia descoberto um câncer no pulmão recentemente e não teve tempo de tratá-lo. Vinha com problemas no coração e dificuldades para respirar - justamente o virtuoso que tanto fôlego demonstrava em seu instrumento. Segundo os amigos, além do amor maior pela música, uma outra característica manteve até o fim: o bom humor.

    Filho de Lyra de Aquino Carrilho e do dentista Octacilio Gonçalves Carrilho, o músico tinha sete irmãos, incluindo o também flautista Álvaro Carrilho.
    O primeiro disco de Altamiro foi "A bordo do Vera Cruz", de 1949. Nos anos seguintes, gravou trabalhos como "Choros imortais" (1964), "Clássicos do choro" (1979) e "Pixinguinha de novo" (1998). Em 1938, foi membro da Banda Lira de Arion, na qual tocava caixa. Quando passou a tocar flauta, foi destaque do programa de calouros de Ary Barroso.

    Além da música, atou como farmacêutico e comprou uma flauta usada, com a qual começou a ganhar fama entre os apreciadores do choro.

    “Fui visitá-lo no hospital há algumas semanas e ele continuava fazendo piadas. Estava com uma suspeita de câncer no pulmão. Foi operado duas ou três vezes por causa de problemas no coração. Depois eu soube que tinha recebido alta, e agora essa...”, lamentou o gaitista Mauricio Einhorn, com quem Altamiro tocou com frequência nos últimos 15 anos.


    O empresário de Altamiro, Sérgio Pargana, contou que a devoção à profissão era tamanha que o próprio médico lhe recomendava tocar até quando fosse possível. “Ele sabia que a música era a vida dele. Altamiro não conseguia mais tocar duas horas sem parar, mas adorava fazer shows com seu conjunto, mesmo tocando um pouquinho só. E o público queria a presença dele.”

    O último show havia sido no começo de junho, em Uberlândia (MG). Na ocasião, ele disse, em entrevista a uma emissora de TV local: “Eu tenho a impressão de que se eu parar com a música, eu paro. Desde criança, eu convivo no meio dos músicos.” Já estava debilitado. Em julho, ficou 17 dias internado. Foi quando o tumor foi descoberto.

    Benedito Lacerda já era grande quando sintonizou na Rádio Tamoio para ouvir seus choros de todos os dias.

    Flautista sem concorrência por aqueles anos 40 e 50 do Rio de Janeiro, percebeu alguém tocando de um jeito muito parecido com o seu. Sem se lembrar de quando havia gravado aquilo, chamou a mulher para tirar as dúvidas. “Ôndina, quando foi mesmo que eu gravei esta música que está tocando no rádio?” Mas a mulher não se enganou. Quem estava tocando não era o marido, mas um garoto chamado Altamiro alguma coisa. “Vocês acabaram de ouvir Altamiro Carrilho!”, disse o locutor. Benedito não se conteve. Vestiu as roupas e seguiu às pressas para a Rádio Tamoio para conhecer o menino. Assim que o viu, teve certeza de estar diante de um prodígio.

    Disseram dele que se sentia tão à vontade numa schottische de Pixinguinha como num concerto de Mozart. De Benedito Lacerda, tirou um tanto do estilo. Do duplo staccato de Pixinguinha veio o ritmo, a brasilidade. De Dante Santoro, a capacidade de fundir duas flautas em uma.

    Carreira com fases de glamour e revolta

    A carreira de Altamiro alternou fases glamourosas com outras revoltosas. Em 1955, quando seu regional ganhou a TV (a única vez em que o campeão de audiência foi um programa de música brasileira), viveu a glória. Depois, houve um período de desilusão com os rumos da música. Quando o iê-iê-iê e as guitarras elétricas dominaram o cenário, ele chegou a vender 12 de suas 18 flautas e destruir todos os seus troféus. “De 1962 a 1971, o músico brasileiro ficou totalmente relegado. Como muitos dos meus colegas que chegaram a ser até chofer de táxi, eu também procurei emprego numa corretora. Só não comecei o trabalho porque fui desestimulado pelo próprio gerente”, contaria, em 1975.

    Em 1955, ao lançar um dos seus discos mais festejados, “Altamiro Carrilho e Sua Bandinha na TV” (Copacabana Discos), ele gravou clássicos como “Fita Amarela”, “Tico-Tico no Fubá”, “Dorinha Meu Amor” e “Vassourinha”, entre outros. E escreveu, nas notas do disco: “E confesso que toquei essas músicas mais de ouvido, mais de memória do que por música, propriamente. Cada uma delas era uma saudade que sonorizava o meu coração, que me distanciava do dever de gravar para o prazer de ouvir. Vi-me dançando com minha namorada ao lado de uma retreta do interior. Vi meu mestre corrigindo erros numa partitura minha”.
    Resistiu sempre ao rock. “Somos formiguinhas lutando contra elefantes. Há muito dinheiro do lado de lá, mas há mais talento do lado de cá”, dizia.

    Com informações do Bem Paraná

    Choros imortais

    "A fala da flauta" (2009)
    http://www.youtube.com/watch?v=eeTnRXKYLq0&feature=related

    Em documentários e concertos recentes, clipes antigos e
    apresentações especiais, um dos maiores instrumentistas que a música brasileira produziu o último dos grandes mestres do choro dá mostra da sua arte do sopro, feita de elegância, velocidade e leveza, de variedade, virtuosismo e concisão.


    Urubu Malandro (Loro) - Instrumental SESC Brasil - 26/05/2010
    http://www.youtube.com/watch?v=Io9DCvCb8aU&feature=related

    Flamengo (choro)
    http://www.youtube.com/watch?v=HoG-O4Ocatc&feature=related

    Carinhoso - Chorando Sem Parar 2010
    http://www.youtube.com/watch?v=prjgZwEM4gI&feature=related

    ALTAMIRO CARRILHO NO PEDACINHOS DO CÉU
    http://www.youtube.com/watch?v=ApLXN0V4pI0&feature=related

    ALTAMIRO
    http://www.youtube.com/watch?v=Q2fGbEdQDQc&feature=related

    Pano preto de fundo...o Artísta por lá...improvisa e sai gravando!
    Ano 1999.


    Altamiro Carrilho no Bar Pedacinhos do Céu em BH, com Auzier no cavaquinho, Veludo no acordeon, Sampaio no Trombone, Tião no Bandolim, Marquinhos no cavaquinho,Geraldino no violão de sete cordas, Gilmar no pandeiro.

    Altamiro Carrilho e Choronas Pedacinhos do Céu
    http://www.youtube.com/watch?v=U5M1_f7jybA&feature=related

    Altamiro Carrilho e grupo com participação das Choronas: Gabriela Machado-flauta, Ana Claudia César-cavaquinho, Paola Picherzky-violão de 7 e Roseli Camara-percussão. Gravado em junho de 2008 no teatro Fecap, SP.
     

    Com informações da Agência Brasil



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h10
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Charges on line

    Resenha em Charges : humor mensaleiro

    Lula não sabia de nada...

    anjos que nao sabiam de nada mensalao 150812 sinfronio humor politico Lula não sabia de nada...

    por Sinfrônio para o Diário do Nordeste

     

    anjos que nao sabiam de nada mensalao 150812 clayton humor politico Lula não sabia de nada...

    por Clayton para O Povo

     

     

    anjos que nao sabiam de nada mensalao 150812 paixao humor politico Lula não sabia de nada...

    por Paixão para a Gazeta do Povo

     

    anjos que nao sabiam de nada mensalao 150812 salvador humor politico Lula não sabia de nada...

    por Salvador para o Estado de Minas

    Esta charge do M. Aurélio foi feita originalmente para o

    Esta charge do Pater foi feita originalmente para o

    Esta charge do Nani foi feita originalmente para o



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 16h33
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Asa branca, composição de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira

    luiz gonzaga No Mosaicos, Dominguinhos relembra Luiz Gonzaga

    ASA BRANCA

    Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

    http://www.youtube.com/watch?v=A5r2_wGk1dI



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h05
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Futrica entre os 'homens da capa preta'

    Joaquim Barbosa inicia nesta quarta-feira a leitura de seu voto

    O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, começa a apresentar seu voto nesta quarta-feira, após a manifestação dos três últimos advogados dos réus. Ele deve abordar questões preliminares levadas pela defesa antes de entrar no mérito da ação. Barbosa vai continuar sua exposição na quinta-feira e já pediu ao presidente do STF, Ayres Britto, uma sessão extra no dia seguinte.

    Alguns ministros reagiram, e o pedido não deve ser atendido, adiando a conclusão do voto para a próxima semana. A expectativa é de que Barbosa leve três dias para votar.


    Marco Aurélio rejeita proposta de sessão extra sexta-feira e chama relator de ‘o todo-poderoso’

     

    O primeiro a se opor ao pedido de sessão extra foi Marco Aurélio Mello, que defende a execução fiel do calendário, com sessões para julgar o mensalão às segundas, quartas e quintas. Ele quer sessões extras, mas para julgar outras ações. O revisor do processo, Ricardo Lewandowski, também não quer sessão na quinta-feira, pois agendou uma palestra no Rio e não pretende cancelar.

    — O plenário se tornou tribunal de processo único, mas nós não. Não estamos licenciados relativamente aos demais processos, continuamos atuando — disse Marco Aurélio. — Fui surpreendido pela notícia de que o todo-poderoso relator quer começar (o voto) na quarta. Eu disse para começarmos na quinta. O relator tem poder, mas não é um todo-poderoso no processo.

    Marco Aurélio criticou a postura de Ayres Britto, que, para ele, tenta apressar o julgamento de forma indevida:

    — Poeta geralmente é muito sereno em tudo o que faz, é contemplativo. Mas, nesse caso, ele não está sendo.

    O ministro admitiu que o clima anda tenso entre os colegas:

    — É algo que nos entristece e nos deixa um pouco preocupados. Fica um grupo puxando para um lado, um grupo puxando para outro, quando deveria haver respeito ao consenso. A discussão deve ser de ideias e não deve descambar para o campo pessoal.

    Nesta quarta-feira à noite, os ministros do STF fazem uma sessão administrativa para decidir sobre as sessões extras. Só acelerando o julgamento dará tempo de o ministro Cezar Peluso votar antes de sua aposentadoria, em 3 de setembro.

    O Globo, 15 de Agosto de 2012

    Ele vai acordar. E o pesadelo será do PT

    Nesta quarta-feira, o ministro-relator Joaquim Barbosa começa a leitura de seu voto de mil páginas, nos cálculos dos juristas, sobre os reús da Ação Penal 470, vulgo Mensalão; deverá falar, de olhos bem abertos, até a sexta-feira; projeção é de que irá pedir a punição da maioria; a questão é : ele terá a maioria ?

    Ele vai acordar. E o pesadelo será do PT
    Egresso do Ministério Público e indicado pelo ex-presidente Lula para o Supremo Tribunal Federal em 2003, o relator da Ação Penal 470, o chamado mensalão, ministro Joaquim Barbosa, viverá a partir desta quarta-feira 15 grandes momentos na ribalta da mais alta Corte do País. Nem sempre amigo dos holofotes da mídia, à qual se acostumou a criticar depois de ter sido alvo de papparazzi em um período de licença médica, ele deverá ocupar todos os espaços nos noticiários políticos enquanto durar a leitura de seu voto que, acredita-se, tenha cerca de mil páginas escritas. Para tanto, Barbosa trabalha, nos bastidores do tribunal, pela determinação, pelo presidente Ayres Britto, de uma sessão extraordinária da sexta-feira 17. Tudo para que possa fazer a leitura continuada de seu voto, sem a interrupção do final de semana

    Em seu julgamento – o primeiro a ser expressado entre os 11 integrantes da Corte --, Barbosa deverá procurar fundamentar a condenação da maioria dos acusados, segundo projeções de juristas consultados por diversas fontes. Nesse sentido, seu passado de promotor público de verve agressiva irá, em tudo, colaborar. Durante as oito sessões realizadas até aqui, o primeiro magistrado negro da história do STF foi flagrado em longos cochilos enquanto falavam os advogados de defesa, num comportamento, diga-se, que atingiu também a outros membros da Corte. Na terça 14, véspera de seu voto, o relator da Ação Penal 470 nem mesmo ocupou sua cadeira em plenário, sob a alegação de sofrer mais agudamente suas históricas dores na coluna. Ayres Britto justificou que ele estava numa sala contígua, assistindo pela televisão. Mas na quarta, à base de medicação ou não, o certo é que Joaquim Barbosa estará em sua posição – e, para pesadelo dos réus, especialmente os integrantes do PT, absolutamente acordado.

    Barbosa já demonstrou, logo no primeiro dia do julgamento, sua oposição a toda e qualquer tentativa de protelar por mais tempo o desfecho do maior processo já apreciado pelo Supremo. Ele bateu-boca com seu colega Ricardo Levandowski, revisor dos cartapácios produzidos pela Procuradoria Geral da República, considerando como "desleadade" a tentativa de Levandowski de desmembrar o processo, deixando ao Supremo a primazia de julgar apenas os beneficiários de foro especial, como os deputados federais acusados. Apesar da longa fundamentação feita em favor de sua posição, apenas Marco Aurélio Mello acompanhou o revisor, contra nove que deram o voto contrário à iniciativa, a começar do próprio Barbosa.

    Não se espera, como acontece em muitos julgamentos no Supremo, que os ministros tenham votos resumidos, justificando, basicamente, entre acompanhar ou não o voto do relator. Pela magnitude, sabe-se que a maioria dos magistrados produziu votos extensos – e que as argumentações dos advogados serviram, apenas, para confirmar certezas ou alterar, mas não significativamente, a posição de cada um. A argumentação preparada por Barbosa, no entanto, poderá impressionar e colaborar para a imposição de penas duras a muitos dos acusados.

    Na véspera do início das leituras dos votos – na quarta 15, três advogados ainda ocuparão a tribuna, mas assim que terminarem a palavra deverá ser dada a Barbosa, para o início do escrutíneo --, o clima no STF é tenso. "O todo-poderoso relator quer começar na quarta. Eu disse para começarmos na quinta. E mais ainda: ele (Ayres Britto) apontou que o relator está querendo também uma (sessão) extraordinária na sexta, com um detalhe, sem a presença do revisor que tem um compromisso acadêmico", relatou o ministro Marco Aurélio Mello à revista Veja. Alguns juízes parecem mesmo dispostos a correr contra o tempo, de modo a terminarem suas respectivas leituras de voto antes da data de 3 de setembro, quando o ministro Cezar Peluso irá se aposentar compulsoriamente. O voto dele é dado como certo contra os réus. Só não se sabe em que grau – o que a verve de Barbosa pode ajudar a agravar, de acordo com todas as previsões.

    Brasil 247, 15 de Agosto de 2012

    Mensalão: STF define que Cezar Peluso vai votar

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiriam que o colega Cezar Peluso terá tempo para apresentar seu voto no julgamento do mensalão, antes de sua aposentadoria em 3 de setembro próximo, ao completar 70 anos. Além da possibilidade de antecipá-lo após a leitura do voto do relator, Peluso poderá fazê-lo a qualquer tempo, mediante autorização do presidente do STF, ministro Carlos Ayres Britto.

    Coluna do Claudio Humberto, Brasil 247, 15 de Agosto de 2012



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 11h14
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Serra do Cipó (MG)

    Belezas da Serra do Cipó (MG)

    Serra do Cipó
    Cachoeira grande Serra do cipó Minas Gerais

    Serra do Cipó/ Minas Gerais

    As lindas paisagens da Serra do Cipó, em Minas Gerais é o pano de fundo do novo clipe de 'Eu sem você' de Paula Fernandes

    Reprodução

    Paula Fernandes

    Assista ao clipe na íntegra

    http://www.youtube.com/watch_popup?v=-ypIzdy1Bkc&vq=medium


    Enviado pelo Augusto Pereira Leite



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 09h42
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    De volta ao passado

    Sessão Nostalgia



    Para acessar clique no quadrado



    VoltaPassado.pps
    3.80 MB

     Enviado pela Suely Piacenço (Marjorie)



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 08h16
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Nova modalidade do esporte olímpico a ser oficializado na Rio16


    M. AURÉLIO – ZERO HORA

    Flagrante das Olimpíadas Londres 2012

    Nova modalidade levantamento de pau, está em estudo pelo COI para ser oficializado no Rio 16

    Esporte olímpico não oficial, praticado largamente entre os atletas nas horas de relaxamento, e não divulgadas pela mídia.

    Levantamento de Pau, modalidade a ser oficializada no Rio 2016, precisa do Abaixamento de Bunda pra ser bem sucedido.

    Como a proxima olimpiada será em Banânia, com absoluta certeza este novo esporte, à base de pajaraca superfaturada e bacurinha sem licitação, será oficilizado e disputado com muito afinco na sede dos jogos, a maravilhosa cidade do Rio de Janeiro.


    Levantamento de Pau, a exemplo do nado sincronizado, depende do parceiro pra obter êxito. Neste presente caso, das parceiras

    Besta Fubana



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 07h53
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Cantora Katy Perry vai a parque aquático e mostra a 'poupança'

     Katy Perry quase perde o biquíni em parque aquático


    Bauer-Griffin/The Grosby Group

    Katy Perry aproveitou o calor americano para ir a um parque aquático

    Bauer-Griffin/The Grosby Group
    Mas faltou apertar um pouco mais o biquíni

    Bauer-Griffin/The Grosby Group
    Brincalhona, desceu um escorregador

    Parece que a cantora Katy Perry, 27, não aderiu à moda dos minibiquínis brasileiros.

    Após passagem pelo país para divulgar seu filme, "Katy Perry: Part of Me", ela foi a um parque aquático nos Estados Unidos com os trajes de banho de grande modelagem, bem americanos.

    Mas podia ter dado um lacinho mais apertado. A parte de baixo de seu biquíni acabou escorregando enquanto se divertia.

    Constrangida, começou a rir histericamente, segundo a agência Grosby, mas foi salva por amigos.

    F5



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h17
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Acervo com pinturas de Tarsila do Amaral, Milton Dacosta, Cícero Dias, o quadro "Samba" de Di Cavalcanti, destruido por incêndio em Copacabana, Rio de Janeiro

    Incêndio no Rio destrói apartamento com coleção de arte valiosa

    O INCÊNDIO

    Um incêndio ocorrido na noite de segunda (13) em Copacabana, zona sul do Rio, na cobertura dúplex do marchand e colecionador Jean Boghici, deixou em estado de alerta o mercado de arte brasileiro.

    Dono de uma galeria em Ipanema, ele mantinha em seu apartamento um acervo com pinturas de Tarsila do Amaral, Milton Dacosta, Cícero Dias, o quadro "Samba" de Di Cavalcanti, e outras dezenas de obras emblemáticas, brasileiras e estrangeiras.

    Até as 22h desta segunda, ainda não se sabia a extensão dos estragos. Segundo os bombeiros, a família de Jean estava em casa quando o fogo começou, mas conseguiu escapar das chamas. Dois gatos morreram.

    Diretor da Bolsa de Arte do Rio de Janeiro, Jones Bergamin classifica o acervo de Boghici como "a mais valiosa coleção particular de arte brasileira".

    Coleção do marchand Jean Boghici


    O óleo "Samba" (1925), de Emiliano Di Cavalcanti, parte da coleção do marchand Jean Boghici


    "Retrato de Joaquim do Rego Monteiro" (1920), óleo do artista Vicente do Rêgo Monteiro, parte da coleção do marchand Jean Boghici

    Faz parte da coleção de Jean Boghici a escultura "O Beijo", de Auguste Rodin

    "O Sono", pintura de Tarsila do Amaral, pertencente à coleção de Jean Boghici

    REPERCUSSÃO


    "Não dá para calcular o valor das obras de Boghici. É algo na ordem de centenas de milhões de reais. Um pintura como 'Samba', de Di Cavalcanti, por exemplo, não tem preço", disse Jones à Folha, em entrevista por telefone, com a voz trêmula.

    Nascido na Romênia, Boghici, 84, desembarcou no Rio, em 1949, e virou uma referência no mercado de arte da cidade, como galerista e colecionador.

    Ivo Mesquita, diretor-técnico da Pinacoteca do Estado de São Paulo, chegou a ver de perto a coleção de Boghici.

    "Cheguei a visitar duas vezes o apartamento dele. É uma coleção valiosíssima, formada por artistas-chaves para a arte brasileira. E o Jean ajudou a construir a história de muitos desses nomes. É um homem que ajudou a consolidar o circuito de arte no país", avaliou Mesquita, que recebeu a notícia quando participava da inauguração de uma exposição na segunda no Rio.

    Amiga de Boghici, a curadora Vanda Klabin estava atônita diante da possibilidade de destruição das obras.

    "Ele estava separando uma boa parte das obras na casa dele para o MAR [Museu de Arte do Rio, com inauguração prevista para setembro]", disse Vanda.

    Com informações da Folha de S. Paulo e Portal do UOL



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h17
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    A proposta que acaba com salários de vereadores em municípios até 50 mil habitantes chegou a CCJ do Congresso Nacional

    Em trâmite na CCJ a PEC, Para Acabar com Ordenado dos Vereadores em Cidades Até 50 Mil Habitantes

    Trinta senadores apoiam o fim do salário de vereador

    Por Lauro Jardim

    A PEC, que pretende acabar com o salário dos vereadores em municípios de até 50 000 habitantes, chegou à Comissão de Constituição e Justiça com amplo apoio dos parlamentares.

    Pelo regimento do Legislativo, uma PEC precisa ter o apoio de 27 senadores para poder tramitar. A proposta apresentada por Cyro que extingue os vencimentos de vereadores em cerca de 4 900 municípios foi além: recebeu o aval de trinta parlamentares de dezessete estados.

    O fim da remuneração dos parlamentares municipais recebeu o apoio de todos os senadores das bancadas de Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Entre os senadores de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira e Eduardo Suplicy assinaram.

    No Amazonas, a proposta teve as assinaturas de Alfredo Nascimento e Eduardo Braga, o mesmo acontecendo no Mato Grosso do Sul (Antonio Russo, Delcídio do Amaral), Pernambuco (Armando Monteiro, Humberto Costa), Mato Grosso (Blairo Maggi, Pedro Taques), Espírito Santo (Magno Malta, Ricardo Ferraço), Rondônia (Ivo Cassol e Valdir Raupp).

    Os outros senadores que assinaram a proposta do senador goiano foram Alvaro Dias (PR), Benedito de Lira (AL), Anibal Diniz (AC), Flexa Ribeiro (PA), Inácio Arruda (CE), Lobão Filho (MA) e João Vicente Claudino (PI).

    Revista Veja



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h58
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Artigo no site da revista norte-americana Forbes : Brasileiros “roubados”

    "Forbes": ao comprar carros, brasileiro busca status e confunde preço com qualidade

    O colunista do site da revista "Forbes" Kenneth Rapoza, especialista nos Brics - Brasil, Rússia, Índia e China -, publicou no último sábado, dia 11, que considera "ridículo" os valores que os brasileiros pagam em carros no país.

    Publicação americana critica brasileiros por comprarem carros considerados medianos nos Estados Unidos por preços de automóveis de luxo

    Preço de Jeep Cherokee no Brasil é 'ridículo'
    Jeep Grand Cherokee 2012

    Jeep Grand Cherokee: 89,5 mil dólares no Brasil e 28 mil dólares nos EUA (Divulgação)

    Depois de afirmar que a economia brasileira crescerá menos que a americana em 2012, a revista Forbes publicou uma crítica aos altos preços de veículos praticados no Brasil - e aos brasileiros que os compram. Entitulado "Brazil's Ridiculous 80,000 Jeep Grand Cherokee" - O ridículo Jeep Grand Cherokee de 80 mil dólares do Brasil -, o artigo usa como exemplo o valor do recém-chegado modelo ao mercado nacional para ironizar a diferença de preços entre veículos no Brasil e nos Estados Unidos, onde o mesmo carro é vendido por 28 mil dólares. Já seu preço no Brasil chega a 89.500 dólares - o equivalente a 180 mil reais.

    Artigo publicado no site da revista norte-americana Forbes afirmou que os brasileiros estão sendo “roubados” ao pagar, pelos carros vendidos no país, preços bem mais altos que os cobrados no exterior por modelos semelhantes. O artigo, assinado pelo jornalista Kenneth Rapoza, diz que, pelo valor pedido no Rio de Janeiro por um Grande Cherokee — R$ 179 mil, ou US$ 89,5 mil —, é possível comprar três em Miami. Para a Forbes, o motivo da disparidade são os altos impostos incidentes sobre os automóveis no Brasil e a ingenuidade dos consumidores, que veem carros luxuosos como sinal de status. A matéria informa ainda que a Chrysler vai lançar no país um modelo de SUV por R$ 190 mil (US$ 95 mil), enquanto nos EUA o modelo é vendido por US$ 28,5 mil (R$ 57 mil).

    Divulgação
    Alguns modelos chegam a custar três vezes mais no Brasil



    "Desculpem, brazukas... não existe status em um Toyota Corolla, Honda Civic, Jeep Grand [Cherokee] ou Dodge Durango", disse. "Não se deixem enganar pelo preço. Vocês estão sendo roubados."

    Rapoza comparou os preços com os praticados nos Estados Unidos utilizando dois modelos da americana Chrysler, lembrando que os impostos e outras taxas fazem com que um Jeep Grand Cherokee custe até três vezes mais no Brasil. O modelo 2013 custará US$ 28 mil nos EUA, enquanto para o mercado brasileiro o carro atual sai por US$ 89,5 mil (R$ 179 mil).

    Ao comparar o modelo Dodge Durango, que será lançado no próximo Salão de São Paulo, em outubro, por US$ 95 mil (R$ 190 mil), o colunista expõe o quão baixo é o status do carro. "Nos EUA, custa US$ 28.500. Um professor de escola pública primária do Bronx consegue comprar um. OK, talvez não um novinho, mas com 1 ou 2 anos de uso... com certeza."

    "Não há outra razão [para os preços do Brasil] a não ser a taxação excessiva, de mais de 50% [do preço do carro], e a ingenuidade do consumidor que pensa que dá na mesma pagar por um Cherokee o valor de um BMW X5", critica. "Pense como seria se um amigo americano dissesse a você que acabou de comprar um par de Havaianas por US$ 150. Claro que esses chinelos são sexy, chiques e estão na moda, mas não valem US$ 150."

    Com informações da revista Veja



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 12h00
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Sem legenda



    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h54
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Carta de Caymmi a Amado

    100 anos de Jorge Amado - Homenagem a Jorge, Amado por todos nós

    "O céu despejado num azul fantasmagórico de aurora desabrochando, o sol a anunciar-se num clarão alegre sobre o mar..."

    "A multidão acotovelava-se numa grande alegria. Notou que todos se beijavam. Era o Carnaval que se aproximava..."

    "Na fímbria do mar ou pela montanha onde corre sempre uma cariciosa aragem, vive o povo mais doce do Brasil."


    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Zn8yULj0FMU
    ¨*¨
    A suposta carta de Caymmi a Jorge Amado sobre amizade, saudade, música, pintura e tempo no clima baiano de ócio criativo andava em Londres e está numa exposição em homenagem ao centenário do escritor, no Museu da Língua Portuguesa.




    Jorge, amado de Caymmi, 100 anos


    “Jorge meu irmão, são 11h30 e terminei de compor uma linda canção pra Yemanjá. O reflexo do sol desenha seu manto em nosso mar, aqui na Pedra da Sereia. Quantas canções compus pra Janaína, nem eu sei, é minha mãe, dela nasci. Talvez Stela saiba, ela sabe tudo, que mulher, duas iguais não há, que foi que fiz de bom pra merecê-la? Ela te manda um beijo, outro pra Zélia, morro de saudade. Quando vierem, tragam pano africano para eu fazer uma túnica e ficar irresistível.


    Ontem saí com Carybé, fomos buscar Camafeu na Rampa do Mercado, andamos por aí trocando pernas, sentindo os cheiros, tantos, um perfume de vida ao sol, vendo as cores, só de azuis contamos mais de 15 e havia um ocre na parede de uma casa, nem te digo. Então ao voltar, pintei um quadro, tão bonito, irmão, de causar inveja a Graciano. De inveja, Carybé quase morreu e Jenner, imagine!, se fartou de elogiar, juro. Quadro simples: uma baiana, o tabuleiro com abarás e acarajés e gente em volta. Tivesse tempo, ia ser pintor, ganhava fortuna. O que falta é tempo pra pintar, compor vou compondo devagar e sempre, tu sabes como é, música com pressa é aquela droga que tem às pampas por aí. O tempo que tenho mal chega pra viver: ver dona Menininha, saudar Xangô, conversar com Mirabeau, me aconselhar com Celestino sobre investir o dinheiro que não tenho e nunca terei, graças a Deus, ouvir Carybé mentir, andar nas ruas, olhar o mar, não fazer nada e tantas outras obrigações que me ocupam o dia inteiro. Cadê tempo pra pintar?

    Quero dizer uma coisa que já disse há mais de 20 anos, quando te deu de viver na Europa e nunca mais voltavas: a Bahia está viva, ainda lá, cada dia mais bonita, o firmamento azul, esse mar tão verde e o povaréu. Por falar nisso, Stela de Oxóssi é a nova iyalorixá do Axé e, na festa da consagração, ikedes e iaôs, todos na roça perguntavam onde anda Obá Arolu que não veio ver sua irmã subir ao trono? Pois ontem, perto das quatro da tarde, saí com Carybé e Camafeu a te procurar e não te encontrando, indagamos: que faz ele que não está aqui se aqui é seu lugar? A lua de Londres, já dizia um poeta lusitano que li numa antologia do tempo de menino, é merencória. A daqui é aquela lua. Por que foi ele para a Inglaterra? Não é inglês, nem nada, que faz em Londres? Um bom fdp é o que ele é, o nosso irmãozinho.

    Sabes que vendi a casa da Pedra da Sereia? Fizeram um edifício medonho em cima dela e puseram nos jornais: venha ser vizinho de Caymmi. Fiquei retado e vendi, comprei apartamento na Pituba, vizinho das línguas viperinas. Mas hoje, antes de mudar, fiz essa canção pra Yemanjá que fala em peixe e vento, saveiro, mestre do saveiro e mar da Bahia. Nunca soube falar de outras coisas. Dessas e de mulher. Dora, Marina, Adalgisa, Anália, Rosa morena, como vais morena Rosa, e todas, como sabes, são a minha Stela com quem me casei te tendo de padrinho. Bênção, padrinho, Oxóssi te proteja nessas inglaterras, beijo pra Zélia, não esqueça de trazer meu pano africano, volte logo, tua casa é aqui e eu sou teu irmão Caymmi.”

    No céu das artes, o irresistível Caymmi abraça o centenário Jorge, amado irmão.


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 10h30
    [ ] [ envie esta mensagem ] [ ]



    Só o chefe não sabia???!!!

    Foto: Júlio César Guimarães/UOL

    Lula, merecidamente doutor honoris causa

    Lula é o 'mandante' do mensalão, diz advogado de Roberto Jeferson; o 'comandante' seria o José Dirceu?!
    roberto jeferson diz que lula sabia de tudo do mensalao 130812 sponholz humor politico Advogado de Roberto Jefferson diz que Lula era o Mandante do Mensalão

    por Sponholz exclusivo para o Humor Político

    Esta charge do Clayton foi feita originalmente para o