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    Escrito por Edson Matosinho às 18h26
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    Feliz aniversário Hugo

    Hugo, hoje (primeiro de setembro) no seu aniversário quero agradecer a Deus por ter colocado você em meu caminho, me dando motivos para acreditar na vida, nos sonhos, nas tristezas e nas alegrias.  Feliz Aniversário hoje e sempre Filho!

    Rose e Hugo

    Foto: " Tem pessoas que chegam à nossa vida realmente mandadas por Deus...
Obrigada Deus, por deixar uns anjos passearem por aqui..."

     

     



    Escrito por Edson Matosinho às 18h24
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    Frank Sinatra e Ray Charles: Yesterday, uma linda canção

    Toque outra vez ...



    Escrito por Edson Matosinho às 16h39
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    Retrato em Branco e Preto (Chico Buarque), autoria de Tom Jobim e Chico Buarque

    Retrato em Branco e Preto (Chico Buarque) 

    Já conheço os passos dessa estrada
    Sei que não vai dar em nada
    Seus segredos sei de cor
    Já conheço as pedras do caminho
    E sei também que ali sozinho
    Eu vou ficar, tanto pior
    O que é que eu posso contra o encanto
    Desse amor que eu nego tanto
    Evito tanto
    E que no entanto
    Volta sempre a enfeitiçar
    Com seus mesmos tristes velhos fatos
    Que num álbum de retrato
    Eu teimo em colecionar

    Lá vou eu de novo como um tolo
    Procurar o desconsolo
    Que cansei de conhecer
    Novos dias tristes, noites claras
    Versos, cartas, minha cara
    Ainda volto a lhe escrever
    Pra dizer que isso é pecado
    Eu trago o peito tão marcado
    De lembranças do passado
    E você sabe a razão
    Vou colecionar mais um soneto
    Outro retrato em branco e preto
    A maltratar meu coração

    Por trás da letra: Retrato em Branco e Preto - Chico Buarque e Tom Jobim

    A melodia foi composta por Jobim em 1965, e se chamava Zíngaro (e foi com esse título que João Gilberto a gravou, em 1977, no disco Amoroso). Em 1968, a música foi pa...ra Chico colocar a letra. E aí Wagner Homem, no Livro Chico Buarque - História das canções (Ed. Leya, 2009), conta um pouco dessas "implicâncias" na composição da música.

    Uma delas, quando o Quarteto em Cy foi gravar a canção, Chico Buarque teria decidido substituir a expressão "Trago o peito tão marcado" por "peito carregado", sob o argumento de que o "tão" funcionou como uma muleta para completar as sílabas da canção. No entanto, Tom Jobim, que aceitara relutantemente a mudança, ligou para Chico pedindo a manutenção da versão original, porque a expressão "peito carregado" tinha a conotação de tosse. Ponto para Tom.

    Mas o episódio mais engraçado da música foi sobre a expressão " vou colecionar mais um soneto/ outro retrato em branco e preto/a maltratar meu coração"

    Assim narrada por Wagner Homem:

    "Em outra ocasião Tom teria dito a Chico que ninguém fala ‘retrato em branco e preto' e que a expressão correta seria ‘retrato em preto e branco'. Ao que Chico teria respondido: ‘Então tá. Fica assim. ‘vou colecionar mais um tamanco/outro retrato em preto e branco'. Diante de uma tamancada tão convincente, Tom entregou os pontos.

    E das implicâncias surgiu uma das mais belas músicas...



    Escrito por Edson Matosinho às 15h49
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    Resquício do finado Rolim Adolfo Amaro

    Airbus culpa TAM, Infraero e pilotos por desastre em 2007

    RICARDO GALLO
    DE SÃO PAULO

    01/09/2014

    A fabricante Airbus disse à Justiça que os dois pilotos, a TAM e as condições de Congonhas são os responsáveis pelo acidente em que um avião, ao tentar pousar no aeroporto paulistano, cruzou toda a pista e explodiu contra um prédio, em 17 de julho de 2007.

    Foi o maior desastre da história com uma empresa aérea brasileira: 199 mortos.

    É a primeira vez que vêm à tona declarações da Airbus sobre as causas do acidente. A empresa europeia fabrica o A320, modelo que se acidentou. Em público, ela nunca havia atribuído culpa aos envolvidos -a TAM é sua maior cliente na América Latina.

    As declarações estão em processo cível a que a Airbus responde na Justiça. A ação foi movida pela Itaú Seguros, seguradora da TAM e, como tal, incumbida de pagar as indenizações em razão da tragédia.

    A Itaú está processando a Airbus para tentar reaver o que gastou; para isso, argumenta ter havido falha no projeto da aeronave, o que a fabricante nega. A ação tem valor de R$ 350 milhões. Ainda não há sentença.

    Ao se defender no processo, a Airbus sustenta que o comandante Kleyber Aguiar Lima e o copiloto Henrique Stefanini Di Sacco, que morreram na tragédia, são os principais culpados. E TAM e Congonhas, administrado pela Infraero, contribuíram para que o desastre ocorresse.

     Rogério Cassimiro - 17.jul.2007/Folhapress 
    Bombeiros tentam apagarfogo causado por acidente com avião da TaM em Congonhas
    Bombeiros tentam apagarfogo causado por acidente com avião da TaM em Congonhas

    Os pilotos, segundo a fabricante, não usaram o procedimento correto para um avião com um reversor inoperante, caso do A320 naquele dia.

    O reversor é um dispositivo nas turbinas que ajuda a aeronave a frear -desde quatro dias antes do acidente, estava desativado.

    Em 2006, a Airbus havia determinado que, mesmo com um reversor sem operar, os dois manetes (que controlam a potência do avião) teriam de ser puxados para trás logo depois da aterrissagem.

    Esse movimento, que aciona os reversores, deveria ser feito mesmo com um deles inoperante, para evitar que a assimetria dos manetes pudesse descontrolar o avião.

    O comandante Lima, afirma a Airbus em sua defesa, colocou um dos manetes em posição errada, a de aceleração, o que fez o avião não parar logo depois de pousar.

    É a mesma conclusão a que chegou a Polícia Federal em relatório de 2009.

    SEM PROVAS

    A Aeronáutica, que investigou o acidente, não achou provas que apontassem responsabilidade dos pilotos. Elencou apenas hipóteses: erro dos pilotos ou do projeto da aeronave, que não alertou a tripulação da assimetria.

    A Airbus nega ter havido erro seu. E diz que o copiloto Di Sacco poderia ter visto a assimetria e avisado o comandante, mas não o fez. Contribuiu para isso a sua falta de experiência, segundo a fabricante.

    Os erros dos pilotos foram possíveis, continua a Airbus, em razão do "ambiente permissivo e desorganizado na companhia aérea e pela desorganização administrativa em que se encontrava a aviação civil no Brasil -essas as concausas do acidente".

    Nenhuma das envolvidas (Airbus, TAM, Infraero e Itaú) quis falar sobre o processo -a Infraero se resumiu a dizer que a pista de Congonhas estava e está em boas condições.

     Editoria de arte/Folhapress 
     


    Escrito por Edson Matosinho às 15h44
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    Análise da Greve dos comissários de Voo da Vasp - setembro de 1986 (parte XIV)

    Estudo da Greve Histórica de Dezenove Dias em 1986 dos Comissários de Voo da Vasp

    Uma acurada análise sobre a Greve dos Comissários de Voo da Vasp em setembro 1986

    Greve dos Comissários de Voo da Vasp em 1986 (parte XIV, continuação)

    O que se lê a seguir é o estudo elaborado pela FIPE de um dos movimentos grevistas mais abrangentes e contundentes que a história dos trabalhadores da Aviação registra.

    * Transcrito por Edson Matosinho

    "Os Anjos da Guarda Vão à Luta"

    Um estudo de caso da Greve dos Comissários de Voo da Vasp de setembro de 1986, de autoria de Manoel Cabral de Castro

    O livro foi publicado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em outubro de 1988.

    Índice:  3 - Análise da Greve; 4 - Comentários Finais

    Análise da Greve

    As razões e as Consequências da Greve (parte XIV)

               Já ficou claro pelas considerações precedentes que a greve dos comissários de voo terminou de forma melancólica para os trabalhadores: nem mesmo as concessões que tinham alcançado conseguiram preservar. Mais que isto: conquistas atingidas ao longo de dez anos de luta foram perdidas. Por isto, em face de dados tão negativos, torna-se necessário pesquisar quais foram as razões da derrota e, em seguida, comentar as consequências que esta trouxe para o grupo de comissários.

    a) As razões da Derrota

                Ao considerar-se o poder de fogo que os comissários demonstraram possuir e sua capacidade de organização manifestada durante o confronto com a Vasp, a pergunta que se coloca é por que uma greve que tinha tudo para dar certo acabou por resultar numa indiscutível derrota? Ou nas palavras de um dos líderes do movimento, uma questão chave nessa procura é explicar o paradoxo representado pelo fato de que " greve dos comissários de voo teve êxito na sua organização, condução e manutenção, mas não foi vitoriosa a finalidade que lhe deu origem, pois não conseguimos o acordo almejado e que estava em disputa na correlação de forças" (Edson Matosinho, " A Greve Histórica do Comissário de Voo da Vasp em Contra-Reporte, número 1, p.4).

                Ao seguir o esquema já explorado no estudo elaborado por Leôncio M. Rodrigues e Iram J. Rodrigues n'A Greve dos Nove Dias, essa explicação pode ser tentada na análise de uma articulação entre duas ordens de fatores: os de natureza estrutural e os de natureza comjuntural. Sob o primeiro aspecto, a exposição precedente permite destacar aspectos como o perfil sócio econômico do grupo de comissários, a importância desse profissional no funcionamento do transporte aéreo, o nível de organização do grupo, as restrições da legislação em vigor com relação à greve em serviço considerado essencial e as carcterísticas da empresa pública. Mas houve ainda um conjunto de condições circunstanciais que também tiveram papel decisivo no desfecho do evento. Entre os mais relevantes podem ser listados os seguintes: a inadequação do procedimento negocial, a subestimação das medidas de repressão da empresa, a avaliação inadequada dos riscos de uma greve prolongada, a atitude das autoridades, a eficácia da estratégia patronal e, permeando tudo, o excesso de voluntarismo.

                Pelas características salientadas na introdução deste estudo, pode se evidenciar que os comissários de voo constituem um grupo muito particular de trabalhadores. Possuem um nível de instrução elevado, grande parte deles possuindo nível superior. a mesmo tempo o exercício da profissão estimula-os a elevar sua qualificação, em especial no que diz respeito ao domínio de idioma estrangeiros. Sua convivência longe da família durante muitos dias da semana tende a fortalecer os vínculos de solidariedade e companherismo entre eles. Neste sentido, as carcterísticas de seu metier contribuem para torná-los um grupo coeso. Por sua vez, esse elevado nível de união, principalmente no caso da Vasp, favorece sua sindicalização. Como vimos anteriormente, estima-se  em mais de 90%  seu percentual de filiação ao Sindicato Nacional dos Aeronautas nessa empresa. E complicando tudo isso, há o contraste entre as utopias que emolduram a profissão e que, muitas vezes, se chocam com a realidade de condições de trabalho desfavoráveis.

                Graças as carcterísticas assinaladas, o reconhecimento de uma situação salarial insuficiente contribuiu para que a adesão à greve fosse total: na primeira semana não houve nem necessidade de piquetes. Entretanto, é bem possível que essa coesão do grupo o tenha levado a superistimar sua força, fazendo-o acreditar que era possível impor integralmente suas reivindicações à empresa. Essa antevisão da vitória só podia fortalecer-se quando consideram que sem eles nenhum avião pode levantar voo. Além do mais, como treinamento de novos comissários estava sob controle do grupo, a empresa não tinha como substituir rapidamente os grevistas. Essas carcterísticas sugerem que, da mesma forma que a ausência de organização e mobilização dificultam a sobrevivência de uma greve, a situação oposta pode levar a superistimar as próprias forças. Há muitos motivos que fazem crer que o excesso de confiança dos comissários os fez perder o senso de medida, o que contribuiu para sua derrota.

                Igualmente, a existência de uma legislação trabalhista que proíbe a greve no transporte aéreo comercial por considerá-lo um serviço essencial desfavoreceu em demasia os grevistas. A declaração do estado de greve pelo Ministério do Trabalho e a decisão de ilegalidade do movimento pelo Tribunal Superior do Trabalho - TST - concedeu à empresa o poder irrestrito de despedir por justa causa. E as demissões em massa como foram uma poderosa arma  a que a empresa recorreu para vencer a resistência dos grevistas.



    Escrito por Edson Matosinho às 12h59
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    Análise da Greve dos comissários de Voo da Vasp - setembro de 1986 (parte XIV)

                Leôncio Rodrigues e Iram Rodrigues, ao examinar a derrota dos bancários na greve de março de 1987, concluem que "a vitória, nos movimentos grevistas, depede da capacidade dos trabalhadores em ocasionarem às empresas prejuízos por não atenderem as suas reivindicações do que por  atendê-las". E completam: "para que isso aconteça, duas condições devem ser preenchidas simultaneamente: primeiro, a paralisação das atividades produtivas necessita ser suficientemente ampla, a fim de ocasionar o maior prejuízo possível ao patronato; segundo deve ser suficientemente longa a fim de fazer com que os prejuízos sejam cumulativos" (Martins Rodrigues e Jácome Rodrigues, idem: p. 11). Esse importante enunciado, embora válido para a maioria das greves, exige uma qualificação no caso da empresa pública. Ou seja, diferentemente da empresa privada, onde teoricamente ela tem que arcar com seus próprios prejuízos, a empresa pública, em muitas circunstâncias, pode transferir para o governo seus prejuízos. Este foi o caso da greve da Vasp. Aqui, embora os grevistas tenham imposto pesados prejuízos que, segundo os grevistas e o noticiário da imprensa, superam em muito os custos que adviriam da aceitação das demandas trabalhistas, isso não foi suficiente para forçar a empresa a negociar com os grevistas. Nas palavras dos próprios comissários, "A Vasp 'bancou' politicamrente a greve porque o Governo do Estado de São Paulo ( N.Eambos do PMDB: Franco Montoro e o Governo Federal José Sarney), por interesses partidários, por interesse de buscar garantir a aplicação de uma política de ferro e fogo, resolveram transformar a Greve dos Comissários de Voo da Vasp em exemplo. Por que temiam que a luta e avitória dos comissários da Vasp servissem de exemplo para um conjunto de categorias que realizariam suas convenções neste final de ano" (A Bússola, número 203, p. 7). Ainda sob essa questão, em outro número desse Jornal: "A diretoria da Vasp, quando do acordo com seus comissários comportou-se como um patrão à moda antiga. e como contava com recursos infindáveis, pois o prejuízo não seria dela, e ainda teve o apoio do governo, inclusive utilizando todo o aparelho repressivo herdado da ditadura militar, ela acabou conseguindo um resultado imediato com sua política" (A Bússola, número 201, p.7). Por causa dessa possibilidade de tapar o rombo da greve com recursos transferidos do governo estadual, os prejuízos causados pelos grevistas podiam ser absolvidos. Graças a esse repasse, não havia como obrigar a empresa a negociar. O erro dos comissários foi não perceber a tempo que entrar nesse jogo era contribuir para a vitória do adversário. como dizia uma comissária: "fomos incapazes de perceber a tempo que não tínhamos força para vencer o Estado" (Graziella).

               Esse quadro desfavorável aos grevistas dilineado pelos fatores estruturais foi agravado pela presença dos fatores situacionais. Nesse caso, cabe salientar, em primeiro lugar, os equívocos cometidos pelos grevistas no encaminhamento da negociação. Essas falhas foram principalmente de dois tipos. A primeira manifestou-se em sua intransigência, levando-os a perceber nas posições iniciais até o momento em que a derrota já estava configurada. Esqueciam os grevistas que saber fazer concessão é um ingrediente, muitas vezes fundamental no desenho da vitória de uma greve. O segundo revelou-se em sua incapacidade de explorar em seu proveito as aberturas que a empresa fez.

               Outro erro que os grevistas cometeram foi o de subestimar o efeito das medidas que a empresa usou contra eles. Graças ao papel exagerado que concederam aos aspectos motivacionais, ficaram indifrentes ao impacto devastador que as demissões em massa e a contratação de novos comissários, associados à decisão do DAC de modificar temporariamente as normas de trabalho dos comissários dentro das aeronaves, provocavam em suas fileiras. Sem dúvida, a influência dessas medidas aumentou porque os grevistas avaliaram de modo incorreto os riscos implicados numa greve de tempo indeterminado. Neste sentido, à medida que a greve se arrastava, mais vuneráveis os comissários ficavam à aplicação das medidas coercitivas engendradas pela empresa.

                O comportamento das autoridades, principalmente no nível estadual, concorreu decisivamente para a vitória da empresa. Primeiro, porque se dispôs a absorver os prejuízos acarretados pela greve. Segundo, porque respaldou as diretrizes estabelecidas pela empresa para reabrir as negociações com os grevistas. Terceiro, porque prestigiou a diretoria desta ao outorgar-lhe toda a responsabilidade pela condução dos entendimentos com os grevistas. Graças à obediência rigorosa a esses procedimentos, todos os esforços que os grevistas fizeram para provocar dissensão no adversário não surtiram efeito. Sob este aspecto, o fracasso da greve não deve ser debitado apenas aos erros dos comissários. Esse resultado foi também a consequência da eficácia da estratégia e das táticas que a Vasp, respaldada pelo governo estadual e federal, utilizou contra a greve.

                A análise da convergência dessas duas ordens de fatores na determinação da derrota dos comissários da Vasp suscinta questões que deveriam merecer uma cuidadosa avaliação da greve como instrumento de pressão nos ambientes sindicais por melhores condições de trabalho. Em primeiro lugar ,cabe reconhecer que, por maior que seja a importância funcional de um grupo dentro de uma empresa e por maior que seja sua organização, sua capacidade de impor uma derrota ao empregador defrontar-se-á sempre com restrições que devem ser cuidadosamente avaliadas. Em segundo lugar, as greves de tudo ou nada e as greves por tempo indeterminado estão a merecer um reexame por parte das lideranças sindicais. Com efeito a paralisação dos comissários da Vasp é um exemplo expressivo de que essas práticas podem transformar-se numa luta suicida, implicando pesadas perdas para os trabalhadores e para o sindicalismo. Na negociação como na greve, mais que dispor da capacidade de combinar dureza e flexibilidade com avanços e recuos, é preciso saber o momento exato em que esses comportamentos precisam ser assumidos. No caso do evento em discussão, várias foram as oportunidades que os grevistas, aceitando pequenas concessões, podiam ter rompido o impasse. Todavia, em cada uma dessas oportunidades optaram pelo confronto. A última dessas chances na greve da Vasp, como vimos, foi constituída pela proposta do comandante Dílson Ayres. Todavia, como diz Matosinho, como em outras ocasiões, também ali "quis o destino que no exato momento que a Assembleia preparava para votar a proposta de voltar parcialmente ao trabalho e, em seguida, reiniciarmos as negociações, a Empresa decolava o seu primeiro avião com passageiros. Não tivemos a frieza necessária para contornarmos este fato, e a categoria, por maioria, decidiu permanecer em greve" (A Bússola, p. 4).

    Cabe, finalmente, observar que a derrota dos comissários demonstra à exaustão que a greve não é uma alternativa à negociação, antes é um elemento de apoio a esta. Por isto mesmo, ao mesmo tempo que visa forçar a outra parte a negociar seriamente, é preciso cultivar o princípio de que na capacidade de fazer concessões pode estar o segredo de uma greve vitoriosa. Portanto, a greve não é, como aparenta ser, um momento de término da negociação, mas o instrumento que visa dar substância a esse processo.

    Continua: b) As Consequencias da Greve



    Escrito por Edson Matosinho às 12h58
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    Uma acurada análise sobre a Greve dos Comissários de Voo da Vasp em 1986

    Greve dos Comissários de Voo da Vasp em 1986 (parte XIII, continuação)

    O que se lê a seguir é o estudo elaborado pela FIPE de um dos movimentos grevistas mais abrangentes e contundentes que a história dos trabalhadores da Aviação registra.

    * Transcrito por Edson Matosinho

    "Os Anjos da Guarda Vão à Luta"

    Um estudo de caso da Greve dos Comissários de Voo da Vasp de setembro de 1986, de autoria de Manoel Cabral de Castro

    O livro foi publicado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em outubro de 1988.

    Índice:  3 - Análise da Greve; 4 - Comentários Finais

    Análise da Greve

    c) A Participação de Terceiros na Greve da Vasp (parte XIII)

                Entre os agentes que, de um modo ou de outro, se viram enredadas na greve cabe considerar, em primeiro lugar, o papel do Judiciário Trabalhista. Esse envolvimento, por força da legislação em vigor iniciou-se com o acolhimento do pedido de instauração do dissídio coletivo. No que diz respeito à sua posição diante da contenda, o papel do Tribunal do Trabalho apresentou duas facetas distintas. Por uma parte, na fase de conciliação - tanto no âmbito do TRT como no do TST - foi totalmente mal sucedido em suas tentavivas de abrir canais de entendimento entre os litigantes. Por outra parte, no julgamento da causa pelo TST, as velhas limitações desse órgão corporativista ficam patentes. Nesse caso como em tantos outros, não ficam claros os elementos que os juizes levam em conta em suas sentenças. Com efeito, colocados diante da necessidade de manifestar-se sobre a questão, mesmo diante de fatos inequívocos da defasagem salarial preferiram seguir um procedimento meramente formal de não considerar as cláusulas econômicas sob o pretexto de que as mesmas eram reguladas por uma sentença em vigor. Nessa posição formalista, sem qualquer sensibilidade social optaram por aplicar a letra da Lei, mesmo sabendo que as reivindicações dos grevistas eram legítimas, sendo inclusive acatadas pela empresa. Também fizeram vistas grossas ao acerto combinado entre as partes durante a fase negocial que garantia a inclusão dos itens econômicos no acordo a ser celebrado. Todavia, o Tribunal em sua decisão preferiu aceitar a tática que a empresa adotou depois que a greve se iniciou.

    A posição do Ministério do Trabalho (Ministro Almir Pazzianotto Pinto, N.E do blog), igualmente, não deixa dúvidas quanto a seu alinhamento ao lado da empresa. Esse comportamento evidenciou-se, primeiramente, pela rapidez com que a Vasp conseguiu o despacho do Ministro reconhecendo o estado de greve em serviço essencial. Em seguida, mudando sua antiga postura de sempre colocar-se à disposição das partes como mediador em face de eventuais paralisações, o Ministro condicionou a possibilidade de sua mediação no conflito a um pedido veemente por parte dos contendores. Ora como a posição da Vasp era de rejeição de mediadores, essa posição implicava em manter-se afastado da disputa. Tanto foi assim que, em uma única reunião com os grevistas, o Ministro se limitou a solicitar-lhes que suspendessem os piquetes, deixando livre o acesso ao trabalho. (N.E do blog: Nesta reunião ao me contrapor em suas levianas acusações, ao afirmar categoricamente, que em nenhum momento do movimento tivemos que barrar algum comissário/a de ir trabalhar, usando de coação, nervosamente irritado e descontroladamente, o todo `poderoso´ Ministro Pazzianotto autoritariamente e covardemente expulsou-me do recinto).

                As tentativas quase desesperadas dos grevistas de conseguir mediadores entre os políticos também não obtiveram êxito. O secretário Bresser Pereira, embora tenha recebido a comissão de grevistas que pedia sua ajuda para a indicação de um mediador, limitou-se a reafirmar que por decisão do governador Franco Montoro a responsabilidade pela condução dos entendimentos cabia à diretoria da empresa. Destino igual tiveram os esforços que os comissários fizeram de conseguir a mediação dos deputados federais Ulysses Guimarães e Flávio Bierrenbach (N.E do blog: Então presidente da Câmara dos Deputados e do Partido do Governo - PMDB; Flávio Bierrenbach, presidente da Associação Parlarmentar da Aviação Civil, da Câmara dos Deputados).

                Em tais propostas de mediação, salvou-se apenas o empenho feito pela comissão organizada pela Associação dos Pilotos da Vasp (N.E do blog: presidente comandante Daniel Bonfim). Especialmente no caso da tentativa realizada pelo comandante Ayres (N.E: menbro do Conselho de Representantes dos Empregados da Vasp - CREV) ficou demonstrado, embora tardiamente que havia um espaço que podia ter sido explorado com a utilização de mediadores hábeis. A essa altura, porém, com a vitória à mão, a empresa já não estava inclinada em fazer qualquer concessão. Só a derrota completa do adversário lhe interessava. Para isso, ela já não precisava de mediadores. Bastava a dureza de suas táticas. Em contrapartida, em sua cegueira voluntarista, os comissários aceitaram o confronto, deixando esvair-se a última chance de evitar uma derrota amarga.

    Continua: As Razões da Derrota e as Consequências da Greve



    Escrito por Edson Matosinho às 06h14
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    Louis Armstrong - What a wonderful world

    Canção simplesmente inesquecível

    Louis Armstrong - What a wonderful world



    Escrito por Edson Matosinho às 18h39
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    Análise da Greve dos comissários de Voo da Vasp - setembro de 1986 (parte XII)

    "Os Anjos da Guarda Vão à Luta"(parte XII, continuação)

    * Transcrito por Edson Matosinho

    Um estudo de caso da Greve dos Comissários de Voo de Vasp de setembro de 1986, de autoria de Manoel Cabral de Castro - O livro foi publicado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em outubro de 1988

     3 - Análise da Greve

    Estratégias dos Participantes da Greve e a Intervenção de Terceiros

    Parte XII: b) A Estratégia da Vasp

                A posição da Vasp diante dos pleitos dos comissários tinha três condicionantes principais. Havia, inicialmente, o reconhecimento de que a bandeira de luta dos grevistas tinha fundamento. Ou seja, admitia que sua remuneração estava defasada em relação e que era necessário atender essa demanda. Ao mesmo tempo, porém, considerava-se que essa reivindicação, no nível que era exigida pelos comissários, era exorbitante: aceita tal pretensão os salários desses funcionários ficariam muito acima dos níveis praticados no mercado. Em segundo lugar, recuando de um compromisso anterior à deflagração da greve, a empresa passou a recusar-se a negociar as cláusulas econômicas sob o pretexto de que o momento era inoportuno porque esses itens eram regulados pela convenção coletiva, cuja vigência estendia-se até o dia primeiro de novembro. Em terceiro lugar, julgava que por trás da atuação dos grevistas havia uma motivação política. Esta visaria um acerto de contas com a diretoria da empresa, cujas diretrizes administrativas vinham sendo questionadas pelos comissários. Mas acima de tudo, a greve teria por objetivo derrubar o Plano Cruzado. Sob este aspecto, a direção da Vasp - e com ela as autoridades do governo no plano estadual e federal - estava convencida de que o movimento dos comissários por melhorias salariais consideradas descabidas constituía apenas uma ponta de um 'iceberg', cuja parte encoberta correspondia a uma grande articulação sindical que pretendia derrotar a política salarial da Nova República.

              Inegavelmente foi este último condicionante que definiu o comportamento da empresa em face dos comissários: primeiro na negociação e depois ao longo da greve. Portanto, desde o início a posição da diretoria da Vasp não foi a de um simples engamento numa disputa trabalhista com seus empregados, mas a de um envolvimento num processo político de medição de forças. Tudo indica que essa suposição ganhou vigor à medida que às concessões que a empresa se dispunha a fazer os comissários retrucavam com a manutenção de suas reivindicações iniciais. Por isto a estratégia da Vasp apresentou duas etapas bem distintas. Uma durante a negociação, quando fixou os limites para as concessões aos comissários, não os ultrapassando em qualquer hipótese. Outra desenvolvida a partir da eclosão da greve, quando se lança numa batalha para derrotar o movimento e dar uma lição nos grevistas e nos demais sindicalistas que se atreviam a enfrentar o governo. A diretriz que norteou essa estratégia era só negociar com a suspensão da greve.

               Para contrapor -se a coesão dos grevistas, a estratégia empresarial foi alicerçada em duas decisões de suma importância para o destino final da greve. A primeira consistiu em considerar a paralisação como uma questão de governo. Nesse caso, todas as esferas  governamentais pertinentes - no âmbito federal e estadual - foram mobilizadas no sentido de dar apoio à empresa. Com esse objetivo multiplicaram-se os pronunciamentos das autoridades contra a greve. Outra deliberação que se enquadra nessa disposição das autoridades foi a posição do DAC de atender a solicitação da Vasp, suspendendo temporariamente as normas que regulam o trabalho dos comissários dentro das aeronaves. Todavia, mais importante que tudo isso foi a decisão do governo estadual de absolver os custos da greve: a partir desse movimento, os imensos prejuízos materiais ocasionados pela greve perdiam seu poder de pressão sobre a vida da empresa. Doravante estes passavam a ser cobertos com transferências ao governo paulista.

               Um segundo elemento de sustentação dessa estratégia da Vasp correspondeu à deliberação seguida à risca de atribuir à direção da empresa exclusiva responsabilidade pela condução dos entendimentos. a rigidez com que foi seguida esta diretriz se traduziu nos seguidos fracassos que os grevistas sofreram em suas tentativas de conseguir a indicação de mediadores neutros: toda vez que alguém se dispôs a exercer esse papel, não contou com o respaldo dos mentores governamentais.

               O sucesso dessa linha de ação da Vasp foi garantido por todo um conjunto de medidas que tiveram por finalidade apressar a desarticulação da greve. Tal como os grevistas previam, essas práticas antigreves iniciaram-se pela instauração do dissídio coletivo. Diferentemente do que pressagiaram os comissários, essa iniciativa da empresa antecipou-se a própria deflagração da greve. Por sua vez, no mesmo dia em que a greve era declarada, num lance inusitado, inclusive por ser um sábado, a empresa solicitava a declaração do estado de greve ao Ministro do Trabalho Almir Pazzianotto Pinto (governo do presidente José Sarney - N.E do blog), sendo prontamente atendida.

            Com base nas duas medidas tomadas, a direção da Vasp não esperou a deliberação do Tribunal Superior do Trabalho - TST - sobre a ilegalidade da greve para aplicar sanções aos grevistas: no dia seguinte à greve começou uma política de demissão em massa dos comissários. No segundo dia de paralisação, 17 comissários recebiam avisos de demissão. Essa mesma política foi acompanhada de outra não menos drástica; ainda no domingo, os jornais do Rio de Janeiro e São Paulo anunciavam a abertura de vagas para a contratação de novos comissários para substituir os grevistas. Esse cerco em torno dos comissários estreitou-se desde o momento em que o DAC suspendeu as normas que regem as funções das tripulações de comissários nos voos comerciais.

              De posse desses trunfos, a Vasp cuidou com atenção de dar o golpe final no movimento. Essas práticas foram de dois tipos. Primeiro tratou de aumentar a pressão sobre os grevistas com a finalidade de conseguir o retorno ao trabalho de um número crescente de comissários. Nesse intento combinava pressão psicológica - com as ameaças de perda do emprego para os novos contratados - com concessões - a não punição pela participação na greve. Em segundo lugar, fez um cuidadoso trabalho de aliciamento entre os pilotos a fim de enfraquecer seu apoio aos comissários. Em seguida a Vasp dedicou-se com afinco ao esforço de organizar os primeiros voos. Graças ao retorno de comissários arrependidos e as novas contratações e também à adesão de pilotos, no dia 24 de setembro, quatro voos eram retomados. A derrota da greve estava selada. Seu prolongamento ulterior deveu-se exclusivamente ao fato de que os comissários tentaram, por todos os meios, evitar uma derrota humilhante e porque a empresa, certa da vitória, quis que essa fosse inequívoca de modo que servisse de exemplo para a categoria e para os segmentos sindicais supostamente empenhados em desmoralizar o governo.

    A seguir: c) A Participação de Terceiros na Greve da Vasp


    Escrito por Edson Matosinho às 12h41
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    Querido Bull se foi para a Eternidade. Deixa muita saudade

    29/08/2014
     
    Amigos, oremos, recebi a notícia que o nosso amigo e companheiro Bull, faleceu, Oremos...

     

    Querido Bull se foi para a Eternidade. Deixa muita saudade. Meu pesar à sua família enlutada.

    Descance em paz!

    ADEUS ...

     
    Amigos, oremos, acabei de receber a notícia que o nosso amigo e companheiro Bebeto Bittencourt, acabou de falecer, Oremos
      
     
    Amigo com certeza o Céu em festa para lhe receber e aqui ficamos nós com as lembranças de nossos papos, nossas risadas e compartilhando muitas ideias. Aii amigoo vocé nos fará muita falta vá em paz e que Jesus lhe conceda a paz eterna. #delutoaqui com Bebeto Bittencourt

    Foto de Alberto Antunes.


    Escrito por Edson Matosinho às 13h54
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    CONTRIBUA PARA A COMUNIDADE GERIÁTRICA DE NOVA ODESSA

     

     

     

     FOGO DESTROI INSTALAÇÕES DO RECINTO E MATERIAL ALUGADO PELA SOCIEDADE GERIÁTRICA DE NOVA ODESSA ONDE SE REALIZAVA O TRADICIONAL 'PORCO NO ROLETE" BENEFICENTE

     
    Foto de Cleo Nenartavis.
     

     

     

     


     

    Instalações do Porco no Rolete destruída por incêndio

    Quem quiser ajudar a Comunidade Geriátrica de Nova Odessa a cobrir as despesas para reconstruir as instalações e materiais alugados destruídas pelo incêndio na Chácara Verde, onde realizava-se o tradicional evento beneficente "Porco no Rolete", é só efetuar um depósito na quantia que tiver ao seu alcance, em nome da COMUNIDADE GERIATRICA DE NOVA ODESSA, no Banco Bradesco; Agencia: 317-4; Conta: 21990-8.

      O valor real dos prejuízos foi de Cr$ 200.000,00; só de material alugado foi Cr$ 9.000,00. 

    VAMOS CONTRIBUIR COM A SOCIEDADE GERIÁTRICA DE N. ODESSA PARA AJUDAR A PAGAR A INDENIZAÇÃO DO RECINTO  ALUGADO PARA "O PORCO NO ROLETE" BENEFICENTE ÀQUELA CASA ASSISTENCIAL, DESTRUIDO PELO INCÊNDIO, NO ÚLTIMO DOMINGO (DIA 17/08/14)

     Agradeço em nome da Comunidade Geriátrica de Nova Odessa, do Milani e Figueiró.

    Edson Matosinho

     

     

     

     

     

     



    Escrito por Edson Matosinho às 14h58
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    Greve dos Comissários de Voo da Vasp em setembro 1986 (parte XI, continuação)

    "Os Anjos da Guarda Vão à Luta"(parte XI, continuação)

    * Transcrito por Edson Matosinho

    Um estudo de caso da Greve dos Comissários de Voo de Vasp de setembro de 1986, de autoria de Manoel Cabral de Castro - O livro foi publicado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em outubro de 1988

     3 - Análise da Greve

    Estratégias dos Participantes da Greve e a Intervenção de Terceiros

               A explicação desse desfecho final passa pelo entendimento do papel que dois tipos de fatores tiveram na greve. O primeiro diz respeito às estratégias e táticas que os comissários e a direção da Vasp utilizaram na greve. O segundo refere-se à participação de terceiros nas tentativas de mediação do conflito. Sob o primeiro aspecto convém examinar separadamente as táticas dos grevistas e as que foram empreendidas pela Vasp. No segundo caso, cabe considerar as interferências da Justiça do Trabalho, das autoridades governamentais e da Comissão dos Pilotos da Vasp.

    a) A Estratégia dos Grevistas

               Pela discussão feita nos itens anteriores, fica evidente que a greve, colocada como resultado do colapso da negociação, manteve o mesmo objetivo desta: além de uma conquista de um conjunto de cláusulas sociais, os comissários almejavam um ajustamento de sua remuneração ao mercado. Mais que as primeiras foi o ajuste salarial que se colocou como ponto central da discórdia. Mas do exame dos dados surge a convicção de que essa pretensão dos comissários, se concedida, ultrapassaria de muito os níveis de remuneração praticados no mercado. Esse, aliás, é um procedimento usual do no sindicalismo: pedir muito acima daquilo que se sabe de antemão será alcançado. Entretanto, o que causa espécie na negociação dos comissários é que sua reivindicação de ajuste ao mercado ficou inalterada ao longo da negociação e da greve. Em nenhum momento, houve sinais de flexibilidade nesse ponto. Bem ao contrário, quando a comissião negociadora aparentemente se dispunha a examinar os termos da primeira contraproposta patronal, a assembléia a proibiu de levar adiante este intento. Portanto, uma vez fracassada a fase negocial, os comissários recorreram à greve como meio para fazer capitular a direção da empresa, forçando-a a aceitar suas reivindicações.

              Estabelecido esse objetivo, os comissários cuidaram de dilenear uma estratégia capaz de garantir o sucesso de seu empreendimento. Na formulação desse projeto sobressaem dois momentos bem nítidos. O primeiro corresponde aos preparativos da greve. O segundo compreende as medidas e procedimento aplicados a partir da eclosão do movimento.

             A escolha da greve pelos comissários como um caminho para obrigar a Vasp a ceder carece ter uma dupla base de sustentação. De um lado, seu poder persuasivo viria do papel essencial que os comissários de voo exercem no funcionamento do transporte aéreo comercial. Graças às normas de voo disciplinadas, inclusive por convenções internacionais, por motivo de segurança, nenhum avião de passageiro pode decolar sem um determinado número desses profissionais. Por sua vez, o exercício da profissão de comissário de voo em razão da mesma importância é regulamentada pelo DAC (Departamento de Aviação Civil) - N.E do blog: atualmente ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil. Segundo as normas desse órgão, nenhum comissário pode integrar a tripulação comercial das aeronaves sem sua autorização. De outro lado, a consciência dessa função insubstituível contribuiu para que os comissários considerassem o êxito ou insucesso da greve como o resultado de um ato de decisão, de vontade.

               Esse voluntarismo dos grevistas é facilmente identificável nos boletins divulgados pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas durante a paralisação e nas entrevistas que a liderança do movimento divulgava pela imprensa. Um dos exemplos mais expressivos dessa postura encontra-se no Comunicado 08, de 11 de agosto, intitulado "Preparar-se para colher os frutos da nossa VITÓRIA".

               Nesse boletim, ao repudiar a intransigência da empresa em face das demandas sindicais, representantes dos comissários argumentam que esta atitude levaria necessariamente a uma rota de colisão entre as partes. Convencidos da inevitabilidade desse embate, não temem em aceitá-lo, dizendo: "quando a força da razão não consegue o predomínio nos entendimentos, resta como alternativa o uso da razão da força coletiva: o embate, o confronto de forças e vontades. Esse parece ser o cenário mais provável para o qual caminham (sic) nossas negociações".


    Escrito por Edson Matosinho às 14h57
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    Greve dos Comissários de Voo da Vasp em setembro 1986 (parte XI, continuação)

               Ao prever a greve como desfecho inexorável, o documento estabeleceu as consequências que imediatamente acompanhariam a deflagração do movimento. Inicialmente, colocou-se a necessidade de preparar-se para uma greve longa e difícil, pois se acreditava que a empresa lançaria mão de uma "estratégia de fricção, de desgaste e usura moral e psicológica, resistindo ao máximo!". Nesta batalha, supôe-se que a Vasp, uma vez eclodida a greve, não teria qualquer escrúpulo em recorrer ao chamado "entulho autoritário", como arma para debelar o movimento. Em uma antevisão profética, afirmava-se: "a Vasp instaurará o dissídio coletivo, pedindo julgamento em ritmo sumaríssimo pelo - TRT -Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo da legalidade de nossa greve. O Tribunal, com base nas leis drásticas da ditadura militar, ainda em vigor, julgará inapelavelmente nossa greve como ilícita e ilegal".

              Igualmente em uma previsão correta, antecipou-se naquele comunicado que, a partir dessa manifestação do Judiciário Trabalhista, a empresa endureceria sua posição. Por causa disso, esclareciam: "nosso grupo precisa ter absoluta consciência de que a Vasp adotará medidas de coação e terrorismo contra nós, seja efetuando demissões, seja coagindo os comissários e obrigando-os a embarcar para que alguns voos decolem durante nossa greve".

               De acordo com o documento, o preparo para fazer frente a essa situação envolvia três tipos de atitude por parte dos comissários. Em primeiro lugar, defendeu-se a necessidade de considerar a decisão do TRT/SP como "meramente formal e como tal não deve exercer nenhuma influência em nossa obstinação, determinação e resolução de dar continuidade a nossa greve mesmo que venha a ser considerada ilegal". Uma greve, completava-se, "não é legal ou ilegal, uma greve é sempre vitoriosa ou derrotada". Em segundo lugar, estabelecia-se que era preciso encarar esse conjunto de pressões e coações movido pela empresa com armas de cunho meramente psicológico e intimidatório. Estas teriam por objetivo afetar o equilíbrio psicológico dos grevistas, "semeando o medo e o terror de forma a quebrar nossa determinação de dar continuidade à greve". Em terceiro lugar, argumentava-se que era necessário certificar-se de que a vitória ou a derrota dos grevistas dependiam basicamente de um "preparo psicológico" ainda melhor que do adversário. Neste caso, admitia-se que, "dada a relação de forças entre contendores, o resultado do conflito entre os atores sociais é determinado fundamentalmente por fatores psicológicos. Vence a parte que for superior em equilíbrio psicológico e em determinação de lutar até as últimas consequências para a realização de seus desejos e vontades". e concluíam: "se nós decidirmos fazê-la com base nos pressupostos apresentados, enlaçados na solidariedade fraternal de nosso grupo e movidos pela absoluta e inabalável obstinação de conquistar a vitória, estamos completamente certos de que esta parada os patrões perdem e nós ganhamos".

              Esse preparo motivacional foi levado a cabo por meio de dois tipos de ações. O primeiro implicou um contínuo processo de mobilização da categoria. Esse foi um trabalho longamente amadurecido durante a preparação da negociação que se fez, como relatado anteriormente, mediante amplo e contínuo debate com as bases. O segundo, de certo modo um desdobramento do primeiro, envolveu quatro tipos de atividade. o primeiro consistiu no fortalecimento da Associação dos Comissários de Voo da Vasp como mecanismo básico de sua organização. O segundo envolveu o esforço para fortalecer as ligações entre o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e a Associação dos comissários de Voo da Vasp (ACV). O terceiro comprendeu a constituição da Comissão de Negociação que durante a paralisação se transformou em Comando da Greve. Finalmente, o quarto foi apresentado pela assembleia geral a que se atribuiu o papel de instância máxima do processo de decisão.

               Essas estratégias foram acompanhadas de várias táticas operacionais utilizadas durante a paralisação. De acordo com o Boletim da Greve número 12/09, um primeiro tipo foi o procedimento usado para o desencadeamento da greve: esta abarcou apenas os aeroportos do eixo Rio/São Paulo: Galeão, Santos Dumont, Afonsos, Santa Cruz, São José dos Campos, Congonhas, Guarulhos, Viracopos e Santos. Fora dessa área, os comissários deveriam cumprir a escala de voo, sendo alertados para que não aceitassem qualquer modificação na programação. Entretando, desde que seus equipamentos pousassem nestes aeroportos, por nenhum motivo deveriam decolar. Essa foi uma tática eficiente porque evitou a dispersão do grupo, mantendo-o em suas bases (Rio de Janeiro e São Paulo).

                Uma segunda tática dos comissários de voo foi tentar reabrir as negociações, sem suspender a greve. Outro recurso utilizado foi a formação de piquetes para impedir a ação dos fura-greve. Todavia, pelo menos no início, a adesão ao movimento foi tão completa que não houve necessidade dos mesmos. No período final da paralisação, porém, as denúncias da direção da empresa são de que esses piquetes tornaram-se progressivamente agressivos contra comissários que se inclinavam a retornar ao trabalho. Por fim, à medida que a greve perdia força o comando de Greve tentou por todos os meios encontrar uma saída para o impasse por meio de recurso a um mediador aceito pelas partes. As recusas do empregador impediram que essa alternativa vingasse.

    Continua - Parte XII: b) A Estratégia da Vasp


    Escrito por Edson Matosinho às 14h56
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    Greve dos Comissários de Voo da Vasp em setembro 1986 (parte X, continuação)

    "Os Anjos da Guarda Vão à Luta"(parte X, continuação)

      Um estudo de caso da Greve dos Comissários de Voo de Vasp de setembro de 1986, de autoria de Manoel Cabral de Castro - O livro foi publicado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em outubro de 1988

    O que se lê a seguir é o estudo elaborado pela FIPE de um dos movimentos grevistas mais abragentes e contundentes que a história dos trabalhadores da Aviação registra.

    * Transcrito por Edson Matosinho

    Índice

    1 - Introdução; 2 - A Renovação do Acordo: A Negociação e o Impasse; 3 - Análise da Greve; 4 - Comentários Finais

      Índice

    1 - Introdução; 2 - A Renovação do Acordo: A Negociação e o Impasse; 3 - Análise da Greve; 4 - Comentários Finais

     
     3 - Análise da Greve

               Dentro dessa nova relação de forças, as possibilidades de acordo evaporam-se de vez. O Sindicato Nacional dos Aeronautas e os comissários ainda tentaram num esforço heróico manter uma posição de confronto. Todavia, à medida que sua situação se debilitava, tentaram por todos os meios uma saída honrosa, ou pelo menos reduzir os estragos da derrota. Com esse intuito, lançaram-se na busca de uma mediação que permitisse encontrar alternativas para o impasse. Desde a frustação da mediação do comandante Ayres, os grevistas revelavam-se flexíveis, propondo-se a fazer concessões. Com esse ânimo, procuraram o apoio do secretário Bresser Pereira no sentido de conseguirem a indicação de um mediador para o conflito. Embora mostrando alguma simpatia em relação à proposta, o Secretário afirmou que a posição do governo era não só de recusa à mediação como de atribuição de toda a competência à diretoria da Vasp para conduzir os entendimentos. Uma última tentativa de mediação foi tentada junto aos deputados Ulysses Guimarães e Flávio Bierrenbach. Após uma acolhida favorável dos dois, os mesmos tornaram-se reticentes depois que mantiveram contato com as autoridades. com essa tentativa foram sepultadas as últimas esperanças de reabrir um canal de comunicação com a direção da empresa.

               No campo oposto, o sentimento era de uma vitória próxima. A essa altura, sentindo-se fortalecida, a direção da Vasp já não se interessava em apressar a normailização dos voos que, no final do mês, já eram quase trinta. Nesse ambiente de vitória, ela endureceu sua posição e passou a desafiar os grevistas: reabriu os concursos para novas contratações, restringiu suas concessões ao estritamente concedido pelo TST, recusou a readimitir em bloco os demitidos e abriu inquérito na Polícia Federal contra os grevistas (N.E. do blog: Sómente a alguns dos líderes do movimento). No dia 30/09, em comunicado de sua diretoria, anunciou que a metade dos voos estava sendo operados. Informou ainda que 100 comissários antigos se tinham colocado a sua disposição e adiantou que 50, entre os novos contratados, estavam em condições de voar. Além disso, declarou que mais de 20 mil candidatos a comissários inscreveram-se em São Paulo e Rio de Janeiro.

               Foi, portanto, sem surpresa que no dia primeiro de outubro, exatos 19 dias após seu início, em uma assembléia tensa e cheia de emoção, entre copiosas lágrimas e abraços, os comissários decidem suspender o movimento por 20 dias num gesto desesperado para reabrir as negociações. Num momento que os comissários pareciam atordoados entre a aceitação da derrota e a tentativa suicida de resistir, os próprios demitidos vieram em socorro de seus companheiros de trabalho que relutavam em aceitar a proposta de suspensão da greve talvez por receio de que esse gesto fosse encarado como uma traição a sua palavra de ordem de só voltar ao trabalho com a readmissão dos demitidos. Ao reconhecer a inviabilidade dessa resistência, estes bradavam: " a gente tem que voltar ao trabalho, porque a Vasp não vai readmitir ninguém". Idêntico argumento utilizou Lavorato: "manter a greve agora é um ato de suícidio. Temos de recuar para tentarmo negociar e salvar a categoria" (OESP, 02/10/86).

              Do lado da empresa, o clima reinante era de vitória. Traduzindo esse sentimento de satisfação, declarou um membro da diretoria: os sindicatos brasileiros se acostumaram com o papo de que toda greve acaba em pizza, os dispensados readmitidos e a empresa pagando os dias não trabalhados. Mas dessa vez vai ser diferente" (OESP, idem). O presidente Angarita, mais comedido, afirmou que venceu o bom senso e que a posição da Vasp na greve foi "uma posição de governo" (idem).

    No dia 2, a partir do meio dia, normalizou-se a volta ao trabalho. Uma tarja preta no braço de cada comissário, uma lista com os nomes dos "minhocas" e dos "urubus" no quadro de avisos eram os sinais mais expressivos dos sentimentos de frustação e da dura realidade com que os comissários teriam que conviver dali por diante. Em contrapartida, a obstrução de canais de comunicação entre o grupo de comissários e a direção da empresa, o desgaste da imagem desta perante o público e o volumoso prejuízo provocado pela greve, estimado em cerca de 120 milhões de cruzados por Adriano Branco, secretário dos transportes, colocavam para a empresa a dimensão do desafio que a vitória lhe obrigava a administrar.

    continua...

    Estratégias dos Participantes da Greve e a Intervenção de Terceiros


    Escrito por Edson Antonio F. Matosinho às 14h32
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